Apaixonado?
1 Prólogo: Por Quem?
Notas iniciais
Larry estava certo, quando se tratava de Ashley era fácil saber quando a garota se apaixonava.
— Quem é dessa vez? — Ele perguntou, enquanto ainda pincelava na tela branca.
— Você não deve saber, eu o vi no apartamento de Todd. — Ashley respondeu, ela andava pelo quarto do amigo como se fosse a primeira vez que entrava.
— Alguém no apartamento do Todd? Talvez seja um colega gay dele. — Larry falou, olhando para a garota.
— Ele não me parecia gay, mas, diferente. — Ela disse, pegando um livro da prateleira. — Sério, Larry? Você gosta desse tipo de coisa?
— Deixa aí. — Ele ordenou — Hum... diferente você diz? Ah! Deve ser o novo morador!
— Novo morador? Sua mãe deve ter me falado dele, mas, acho que não prestei atenção. — Ashley disse, colocando o livro de volta.
— Ele chegou aqui a pouco tempo, com o pai. Eles são legais, e o senhor Addison parece gostar deles. — Larry falou, voltando para sua tela.
— Hum... eu gostei dele, ele parece ser legal. — A garota disse chegando por trás. — O que está pintando dessa vez?
— Eu... não sei direito. Sabe, eu às vezes só penso e faço. — Ele respondeu, ainda concentrado.
(...)
— Sal. — Larry chamou, o azulado estava sentado perto da cama com Gizmo no colo.
— O quê? — Sal perguntou, olhando para o amigo que estava deitado na cama com uma revista na mão.
— Você gosta de mulher? — Larry perguntou sem tirar os olhos da revista.
— Sim, eu gosto, mas, por que a pergunta? — O menor perguntou.
— Bem, por nada sabe? Eu só quis perguntar. — Larry respondeu.
— Aham, sei. — Sal disse, voltando a acariciar Gizmo.
Larry pensou, pensou e pensou por muitas horas a possibilidade mínima de Ash ser uma pirada. E chegou à conclusão, que, sim. Sua amiga era doida, assim como ele, Sal e Todd, por estarem fazendo aquilo.
— Todd, qual a chance de a gente morrer?! — Gritou Sal.
— Ah, gente! Por favor, a gente chegou até aqui, pra nada? — Ashley perguntou, colocando um óculos de proteção.
“Bom, foi isso”, Larry pensou, “chegou a minha hora!”. Ele estava desesperado, tinha enfim chegado sua partida? Enfim iria morrer? Ele achava que viveria mais, e que a causa de sua morte fosse uma abdução alienígena, não morrer na adolescência por causa de sua melhor amiga.
— Ash, se a gente morrer, eu te mato! — Todd falou.
E então eles foram, era uma missão difícil, mas, a amiga pediu teriam que fazer, até mesmo se era para serem humilhados. Entraram no estádio da escola, eles eram lindas e graciosas Lideres de Torcida, que dançavam “animadas”.
— Ah cara! Olha lá, um monte de otários! — Gritou Travis e todos começaram a rir. Claro, Larry arrebentaria a cara daquele garoto quando tudo terminasse, mas, agora pagaria o mico na frente de todos da escola.
Depois...
— Ashley, você nos deve. — Sal falou, fechando seu armário.
— Ora, a gente apostou e eu ganhei. Então, vocês tiveram que pagar. — A garota falou, encostando-se nos armários.
— Eu sei, mas, o que custava dizer que eles tinham tomates? Tenho certeza, que agora eu tenho um hematoma no braço. — Sal explicou.
— Só? Tenho certeza que pela força que Travis fez para arremessar o tomate na minha cara, eu quebrei o nariz. Eu juro, que quando eu ver aquele merda eu vou arrebentar ele. — Disse Larry, fechando o armário com brutalidade.
Agora era apenas os garotos a caminho dos Apartamentos Addison, e Larry não suportava mais sentir a presença de Travis, que estava atrás deles caminhando em silêncio até a igreja, onde seu pai era pastor.
— Olha ele, nem parece que estava fazendo mira ao alvo com tomates na gente. — Larry sussurrou entre dentes.
— Larry. — Sal chamou o repreendendo.
Larry bufou, não acreditava que Sal estava defendendo um cara como Travis. Eles acompanhavam Travis com os olhos enquanto ele conversava com o pai, um momento os prendeu ali, foi quando o senhor Phelps agarrou Travis pelo braço e o arrastou para dentro.
— O que será que aconteceu? — Todd perguntou, ainda surpreso.
— Eu não sei, e também não quero. — Larry respondeu.
— Será que ele está bem? — Sal perguntou.
Larry pensou em dizer um palavrão, mas, achou melhor ficar calado e apenas fez que não sabia com os ombros. Eles apressaram os passos e entraram no prédio, cada um indo para seu apartamento.
(...)
Henry e Lisa estavam na sala conversando, eles haviam marcado de jantar na casa de Lisa para se conhecerem melhor. Sal e Larry estavam no quarto horas depois de jantarem, seus pais queriam ficar sozinhos conversando e por isso, Lisa pediu que Larry ficasse com Sal no quarto.
— Hey! Carinha! — Larry chamou, enquanto sacudia Sal que estava deitado de bruços na cama.
— Sim? — Sal perguntou, virando o rosto que estava deitado sobre o travesseiro, para Larry.
— Alguma ideia do que fazer? — Larry perguntou.
— Não, mas, sabe eu meio que quero ficar quieto e calado. — Sal respondeu, voltando a ficar de bruços.
— Sal, você gosta de alguém? — Larry perguntou, o amigo não conversava dessas coisas e ele também não, mas, resolveu perguntar já que sabia que Ash gostava dele.
— Você não entende “quieto e calado”? Mas, tudo bem eu vou responder. — Ele falou um pouco irritado, apesar se não fosse a máscara, Larry jurava ver seu rosto corado. — Promete não contar pra ninguém?
— Prometo. — Larry respondeu rindo um pouco.
— Eu gosto da Ashley. — O azulado respondeu, Larry queria estar feliz pela amiga e por Sal, mas, o que ele sentiu foi tristeza e não sabia por que. — E você? Gosta de alguém?
— Eu... não, não. Eu não gosto de ninguém. — Larry respondeu, dando um sorriso fechado e ele sabia que também era, falso.
Sal voltou a deitar-se de bruços e Larry, tinha sua mente a mil, ele se perguntava por que se sentiu triste, e pensou que podia estar apaixonado, apaixonado por Ash ou por Sal, e essa era a maior dúvida, de quem ele gostava?
Henry e Sal foram embora, mas, Sal não se foi da mente de Larry. Ele continuava a se perguntar de quem ele gostava, de Ash, sua melhor amiga de muitos anos. Ou de Sal, seu novo melhor amigo que morava no 402.
Notas finais
https://www.spiritfanfiction.com/historia/apaixonado-18937915 nesse Link ela está completa.
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