Apaixonada Pelo Garoto Nerd- Ciriquina

8 Capítulo 8: Picada Da Abelha Rainha


Notas iniciais
Antes que me matem de pergunta. GEOVANA ONDE FOI QUE VOCÊ ESTEVE ESSE DIAS QUE NAO POSTOU? Gente me desculpem mais se você para laranja pensar eu devo se reais preguiçosa que a própria preguiça. Mais para recompensar vocês essa semana eu postarei dois capítulos por dia. Um de dia óbvio e um de noite. Ok. Mais agora é pra valer espero que gostem do capitulo e... B O A L E I T U R A ♡

A lanchonete é bem limpinha, as mesas cheirando a álcool e tudo tão bem organizado que chega a dar raiva da eficiência de Cirilo Rivera. Valéria puxa uma cadeira de madeira escura e se senta na minha frente, acomodando a sacola de compras no assento ao lado.

Escolhemos uma mesa do lado de fora onde o vento fresco bate e podemos observar o movimento da rua. Pego um cardápio e o uso como escudo facial para que Cirilo não me veja. Antes de agir, preciso fazer o reconhecimento de perímetro inimigo.

A lanchonete não está muito cheia, mas, através de uma janela de vidro, posso ver em uma das mesas lá dentro garotas mais novas, bonitinhas e flertando com Cirilo. Não consigo ouvir o que elas dizem, mas posso vê-las cochichando entre si, sorrindo como bobas, passando as mãos nos cabelos...

ugh! É irritante. Será que essas meninas não conseguem ver que ele é um nerd?

Sem aquelas camisetas icônicas, usando o uniforme da lanchonete, Cirilo Rivera não se parece muito com o nerd que trafega pelo corredor da escola. O lenço negro segura seus cabelos, deixando o rosto mais à mostra, e me faz imaginar os cortes de cabelo que ficam bem nele.

A porta de vidro corre e Cirilo passa para fora, segurando um bloquinho de notas, onde acredito que ele vá anotar nosso pedido. E se aproxima da mesa, e eu me escondo mais atrás do cardápio.

– Você sabe que te vi chegando, não sabe? — é essa a primeira coisa que ele me diz, parado ao lado da minha cadeira.

Droga! Esconder-se com o cardápio sempre funciona em filmes! Minhas faces pegam fogo. Abaixo-o e lanço um falso sorriso para ele, disfarçando.

– Oh, vice trabalha aqui?

Valéria continua fingindo interesse no cardápio, de cabeça baixa, e me deixa sozinha nesse confronto. Cirilo suspira.

– Posso anotar o pedido de vocês? — ele pergunta em tom seco, colocando o bloco para frente e apoiando a caneta preta em cima.

Ui, frieza profissional! Cadê o sorrisinho fofo que ele estava dispensando para as meninas da mesa lá dentro agora há pouco? Acho que Cirilo Rivera é temperamental.

– Ainda não decidim...

– Quero um milk-shake de chocolate com calda de morango! Valéria me interrompe. Chuto sua canela por baixo da mesa.- Aí, Maria! Foi você que disse que queria um milk-shake!

Aí, Obrigada por anunciar, Valéria! Lanço meu olhar fulminante para ela, mas minha amiga está sorrindo para Cirilo.

– Certo. — Ele rabisca o bloco. Em seu pulso, vejo uma pulseira dessas de miçanga artesanal escrito " Faith ".

Que engraçado; será que é " Faith " de grandeza espiritual ou o nome de uma garota? — E você?

– Ahn! — Pego o cardápio é me demoro um pouco pensando. — Água.

– Como não adivinhei antes? Zero caloria, não é? — Cirilo lança seu ácido sobre mim, com sorriso irônico.

Como ele me irrita! Cruzo os braços e olho para o lado. As meninas estão nos observando de forma que me sinto ameaçada. Talvez uma delas Seja a tal " Faith ". A mera hipótese me deixa tensa, e eu fico em pé, agarrando minha bolsa.

– Vamos embora, Valéria!

Minha amiga sorri, sem olhar para mim, segura firme no meu braço e me coloca sentada com brusquidão.

– Fica quieta- diz entre dentes, ainda sorrindo para Cirilo, que estica os lábios fingindo não notar nossa dinâmica forçada.

Apoio meu cotovelo na mesa e jogo meu queixo em cima da mão, murchando.

– Mais alguma coisa?- ele pergunta, sendo um garçom eficiente.

– Não, Obrigada — Valéria balança a cabeça e olha para mim. Apenas comprimo os ombros.

Cirilo Rivera se afasta de nós, indo na direção do balcão da lanchonete Onde há um homem, mais velho e também de uniforme. Eles conversam e Cirilo olha por cima do ombro para mim.

Viro para Valéria.

– Vamos embora? — Não sei, senti urgência de sair daqui.

– Mas meu milk-shake nem chegou!

– Você vai tomar o milk-shake?

– Claro

– Se você engordar, Ruby vai te matar!

– Ela não vai saber se você não contar — Valéria pisca para mim.

–Tanto faz. — Cruzo os braços e encho as bochechas de ar enquanto bufo. As meninas continuam me olhando, e um vento gelado sobe por minha nuca.

Cirilo serve a mesa das meninas, todas pediram o mesmo suco, como se elas fossem donas de um mesmo cérebro. Algumas são muitas iguais, criando um unidade tão única quando ficam amigas parecem ser a mesma pessoa e se anulam. Eu e Valéria somos bem diferentes, e nosso biótipo cria uma espécie de ying-Yang.

As meninas conversam com Cirilo, fazendo-o olhar para mim e depois para elas, coçando a sobrancelha como se estivesse se explicando. Digo, explicando para elas quem eu sou. Elas dão risada. Isso me deixa nervosa; meus músculos se enrijecem. Quem elas pensam que são?

Não demora muito para Cirilo chegar com nosso pedido. Ele coloca a água que pedi em um copo largo e raso. Fico observando o líquido cair, já arrependida de ter vindo para a lanchonete. Cirilo posiciona o Milk-shake à frente de Valéria.

– O que é isso? — ela pergunta com a voz esganiçada, como se tomasse um susto.

– Seu Milk-shake de chocolate com calda de morango. — Cirilo encolhe os ombros.

– Eu pedi especificamente calda de chocolate. — Valéria empurra o copo para o lado e cruza os braços.

Oh-oh. Levanto o olhar para minha amiga, e ela está fazendo uma cena. Certamente levando a sério o que eu disse sobre o " acerto de contas ". E eu disse, mas mudei de idéia! — Não. Você pediu calda de morango — Cirilo insiste, empurrando o copo de volta para ela.

Valéria descruza os braços e empurra o copo de novo.

– Cho-co-la-te — fala em sílabas como se ele fosse um retardado.

– Você tá brincando, né?

– Não, estou falando no grau Superlativo Absoluto de sério.

Oh. Meu. Deus. Fico boquiaberta e sem reação. Não acredito que ela disse isso!

– Algum problema? — O gerente se aproxima tão depressa que só vejo quando ele chega do meu lado. É um homem alto, deve ter mais de trinta, com barba rala e olhos escuros como os cabelos.

– Não — Valéria se adianta olhando para ele indignada. — Seu funcionário não apenas me serviu o pedido errado, como ainda me chamou de mentirosa.

– E-eu não chamei. — Cirilo parece assustado, a pele empalidece de repente.

Acho que a surpresa foi tanta que ele voltou a gaguejar. Ao ver o pânico atravessar Cirilo Rivera de cima de seu pedestal da arrogância intelectual, sou obrigada a segurar uma risada; ele percebe e olha para mim, estreitando os olhos escuros por trás dos óculos.

– Eu pedi calda DF chocolate, ele trouxe de morango e, quando eu quis trocar, ele disse que não ia! — Valéria faz drama, e eu a detesto nesse momento. É baixo atacar alguém em seu ambiente de trabalho.

– Não se preocupe, senhorita, vamos realizar a troca imediatamente. — O gerente alcança o copo na mesa.

– Obrigada, pelo menos você é educado, ao contrário dos eu garçom! — Valéria completa a cena fechando colocar chave de ouro. Desnecessário!

– Cirilo, venha comigo. — O gerente começa a sair.

Cirilo olha mais uma vez para nós duas e cerra o maxilar. Segue o gerente em seguida. Eu os observo com o olhar, discutindo e disfarçando a discussão para não fazer alarde enquanto o gerente refaz o pedido de Valéria.

– Ei — eu a chamo, tocando em seu cotovelo. Valéria olha para mim com um sorrisinho. — Você pediu morango; por que fez isso?

– Ué, vice não disse que queria acertar as contas com ele?

– Sim, mas não assim, no local de trabalho... Isso vai encrencá-lo. E se ele perder o emprego?

– Relaxa, ninguém perde o emprego por um equívoco. Além do mais, eles já calculam esse tipo de coisa nos preços dos produtos. — Valéria pisca. — Você devia ter dito que pediu com gelo e ele esqueceu.

– Não, Valéria, chega. Tome seu Milk-shake e vamos embora daqui.

– Por quê? Se arrependeu?

– Sim, por isso eu queria ir embora. — Cruzo os braços.

– Oh, por que não me disse antes? — Valéria revira os olhos escuros. — Você muda de idéia a cada segundo; assim me confunde!

– Você devia pedir desculpas.

– Nem pensar! Não vou pedir desculpas para Cirilo Rivera. Não se ele não pedir desculpas a você.

– Aí! — Coloco a mão na testa. Pela a janela de vidro, veja as meninas conversando entre si, mãos não percebo Cirilo no interior na loja. Acho que ele se escondeu atrás do balcão ou coisa do tipo.

–Aqui está. — O gerente retorna sorridente e com um Milk-shake com calda de chocolate para minha amiga causadora de confusão.

– Obrigada. Bem melhor! — Valéria diz. Chuto-a por baixo da mesa e olho para ela, exigindo o pedido de desculpas. — Ah, e... Desculpe pela confusão; posso ter me enganado. Ufa! Pelo menos ela pediu desculpas.

–Gentileza sua. Não se preocupe. — O gerente sorri e se afasta.

Em seguida, passa na mesa das meninas, que falam alguma coisa com ele. Momentos depois, ele troca um dos sucos amarelos por um vermelho. Acho que mais alguém se sentiu no direito de reclamar depois da nossa cena. Só espero que isso não crie mais confusão.

Valéria pega o seu Milk-shake e da um gole. Provavelmente haja mil calorias nele, ela não devia tomá-lo! Olho torto para minha amiga, mas ela apenas mexer canudo e da mais largo gole.

– Humm, está ótimo, quer provar?

– Não. — Bufo desanimada. Olho mais uma vez para o interior da lanchonete e não vejo Cirilo. — Será que causamos problemas a ele?

– Claro que não! Eu já pedi desculpas e o gerente disse que estava tudo bem. — Valéria sacode os ombros.

Ficamos aqui mais alguns momentos, enquanto Valéria termina seu Milk-shake. Pedimos a conta e pagamos, mas não vejo nenhum sinal de Cirilo. Até a mesa das meninas termina seu lanche e todas saem juntas

Eu me levanto para usar o banheiro antes de ir embora, ajeito meus cabelos, retomou minha maquiagem. Quando saio pela a porta, dou um encontrão em Cirilo, que segura uma bandeja e derruba o conteúdo — um sanduíche em um prato e dois copos de suco -, quebrando toda a louça.

– Aí! — reclamo. O sanduíche caiu aberto no meios dos meus seios, manchando minha blusa de mostarda e ketchup. Puxo a banda de pão quadrado com os dedos em pinça e jogo no chão, no meio de uma poça de duas cores, laranja e branca. — Que nojo! Você não olha por onde anda?

– Hoje vice tirou o dia para me infernizar — Cirilo reclama deixando a bandeja ao lado do copo.

– Caso não tenha percebido, foi sem querer!

– Sem querer com a calda de morango? — Ele acusa.

Ergo a cabeça e o olho, aborrecida. Sério mesmo que ele acha que o encontrão foi de propósito para derrubar todas as coisas no chão? Acho que Cirilo Rivera faz mesmo a idéia errada de mim, e sei que o incidente com a calda de morango for maldade, mas, poxa, não precisa me acusar dessa forma.

– Desculpe pela a calda de morango... Valéria às vezes...

– Guarde para si mesma suas desculpas. -Cirilo suspira e abaixa, juntando os cacos de vidro.

Olho para os dois lados e percebo que não há mais ninguém dentro da lanchonete. Valéria está lá fora falando ao celular e o gerente escafedeu-se. Provavelmente é por isso que ele está agindo assim, é não como um ratinho assustado com medo de perder o emprego.

– Ei, estou tentando ser legal aqui!-Cruzo os braços e levanto o leitor para que ele tire o caco de porcelana branca do prato que estou pisando sem querer.- Não precisa ser um otário.

– Vindo de você, fico até lisonjeado com o elogio dispensado. — Ele ri e fica em pé. Passa para o balcão, joga se cacos de vidro junto com os restos do sanduíche no lixo. Em seguida, pega um esfregão que essa perto. Não é incrível como ele para de gaguejar quando fica irritado? Tenho vontade de matá — lo, mas respiro fundo e procuro me acalmar. Minha intenção é levantar a bandeira branca aqui e amenizar a situação, não piorá-la. Seguro no cabo do esfregão.

– Vai, eu te ajudo.

– Dá licença, isto é meu serviço. — Cirilo puxa o cabo com força, mas não solto.

–Quero ajudar! — Puxo-o de novo, sendo firme.

– Não preciso de ajuda. — Ele o puxa novamente, com mais força.

– Solta isso! — grito e puxo de novo com muita força, o que impulsiona inclusive o meu corpo para trás, fazendo uma gangorra.

Cirilo solta o esfregão. Sinto um tranco e arremesso o objeto por cima do meu ombro, sem querer e com força demais. O esfregão atinge como uma lança a janela de vidro com o logo da lanchonete, perto da mesa Onde as meninas antes estavam. O vidro racha e se quebra em mil pedacinhos.

Valéria se levanta devido ao susto. Eu coloco as duas mãos na boca, surpresa. Cirilo fica boquiaberto e em choque.

– O que diabos você fez agora? — O gerente aparece pela a portinha que acho que dá acesso a cozinha.

Ómeudeus. O que eu fiz?

Notas finais
Meus Deus o que será que a Maria Joaquina fez? Só sabemos que ela tirou o dia para infernizar o coitado do Cirilo! Ficou curioso fiquem ligados no próximo capítulo. Beijo e Tchau♡♡