Aparências enganam
8 Booh!
Notas iniciais
Pov Anna
Assim que nós entramos em casa, Punzie saltou para os braços de minha mãe que estava sentada no sofá assistindo ''The X Factor USA''.
– Tia! — Ela gritou e abraçou minha mãe.
– Oi linda, olha para você, você se tornou uma linda jovem! — Minha mãe sorriu.
– A senhora também está linda! — Punzie sorriu de volta.
– Olha quem chegou! — Meu pai entrou na sala com um prato enorme cheio de chocolate, e o colocou em cima da mesinha do centro.
– Tio! — Punzie o abraçou.
Punzie e meus pais conversavam alegremente enquanto eu comia todo o chocolate que estava no prato, sem meu pai ver é claro. Uns 3 minutos se passaram quando Elsa decidiu falar.
– Vamos subir? — Ela disse e eu e Punzie assentimos. Punzie se despediu de meus pais e subimos para nossos quartos.
– Ué, o que aconteceu ao chocolate que eu trouxe da cozinha? — Eu ainda consegui ouvir meu pai perguntar.
Assim que chegamos no quarto de Elsa, Punzie se encantou, até eu! O quarto estava diferente da primeira vez que eu o tinha visto, estava mais decorado e tinha flocos de neve desinhados na parede.
– Que quarto mais legal! — Punzie disse com os olhos brilhando.
– Você ainda não viu o da Anna, tem muitas cores! — Elsa falou e os olhos de Punzie brilharam ainda mais.
– É... mas agora não é boa ideia de o ir ver não! -Eu falei nervosa esfregando as minhas mãos.
– Porque não? — As duas perguntaram ao mesmo tempo, levantando uma sombracelha.
– Por que houve um pequeno acidente... — Eu expliquei fazendo um gesto estranho ao dizer ''pequeno''.
– Um pequeno acidente, sei... — Elsa sorriu maliciosamente e eu lhe joguei um travesseiro na cara.
– Guerra de almofadas! — Punzie gritou e aí começamos jogando travesseiros umas nas outras. Estava muito divertido até alguém bater na porta.
– Pode entrar! — Elsa falou e minha mãe entrou no quarto com um vestido de alcinha vermelho que ia até o joelho. Seus cabelos castanhos estavam amarrados num coque e ela calçava um escarpin branco, ela tava deslumbrante. Nós três estavamos em cima da cama, com os travesseiros na mão a encarando como estátuas.
– Ehm... É só para avisar que eu e o vosso pai vamos sair... — Minha mãe falou hesitante e um pouco corada. Então eu saltei da cama e a abracei.
– Você está linda mamãe! — Eu sorri fazendo ela sorrir também.
– Anna tem razão! E além do mais, você e o papai merecem se divertir... — Elsa também saltou da cama para a abraçar.
– Nossa, que filhas mais fofas que eu tenho! — Nós demos um abraço de urso e Punzie sorriu.
– Um dia quero ser igual a você tia! — Punzie sorriu e minha mãe a chamou para um abraço. Punzie não recusou, e desceu logo da cama e assim demos mais um abraço.
– É melhor eu ir antes que eu comece a chorar e depois ter que retocar a maquiagem... — Mamãe riu e nos despedimos dela.
– O que vamos fazer agora? — Punzie perguntou se deitando na cama.
– Comer chocolate? — Eu sugeri.
– Ver um filme? — Elsa disse ao mesmo tempo que eu.
– As duas coisas parecem legais! — Punzie se levantou sorrindo.
– Então eu vou buscar o chocolate! — Eu levantei a mão me fazendo de voluntária.
– E eu vou escolher o filme! — Elsa falou se dirigindo a caixa onde ela tinha todos os filmes guardados.
– E eu vou olhar pela janela! — Rapunzel falou e deu um grito.
– Que foi? — Eu e Elsa nos preocupamos.
– Eu vi qualquer coisa na outra janela! — Punzie disse com medo, pegando na sua frigideira, sério que ela ainda guarda isso?
– Deve ser o Jack, o quarto dele fica em frente ao meu... — Elsa falou enquanto pegava os filmes um por um, e os metia de lado.
– Mas não tem nenhuma luz acessa... — Punzie se enrolou na manta.
– Você está tendo ilusões, Punzie! — Eu neguei com a cabeça. — Vou buscar o chocolate. — Eu falei e me dirigi até a cozinha, meus pais já tinham saido.
Peguei todos os doces que ia encontrando enquanto cantava uma musica qualquer, e derrepente ouço passos. Será que Sven estava de volta? Ou será que eram as meninas tentando me assustar? Se for a segunda opção, elas podem esquecer! Eu quase nunca tenho medo. Subi as escadas com sacos e pratos nas mãos e quando abri a porta do quarto me deparei com uma cena um pouco estranha. Elsa estava em cima da cama com a caixa de um filme na mão enquanto Punzie saltava para tentar pegar a caixa.
– O que está acontecendo aqui? — Eu perguntei pasmada.
– Elsa está querendo colocar um filme de terror! — Punzie respondeu continuando a fazer o que ela estava fazendo.
– Se você não quer ver, então fecha os olhos! — Elsa disse.
– Não, não você deixar você ganhar outra vez! — Punzie cruzou os braços e Elsa a encarou confusa.
– Como assim ganhar?
– Hoje no celular, você me disse que as galinhas não voavam e isso é totalmente mentira! Flynn me contou que as galinhas voam sim, mas que são voos curtos que podem ir até 10 metros de altura! — Punzie deu um sorriso sarcástico.
– Você levou isso mesmo assério? — Elsa arregalou os olhos.
– É, você tinha destruido o meu sonho de criança! — Punzie amoou e Elsa se desatou a rir.
– Okay, vocês estão parecendo duas crianças! — Eu falei colocando os pratos em cima do criado-mudo.
– Punzie é que está fazendo todo esse drama, primeiro o filme, agora as galinhas, o que vem a seguir? Vai dizer que tem fantasmas nesta casa também? — Elsa perguntou franzindo as sombracelhas.
– Não sei não! — Punzie respondeu.
– Chega! Elsa, não vamos ver nenhum filme de terror e Punzie, aqui em casa não tem fantasmas não... — Eu tentei a tranquilizar mas nesse momento a luz faltou.
– Ah não, então como é que a luz se desligou sozinha? — Punzie falou com uma voz trêmula.
– Não sei, a luz deve ter acabado... — Eu falei.
– Anna, a gente se mudou hoje... A luz não pode acabar assim de um momento pro outro! E além do mais, é só na nossa casa que não tem luz, porque a luz do quarto de Jack está acessa.
– Talvez tenha sido, um curto-circuito, eu vou lá em baixo ver! — Eu falei me levantando e Punzie deu um gritinho.
– Você vai assim? Sem luz? — Punzie perguntou.
– Não, eu tenho a lanterna de meu celular. — Eu falei e sai do quarto, desci as escadas e me dirigi até a cave onde se encontrava o contador da luz, liguei e voltei para o quarto.
– Viu? Tudo resolvido! — Eu sorri e nesse momento a luz se apagou de novo e ficamos em silêncio.
– Punzie, me desculpa por zoar de você quando você está com medo... Agora eu entendo. — Elsa falou com uma voz tremida.
– Não há nada porque ter medo... — Eu disse e ouvimos a porta fazer um barulho ao se abrir.
– Anna você está abrindo a porta? — Elsa perguntou inquieta.
– Não... — Eu respondi.
– Se não é você, quem é então? — Punzie perguntou, e pela voz dela pude ver que ela estava aflita.
– Deve ser o vento... — Eu disse tentando ficar calma.
– Anna, em casa não há vento... — Elsa falou e ouvimos passos.
– Ai meninas, eu estou com medo... — Punzie começou a chorar.
– Calma, nós estamos aqui... — Eu disse e aí me lembrei dos meus pais. — Okay mamãe, papai, eu sei que são vocês!
– Anna, por que raios eles iriam querer fazer isso com a gente? — Elsa perguntou.
– Não sei... — Eu respondi.
– Meninas, antes de a gente morrer eu tenho algumas confissões a fazer... — Punzie deu um suspiro.
– Punzie, a gente não vai morrer... — Eu falei calma.
– Mas se a gente morrer, eu quero dizer que, primeiro, que estou apaixonado pelo Flynn... — Punzie falou chorando.
– O seu melhor amigo? Aquele que veio te trazer aqui? — Elsa perguntou.
– Sim, ele! Segundo, eu queria confessar que quando a gente era criança, e eu fui passar férias na vossa casa em Londres, eu tinha deixado cair as vossas escovas de dentes no vaso sanitário... — Punzie chorava cada vez mais e eu fiz cara de nojo, saber que limpei meus dentes durante 3 meses com essa escova, me dava vontade de vomitar.
– Punzie? — Elsa falou. — Se a gente por acaso não morrer agora... VOU SER EU QUEM VAI MATAR VOCÊ! — Elsa gritou e Punzie começou a correr sendo seguida por Elsa, até que uma delas tropeça, não sei quem por que estava muito escuro.
– Punzie, vê por onde anda! — Elsa reclamou.
– O que eu fiz? — Punzie falou do outro lado do quarto.
– Espera, se você está aí, então em quem é que eu tropecei? — Elsa perguntou e eu paniquei, Punzie estava no outro lado do quarto, e Elsa não tinha tropeçado em mim. Então em quem ela tropeçou se só estavamos nós as 3 no quarto? Confesso que estava ficando com medo, meu coração estava batendo a mil, e se a gente morresse mesmo?
– Por favor senhor fantasma não me ma... — Punzie parou de falar derrepente então eu e Elsa gritamos.
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