Aon
18 O Mestre Supremo do Dragões!
Notas iniciais
O grupo já estava há duas semanas na estrada, as vilas que visitaram estavam destruídas e poucas pessoas tentavam se manter ali. As paisagens ricas em vida das terras de AON haviam tomado um tom sombrio, a sombra da morte pairava a rugidos distantes e aterrorizantes. Karnos mantinha um semblante irritado o tempo todo, o retorno para casa parecia cada vez mais desanimador. Quanto mais próximos ficavam mais a paisagem era consumida pelas trevas, o grupo caminhava acelerado e encontrou logo a frente um batalhão de elfos sulistas.
Karnos disparou na frente, o batalhão ao sentir sua presença se afastou e o reverenciou, seu pai Nikholaos Yvon estava montado em um dos cavalos do reino logo mais a frente. Sadi afastou-se dos amigos e aproximou de seu pai, mas no meio do caminho algo lhe chamou a atenção, seu pai lhe lançou um olhar e ele rapidamente desviou do caminho. Um dragão de terra surgiu abaixo, mas todos foram capazes de escapar. Haourin puxou Carol a carregando em seu braço enquanto Karina criou uma barreira para se afastar junto de Eduarda e Guilherme arrastou Palloma e Victor para longe da grande besta e Glauber se afastou rapidamente.
O elfo com Carol em seus braços estava mais próximo da boca do dragão e para evitar que ele o abocanhasse se jogou ao ar e lançou a jovem para o lado de Karnos. Haourin conseguiu se safar da besta e caiu em suas costas, mas o aviso de Karnos fez com que o elfo atentasse aos espinhos na carapaça do animal que começavam a ser disparados em sua direção. O jovem elfo da floresta se lançou ao ar novamente sacando suas espadas flamejantes e iniciou um rápido giro no ar criando uma esfera de fogo que rebatia os espinhos.
Glauber o Monge das Divindades criou uma pressão de vento que empurrou Haourin para longe da criatura e logo fez a pressão recair sobre o dragão o prensando contra o chão. Nem todo o poder concentrado de Glauber foi capaz de segurar o dragão, que ergueu sua cauda de ponta esférica e pesada e a bateu contra ao chão criando um enorme abalo partindo a terra ao redor de si.
– Pai você não vai ajudar? Perguntou Karnos.
– Quero ver até onde vocês conseguem ir contra Tyrant e Turandir. Respondeu Nikholaos.
Karnos vendo que seu pai não ajudaria se juntou a batalha, enquanto caminhava cuspiu pequenas chamas que zumbiam estridente pelo ar e causavam um forte impacto em Tyrant. O corpo do dragão parecia com crocodilo às patas baixas e o corpo encouraçado estava sendo erguido pelos cuspis impactantes de Karnos. Guilherme aproveitou da situação e em uma rápida investida atacou contra a barriga do animal o fazendo cair de costas.
Tyrant começou a se debater como uma tartaruga de casco para baixo sua cauda atingia o chão inúmeras vezes fazendo com que o grupo se afastasse para não ser fatalmente golpeado. Karnos se aproximou para dar o golpe que o colocaria para dormir, foi surpreendido por Turandir que surgiu por detrás das arvores altas e criou uma enorme bola de fogo no local. O fogo não afetou Karnos, mas os outros precisaram se afastar quando Turandir investiu contra Tyrant o colocando de pé novamente.
O grupo formou uma linha para enfrentar os dois dragões, mas Tyrant liberou uma névoa por todo o local. Karnos rapidamente tomou a forma encouraçada do próprio corpo e se protegeu, o instinto animal de Haourin fez com que avisasse os amigos do perigo e sacando uma flecha congelante disparou contra a chama de impacto que Turandir lançou contra a névoa. O impacto foi reduzido, mas a fagulha reagiu a névoa inflamável e causou uma forte explosão.
Graças a Karina o grupo foi protegido por sua mágia que criou uma esféra ao redor de cada um, que foi capaz de diminuir os danos causados, mas não totalmente. Karnos ainda continuava lutando mesmo com o corpo enfraquecido, mas Nikholaos o impediu de continuar a força e lançou o filho para perto dos amigos deixando-o distante da batalha.
– Temos que impedir meu pai... Disse o elfo Dragônico ofegante.
– Não há mais nada que possamos fazer, lutar com dragões sem tentar feri-los é muito difícil, você sabe disso! Respondeu Haourin ajudando o amigo a se levantar.
– Temos que fazer alguma coisa, ele vai mata-los e não é culpa deles estarem desse jeito. Falou Karnos tentando juntar um restante de forças para voltar a batalha.
Turandir lançou outra chama de impacto, mas Nikholaos a desviou apenas com as mãos. A explosão causou mais destruição a paisagem já assolada pelos dragões, o elfo mestre rapidamente golpeou Tyrant na cabeça o fazendo desmaiar, parte da couraça se perdeu com o forte golpe que rachou até mesmo a terra. Turandir lançava desesperadamente suas chamas impactantes mas Nikholaos apenas as desviava até que por fim o elfo criou sua própria chama e nocauteou o enorme dragão.
– Karnos, ande logo e faça seu trabalho se não eu irei mata-los com certeza. Gritou o Elfo.
Karnos não pensou duas vezes e correu em direção a Tyrant que estava caido mais a frente. Seus olhos se converteram em um puro vermelho e tocou a cabeça do dragão e depois fez o mesmo com Turandir. Algumas horas mais tardes os Dragões já haviam desperto e karnos os enviava para casa.
– Pensei que fosse mata-los. Disse o elfo Dragônico ao se aproximar de Nikholaos.
– Eu iria os matar, mas como você está aqui pode tira-los do comando de Eragon. Respondeu o Meste Elfo.
– Temos quer ir em direção ao castelo e captura-lo. Afirmou o Elfo
– Acredito que não há mais como tirar Eragon da influência de Dovakin Karnos. Teremos que mata-lo. Explicitou Nikholaos.
– Mas – cortou Nikholaos – Mas nada Karnos, não há essa possibilidade, o poder espiritual de Dovakin é muito forte Eragon já sucumbiu a esse poder. Disse pondo um fim a conversa.
Karnos supirou pesadamente tentando encontrar meios de salvar seu jovem aprendiz e protegido, mas seu pai e mestre não o deixara tomar atitudes diferentes de uma batalha mortal. Para sua surpresa Eragon apareceu entre eles.
– Eragon Le Ancradia, você será julgado pelas leis de Aglargon renda-se agora. Disse um dos guardas Elficos.
O jovem apenas sorriu por detrás de seu helmo. Nikholaos atacou sem aviso, sem esperar reação alguma, mas Eragon conseguiu desviar com facilidade, pois estava mais rápido do que antes foi o que pensou o Elfo mestre.
– Funcional como sempre não Mestre Yvon, o senhor não espera me capturar vivo não é? Perguntou Eragon em meio a um sorriso.
A pressão no ar parecia ter aumentado e Nikholaos atacou novamente, Eragon mudou a expressão e teve que se defender e após alguns golpes usou sua agilidade para se afastar.
– É, parece que não poderemos conversar civilizadamente. Espero encontra-los em meu reino, mas antes de partir quero deixar-lhes um convidado. Divirtam-se. Disse desaparecendo.
Em meio a névoa um enorme silhueta se formou com olhos azulados, o ar parecia faltar naquele local. A intensa sede de sangue era assustadora a respiração longa e pesada, era um rosnar abafado aterrorizante.
– Não pode ser... La... Lamúria... Disse karnos.
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