Apaixonada Por Um Idiota Pervertido
8 Capítulo 8 - Em seus braços...
Notas iniciais
Mas então, aqui estou eu e com um capítulo! Ah vá!
Boa leitura e desculpem qualquer erro!
Levantei da cama do Bradley e fui colocar outra roupa, afinal de contas, eu não iria sair com uma camiseta branca de um garoto e, além de tudo isso, molhada! Procurei por uma roupa que não fosse difícil de vestir, porque o meu machucado ainda ardia. E adivinhem só? Não encotrei nenhuma que não fosse jeans e shorts apertado. Então entrei em desespero.
– Ahhh! Que droga! Essas roupas idiotas que não servem em mim! — disse, um pouco alto demais, mas acho que o Bradley não me ouviu. Ainda bem, porque estava somente de roupas íntimas e não seria nada agradável ele aparecer ali, do nada. Então, uma coisa que sempre quis fazer surgiu em minha brilhante mente. Abri o guarda roupa do Brad e pequei uma camisa social branca dele. Não dava nem para acreditar que ele usava esse estilo de roupa. Fechei todos os botões da camisa dele e vesti. Amarrei as mangas longas e volta da minha cintura e fiz um pequeno laço atrás. Me olhei no espelho. Perfeito e nem me machucou para vesti-lo. Deixei meus cabelos ruivos soltos e não me dei o trabalho de me maquiar e desci as escadas, mancando é claro.
– Angel! Tá maluca é? Não pode descer as escadas, sua perna não está boa ainda! — brigou Brad. Fiquei um pouco irritado, mas admito que me senti mais felicidade do que irritação. Ele simplesmente pegou-me em seus braços, que posso dizer que eu estava mentindo quando disse que ele deveria fazer musculação. Os braços dele eram fortes e ao mesmo tempo carinhosos. Me senti inútil por não conseguir retribuir a gentileza dele.
– Obrigada. — foi a única coisa que consegui dizer e que acho que retribuiu o ato carinhoso dele.
– Não foi nada. — disse ele e sorriu. — Então vamos!
– Não vamos andando, certo?
– Claro que não! Você acha mesmo que vou te deixar andar daqui até a... — ele parou de falar. Imagino que ele iria dizer o nome do lugar que iríamos, ou seja, a surpresa dele. — Hã, esquece. Você não vai andando.
Ele pegou-me em seus braços novamente e fomos até um jardim que ficava ao lado da casa. Quando vi, lá havia um carro, uma BMW i8, para ser mais específica. Muito linda, mas havia uma pergunta que não queria se calar...
– Você sabe dirigir?
– Mas é claro que sim! Você acha que o garanhão aqui não sabe dirigir? — disse, todo convencido, como sempre.
– É que eu não quero sofrer outro acidente. — respondi séria, querendo rir da expressão dele, que ficou assustado.
– Nunca mais diga isso! — falou sério, mas não como eu. Ele estava falando seríssimo comigo.
– Você fica muito fofo quando está bravo! — afirmei abrindo um sorriso. E era verdade. Ele me lembrava o velho Bradley que não gostava das minhas brincadeirinhas.
– Não diga essas coisas. Vamos logo. — ele apenas me colocou no banco do passageiro e entrou logo após.
Bradley's Pov
Eu estava furioso com Angel. Como ela pode brincar dizendo coisas como acidentes? Não consigo me imaginar sem ela do meu lado.
– Nunca mais diga isso! — falei sério. Ela apenas me olhou assustada do modo que falei. Mas era a verdade. É bom não brincar com esses assuntos.
– Você fica muito fofo quando está bravo! — disse ela. Senti meu rosto corar. Se ela continuar dizendo coisas fofas assim, eu não vou resistir e vou acabar beijando ela!
– Não diga essas coisas. Vamos logo. — foi a única coisa que consegui dizer, para me livrar daquele sentimento. Não queria que ela visse que eu estava corado. Coloquei ela no banco do passageiro e entrei também. Começamos a dirigir. Ela não fazia ideia para onde iríamos e concerteza ela iria gostar, eu espero.
Angelina's Pov
O trajeto foi longo e silencioso. De vez em quando, Brad falava algo sem sentido como: "Você gosta de calor?", "Já comeu uma flor?" e "Eu quero uma cobra de estimação". Ele é um completo babaca, mas a companhia dele me faz bem e é isso que importa. Então Bradley parou o carro no acostamento.
– Olha Angel, sinto muito, mas agora você vai ter que colocar essa faixa em seus olhos. — disse entregando-me uma faixa preta, que tirou do bolso.
– O que é isso? Vai me violentar e me jogar em algum lugar? Ai meu Deus! Socorro!
– Babaca. — disse Brad, colocando a faixa em volta de meus olhos. Seu rosto ficou muito próximo do meu e pude sentir sua respiração batendo contra meu pescoço.
– Pronto? — perguntei querendo que ele se afastasse antes que eu cometesse alguma loucura.
– Pronto. Está linda. — disse ele, fazendo-me corar.
– Pare de exagerar. Agora continue a dirigir. Quero tirar isto dos meus olhos logo. — resmunguei.
– Não preciso mais dirigir. Já chegamos. Agora você apenas tem que esperar chegarmos onde eu quero.
– É agora que eu vou morrer e nunca acharão meu corpo. — disse e, pela minha intuição, senti que ele estava sorrindo.
Ele me pegou em seus braços novamente. Acho que isso virou um vício dele, só pode. Ele começou a andar e pelos seus passos, estávamos em um lugar inclinado.
– Brad? Onde estamos indo? — perguntei, um tanto receosa para receber a resposta dele.
– Surpresa, maninha. Apenas confie em mim. — sussurrou ele, perto de minha orelha. Senti meu corpo arrepiar. Odeio quando ele faz essas brincadeirinhas de babaca sedutor. Quer dizer, eu, na verdade, amo quando ele me faz ficar arrepiada assim.
– Babaca.
Ele continuou a andar por mais alguns minutos até que parou e meu coração se acelerou, mais que antes.
– Chegamos. — disse por fim.
– Já posso tirar a faixa?
– Não. Deixe que eu tiro ela por você. — ele se aproximou e senti seu perfume. Isso já está virando tortura: poder vê-lo, mas não tocá-lo; poder senti-lo, mas não beijá-lo.
Ele retirou a faixa e pude ver a claridade e pude ver, também, o mar. Está bem, não só o mar. Havia um pano estendido na areia e muita comida em cima dele. Brad acertou em cheio. Estava morrendo de fome, ou melhor, eu estou com fome 25 horas por dia, se é que você me entende. E de uma coisa eu tenho certeza: Brad é lindo, gostoso e romântico. Na verdade eu já desconfiava disso desde pequenos, mas só agora eu admiti.
– E então? Gostou? — perguntou ele. Pude ver o medo dele em receber a resposta.
– Se eu gostei? — disse séria. Ele contiuou receoso. — Eu a-m-e-i!
– Sério? Que bom que gostou! — respondeu ele, me abraçando. Eu abracei ele mais forte ainda. Queria ficar com o cheiro dele em minhas roupas, mas o que eu não sabia era que isso não seria necessário.
– Brad... Eu tenho que te dizer uma coisa. — disse decidida a contar-lhe todos os meus mais profundos sentimentos, mas ele não me dera tempo de falar. Quando me dei conta do que estava acontecendo eu ja estava em seus braços e perto da água.
– Brad! Me solta! E larga minha bunda, seu idiota pervertido!
– Ahh! Para de ser estraga prazeres, Angel. — disse ele decepcionado e me colocou sentada no pano. Dei um sorriso de lado. Me sentia feliz pelo simples fato de estar ao lado dele.
– Vamos comer que estou morrendo de fome. — e era verdade. Por mais que estivesse feliz com Brad ao meu lado, minha fome ainda me matava por dentro.
– Claro! Estou morrendo de fome também. Alguém comeu meus cookies e eu não achei outra coisa para comer. — Fiz cara de desentendida. Me senti culpada por isso, mas o importante é que ele não sabe que fui eu. — Eu sei que foi você, Angel.
– Ah! Droga! — ele apenas riu e ficou olhando para mim, ou melhor, para meu corpo. — O que foi? Nunca viu uma garota de vestido?
– Na verdade nunca vi uma garota roubar uma camisa minha e fingir que é um vestido. — disse ele, malicioso.
– Ah! Droga! Você percebeu? — eu estava esperando desde o momento que saí do quarto para que ele percebesse que eu estava usando as roupas dele,mas parece que ele não tinha percebido até agora.
– Percebi desde o momento que você tentava descer as escadas. Não sou idiota de não reconhecer minha própria camisa. — sorri ao ouvir que ele percebeu isso. Isso quer dizer que ele reparou em "minha" roupa antes de vir brigar comigo por descer as escadas. — Mas não pense que estou feliz por isso. Pode ir tirando essa camisa porque ela é minha.
– Nem morta!
Bradley's Pov
– Mas não pense que estou feliz por isso. Pode ir tirando essa camisa porque ela é minha. — "assim como você", era o que eu queria dizer nesse momento. Ela estava linda com aquela camisa e aquele sorriso sedutor. Admito que queria muito ver ela sem essa camisa. Droga! Esses pensamentos pervertidos não saem da minha cabeça!
– Nem morta!
– Não necessariamente morta. — disse, tentando fazer um olhar medonho.
– Ahhh! — gritou ela. — Por favor, não me machuque, senhor Bradley Andrews. Farei qualquer coisa que mandar! — disse Angel, brincando.
– Qualquer coisa? — disse eu, entrando na brincadeira dela.
– Sim. Qualquer coisa.
– Então me abrace. — esperava que ela me xingasse e me batesse, brigando comigo por ser um babaca, mas algo me surpreendeu.
– Claro. — e então ela me abraçou, enlaçando suas penas em volta da minha cintura. Fiquei preocupado com isso, ela estava machucada ainda. Ficamos um longo tempo abraçados, até eu retirar meu rosto do pescoço dela e encará-la. Ela é linda. Não consigo resistir mais. Meu olhar alternava dos olhos dela para sua boca, não sei qual era mais irresistível. Aproximei meu rosto do dela, sentindo seu olhar sobre mim e então...
Notas finais
Eu queria agradecer às garotas que comentaram e favoritaram. Quero agradecer, também, à Mari Cabral por recomendar a história. Juro que quando comecei a escrever não imaginava que alguém leria ou até que a recomendasse haha Então, obrigada suas lindas e até o próximo capítulo!
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