Apaixonada Pelo Garoto Nerd- Ciriquina
12 Capítulo 12 : Bandeira Branca Part 2
Notas iniciais
VOLTEIIII PRA FICAR. Obrigada a todos que comentaram e que recomendaram e que estão acompanhando sério eu amo vocês.
B
O
A
L
E
I
T
U
R
A
– Como você sabe disso? Quem te contou isso? — Ele olha para Koki.
– Eu não disse nada! — Kokimoto ergue as duas mãos como se fosse um assalto.– Escutei o que você disse para a Srta. Johnson ontem — Confesso, segurando em seu cotovelo. Cirilo empalidece. Aquela mesma expressão que ele fez quando quebrei a vidraça. Acho um pouco incrível e ao mesmo tempo assustador o jeito como ele altera de humor, cheio de altos e baixos, parecendo uma montanha — russa. – Não acredito nisso — Ele puxa o braço para se soltar de mim.- Além de tudo, você é uma intrometida que fica escutando a conversa dos outros.– Ei, eu não estava escutando nada; apenas estava lá na biblioteca e você falava com ela em voz alta! — Eu me defendo, mas é verdade é que fiquei espiando mesmo. Ops!– Eu não sei como ainda me surpreendo com suas atitudes! — Cirilo fica em pé Eu imediatamente me levanto também, já alterada. – Você está me acusando à toa — Nego, nego e nego! – Srta. Mendsen e Sr. Rivera, temos um problema aqui? — O professor de química chama nossa atenção. Eu viro para ele, que está com os braços cruzados por cima de um paletó xadrez ridículo que parece ter saído da gaveta de pijama do vovô, seguro os lábios com os dedos antes que me acabe de dar risada, comprimindo a boca. – Não, nenhum, Sr. Ralston, me desculpe — Cirilo se senta.Eu me sento imediatamente depois dele e lanço — lhe um sorrisinho idiota. Cirilo vira o rosto para o outro lado e não fala mais comigo. Jogo meu queixo nas mãos, apoiando os cotovelos na mesa. Droga! Lá se foi pelo ralo a minha tentativa de levantar a Bandeira Branca. Eu me pergunto se vai ser sempre assim, é tenho certeza de que sim.Nunca mais conseguirei a ajuda de Cirilo Rivera, nem que ele me tire da lista negra dos seus amigos nerds. Minha única opção vai ser estudar sozinha... O que, é claro, não garantirá que eu passe de ano, participe da coroação do Baile de Primavera, nem mesmo continue no time de animadoras, na mesma escola... enfim, o bla bla bla que vocês já conhecem.Estou condenada e me sinto como um prisioneiro de guerra alvejado pelas costas : e-xe-cu-ta-da. Antes que eu perceba, meus olhos se enchem de lágrimas, desesperada como uma garotinha de dez anos esquecida no supermercado pela mãe. Cirilo olha para mim depois de me ouvir fungar, e eu não quero que ninguém me veja nesse estado. Levanto — me correndo e saio pela porta, mesmo sem permissão de ir ao banheiro! O professor me chama, mas escuta sua voz como um murmúrio ao longe e entro no banheiro feminino, onde me tranco. Aí, por favor, pode me matar e me enforcar agora, não me resta mais nada mesmo! Depois de chorar um pouco, escuto o som do final do período de aula e percebo que perdi todo o conteúdo de química. – Boa, Maria Joaquina, isso não vai te garantir notas melhores, tenho certeza! — digo para mim mesma. Suspiro chateada e saio do box. Lavo meu rosto e procuro tirar o borrão de máscara para cílios que ficou na minha pálpebra inferior.Respiro fundo, procurando espantar o desespero. Hora de voltar para a classe, pegar minhas coisas e encarar mais um período de aula. Por sorte , o último, adivinhem de quê? Isso mesmo, matemática! Ai, meu Senhor, não sei se aguento mais estresse hoje, e com certeza a Srta. Fishbourne vai pegar pesado chamando — me para ir à lousa e mostrando para todo mundo que eu sou incapaz de resolver uma equação de trigonometria. E eu sou mesmo, viu? Em algum momento da minha vida, eu já me perdi em matemática de um jeito que não consigo mais me encontrar no meio de tantos números. Não sei como resolver isso, nem Valéria consegue me ajudar e, falando sério, ela não tem paciência para isso. Estou sozinha a a abandonada nessa tarefa. Seco meu rosto com um papel toalha e, no instante que a porta abre com as primeiras meninas entrando, saio escondendo meu rosto com a mão, a cabeça para baixo, assim ninguém pode me ver.Sinto um puxão no meu suéter cinza — escuro listrado como uma pele de zebra. Giro e encontro Cirilo. — Ei, Maria Joaquina — Ele diz. Ao lado dele está Koki, que, ao ver meu rosto meio vermelho, arregala os olhos em pânico. — Você estava chorando? – Não! — Nego, abaixando a cabeça, cobrindo o rosto e girando para fugir. Cirilo me segura de novo, desta vez no pulso, impedindo — me de sair — O que é? – Desculpe, ok? — Cirilo fala e me solta. Eu fico parada piscando à frente dele, sem acreditar que ele me pediu desculpas! — Não quis ser grosseiro com você ou parecer insensível com seus problemas. – Não tem com o que se desculpar, acho que mereço, não é? – Não, não merece. Kokimoto me contou que suas notas estão mesmo ruins e que você não tá fazendo piada... Eu achava que você estava, bem, curtindo com a minha cara.– Ah — Estico as sobrancelhas para cima. Surpresa! Até agora tomou outro sentindo : ele estava se defendendo de mim. A víbora — Ah...– E se você pode mesmo pagar as aulas, tudo bem, vou ser seu professor — Ele Diz e vira o rosto para o outro lado, meio que não querendo me encarar.
– Sério? – É — Ele me estende os livros que está segurando. Encaro a cena um pouco aborrecida. Quer que eu fique carregando seu material? Oh, bem, foi umas das ofertas que fiz. Seguro os livros e noto que não verdade são os meus. Peraí... Ele pegou meus livros para mim? Que gentil!– O — Obrigada — Ai, acho que fiquei Gaga de tão sem reação. – Não me agradeça — Ele respira fundo. Segura na alça da mochila — Você pode mesmo pagar as aulas, não pode?– Sim. Claro! — Não verdade, estou sem mesada, mas vou dar um jeito. — De quanto precisa? – Cinco Mil — Ele diz.– Quê OMEUDEUS! Que aulas mais caras!– Estou brincando — Cirilo dá risada e acerta os óculos. — Que tal cem por cada aula?– Okay — Ensaio um sorriso — Obrigada. Bandeira Branca, então? – É, Bandeira Branca.
Notas finais
EBAAA Cirilo deu uma oportunidade para Maria. Será que ela vai saber aproveitar? Saberemos só no próximo capítulo.
Beijos e Tchau
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