Aon
7 O Domador de Dragões.
Um vulto corta a floresta na madrugada em alta velocidade correndo pelos galhos das arvores fazendo rápidos saltos de um galho a outro, provavelmente um homem de 1,75 de altura com uma longa capa preta com uma toca que deixava seu rosto escondido nas sombras, sua armadura de couro negro protegia o peitoral, ombro direito e as manoplas a luva deixava os dedos brancos à mostra. Enquanto isso o sol nascia tranquilamente e os moradores do castelo dos oito reinos já iniciavam suas atividades, com o tempo o castelo começou a ser povoado e ter seus próprios militantes em alguns pontos dentro dos limites das muralhas havia algumas fazendas, criação de algumas cabeças de gado, plantio. Dois arquitetos renomados foram trazidos ao pequeno feudo para renovar as estruturas, as muralhas e torres de vigília da ala sul e oeste já haviam sido reformadas e as alas norte e leste já tinham iniciado as reformas. O aqueduto havia sido ampliado e renovado, foram criados dois novos estábulos, a casa do ferreiro estava pronta novamente e por fim uma pequena praça de comercio estava sendo erguida. No saguão principal onde o Rei ou Lorde deveria fazer o atendimento ao publico, neste dia quem o fazia era Glauber e Guilherme, pois o da estava movimentado. A maioria das reclamações era sobre alguns ladrões que haviam adentrado o reino e estavam cometendo pequenos furtos nas casas e fazendas, Glauber já estava ficando impaciente de ter que ficar preso naquele lugar e decidiu fazer uma humilhação publica do malfeitor seguido da amputação de sua mão esquerda em praça publica. O garoto desceu até as prisões e pediu para que retirassem os dois rapazes, os guardas os levaram para cima os colocando presos na praça do castelo. A população rapidamente se ajuntou no local com as chamadas do trovador, Glauber havia mandado chamar o carrasco onde ele mesmo anunciaria o evento de humilhação.
Glauber – Eu, Glauber Vladislav filho de Hector Vladislav antigo Lorde e Rei destas terras. Venho nesta tarde entregar ao povo dois malfeitores, que violaram a lei de nossas terras cometendo furtos.
O povo na parte baixa da praça urrava de alegria e estava sedento por humilharem os garotos e que eles derramassem o sangue na praça, Glauber fez um sinal para o carrasco se aproximar. Do alto da torre Sadi, Rodrigo e Paloma observavam a movimentação, Victor chegou até o local com Eduarda em seus ombros.
Eduarda – Tio o que está acontecendo?
Rodrigo – Parece que o Glauber decidiu punir os dois ladrões.
Victor – serio? Pensei que ele tinha dito que não o faria.
Sadi – O povo é bem convincente quando se está sentado no trono ouvindo suas reclamações.
Rodrigo – Pelo jeito quase a cidade toda fora reclamar dos ladrões.
Guilherme – Foi bem por ai. Disse enquanto subia as escadas.
Sadi – Olha só o brutamontes ficou no conselho hoje, não sabia que você era alfabetizado.
Guilherme não disse nada esperou se aproximar do rapaz e o lhe atingiu com uma forte pancada o jogando para o outro lado da torre, Sadi se levantou rapidamente e fora em direção de Guilherme protegendo um soco e o atingindo nas costelas. A briga foi rolando enquanto o grupo decidira continuar a conversa, uma leve brisa passou por eles fazendo Paloma se agarrar em Victor e Eduarda se aconchegar no colo do tio. Rodrigo aproveitou a situação e deixou o queixo sobre a cabeça da menina, Sadi fora empurrado e esbarrou em Rodrigo que o lançou novamente no caminho de Guilherme que tropeçou e foi cambaleando em direção a Paloma e Victor a garota se virou rapidamente e atingiu um forte soco no rapaz o fazendo cair sentado no chão.
Paloma – Será que dá pra vocês irem brigar em outro lugar?
Uma gritaria se formou lá embaixo, Sadi e Guilherme se aproximaram da amurada para ver o que acontecia.
Rodrigo – Pelo jeito Glauber passou a sentença.
Paloma – O que será que ele vai fazer?
Victor – Provavelmente amputação da mão e humilhação.
Eduarda – Por isso que eu gosto de viver na floresta de Thanos, lá todo mundo se ajuda.
Rodrigo – É que nós elfos vivemos uma doutrina diferente pequena.
Victor – Não há só homens ruins também Duda.
Eduarda – Eu sei. Disse sorrindo.
Sadi – Ouvi dizer que o Reino de Ignus criou um templo do silêncio, parece que eles vivem em paz lá, mas deve ser complicado ter que passar o tempo inteiro em silencio.
Paloma – Não é assim também não Sadi. O templo do silêncio é só um nome, devido a paz que o lugar trás no fim realmente é um pouco silencioso de mais, mas não quer dizer que as pessoas não possam falar.
Rodrigo – Há quanto tempo existe isso?
Paloma – Acho que já tem uns dois invernos, foram uns monges que se juntaram para criar essa sociedade, eles aceitam pessoas que cometeram crimes ou pessoas que estão trazendo problemas para a sociedade para ensinarem suas doutrinas a eles.
Um grito de dor se fez na praça o grupo voltou a observar a movimentação do local, Glauber já havia mandado o carrasco prosseguir com a amputação e o homem não se demorou em cortar as mãos dos dois rapazes, e queimar seus pulsos para estancar o sangramento. Eles foram amarrados a uma pilastra por uma corrente os prendendo pelo pescoço, quando Glauber deixou o local à população começou a cuspir e tacar alimentos podres nos dois malfeitores. Antes que Glauber pudesse subir as escadas do Castelo um homem correu por entre a multidão gritando por seu Lorde.
Vassalo – Milord, Milord.
Glauber continuou andando sem encara-lo.
Glauber – Meu senhor os horários de atendimento já encerraram por hoje.
Vassalo – Mas Milord, uma das filhas do ferreiro saiu às escondidas com meu filho e o homem diz que me matará se algo acontecer com sua filha.
Glauber – E que culpa eu tenho se o ferreiro não consegue segurar as pernas de sua filha.
Vassalo – É que os dois se escondem em uma caverna nas florestas ao sul da muralha, Milord e mais cedo vieram-me dizer que ouviram gritos vindo da mesma.
Glauber – Talvez seja vosso filho cuidando da menina.
Vassalo – Não Milord, disseram que alem dos gritos ouviram um urrar de um monstro.
Glauber – E o que quer que eu faça homem?
Sadi – Isso parece serio Glauber melhor darmos uma olhada. Disse enquanto saia pela porta.
Glauber – Então você pode resolver não? Estou cansado e alguém precisa ficar no castelo.
Paloma – Nós vamos pode ficar ai preguiçoso. Disse surgindo de trás de Sadi o empurrando para fora da porta.
Glauber – Leve alguns guardas, só por garantia.
Patrícia – Não se preocupe não será necessário.
A menina de roupas ousadas chamou a atenção dos homens ao redor os fazendo suspirar ainda mais quando mordeu a ponta de um dos dedos fazendo uma cara meiga, mas mudou de feição rapidamente quando Rodrigo chegou por trás e a beliscou fazendo a dar um pulo. Karina e Guilherme surgiram por ultimo.
Patrícia – Acho que agora a gente pode ir.
Carol – Espera. *Gritou enquanto galopava rapidamente*. Pronto agora podemos ir. Disse quando se aproximou.
O grupo se reuniu e partiu para o portão sul, Patrícia subira no cavalo de Carol enquanto Sadi as acompanhava a pé, Eduarda acompanhava Rodrigo, Paloma e Victor andavam juntos, Karina e Guilherme caminhavam lado a lado, mas não trocavam uma palavra se quer. Gastaram uma meia hora de caminhada talvez, as temperaturas estavam um pouco mais altas naquele dia havia uma leve brisa fresca que cortava o local, nada que fizesse as bocas esfumaçar pelo contato com o frio. Caminharam por mais ou menos uma meia hora ou o bastante para as sombras mal se mexerem no chão, passaram por uma densa floresta, atravessaram um pequeno riacho e lá estava à caverna uma pequena entrada em uma rocha calcaria. O grupo se aproximou e duas pessoas saíram da caverna, pensavam que o problema havia sido resolvido quando avistaram dois indivíduos, um vestia uma longa capa preta e uma mascara que tampava até o nariz, sua pele era branca, os cabelos e olhos negros, em suas costas mantinha duas espadas medianas, a outra era uma Elfa negra, algumas tatuagens azul ciano pelo corpo, os olhos brancos, assim como seus cabelos ao ver a garota Sadi percebeu que eram dois elfos sulistas.
Sadi – Eduardo o que você ta fazendo aqui?
Eduardo – Th’ahash Karnos. Disse enquanto fazia a reverência.
Sadi – Th’ahash Eragon le Ancrardia, Th’ahash Naay Maple.
A menina que se escondia atrás fez uma leve reverência e Eduardo a cutucou.
Eduardo – Reverencie direito o príncipe de nossas terras Naay.
Sadi – Não tem problema Eragon.
Sadi fez uma menção a Rodrigo e os dois o reverenciaram, Haourin se aproximou do amigo o arrastando para um lugar um pouco mais afastado.
Rodrigo – Esse garoto é quem eu to pensando?
Sadi – É sim.
Rodrigo – E ele já sabe?
Sadi – Não ainda não, bom ele sabe que não é cem por cento, puro elfo sulista, mas não sabe de onde vem à segunda raça dele.
Rodrigo – E vocês não vão contar a ele.
Sadi – Acha que precisa Na’ rush1 Haourin?
Rodrigo – A garota é a guardiã dele? Por que ela é apaixonada por ele e isso pode o colocar em problemas.
Sadi – Não ela é só uma namoradinha dele.
Rodrigo – Vocês estão loucos como ele sai sem um guardião?
Sadi – Por que ninguém sabe que ele carrega aquilo com ele.
Rodrigo – Ah Karnos que Dovakiin2 nos proteja.
Sadi – Não se preocupe Haourin, se um dia algo vier a acontecer eu estarei por perto!
Rodrigo – Espero que esteja. Disse apertando o ombro do amigo firme e caminhando em direção à caverna.
Enquanto Rodrigo retornava para o grupo, Eduardo ia em direção de Sadi para conversar com o rapaz, Guilherme estava estranhamente se medindo na entrada da caverna Carol segurava o riso, enquanto Karina se aproximava do gigante.
Karina – Gui eu acho melhor você não tentar entrar ai!
Guilherme – É acho que eu não passaria de jeito maneira.
Rodrigo – É meu amigo é melhor você proteger a entrada se precisarmos de você nós gritamos. Disse enquanto adentrava a caverna seguido por Patrícia, Karina, Carol e Eduarda.
Guilherme – Karina...
A menina olhou para trás girando nos pés e continuou caminhando de costas.
Guilherme – Tenha cuidado...
Karina – Eu terei... disse baixo um pouco envergonhada. Virou-se para a caverna e deixou um pequeno sorriso surgir em seu rosto.
Paloma e Victor decidiram ir dar a volta na caverna para encontrar outra entrada, ou se talvez os dois haviam ido por outro lugar. Patrícia foi a ultima a tentar a entrar, quando chegou a meio metro dentro da caverna decidiu voltar, pois as rochas desniveladas começaram a retirar sua roupa e pressionar seus seios.
Patrícia – Ah.. por que vocês tem que ser deste tamanho. Disse pressionando os seios fazendo Guilherme virar rapidamente de costas envergonhado.
A entrada da caverna era tão estreita que eles precisavam ficar de lado e se esgueirar por entre as paredes desniveladas que pressionavam o corpo, Rodrigo havia vestido a cabeça de lobo, pois se a tivesse mantido nas costas com certeza estragaria, o mesmo fez Eduarda com a cabeça de águia, Carol levava o arco nas mãos assim como o elfo e Karina puxou o livro de sua cintura para o lado para facilitar a passagem. Percorreram talvez uns quarenta metros assim até chegarem a um corredor um pouco mais espaçoso.
Carol – Ah... graças aos deuses pensei que fosse sufocar. Disse caindo de joelho.
Karina – eu pensei que eu fosse entalar. Disse massageando a parte de proteção peitoral.
Ao fundo do corredor era possível enxergar uma fraca luz, mas Karina se aproximou e acendeu uma tocha mágica e a entregou ao elfo.
Rodrigo – Primeiro vamos em direção à luz, talvez eles devam ter ido lá.
Caminharam por alguns minutos até Carol achar as roupas intimas feminina.
Carol – Acho que você estava certo. Disse enquanto tirava a calcinha da ponta da flecha com cara de nojo.
Uma hora já havia passado enquanto fora da caverna Sadi e Eduardo continuavam conversando, o garoto havia trazido noticias do Rei de Aglargon.
Sadi – Chega de conversa mole Eragon, o que te trouxe aqui.
Eduardo – Seu pai lhe pediu para lhe trazer uma mensagem. Disse entregando uma carta enrolada e lacrada com o selo dos sulistas. Sadi iria retirar o lacre quando sentiu um vento quente lhe tocar o rosto, e uma forte pressão lhe empurrar, a caverna havia explodido e as labaredas chegavam ao céu. Tudo aconteceu em um curto espaço de tempo dentro daquela uma hora, Rodrigo e Eduarda haviam seguido por uma das galerias da caverna após chegarem a uma perfuração no teto da caverna e quanto mais eles adentravam mais fundo eles desciam, até que chegaram a um riacho que cortava por dentro do lugar, Karina e Carol estavam do outro lado. As meninas acenaram para o outro grupo quando procuraram um lugar para se unirem novamente Rodrigo viu uma movimentação atrás das garotas e gritou, uma labareda de fogo se formou e se não fosse o escudo mágico de Karina eles teriam sido torrados.
Karina – O que é isso. Falou alto, mas com sua típica calma.
Rodrigo – Vão para a saída da caverna.
O grupo se reuniu e correu o mais rápido para a entrada, mas parte do caminho havia desmoronado e eles tiveram que pular para conseguir atravessar até a entrada da caverna.
Eduarda – Tio, o que vamos fazer quando chegarmos à entrada?
Rodrigo – Ainda to pensando.
Carol – É só tentarmos atravessar mais rápido.
Rodrigo – Mesmo que conseguíssemos ir mais rápido ele nos torraria antes mesmo de chegarmos à saída.
Carol – Então por que a gente ta correndo pra lá?
Rodrigo – Talvez possamos explodir a entrada de alguma maneira. Karina você tem alguma magia que reaja com o fogo?
Karina – Sim.
Rodrigo – então encante a entrada inteira e você poderia criar uma corda pra mim?
Karina – Corda?
Rodrigo – Sim.
Karina – Tá quantos metros?
Rodrigo – Uns cem metros.
Rodrigo voltou até o lugar onde a caverna havia cedido e amarrou a corda no corpo de Eduarda e ficou com a outra ponta.
Rodrigo – Duda, você confia em mim não é? Disse a segurando fortemente.
A menina assentiu com a cabeça.
Rodrigo – Então vamos fazer o seguinte, eu vou ficar na entrada da caverna e você se esconde por aqui, quando eu gritar por você, pule no buraco okay?
Mesmo o pedido tendo a impressionado ela assentiu com a cabeça, Karina já havia terminado de encantar a entrada e havia retornado. As pesadas passadas do dragão começaram a ficar mais próximas e Rodrigo mandou elas se esconderem nas galerias laterais da caverna. Ele começou a balançar a chama da tocha para pegar a atenção do dragão, quando sentiu que ele começou a caminhar mais rápido o garoto correu para a entrada até ficar encurralado pelo dragão enquanto ele se aproximava para o ataque Rodrigo amarrou a ponta da corta nas pernas e esperou sentir o cheiro de gás no ar, quando viu uma pequena fagulha se formar na boca do dragão ele gritou por Eduarda que instantaneamente pulou no buraco o tranco da corda derrubou Rodrigo e o arrastou até o buraco, a explosão fez com que as chamas voltassem para dentro da caverna, mas Rodrigo precisava se levantar se não deixaria Eduarda morrer e o garoto o fez mesmo em meio a chamas ele se levantou segurando a corda nas mãos e evitando continuar ser arrastado para o fundo do buraco. Para sua surpresa as chamas não o queimaram, quando olhou para um dos lados viu Karina se aproximando com os olhos brilhando e uma barreira de proteção ficar ao redor deles ele aproveitou o escudo da amiga e puxou Eduarda de volta a superfície. A luz de fora da caverna agora chegava até onde eles estavam, o dragão estava atordoado e eles aproveitaram para sair da caverna. Sadi, Eduardo, Guilherme e Naay se aproximavam da entrada quando viram os amigos e uma chama se formar atrás deles, Rodrigo agarrou Eduarda e se jogou para um lado, Guilherme segurou Karina e Carol e virou de costas para receber a chama, mas Karina havia criado outro escudo e acabou desmaiando nos braços do rapaz por usar muita magia. Sadi e os outros dois elfos receberam a chama inteira, mas saíram intactos.
Sadi – Que chama fraca, este dragão não sabe soprar direito.
Os amigos deram espaço para o dragão sair da caverna, o bicho reagia de forma estranha à luz parecia ser sua primeira vez fora da caverna.
Sadi – Eduardo não o deixe voar.
Eduardo – Deixa comigo.
O garoto correu em direção ao dragão subiu por sua cauda e foi até a altura das asas. O animal parecia não saber voar batia as asas, mas saia no máximo um metro do chão. Rodrigo havia desamarrado a corda e foi em direção a Eduardo subindo pela cabeça, o dragão lançou sua chama e Rodrigo pulou em sua boca para fecha-la e correu até Eduardo lhe entregando a corda e os dois começaram a prender suas asas. O dragão havia enfurecido e começou a soltar fogo para todos os lados queimando a ele mesmo, os outros se afastaram para não serem pegos pela chama. Rodrigo tentou fechar a boca do animal, mas este o lançou para longe assim como fez com Eduardo, sua fúria ficara tão grande que ele conseguira queimar as cordas e bater as asas furiosamente saindo do chão. Sadi fez menção de sacar a espada, mas deixou essa ideia de lado e cerrou os punhos correu em alta velocidade e saltou em direção ao dragão o passando. O garoto abriu os braços no ar para parar a subida, cerrou os punhos novamente e deixou-se cair em direção ao animal o sacando no meio das costas entre as asas destruindo toda a carapaça que protegia suas costas. O dragão atingiu o solo com uma estrondosa força levantando poeira a muitos metros, sua fúria havia aumentando e ele tentava queimar Sadi, mas a chama parecia ser consumida pelo garoto até que ele desapareceu e atingiu o dragão novamente o lançando contra a entrada da caverna. Sadi retirou um frasco negro das mãos e o lançou para Eduardo.
Sadi – Faça sua parte.
Eduardo segurou o frasco em mãos, retirou as luvas e o passou até a altura dos pulsos. Ele se aproximou do dragão caído que tentou golpea-lo na primeira tentativa, mas o garoto continuou em direção ao animal até consegui tocar em sua cabeça e ficou ali por alguns minutos encarando o animal enquanto lhe acariciava o rosto.
Rodrigo – Se vocês o tivessem treinado e explicado quem ele é não precisaria usar a essência de dragão.
Sadi – Temos que ensina-lo aos poucos Haourin, se não o poder pode consumi-lo.
Rodrigo – Eu sei, eu sei. Então vamos voltar?
Sadi – Eu queria saber como ele foi parar dentro dessa caverna, ela tem alguma entrada maior?
Rodrigo – Não, na verdade foi bem estranho, mas vem eu te mostro como ele ficou preso lá.
Rodrigo e Sadi contornaram a caverna e subiram até o topo e caminharam mais para o fundo, após alguns minutos caminhando Rodrigo parou e Sadi já havia retirado às conclusões.
Rodrigo – Acho que está bem claro algum dragão colocou os ovos aqui e eles rolaram para dentro deste buraco, aquele que nós encontramos foi o único sobrevivente.
Sadi – Rodrigo em meio a toda essa confusão acho que nos esquecemos dos dois que viemos resgatar.
Rodrigo – Não me esqueci Sadi, apenas não há como resgata-los, pois já estão mortos.
Sadi – O dragão os matou?
Rodrigo – Não na verdade eles tiveram o azar e caíram em um local onde a caverna cedeu recentemente, o lugar esta desmoronando aos poucos.
Sadi – Então teremos alguns problemas quando retornarmos.
Rodrigo – Deixe que o suserano daquele homem resolva o que fazer.
Sadi – É quem doou as terras aquele homem foi o Glauber?
Rodrigo – Sim por isso o homem o procurou.
Sadi – Rodrigo eu já ia me esquecendo, temos um grave problema!
Rodrigo – Diga.
Sadi – O rei está louco.
Rodrigo – O pai de Paloma enlouqueceu?
Sadi – Sim e parece estar fazendo coisas desumanas no Reino.
Rodrigo – Como vamos dizer isso a Paloma? E nossos pais?
Sadi – O meu pai e o seu parecem ter se encontrado no cume da sombra, o pai do Guilherme já estava no reino. Os sábios e os shamãs estão tentando criar um remédio para a loucura do Rei.
Rodrigo — Devemos voltar o mais depressa possível.
Os dois voltaram para junto dos amigos e Eduardo já havia feito o dragão ficar mais calmo, Naay estava usando uma magia dragonica para curar o animal.
Sadi – E então Eduardo?
Eduardo – Bom é um dragão bebê ainda, pelo modo com usa à chama cresceu longe da mãe então também não sabe voar, mas isso com o tempo eu ensino.
Sadi – Tudo bem vou deixar ele em suas mãos.
Eduardo – Ah e é ela.
Sadi – Entendi, consegue levar ela até o reino?
Eduardo – Sim, mas vai chamar a atenção.
Sadi – Sem problema.
Rodrigo – SADI. Gritou o rapaz.
Rodrigo estava agachado próximo aos pedaços da carapaça do dragão que Sadi havia destruído.
Sadi – Que foi?
Rodrigo – Tu vai usar pra alguma coisa?
Sadi – Não neste momento, estava pensando em levar para usar em algo no castelo, mas se tu quiseres pode ficar para você.
Rodrigo – Okay, mas acho que aqui tem o bastante para se fazer umas duas ou três armaduras.
Sadi – Bom você vai ter que fortificar muito bem essa armadura já que ela é um dragão bebê ainda.
Rodrigo – deixa comigo que eu sei onde encontrar os materiais exclusivos, mas primeiro precisamos manter o ferreiro no Reino.
Patrícia – Então vamos embora logo, eu estou suada e preciso de um banho.
O grupo começava a ir embora quando uma pergunta veio de Carol.
Carol – Ei a Paloma e o Victor não tinham vindo conosco?
Eles deram a volta a volta na caverna e encontraram Paloma e Victor se banhando em uma pequena lagoa térmica natural, o lugar até mantinha uma pequena neblina devido o calor da água.
Paloma – Gente isso aqui ta ótimo vocês tem que experimentar.
Rodrigo – Paloma eu sei que você está relaxando no momento, mas o seu pai precisa de nós neste momento é melhor nós irmos e as termais do castelo dos oito reinos já devem estar prontas.
Paloma – O que aconteceu com meu pai?
Rodrigo – Ainda não sabemos, conversaremos melhor no castelo, vamos estamos te esperando do outro lado.
Em dez minutos Paloma e Victor surgiam do limite da caverna e o grupo seguiu viagem de volta para o castelo, Guilherme colocou Karina no cavalo junto de Carol. As meninas ficavam na altura do olhar de Guilherme quando estavam sobre o cavalo. O grupo levou quase uma hora para voltar, por onde passavam o dragão chamava a atenção deixando as pessoas cautelosas e amedrontadas. Rodrigo havia colocado a carga sobre o cavalo de Paloma a fazendo caminhar, na entrada do castelo Glauber mandou eles se banharem, pois algumas pessoas os esperavam no salão comunal. Guilherme tirou Karina ainda adormecida do cavalo e a carregou em seu colo até o quarto, os outros integrantes foram se banhar em seus aposentos. Uma hora mais tardes todos estavam no salão comunal com suas roupas reais, Rodrigo vestia uma túnica verde e branca, e a capa com o brasão do reino. Sadi estava com uma túnica azul e branca e algumas partes da armadura de couro, Glauber surgira com uma túnica branca com alguns detalhes em verde, Karina com um vestido azul e uma capa longa, Carol por mais que odiasse as vestes estava usando seu vestido real dourado com sua coroa de prata. Paloma não mudara muito o visual, pois ultimamente usava todos seus vestidos ao invés das roupas de batalha, na ocasião usava um vestido rosa com alguns bordados em vermelhos combinando com os cabelos e algumas joias azuis e a coroa de ouro. Guilherme usava uma roupa branca com detalhes em dourado com um cachecol de mesma cor enrolado no pescoço. Patrícia usava um corpete que deixava parte do seio e barriga amostra, um gargantilha de ouro, uma saia que cobria somente a perna direita deixando amostra o protetor intimo e as botas que chegavam até dois dedos acima dos joelhos. Eduarda usava um corpete em formato de vestido longo azul. Eduardo e Naay estavam vestidos da mesma forma, Victor ficou a porta com sua armadura esperando a reunião entre os convidados e os Lordes acabarem. Rodrigo e Sadi foram os primeiros a entrar e encontrar seus pais, a conversa foi breve após a reverência, pois o conselheiro do Rei estava presente e já pedia a atenção de todos, era um homem alto de cabelos brancos levemente bagunçados o rosto marcado pelo cansaço e talvez um corpo definido por debaixo dos panos de seda brancos e dourados com vários desenhos.
Gilnei Mascarenhas – Como todos sabem eu sou Gilnei Mascarenhas o conselheiro do Rei e neste momento trago péssimas noticias.
Paloma – O que acontecerá com meu pai?
Gilnei – Minha Princesa seu pai perdera o juízo e está causando uma catástrofe em AON.
Rodrigo – Se me permite conselheiro.
O homem fez um sinal para que seguisse com a pergunta.
Rodrigo – Quando se iniciou a loucura do rei?
Gilnei – O Rei já estava apresentando certa loucura há alguns anos, mas parecia conseguir controla-la, mas agora parece que a doença o venceu.
NIkholaos Yvon – O que o conselho espera que façamos?
Gilnei – Precisamos proteger as princesas e Paloma, serei direto iremos te casar com alguém desta sala e decidiremos isso hoje.
O salão se silenciou e os amigos se entreolharam.
Gilnei – Será a única maneira de retirar o Rei do poder.
Notas finais
2 - Dovakiin (nascido do dragão)
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