Notas iniciais
Atenção: posso deixá-las com raiva de nós. Não é baseada em fatos reais, é 100% ficção!

Alguma vez você olhou para alguém e pensou que aquela pessoa era especial, mas na verdade você estava tão enganada quanto as pessoas que pensam que a Terra é plana?

Eu já. E posso garantir que isso não é legal.

A história que vou lhes contar começou no fim do ano passado, enquanto eu assistia ao TVZ (n/breakaway: eu não sei o nome dos programas de Londres, então imagine que a Multishow é um canal internacional, ok?). Ainda estava sob aquele eleito pós-Poker Face quando vi 2 garotos jogando videogame. Imediatamente me perguntei qual dos 2 era o cantor. Quando um deles, o mais gato, atendeu o celular, deduzi que era aquele quem ia cantar.

Aí apareceu:

Música: One Time

Artista: Justin Bieber

Prestei bastante atenção no clipe e na música. Céus, aquele Bieber era um pecado!

Pouco depois, entrei no computador e tratei de comprar o My World pela internet, mesmo sem ouvir nenhuma outra música dele.

Alguns meses depois, comprei o My World 2.0, dessa vez na loja mesmo. Não preciso dizer que aquela altura Já era uma Belieber de carteirinha e com a Bieber Fever no máximo do máximo, preciso?

No mês seguinte, as vendas dos ingressos para seu show em Londres, onde eu morava, foram abertas. Peguei toda a minha mesada e comprei o ingresso da área VIP, de onde eu podia vê-lo bem de perto. Não ia cometer novamente o erro de comprar o ingresso do camarote, lá atrás.

O dia do show chegou e eu estava à beira de um colapso. Controle-se, Natasha, controle-se, ordenei a mim mesma. Ter um colapso não vai ajudar em NADA agora. Mas era muito difícil controlar o meu coração, meu cérebro... Eu ia chegar tão perto do Justin!

Apesar dos protestos da minha tia, saímos de casa 10h antes do início do show. Por sorte, não havia ninguém. Suspirei, aliviada.

– Por que está aliviada? – perguntou minha tia. – Quem é que vai passar 10 horas nesse lugar? E ainda por cima está chovendo.

– Quando você amar alguém como eu amo o Justin, vai saber do que estou falando – respondi saindo do carro. – Tchau, tia!

Saí do carro para entrar numa chuva tipicamente londrina. Abri meu guarda-chuva (apesar de estar usando capa) e sentei-me no chão, em frente ao portão da área VIP. Após 10 minutos e ninguém à vista, coloquei os fones de ouvido do meu iPod e comecei a ouvir Overboard, que o Justin canta com a Jessica Jarrell. Aquela era minha música predileta dele. Boa parte da minha predileção era por causa da Jessica, admito. Mas a letra da canção é linda!

3h horas depois, começaram a chegar pessoas para a arquibancada, o tipo de ingresso mais barato. Lá não era tão ruim quanto o camarote, mas a área era mil vezes melhor. Ao menos era o que pensava.

Quando o povo que comprara ingressos para o camarote começou a chegar, 1h após as da arquibancada mudei de artista. De repente, ficara a fim de ouvir Lady Gaga. Afinal, ia ouvir mais Justin Bieber durante o show.

Faltando 1h para o portão abrir, chegaram 2 pessoas para a área VIP. Elas me olharam com cara de “É com essa garota que ficaremos durante o show todo?” Ai, como tenho ódio dessas pessoas de mentalidade aristocrática. Não estamos mais na Idade Média, caramba!

O portão abriu e entrei, controlando-me para não desmaiar ao ver o palco tão perto de mim. As 2 patricinhas entraram com uma arrogância de dar nojo. Graças a Deus, elas preferiram ficar do outro lado da área VIP. Tirei a capa de chuva e guardei-a junto com o guarda-chuva. Foi quando minha barriga roncou. Há quanto tempo não comia? Eras, talvez. Procurei por algum lugar para comer. Nas barras que separavam a área VIP da arquibancada havia uma mulher vendendo pipoca. Comprei maior tamanho e comi enquanto esperava o show começar, dali a 90 minutos.

Aos poucos, o lugar foi enchendo cada vez mais. Na hora exata as luzes se apagaram e saiu uma fumaça do palco. Uma voz sintetizada anunciou a chegada de Usher, que abriu o show cantando OMG, Hey Daddy e um cover de Down, do Jay Sean. Aquela música ficou tão melhor na voz do Usher!

Assim que Usher saiu, ouvi os primeiros acordes de Baby. Não resisti e comecei a cantar.

– Baby, baby, baby oooh

Like baby, baby, baby noo

Like baby, baby, baby oooh

I thought you'd always be mine, oh oh

Quando o Ludacris começou sua parte, Justin voltou seu olhar na minha direção. Sinceramente, fiquei na dúvida se ele olhava para mim ou para a loira oxigenada ao meu lado. Ficou um pouco difícil saber. Olhamos uma para a outra e tentando descobrir para quem ele olhava. Não chegamos a nenhum veredicto, mas meio que nos tornamos “amigas”.

Ao fim do show, Justin anunciou que escolheria 1 garota para ir ao seu camarim. Surtei. E se me escolhesse?

E adivinhe.

Acho que não preciso dizer, né?

Quase desmaiando de emoção, fui levada pelos seguranças ao camarim quando Justin saiu do palco. Após 20 minutos esperando no sofá, ele entrou.

– Boa noite – disse ele, apertando minha mão, sério.

– B-Boa noite, Justin Bieber. Meu nome é Natasha Montgomery, mas pode me chamar apenas de Natasha.

Ele se sentou na sua cadeira e ficou em silêncio por um ou 2 minutos. Depois perguntou:

– Gostou do show, Natasha? – Sua expressão ainda era séria.

Respirei fundo e respondi:

– Ai, eu simplesmente A-M-E-I! Aquela fumaça, aquele jogo de luzes, as músicas... Foi muito perfeito! Mas...

– Mas... – seu tom era desafiador.

– Por que ficou tão sério de repente?

– Eu sou sério – respondeu ele numa voz áspera.

– T-tudo bem. Desculpe.

Mais 2 minutos de silêncio constrangedor.

– Justin? – disse eu. – Posso te dizer algo? – Ele assentiu. – É que eu... eu te amo, Justin! Desde que vi você cantando One Time, eu...

– Por favor, pare com isso – ele parecia sofrer. – Não diga que me ama. Todas dizem isso, e isso dói.

Arfei, surpresa.

– Eu sei que não sou a 1ª, nem serei a última. Mas... Doer?

– É. Vocês não me amam de verdade. Vocês amam o cantor, e é isso que me enfurece. Eu te escolhi para vir aqui por achar que você era uma garota menos histérica, mas agora vejo que você é só mais uma a me magoar!

Fiquei um tempo paralisada.

– Então tudo bem, eu não te amo, Justin, mas por que...

– Saia daqui! Agora! Antes que seja tarde demais...

– Como assim tarde d...

– Apenas saia. E se me ouvir gritando ou qualquer coisa do tipo, não volte. Só vai piorar as coisas para o seu lado e para o meu.

Minha intuição gritava o mesmo e praticamente saí correndo dali. A poucos metros de distância, pude ouvi-lo... Rosnando?

– POR QUE ELAS NÃO ENTENDEM, CARAMBA! – ele urrava. Isso mesmo, urrava. – EU NÃO POSSO SER AMADO! POR QUE ELAS INSISTEM EM DIZER QUE ME AMAM? – Pude ouvi-lo socar a parede. Estava com muito medo. Então aquele era o Justin pelo qual eu virei fã?

Senti uma mão no meu ombro e me virei. Era Usher.

– E-Ele é sempre assim? – perguntei.

– Infelizmente, sim. Não sei por quê. Ele não deixa ninguém entrar lá quando está numa crise.

– Sempre pensei que ele fosse um cara amoroso.

– Também pensei isso. Mas quando vi uma fã dizer a ele que o amava, vi que estava enganado. Não sei o que ele tem, mas que é algum problema, é.

Suspirei. De uma coisa eu tinha certeza:

Não havia amor dentro de Justin Drew Bieber.

No lugar disso, era o ódio que reinava em seu coração e sua alma.

Notas finais
Estão com raiva de nós?
Ou acharam legal fazermos um JB diferente?
Podem falar, já me (breakaway) esculhambaram antes.
Desculpa se ofendemos alguém!