Aon

9 Terra Imperial


AON, um reino novo com no máximo duzentos anos criado a partir da junção de vários outros reinos. Naquele tempo quando Ignus colocou seus pés pela primeira vez nessas terras ele tinha treze anos, parecia ter chego ao paraíso dito por seu Deus. As terras imperiais como eram conhecidas, eram dominadas pelos elfos e os Yankees, um paraíso de vida com vastas florestas, campinas repletas de animais, rios e lagos de águas quentes e geladas. A terra Imperial era em si um local muito frio diferente da terra de Ignus uma terra quente e seca. Eles desembarcaram em cinco barcos, dentre animais, alimentos, pessoas e materiais para construção. As carroças pesadas puxadas por quatro bois levavam os materiais e as outras mais leves os alimentos, caminharam até mais ou menos onde seria um bom local para se iniciar uma nova vila, ali se instalaram e iniciaram sua nova rotina de uma pequena vila em desenvolvimento. Uma semana depois de erguerem uma pequena vila na campina eles foram cercados por inúmeros elfos e enormes guerreiros, os moradores acordaram em desespero tinham deixado à guarda baixa pensando que estariam seguros nessas terras. O chefe da pequena vila, Mautran correu até o centro de uma praça que eles haviam criado, três homens o aguardava um elfo negro de cabelos brancos e olhos avermelhados, um elfo branco que quase era possível ver através de seu corpo, e um Yankee um guerreiro alto de braços fortes. Estes eram os lideres de suas tribos Dynarin Rei de Thanos, Lourhraz Rei da floresta de Aglargon e por fim Feros Rei dos Yankee’s. O velho Mautran sentiu o medo lhe percorrer a espinha, havia se esquecido dos reis das terras imperiais, havia esquecido que deveria ter os procurado para pedir permissão de permanecer nas terras que a eles pertenciam. O homem havia ficado tão paralisado de vê-los ali que havia se esquecido de como falar e a voz pesada e escarrada pelo Yankee estremeceu na brisa fazendo os tímpanos vibrarem e os corações assustados acelerarem.

Feros – Como ousa adentrar em nossos reinos sem pedir permissão aos três mestres?

O velho não sabia como agir ou mesmo responder, fez o que lhe veio à cabeça e se lançou ao chão em um ato de desespero, era possível ver o olhar de reprova dos moradores do pequeno vilarejo. Havia pensando que Mautran responderia a altura deles, porém o velho fizera ao contrario e algumas vozes foram ouvidas, cochichos tomaram posse dos ventos, mas foram abafados pela voz do elfo sulista.

Lourhraz – Fez bem meu velho, se agisse como seu povo esperava talvez perdesse o direito de viver nessas terras.

O povo olhou impressionado para o elfo que caminhava em direção ao homem debruçado sobre o chão.

Dynarin – Mas como podemos deixa-los viver aqui Mautran se seu povo quer se mostrar superior aos que vos acolhem? Temo que em um futuro próximo tenhamos que combatê-los para evitar que destruam nossa terra e se apossem de tudo.

Pela primeira vez o velho se pronunciou primeiro uma voz falha e entrecortada com um leve soar de medo talvez, sabia que a maioria em sua volta eram guerreiros e mulheres de soldados e pensavam que tudo se resolvia a partir de violência.

Mautran – Perdoem os moradores, perdemos nossas terras e o único lugar que tínhamos para chamar de casa. Graças a Deus vocês nos receberam e aceitaram que eu trouxesse os moradores para cá, me senti tão seguro que acabei me esquecendo de avisa-los que havíamos chego a algumas semanas. Espero sinceramente que nos perdoem estaremos sempre à disposição dos imperadores.

Dynarin – Aqui cada um é responsável por seus próprios problemas e afazeres, a única lei é cuidar das terras que lhe foram doadas, preserve a natureza e respeite as famílias imperiais. Não precisaram pagar impostos nem taxas abusivas.

Mautran quase chorou a ouvir as palavras ditas pelo elfo, o povo a sua volta se deram por vencido e se ajoelharam e agradeceram em uníssono, um novo povo havia chego as terras imperiais e selaram o acordo de respeitarem o local e as pessoas que viviam naquelas terras. Os anos foram se passando a pequena vila cresceu, um castelo fora posto um pouco mais a fundo com uma longa estrada até ele, o castelo fora projetado para ser enorme, mas naquele momento apenas sua área centra fora elevada. As estruturas que foram postas para delimitar até onde iriam as construções desenhavam quase com um abraço sobre a vila, as muralhas se tornariam altas e largas para proteger todo o vilarejo. A vila não era a das mais ricas porém já recebia uma certa quantia em dinheiro de visitantes, o bastante para prosperar um pouco mais rápido. O pequeno Ignus também havia crescido, estava agora no auge de seus vinte anos quase um homem, o garoto era mestre em espadas manejava a lamina como ninguém, era esperto um ótimo estrategista em batalha tinha o poder para comandar um exercito inteiro, pois, seu carisma era tão grande que seus amigos o idolatravam. O garoto tinha uma certa aura de bondade a sua volta, ajudava a todos que estavam a seu alcance fazendo o possível e o impossível , fossem coisas simples ou não o garoto sempre gostava de fazer o bem. Seus atos chamavam atenção não só na vila, mas em todos os outros impérios que há muito não entravam em contato com a pequena vila. Ignus era por muitas jovens que seus pais o indicavam para casamento, porém ele as rejeitava, seu coração já havia sido golpeado profundamente por uma bela morena de olhos amarelados que nunca havia visto antes, a menina era filha de uma simples camponesa e ele era o protegido do Rei que vivia entre os plebeus. Os pais de Ignus foram mortos na ultima guerra que seus conterrâneos enfrentaram, sua mãe fora assassinada impiedosamente em sua frente e seu pai morrera protegendo o Rei Mautran, com esse peso sobre os ombros Mautran decidiu o adotar como filho, porém Ignus nunca quis ser bajulado por tal poder e sempre passava mais tempo nos campos do que dentro do próprio castelo e foi assim que ele conheceu a pequena Margarit Azucena, a própria garota havia se dado o sobrenome porem poucos sabiam disto, pois um sobrenome dava valor à pessoa. Ele a conhecera numa tarde um pouco mais quente que havia caído sobre as terras imperiais, o garoto decidira se banhar num rio gelado que cortava o castelo, mas para despistar alguns de seus guardas ele desceu o máximo possível no rio até chagar a área de mata fechada e foi lá que a encontrou, uma garota de vestido longo desbotado, suja de terra com uma pequena cesta entre os braços com vários tipos de flores. O garoto ficara tão encantado que esquecera que havia fugido para se banhar nas águas geladas do rio, passou horas apenas observando a garota do alto de uma pedra sem que ela percebesse, o primeiro dialogo entre eles fora curto e atrapalhado mais por ele do que por ela e com o tempo ele se tornaram grandes amigos, porém não era o que o jovem Ignus buscava apenas ele a desejava com mulher, mas não como uma qualquer como sua mulher. As tardes de Ignus se resumiam em treinar com os mestres, se banhar e ir à procura de Margarit a garota que roubara seu coração, naquela tarde ele decidiu se declarar a ela porém não ocorreu como ele desejava e ela o rejeitou, ela não queria sem envolver com ele pois sabia de sua fama com outras mulheres e que ele chamava a atenção era fato, sempre galanteador e educado com todos, mas ainda era um homem e você sabe como são os homens. Ignus ficou arrasado, mesmo depois de tanto tempo de amizade e a garota não confiava nele plenamente, mas o garoto não se deu por vencido precisava daquela mulher a seu lado e ele faria de tudo para provar que seu coração pertencia somente a ela e foi o que fez. Passou meses sem nem se quer olhar para outra mulher e sempre que visitava a pequena levava rosas e flores perfumadas para garota, passou a ajuda-la sempre que precisasse, estava sempre ao lado dela e com o passar dos tempos ela foi amolecendo o coração e se entregou a ele. O Rei foi contra de começo, pois o garoto queria se casar com a filha de uma camponesa sem sobrenome e isso para o poder do reino poderia ser ruim, mas o homem pensou melhor em tudo o que o garoto havia passado em sua vida e retirar dele a única pessoa que ele amou verdadeiramente poderia trazer grandes transtornos para aquele garoto, mas o que mais lhe impressionou foi ver Ignus ajoelhado junto da garota no salão do Rei implorando pela permissão de se casarem. Ignus se rebaixou a um mero camponês e se ajoelhou perante o Rei para implorar por seu pedido e sobre aquele o Rei não teve outra saída se não abençoar o casamento dos dois, tudo fora feito muito rápido eles se casaram uma semana depois, quem mais sofreu foi Margarit que teve que aprender todos os bons modos do castelo até se tornar a princesa ideal isso tudo em uma semana. O casamento transcorreu perfeitamente e Mautran ficou agradecido de ter aceitado o casamento, pois isso aumentou a moral de seu povo que trabalharam mais animados nos anos que se seguiram. O Reino havia prosperado de tal forma que o grande Castelo já estava pronto e a população aumentará drasticamente e tudo isso fora bem organizado, pois a população aprendera a prosperar sem destruir toda a natureza a sua volta. A Terra Imperial estava em paz, nenhum reino invadia a terra do outro e cada um cuidava dos seus problemas e eles não se interagiam entre si. Mas tudo estava para mudar nos meses a seguir, os temidos Dragões do Mar havia chego a baia das Terras Imperiais, os mesmo Guerreiros que outrora destruíram o antigo Reino de AON no deserto e agora voltavam a assombrar o novo Reino de AON. Quando uma patrulha de guardas reais matou um grupo de três pessoas com o símbolo de um dragão marinho o terror se espalhou nos corações dos moradores de AON, o Rei sentiu o coração apertar novamente. Um espião fora enviado as baias do reino para investigar a chegada dos inimigos e constatou o que já era esperado, mais de trinta barcos ancorados ao longo da Baia, as bandeiras azuis com um desenho de dragão marinho era o estandarte assustador daquele povo desumano, por onde os Syriens passavam deixavam o medo, a catástrofe e a pobreza eram parasitas do mundo, reza a lenda que não são nem humanos havia se tornado seres místicos obrigados a viverem do mar, sem poder permanecer em terra por muito tempo. Com a volta do espião, Ignus fora designado para se encontrar com os outros Reis e pedir por ajuda, o homem partiu receoso acompanhado de sua esposa, ele temia a deixar ali então preferiu que ela o acompanha-se em sua jornada. Ignus levou dez dias para chegar ao primeiro reino o reino de Thanos, ele fora bem recebido e para seu espanto Thanos já estava pronto para a batalha e já sabia dos ocorridos na baia. Dynarin o mandou ao sul e ordenou que na volta ele já passasse pelo clã dos Yankee’s que ele o esperaria por lá. Ignus se apressou a Aglargon, mas foram lhe tomados seis dias para alcançar a floresta. Lá Lourhraz o recebeu meio receoso sabia dos problemas que o reino enfrentaria e precisava de seus homens em casa caso os dragões do mar ali chegassem.

Lourhraz – Como devo ajuda-lo meu jovem? Quem deveria estar aqui não seria o próprio Rei?

Ignus se aproximou um pouco mais do trono e curvou-se aos pés de Lourhraz fazendo o homem erguer uma sobrancelha.

Lourhraz – Se curvar perante a mim não salvará seu povo.

Ignus – Ao me curvar quero que aceite meu respeito por ti vossa majestade, o Reino de AON estas em apuros e sofremos um ataque iminente de um grupo que já nos destruiu uma vez, mas agora unidos a essa nova aliança podemos derrota-los e para-los de uma vez por todas evitando que eles destruam os nossos lares e o que melhor do que derrota-los antes de chegarem a destruir qualquer muralha imposta a frente deles? Sei que somos fracos e dependentes o povo de AON era dominado por guerreiros, mas hoje são apenas camponeses e um povo pacifico que já havia afastado o fantasma da guerra em seus corações, alguns sentem ódio e almejam por uma vingança outros apenas temem essa nova guerra e eu sei que os quatro reinos unidos podem acabar com esses ladrões de uma vez por todas. Sei que não sou digno de estar em sua presença e muito menos tenho o direito de vir implorar por ajuda, mas estou aqui, pois sou agradecido a ti e aos outros reinos por compartilharem as vossas terras conosco e é por amor a estas terras que aprendi a amar que venho implorar pela ajuda de seu reino.

Lourhraz — Belas palavras garoto, que bom você e como eu esperava que fosse meus soldados já foram separados para entrara nesta batalha, mas agora vem à tarefa mais difícil. Você deve convencer Feros de sua força!

O jovem o encarou sem entender.

Ignus — Minha forca? O que minha forca pode ajudar a conquistar a aliança com o Rei Yankee?

Lourhraz — Terás que lutar com ele ou contra algum subordinado, o povo Yankee não usa muito o cérebro e sim a força bruta e para um Yankee ser respeitado e ser forte e em forca e brutalidade eles são os melhores.

Ignus — Eu lutar contra um Rei? Impossível, como posso enfrentar um dos grandes Reis Imperiais?

Lourhraz — Quer salvar seu povo?

O garoto apenas movimentou a cabeça em sinal de concordância.

Lourhraz — Então erga-se contra seu medo pois tenho certeza que ate mesmo as mulheres de seu reino estão pensando em lutar, faca sua parte e cumpra sua jornada, pois muito ainda será esperado de ti.

Ignus se ergueu e fez uma longa reverencia ao Rei, seu corpo tremia em excitação suas mãos suavam e seu coração parecia ter ganhado vida própria. As palavras de Lourhraz haviam agitado seu coração e sua ânsia por batalha havia despertado.

Ignus — Irei agora para o Reino Yankee e convencerei Feros a ajudar.

Lourhraz — Claro, deixa que eu te levo tenho meios rápidos de alcançar o Reino Yankee.

O senhor saiu fazendo um sinal para que o jovem Ignus o seguisse e assim fez o garoto sem hesitar, seguiu Lourhraz por uma ponte fina de pedra de onde ele podia observar um abismo sem fim ate chegar à entrada de uma caverna. Um cheiro de enxofre, gás inflamável se apossaram do ar e um pouco mais ao fundo ele podia jurar ouvir o bater de asas, mas um bater de asas diferente as batidas eram fortes e pesadas e criava rajadas de vento a cada vez que se aprofundavam mais e mais na escura caverna. Pouco tempo de caminhada e Ignus podia ver o movimento de grandes silhuetas na escuridão, ate que tudo ficou claro e ele pode ver inúmeros e enormes dragões. Talvez por susto ele colocou as mãos sobre a bainha da espada, mas relaxou um pouco receoso quando o Rei Lourhraz fez um sinal para que se acalmasse.

Lourhraz — Te apresento a família dos elfos sulistas, os dragões. Disse caminhando de braços abertos fazendo um giro no próprio eixo.

O garoto ficou impressionado, como um ser vivo poderia se aproximar tão tranquilo de dragões os seres mais temidos na face da terra detentores de poderes inigualáveis e extremamente destrutivos. Um sorriso pouso sobre seus lábios quando pensou sobre a sorte que teve quando o Rei Mautran fez aliança com os Imperadores, ter dragões em uma batalha seria de grande ajuda e sua mente já voava para o campo de batalha tentando imaginar qual seria a cara do velho ao ver os dragões passando pelo alto de suas cabeças. Ignus afastou seus pensamentos quando Lourhraz fez um sinal para que ele subisse em um dos dragões, o garoto mesmo receoso subiu no animal e sentiu alguém o segurar, era uma guerreira élfica que prendia um cabo em sua cintura que evitaria sua queda. Alguns bater de asas e eles ja estavam acima das nuvens, o jovem Ignus sentiu o estomago embrulhar ao ver a distancia que estava do solo e o movimento que o corpo do dragão fazia ao bater as asas. O que levaria dias para se alcançar a cavalos fora feito em algumas horas sobre os dragões, quando o animal relaxou o corpo e desceu das nuvens Ignus pode ver as montanhas do reino dos Yankee’s, o dragão contornou uma estatua gigante de um guerreiro com uma pesada armadura e apoiando as mãos sobre uma espada. O dragão desceu em um local parecido com uma arena, mas improvisado de ultima hora talvez fosse um lugar usado para treinar seus cavalos, o chão era de terra com um cercado alto de madeira e vários homens contornavam aquela área, no centro sem as vestes peitorais e uma calça de couro preto. Feros encarava o dragão que trazia Ignus com um largo sorriso no rosto, o garoto desceu e o dragão se afastou a multidão urrava de trás das cercas. Ignus se sentiu um ínfimo ponto no espaço, ele via o chão vibrar, o suor evaporar das pessoas ao redor, os gritos implorando por luta o olhar de loucura de todos em volta faziam seu corpo vibrar de terror e prazer, seu corpo ansiava por uma luta o desejo era tão intenso que seu corpo não parava de tremer e Feros mesmo em sua calmaria seus olhos queimavam o calor da batalha o trazia paz, era assim que os Yankee’s se comportavam através dos punhos, espadas, lanças e o próprio sangue, verem o liquido vermelho se misturar a terra era o momento mais honrado de um Yankee. A multidão fazia suas apostas, a maioria apostava todo seu ouro em seu Rei, poucos votavam no garoto que tremia sobre o urrar da multidão. O rei ergueu o braço e o povo se aquietou, sua voz grossa e escarrada preencheu o local e a cada fim de palavra o povo urrava uníssono clamando o Rei.

Feros – Povo imperial, como é de costume nas terras Yumakã, a pessoa que deseja a ajuda dos guerreiros Yankee’s deve lutar contra o Rei local ou um subordinado de minha escolha. Disse enquanto caminhava ao redor da arena.

O povo exaltava ainda mais o rei.

Feros – E hoje está aqui um homem que veio em busca da ajuda dos nossos temidos guerreiros *ouviu-se gritos de exaltação e o Rei os acalmou*, Ignus filho adotivo do Rei Mautran, dizem que é um ótimo guerreiro a ponto de ser palho para mim. O que tens a dizer filho de Mautran?

O local caiu em um súbito silêncio e a multidão esperou pela fala de Ignus, o homem havia congelado no tempo, sua boca se mexia, porém sua voz não saia, as palavras estavam embaralhadas em sua mente. Quando o medo se apossou de sua mente ele rangeu os dentes e cerrou os punhos e se xingou mentalmente sua voz saiu em uma mistura de ódio, orgulho e medo.

Ignus – EU SOU IGNUS FILHO DE AON E SE PARA RECEBER A AJUDA DE SEU POVO EU PRECISO DAR UNS TAPAS NO VOSSO REI ENTÃO QUE ASSIM SEJA, VOCÊ ENFRETARÁ A FURIA DOS PUNHOS DE AÇO DE AON.

Feros – É assim que eu gosto garoto, o ódio em seu olhar é o meu grito de guerra, escolha suas armas.

O garoto o encarou e mostrou os punhos enquanto retirava as vestes ficando apenas com a calça assim como o Rei, suas atitudes levou Feros a abrir um sorriso ainda mais largo no rosto quase deformando sua face, o homem o aplaudiu entre pequenos passos.

Feros – Assim seja. Disse cerrando os punhos ainda com o sorriso no rosto.

O Rei esperou que o garoto fosse o atacar de forma afobada em desespero para tentar vencer a luta rapidamente, Feros o ficou observando o estudar seus movimentos e começou se aproximar calmamente do garoto para ver qual seria a reação e Ignus continuou o fitando e esperando sua aproximação. O povo ao redor da arena continuava urrando com a aproximação e com a demora do inicio da luta, eles queriam ver o sangue ser derramado logo. Não demorou muito quando Feros estava a dois metros de distancia de Ignus o garoto avançou, pressionando o homem a caminhar para trás, Feros ficou se defendendo dos socos potentes de jovem, que seguia em jab para medir a distancia e pressionar Feros o fazendo se afastar e um direto tentando acertar o homem. A diferença de alturas não ajudava em nada Ignus, O povo Yankee é muito alto e muito forte e o jovem percebeu que esse seu estilo de luta não o ajudaria e decidiu passar para uma movimentação mais rápida, o garoto começou a caminhar mais rápido na direção de Feros e saltou desferindo uma voadora que o Rei defendeu e empurrou Ignus para longe, o jovem se recuperou girando no chão levantando bastante poeira e correu novamente em direção do mais velho. Feros deferiu um golpe atingindo o chão e Ignus escorregou por debaixo de suas pernas e ficou nas costas do velho e o chutou no meio da coluna o fazendo se afastar, quando tentou se aproximar para mais um golpe Fero fez um giro chutando a cabeça de Ignus o lançando para longe, o jovem ficou possesso e voltou talvez de forma inconsciente para luta e logo recebeu um soco direto e para a surpresa de Feros ele segurou o golpe com as duas mãos abraçando os braços do Rei, a boca de Ignus já descia dois filetes de sangue, mas seu rosto mantinha uma grande expressão de prazer sobre a luta. Ele puxou o braço de Feros e ficou próximo ao rosto do gigante o socando varias vezes fazendo o homem sangrar demasiadamente. Feros se irritou e socou Ignus pela lateral o pressionando contra o braço que o garoto segurava, Ignus se sentiu em uma prensa seu corpo todo doía, mas sua raiva era ainda maior ele criou forças para afastar os braços do grandalhão e o atingindo com cabeçadas tirando sangue dos dois. Feros para evitar continuar apanhando forçou os dois braços dando um forte abraço em Ignus fazendo seus ossos se estralarem, mas ele não se deu por vencido juntou as duas mãos e começou a desferir golpes no alto da cabeça do homem fazendo com que ele o soltasse e o lançasse para longe. Feros limpou o sangue que escorria de sua testa e abriu um sorriso ainda mais largo para Ignus e o garoto fez o mesmo, estava adorando aquela batalha.

Feros – Garoto você está me impressionando, você é o primeiro a conseguir tirar sangue de mim e ainda durar por mais de cinco minutos. Acho que você provou seu valor – mas fora cortado por Ignus.

Ignus – Que foi velhote? Está com medo de perder para mim? Vai fugir da batalha agora?

O homem deu uma longa gargalhada o que fez o povo urrar ainda mais atrás de si.

Feros – Entendi garoto se você quer lutar um pouco mais então vamos fazer isso, que bom que encontrei alguém que tem o mesmo desejo por luta como eu, só não comece a chorar quando não conseguir mais parar de tomar uma surra.

Ignus – Digo o mesmo para você.

Feros – Então não irei mais me segurar.

O homem liberou uma energia estranha de seu corpo, e as veias começavam a saltar em seu corpo, as feridas se fecharam e seu corpo parecia ter ficado maior e mais alto. Ignus sentiu o terror lhe percorrer o corpo novamente e pensou por que foi provocar o homem deveria ter aceitado o fim da luta, mas ele queria um pouco mais de batalha aquela sensação em seus punhos, a sensação dos golpes do sangue escorrendo sobre sua boca o seu coração estar disparado lhe trazia uma certa excitação que nunca tinha vivenciado antes, seu corpo vibrava novamente, mas agora era mais de prazer pela batalha do que pelo medo, seus pensamentos foram quebrados quando ele viu Feros juntar as mãos e golpear o solo fazendo o mesmo se rachar e vibrar levando Ignus a cair em um grande buraco, quando olhou para cima viu o homem vir por cima em um salto e o acerta-lo em queda erguendo uma enorme poeira. Todos haviam pensado que a luta acabara ali, mas quando a poeira se abaixou Ignus estava segurando os punhos de Feros com o corpo brilhando em forma dourada o corpo do jovem também estava mudado, maior e mais forte seus olhos brilhavam em um tom azul celeste e suas feridas também havia se fechado. Ignus pressionou Feros um pouco para o alto e o golpeou com um dos punhos lançando o rei para longe quase atravessando as cercas do campo de luta, Feros rasgou um sorriso no rosto e bateu com pé de forma agressiva no chão levantando um grande pedaço de terra e o chutando em direção de Ignus que a destruiu com um soco, mas fora atingido por uma forte cotovelada do Rei, mas conseguiu segurar o próprio corpo para que este não voasse para longe e começou a desferir seus golpes sem pensar em se defender e o mesmo fez Feros, os dois pareciam dois animais se golpeando cada vez mais forte, cada vez mais sangue saiam de seus corpos, Ignus conseguiu fazer uma sequencia d e três golpes acertando dois no abdômen e um direto no rosto do homem dando um pequeno salto, a potência do soco fora tão forte que fez Feros cambalear para trás uns dois passos. O homem se enfureceu te ter levado um golpe tão forte e segurou Ignus pela cabeça o acertando continuamente no peito e no abdômen, jogou no chão com enorme força e se jogou encima dele com o cotovelo fazendo o jovem se curvar de dor. Ignus não se deu por vencido protegeu todos os golpes que Feros desferiu enquanto ele estava no chão, chutou o homem mais velho levantou-se rapidamente e iniciou sua sequencia de golpes, quando conseguiu uma abertura, Feros também o acertou na lateral do corpo e os dois foram parar longe, Feros se levantou com dificuldade e Ignus se levantou, mas suas pernas já não aguentavam mais o peso de seu corpo e ele desabou e desmaiou. Feros ergueu os braços e o povo urrou, os dois Reis elfos socorreram o jovem e o levaram para um quarto onde sua esposa estava. Dynarin se aproximou pronunciou algumas palavras e uma luz azul pousou sobre o corpo de Ignus fazendo suas feridas diminuírem e sua respiração voltar ao normal. Sua mulher estava desesperada havia desistido de acompanhar a luta, ver seu marido ser ferido a ponta de jorrar sangue dos próprios músculos não era uma visão das melhores, o apoiava de qualquer forma, mas não aceitava muito os métodos que foram necessários para que a aliança dos impérios fosse ajudar na guerra contra os temidos dragões do mar. Lourhraz viu o terror no olhar de Margarit e tentou acalma-la.

Lourhraz – Acalme-se minha jovem, ele está bem apenas dois dias de descanso e ele estará como novo! Disse abrindo um leve sorriso acolhedor.

Margarit – Obrigada, mas e a guerra? Não temos muito tempo a esperar a guerra já deve estar começando.

Lourhraz – Chegaremos a tempo não se preocupe, aproveite o tempo com seu marido ele ira precisar relaxar um pouco antes de entrar nesta batalha, pois será grande e demorada.

Margarit – Ficarei ao lado dele mesmo durante a batalha não o abandonarei.

Lourhraz – Parece que Ignus não é só um bom líder e lutador parece que soube fazer uma bela escolha tendo você como esposa.

Margarit – Como assim?

Lourhraz – Bom Mautran nos disse para manter um olhar atento a Ignus, pois ele não era um jovem qualquer segundo seu Rei ele nasceu para liderar e hoje ele nos provou sua força. Mesmo que ele pudesse perder a vida hoje contra Feros ele lutou bravamente e durou mais do que qualquer um possa ter imaginado, todos os homens que enfrentaram Feros até hoje não duraram mais do que cinco minutos na arena e seu marido resistiu por uma hora e por pouco não venceu o velho.

Feros – Como ousa dizer que ele quase me venceu? Entrou no quarto empurrando a porta fortemente quase a derrubando.

Lourhraz – Ora velhote deu de ficar ouvindo a conversa dos outros por de trás da porta? Ou estava preocupado que tivesse matado o futuro das terras imperiais?

Feros – Claro que não, só vim agradecer pela incrível luta há muito tempo não encontro alguém com tal força já que vocês elfos se recusam a lutar de vez em quando.

Lourhraz – Claro seu velho, nós somos seres de sabedoria e não de brutalidade como você e seu povo, usamos a força só quando extremamente necessário.

Feros – Você se acha superior não é seu maldito – fora cortado pro Dynarin.

Dynarin – Por favor crianças não briguem, ainda temos uma pessoa em recuperação aqui, a magia de cura élfica está pronta, mas ele precisa de descanso Margarit.

Margarit – Sim, deixe que eu cuidarei dele e o farei descansar.

O trio deixou o quarto e Margarit se deitou ao lado de seu marido o colocando em meio a seus braços o trazendo para perto de seu peito, o homem mantinha uma expressão mais tranquila agora. As feridas haviam sido curadas e agora somente sua mente precisava de um bom descanso e em meio à caricias Margarit sentiu o corpo um pouco tenso de seu esposo relaxar por completo em seus braços e eles dormiram. A noite havia se aprofundado na madrugada e os três imperadores mantinham-se acordado no alto de uma rocha onde podiam ver a vasta extensão de todo o reino de suas terras, só não conseguiam ver a praia devido às montanhas que dividiam o lado norte do sul do reino. Lourhraz havia pedido para separar os dragões menores para carregar os guerreiros élficos e alguns yankee’s, no total seriam apenas vinte por cento da total frota que eles tinham para despachar.

Dynarin – E então Irmão acha que vamos ter problemas nessa guerra? Disse se aproximando do elfo com um copo de vinho quente em mãos.

Lourhraz – Não sei irmão, algo me diz que teremos alguns problemas a enfrentar no campo de batalha, sinto que vamos ganhar, mas algo ruim irá acontecer.

Dynarin – Sinto o mesmo, se pudéssemos levar todos de uma vez seria muito mais fácil essa guerra.

Feros – Uma boa batalha nos espera e não vejo a hora de espalhar o sangue daqueles dragões malditos na praia.

Lourhraz – Dragões... há... não passam de homens fracos que usam do nome dos dragões do mar para aterrorizar os homens fracos.

Feros – Mas os boatos dizem que eles são imortais e que os dragões os ajudam.

Lourhraz – Feros meu amigo, as Hydras ajudam somente a eles mesmos e mesmo assim dificilmente se dão bem entre a própria raça, são seres malignos não posso negar, porém se qualquer humano pedisse ajuda a eles seria devorado antes mesmo de tentar se pronunciar.

Feros – Lourhraz os boatos sempre tem um fundo de verdade, sabe que os homens que sobreviveram dizem muitas coisas do que viram e como não posso acreditar no que viram? Eu estou ansioso para uma batalha com esses tais imortais.

Dynarin – Imortais... Apenas soltou a palavra ao vento como se procurasse algum valor.

Os três continuaram a conversa madrugada adentro o céu não demonstrava suas luzes, as nuvens haviam coberto o mundo como se escondesse de Deus o que estava para acontecer, mesmo assim sem ver a lua Dynarin sabia que ela chorava em um vermelho aterrorizante. Os homens estavam confiantes, porém tensos e quem não ficaria aos tantos anos essa seria a primeira batalha grande que enfrentariam, segundo seus espiões havia mais de trezentos barcos ancorados na baia de AON, entre eles cada barco com cinquenta ou cem homens. Alguns barcos tinham os desenhos da cabeça de hydras talvez fosse o que os boatos contavam não passassem dos desenhos desses dragões na embarcação que era monstruosamente alta. O plano de Lourhraz era diminuir a defesa inimiga usando um de seus dez dragões principais, não poderia tirar todos de sua casa ela ficaria desprotegida e estavam em época de procriação o que diminui o uso de dragões em setenta por cento deixando apenas trinta por cento dos animais disponíveis, os mais novos foram usados para o transporte, os que estavam em fase de treinamento ficaram com as linhas de frente e o décimo dragão principal da lista, Fu’yura fora enviado ao mar para ficar atrás das linhas inimigas e quando chegasse a hora queimar o máximo possível de embarcações e seus tripulantes. O elfo revisava este plano inúmeras vezes em sua mente tentando visualizar todo o campo de batalha para não deixar que nada escapasse. Dynarin organizava os últimos detalhes, os elfos de Thanos ficariam na guarda da parte alta da praia com os arcos e os guerreiros de espada ficariam na segunda linha de frente, as sacerdotisas usariam sua magia para criar barreiras naturais e magia de cura e se possível controlar o tempo a favor da defesa. Os soldados Yankee’s seriam a linha de frente os primeiros a entrar em batalha com apenas duzentos e cinquenta homens, pois os outros guerreiros ainda teriam que caminhar até alcançar a praia. A carta estratégica fora enviada a Mautran com apenas algumas especificações deixando de lado algumas partes secretas que o grupo usaria. Os três continuavam se organizando quando um forte estrondo cortou o céu e um brilho dourado sobressaiu sobre as negras nuvens, o trio esperava uma tempestade, mas para sua surpresa uma alabarda caiu entre os três e os Reis se assustaram Dynarin pensou em se aproximar, mas um anjo de armadura dourada apareceu sobre eles, um ser sem face com armadura reluzente e asas de luz.

Dynarin – Um ser celestial? Pensei que fossem apenas mitos!

Somos muito mais do que mito. Respondeu o anjo.

Lourhraz – Quem és tu?

Sou Gabriel a mão direita da Coroa Celestial e vim criar uma aliança com os homens.

Feros – Por que devemos acreditar em um ser que nunca vimos que tem interesse em uma guerra de nosso reino?

Gabriel – Não tenho interesse em vossa guerra e sim em um ser único que está nesta guerra.

Lourhraz – diga logo qual é o trato e veremos se iremos aceitar essa aliança.

Gabriel – Vocês mantêm em seus reinos criaturas que não deveriam mais pertencer a este mundo, assim como o Rei dos Dragões do mar. Ele leva em si o pior inimigo da Coroa Celeste, Uferus um ser das trevas que tentou deixar o mundo em escuridão a muitas centenas de anos atrás, quando vocês nem mesmo sabiam o significado de sua raça.

Dynarin – E então? Qual será o trato? Se derrotarmos este ser você nos dará a liberdade de continuar com os seres espirituais em nossas casas?

Gabriel – Sim desde que vocês controlem este poder para não trazer nenhum mal ao mundo, vocês podem mantê-los entre vós.

Dynarin – Tudo bem, mas me responda uma coisa se ele é um ser das trevas por que vocês mesmos não acabam com ele.

Gabriel – Não podemos agir no terreno mortal, é contra nossas leis.

Dynarin – Contra a vossa lei? Me explique uma coisa pelo que eu me lembro as criaturas das trevas uma vez foram seres celestiais que se rebelaram contra o seu povo, isso é um problema do seu povo não nosso e agora nós temos que enfrentar o seus problemas, ou vocês ajudam ou após essa guerra vencida iremos invadir a coroa celestial.

Gabriel – Blasfêmia, como você ousa dizer algo tão ultrajante?

Dynarin – Sinto muito, mas o seu senhor não é o meu senhor e não me importo com blasfêmias. Faça sua escolha ajude e não terá mais outra guerra para lutar, ou apenas observe os guerreiros imperiais derrubarem o legado de seu Deus.

O anjo o encarou com fúria nos olhos, mas não fez nada apenas desapareceu deixando uma mensagem no ar avisando que entraria na luta apenas quando o senhor das trevas aparecesse.

Lourhraz – Dynarin você é louco?

Feros – Dynarin você está tremendo?

Dynarin – Ah... eu acabei de enfrentar um anjo seu demente queria que eu estivesse tranquilo nem sei qual o modo de luta destes seres.

Feros – Como você sabia sobre os seres das trevas e celestes?

Dynarin – Há muito tempo encontrei uma caverna nos limites do meu reino e nela havia escrituras arcanas que contavam a historia do céu, terra e inferno. Gehenna o inferno da punição, Icarus a terra do aprendizado e Sacros onde vivem os anjos e seres celestiais, mas isso é uma conversa que podemos ter em outro momento não acha? Vamos descansar por hoje e amanhã, partiremos depois de amanhã.

Os três Reis se retiraram e cada um foi para seus aposentos desfrutar da presença de suas esposas e relaxar antes da batalha. No dia que se passou os elfos o usaram para relaxar rezar para seus Deuses e realizar seus rituais. Os yankee’s continuaram com a vida normal, treinaram e lutaram até se cansarem para revigorar o seu espírito. Na manhã seguinte Ignus havia se levantado e desesperado fora atrás dos Reis para tentar partir imediatamente, porém, após uma longa conversa com os três Senhores Imperiais ele se deu por vencido em esperar até o próximo amanhecer para partir em batalha. Como fora conversado com os Reis, as tropas que não poderiam ser levadas em dragões já estavam caminhando para o campo de batalha chegariam até lá dois dias depois. Lourhraz estava checando seus dragões quando viu Ignus se aproximar junto de sua mulher.

Lourhraz – E então?

Ignus – Como estamos para amanhã?

Lourhraz – Meus homens e os Yankee’s que iam por terra já saíram para o campo devem chegar lá daqui a dois dias, ficaremos assim um dia a frente deles.

Ignus – E sobre o inimigo o que sabemos?

Lourhraz – A quantidade de inimigos, um pouco da estratégia e como acabar com metade da força deles.

Ignus – Bom isso é muito bom!

Lourhraz – Vá aproveitar seu ultimo dia de descanso, fique com sua mulher e vá se divertir, o Reino de Yankee é estranho, mas tem lugares bons para se ir.

E assim fez Ignus, voltou ao quarto onde estava a mulher e espero que ela se arrumasse e saíram caminhando pela vila de Yumakã, a pequena vila em uma área rochosa de costa para o mar, onde o cheiro da maresia pairava no ar. A vila era um tanto quanto rústica, as casas eram grandes e espaçosas assim como seu povo, mas não havia muita beleza nelas, talvez por que seus moradores se importavam com outros valores. Alguns minutos caminhando e chegaram a um restaurante, ou melhor, uma churrascaria servindo pescado e carne bovina, Margarit pediu pescado enquanto Ignus comia mais do que de costume de carne bovina seu corpo ainda estava fraca e uma boa alimentação o ajudaria a se recuperar mais rapidamente. Eles aproveitaram do lugar durante uma hora saíram já um pouco cansados era tarde e voltaram para casa para aproveitar um pouco mais do sol. O jovem caiu no sono na pequena varanda da casa onde estavam hospedados, Margarit o cobriu com um pesado cobertor de pele de lhama e foi para dentro sentar-se próximo a fogueira onde acabou caindo no sono também, quando despertou o sol já havia saído de cena e seu marido a colocado na cama, o cheiro dele a fazia se arrepiar e o ver deitado semi nu ao seu lado deixava seu corpo quente e agitado, ela fingiu esbarrar no homem para que ele acordasse e assim começar a provoca-lo para aproveitarem a ultima noite de descanso antes da guerra, para Ignus fora uma das melhores noites que tiveram desde que se casaram. O sol nasceu e a correria já havia começado, um homem batia na porta inúmeras vezes até Ignus o atendeu e também entrou em correria se arrumando rapidamente, acordando sua esposa e se preparando para a batalha. Os Reis já o aguardavam próximo aos Dragões, o Jovem achou estranho ao ver um pequeno dragão em uma cor dourada pousado sobre o ombro de Lourhraz. Todos os senhores imperiais já usavam suas armaduras, os elfos couro reforçado leve e Feros no ponto de vista de Ignus estava semi nu, apenas uma roupa pesada de pele animal um capacete com chifres fechando o rosto em “T” e um martelo com quase o mesmo tamanho do homem em mãos já Ignus usava uma armadura de ferro pesada e um machado duplo muito pesado foi o que pensou o jovem. Os dragões estavam adaptados para levarem até trinta pessoas cada, Ignus sua mulher e os Reis ficaram em um enquanto outros inúmeros dragões carregavam vários guerreiros de Thanos, Yumakã e Aglargon. Enquanto isso a guerra nas baias de AON já haviam se iniciado e o velho Mautran se virava para segurar as linhas inimigas na praia, os guerreiros dos Dragões do mar se espalharam pela floresta e pela praia, grandes guerreiros conseguiram empurrar a linha de frente até quase à área de mata e os arqueiros e magos de Aon faziam de tudo para empurra-los de volta. O grupo inimigo que havia invadido a floresta pelas laterais de forma escondida caiu em uma armadilha e perderam grande parte de seu contingente e equipamentos para guerra, eles pensavam em se dividir e atacar os flancos de AON, porém devido a pesquisa minuciosa feita pelos elfos sulistas e Thanos eles preverão algumas movimentações dos inimigos criando varias barreiras e armadilhas terrestres e despacharam alguns homens para matar o que sobrasse e tentasse escapar ou continuar a invadir, tudo estava dando certo neste ponto o grande problema era a praia os inimigos simplesmente não paravam de chegar e as catapultas de AON já estavam sem munições fazendo que os soldados defendesse a chegada de mais inimigos com a própria espada, dos sete mil soldados que o Reino havia posto em batalha oitocentos já haviam caído em meio dia de batalha e os inimigos pareciam crescer ainda mais isso até o momento que Mautran tomado por todo seu medo sentiu um forte bater de asas e um urro atormentador, sentiu a temperatura subir de uma hora para outra e a praia entrar em chamas, os barcos dos Dragões do Mar sucumbiam um a um e a vastidão negra de madeira que havia se instaurado na praia dava lugar as ondas novamente e agora o céu estava repleto de uma única cor por um momento parecia ter anoitecido naquela manhã sangrenta. Os homens de AON sentiram-se protegidos mais uma vez e prontos para batalha, alguém soava as trombetas do alto e quatro guerreiros saltaram de um dragão que pousou na praia o mesmo dragão fora para a cidadela de AON deixar a mulher de Ignus enquanto seu marido e os Reis causavam a destruição na praia, o velho Mautran excitado com toda a luta partiu para a batalha com seu exercito pessoal, mesmo com inúmeros barcos que foram destruídos os inimigos continuavam vindo mais e mais Feros se divertia com a luta, Lourhraz usava uma magia de fogo para se defender enquanto Dynarin era habilidoso com o arco e as duas espadas, Lourhraz e Dynarin haviam apostado quem mataria mais e o jogo estava em duzentos e vinte nove para o sulista e duzentos e quarenta para o Rei de Thanos, era impossível se apostar com Feros era quase injusto o homem chegava a usar outro homem para bater em seus inimigos e cada golpe retirava vinte homens do chão. Os inimigos pararam de descer para praia quando já era madrugada e os outros guerreiros havia chego e montaram guarda em volta de toda a extensão da praia. Os reis e Ignus havia montado uma pequena tenda para se manterem próximo ao campo de batalha assim que amanhecesse ou os guerreiros inimigos tentassem invadir novamente, os Dragões tentaram atacar o barco novamente porém uma barreira havia sido erguida no mar e o elfo os ordenou retornar para a praia e descansarem . Lourhraz brincava com o pequeno dragão dourado o dando pequenos pedaços de carne e o ensinando a queima-la antes de comer e o pequenino parecia estar adorando, ficou assim por mais alguns minutos até que voltou a descansar, mas uma sensação estranha fez com que levantasse e saísse da tenda quando o olhar se acostumou com a escuridão viu enormes golens de terra se erguerem na praia próximo as tendas, as criaturas começaram a devastar as tendas com alguns de seus companheiros para sua surpresa a boca do pequeno dragão criou uma chama azul e pequena e a disparou contra o Golem, o som era muito estridente e inaudível e o impacto da explosão fora enorme o que fez com que os outros golens desabassem na praia. Dynarin urrava feito um urso enfurecido e era isso que a cabeça de Urso representava em sua roupa o homem uniu as duas mãos e bateu contra o chão repartindo a terra e fazendo uma das pernas do Golem se prender no buraco e tombar, o homem correu e começou uma serie de golpes urrando sobre a criatura até que ela se partisse ao destruir sua pedra fundamental. Feros como de costume usava seus punhos tão fortes que era capaz de destruir a criatura com apenas uma pancada e logo a onda de inimigos reapareceu e ganhou força a batalha estava pesada no inicio da praia inúmeros guerreiros caiam de ambos os lados Mautran e Ignus foram mais a frente ajudar seus conterrâneos. Um urrar assombroso veio do mar, onde até as ondas se dividiram os inimigos pararam e estremeceram e um homem de no máximo um metro e meio de altura surgiu na praça, seus cabelos eram negros e o olhar tinha uma fina aura vermelha e maligna. Para surpresa de todos seu corpo começar a se modificar e ele cresceu em um monstro alto com chifres, patas de bode e mãos deformadas seu corpo ficara maior em dois metros e foi tudo para fazer Feros um pouco mais feliz, o Rei se aproximou correndo da criatura e o atingiu com seu corpo o empurrando as poucos metros, pois o inimigo conseguiu o parar e os dois começaram uma troca de golpes sem se defender o corpo de Feros brilhava diante da luta. O rei conseguiu derrubar a criatura e o socar inúmeras vezes no chão, porém ele fora levantado com brutalidade e arremessado para longe, quando voltou para a batalha foi atingido novamente com vários golpes e a criatura o agarrou, Feros abriu um largo sorriso como se estivesse adorando tudo aquilo agarrou os dois chifres da besta e o cabeceou e puxou os chifres o retirando, seu corpo caiu e ele sorria enquanto a criatura urrava fazendo os homens caírem em terra. Mautran correu se aproximando da criatura, passou por Feros e fincou sua longa espada de duas mãos no peito da besta a fazendo gritar ainda mais. A ira da criatura fora tão grande que pegou o velho Mautran de surpresa quando as mãos enormes o agarraram e o bateu fortemente no chão até ele ouvir seus ossos se quebrando. Ignus se desesperou ao ver a cena e correu em auxilio do pai adotivo, o corpo do garoto já brilhava em dourado e os olhos em azul. O primeiro movimento de Ignus foi aceitar a besta na barriga o fazendo soltar Mautran e assim que ela se curvou pela dor iniciou uma serie de golpes em sua face a desfigurando, ela tento contra-atacar com chamas porém o garoto tampou sua boca e lhe deu uma cabeçada a fazendo se afastar e mais uma vez ela urrou de ódio e sua força parecia ter aumentado, ela correu até Ignus o derrubando e juntando as mãos começou a golpea-lo os Reis tentaram se aproximar para atacar, mas mais inimigos apareciam para ataca-los e atrasa-los. Ignus juntou forças sem saber como e a chutou fazendo se afastar puxou o machado duplo e o fincou no peito da criatura que pareceu não surtir efeito quando ela o retirou e o lançou longe na praia, neste momento uma enorme luz cruzou o céu e uma alabarda foi fincada no chão, Ignus não pensou duas vezes em sacar a alabarda o que foi uma surpresa para Gabriel nenhum homem conseguiria segurar sua arma só a aproximação já poderia levar a morte, porém Ignus balançava a alabarda para todos os cantos golpeando a criatura, até em um corte horizontal baixo onde cortou as pernas da besta e fincou a alabarda em sua cabeça, mas antes da criatura cair ela abriu a boca e começou a brilhar porém o anjo se aproximou rapidamente tampando a boca da besta e varias faixas brancas cercaram seu corpo e a criatura desapareceu. Assim foi o fim da guerra e a extinção dos Dragões do Mar, por fim a imortalidade e o boato das Hydras foram resolvidos, Ignus fora levado de volta ao Reino onde Mautran descobriu que teria que se aposentar, pois devido aos ferimentos de guerra não iria voltar a lutar como antes. O velho já estava cansado e não via a hora de passar a missão para as mãos de algum filho, porém sua única filha Alicia Silverking não tinha idade para assumir o trono e então ele o deixou para Ignus que fora muito bem aclamado pelo povo. Alguns anos mais tarde a filha do antigo Rei se casou e iniciou uma nova casa um novo Reino, outras famílias foram criadas ao o longo dos anos com a união das casas, famílias Goldheart, Shieldheart e Vladislav. No dia da posse de Ignus em uma reunião fechada os três Reis o condecoraram com inúmeros presentes e assinaram um tratado que as Terras Imperiais agora passariam a se chamar AON, durante a reunião o anjo Gabriel voltou a aparecer trazendo o tratado de paz entre os planos. Grande poder fora dado nas mãos de Ignus não tirando o poder dos outros Reinos, mas agora eles haviam assinado um acordo de solidariedade para o crescimento das terras que no período de reinado de Ignus fora muito bem feito, um porto fora feito na baia atacada para melhorar a defesa, a cidade de AON estava completa e fortificada, as rotas comercias com os outros reinos foram organizadas e as patrulhas distribuídas em cada setor das terras.

Gilnei – E foi assim que surgiu o Reino de AON e é por isso que é tão importante se manter um Rei e uma Rainha no poder, para manter a paz e a união dos reinos.

Karina – E nós sabemos de tudo isso, mas o que você obrigou Haourin a fazer foi muito difícil.

Sadi – Já é o oitavo dia e não recebemos nenhuma mensagem de Haourin.

Carolina – Ainda acho que devíamos ir atrás dele e o ajuda-lo.

Guilherme – Estou com a Carol. Disse batendo na mesa.

Glauber – Também quero ajudar.

Patrícia – posso usar uma magia para irmos mais rápido. Falando nisso Karina você tem uma magia de teletransporte para sua casa não tem?

Karina – Sim, mas a regra só permite que eu leve apenas uma pessoa comigo.

Eduardo – Que droga.

Paloma – Poderíamos usar o dragão o Eduardo e a Naay fizeram um ótimo trabalho com ele.

Naay – Não é impossível, o dragão mal aprendeu a voar nestes últimos dias não podemos simplesmente fazê-lo carregar pessoas pode ser muito perigoso.

Adonnen – Acalmem-se crianças, já que Haourin estará de volta no meio de nós. *assim espero* disse em pensamento o homem preocupado.

Nikholaos – Esqueçam tudo vai dar certo, vocês vão ver. Disse apoiando o ombro de Adonnen tentando confortar o amigo.

Eduarda havia tentado escapar durante a noite, porém Adonnen havia previsto que ela tentaria algo do tipo e pegou antes que ela saísse.

Enquanto os amigos se preocupavam Haourin corria por cima de algumas casas do Reino de AON, havia descoberto algo e não poderia esperar para confirmar. Seu rosto estava abatido e com marcas de insônia, não dormia há oito dias só investigando. O garoto saltou por mais alguns telhados escalou rapidamente uma torre e parou em um vitral onde viu vários magos da família Goldheart sendo obrigados a usar uma magia proibida, todos estavam presos inclusive os pais de Karina, Haourin viu que a magia estava em seu limite e eles iriam morrer se continuassem daquela maneira que ele simplesmente se jogou dentro do salão e matou inúmeros guerreiros com cabeças monstruosas, não passavam de armaduras, mas eram assustadoras. Ele conseguiu matar a todos, mas um homem magro de aparência abatida surgiu em suas costas e fincou uma longa espada e o lançou pela janela da torre o fazendo se chocar com extrema força no chão, o homem se aproximou da janela para observar o corpo imóvel do garoto na calçada da rua. Adonnen acordou desesperado em seu quarto, seu corpo estava suado e tremulo e o nome de seu filho não saia de sua cabeça o homem mal esperou o amanhecer e reuniu todos no salão avisando que sairiam atrás de Haourin.