Ao Cair da Neve
1 Prólogo
Notas iniciais
Beijo para vcs amores ♥.
Obs: Estarei postando um capítulo todo domingo.
“Tão alto como a honra, nós lembramos”
Anos atras…
—Tragam toalhas quentes! Rápido! — Disse Meistre Colemon gritando aos criados.
Lorde Jon Arryn havira casado-se pela primeira vez e era motivo de grande felicidade para ele e para os demais residentes do Vale de Arryn. Sua amada esposa, Lady Jeyne da Casa Royce, a primeira e única mulher que Jon havia amado na vida, estava dando a luz ao seu primeiro filho.
— Estamos quase lá milady! Os deuses estão com a senhora. – Disse uma criada ao trazer toalhas quentes para ajudar no parto.
A Casa Royce de Pedrarruna é uma das mais antigas e nobres casas vassalas da Casa Arryn. Antes da chegada dos ândalos a Westeros haviam os Primeiros Homens distribuídos por todo o território, inclusive no Vale. Os Primeiros Homens eram organizados em pequenos clãs e viviam sempre em guerra uns com os outros, e com a chegada dos ândalos no Vale – primeiro lugar por onde eles chegaram- agravou mais ainda a situação de guerra entre esses clãs. Os ândalos vindos de Essos estavam dizimando esses clãs um por um, mas houve uma resistência muito grande por parte de Robar II Royce que unificou todos os clãs formando um único povo, e dessa forma, Robar foi nomeado por esses clãs de Rei Supremo do Vale Dos Dedos e das Montanhas da Lua. A guerra entre os ândalos e os Primeiros Homens durou por muitos anos e começou a haver discórdia entre os ândalos, assim, um homem chamado Artys Arryn também foi nomeado Rei dos Ândalos, Artys era conhecido por ser o melhor guerreiro e mais esparto homem ândalo.
A batalha que decidiu com quem ficaria o Vale foi a Batalha das Sete Estrelas. Os dois povos lutaram bravamente e então houve o encontro de Robar e Artys no campo de batalha, os dois guerreiros lutaram como verdadeiros deuses no campo de batalha até que Robar enfiou sua espada no coração de Artys mantando-o. Mas Robar não contava com a astúcia de Artys… Ao tirar o capacete de Artys, Robar percebeu que o homem morto aos seus pés não era Artys e sim outro homem. O verdadeiro Artys havia chegado em seu cavalo negro com mais 50 mil homens ganhando assim a Batalha das Sete Estrelas.
— Precisamos de mais leite de papoula! – Disse Meistre Colemon.
— Jeyne querida, acalma-se, vai dar tudo certo. Meistre Colemon, por que ela está sentindo tanta dor? – Perguntou Jon segurando a mão de sua amada. Jon podia estar velho, mas não era burro. Ele sabia a resposta, mas não queria acreditar.
Meistre Colemon não precisou dizer uma palavra, em seu olhar estava estampado a resposta ela não irá sobreviver.
Jon Arryn havia se preocupado apenas com uma coisa em toda sua vida, ser um bom guerreiro, um bom homem um bom tutor pra Ned e Robert. E quando conheceu Lady Jeyne seu mundo passou de frio e cinzento, para quente e colorido. Jon era detalhista, desconfiado, pensava antes de agir, quase não se preocupava com questões sentimentais, e Jeyne… Jeyne era tudo aquilo que faltava nele. Ela tinha o poder de mudar tudo que quisesse com apenas um belo sorriso, ela era gentil, amorosa, e tratava todo com muito bem, não se importando com classe social. Eles eram o modelo perfeito do que diz respeito aos opostos se atraírem.
— Jon… Eu não, eu não consigo… — Disse Lady Jeyne com sua voz que antes parecia mel de tão doce, e agora… Tão fraca e agonizante.
— Raios! Não diga isso! Você ficará comigo Jeyne, apenas tenha força. – Respondeu Jon.
— Isso minha senhora! Estamos quase lá! – Disse Meistre Colemon ao ver a cabeça do bebê.
Jon ao ver seu primeiro bebê, não pôde contar sua felicidade, Jon olhou para sua amada a espera de vê-la chorando de emoção, mas ao invés disso, Jon viu os olhos castanhos de sua esposa perderem o brilho e sua cor…
— Jeyne? Jeyne, querida, olhe para mim! – Jon começou a balançar sua esposa desesperadamente na tentativa de faze-la voltar ao normal, de traze-la de volta – Jeyne, você não pode me deixar! Não pode e não vai! Olhe para mim! OLHE PARA MIM! Por favor…
— Milorde? Eu sinto muito mas, ela se foi… — Disse Meistre Colemon – Assim com sua herdeira…
Jon com lágrimas nos olhos olhou desacreditado para o Meistre.
— Herdeira? É uma menina? – Perguntou Jon levantando-se da cama onde estava sua esposa morta. Jon segurou sua filha em seus braços quentes na esperança de faze-la acordar com o toque do pai, mas não obteve sucesso. – Meistre Colemon, leve-a para longe de mim, não posso olhar mais um segundo para ela, ou melhor, para elas.
— Mas Milorde, o senhor não vai nem querer tentar…
— Tentar o que Colemon?! Acabei de perder tudo o que eu mais amava e admirava na vida! Minha amada Jeyne, a única mulher que amei na vida, e minha filha, minha primeira filha, agora estão mortas! Leve-as, é uma ordem.
Ordemou Jon. Naquele momento, Jon não sabia o que fazer com toda aquela situação. Ele queria sofrer e chorar, queria deixar a dor lhe consumir, mas manteve-se firme em sua posição, como sempre manteve. Entregou sua filha nas mão de uma criada e disse:
— Vá
Assim fez a criada, levando a pequena garotinha para longe do pai e do corpo da mãe.
Jon não sabia expressar seus sentimentos, sua emoções, suas angustias, ela sabia apenas agir, e manter-se firme na postura de um verdadeiro guerreiro. E com a morte inesperada de pessoas tão importantes na sua vida, o deixou sem esperanças, sem nada para viver ou acreditar.
A criada se perguntava do por que Lorde Arryn havia feito essa enorme desconsideração com sua mulher e filha, mal ela sabia que Jon encontrava-se tão perdido e confuso do que ela. De repente, a criada sentiu movimentos em seus braços e sons que se assemelhavam a choro de recém-nascido, ao olhar para seus braços percebeu que havia vida neles. A criada viu dois olhos redondos e castanhos, e um sorrisinho sem dentes abrir-se para ela.
— Ei, menininha. Está tudo bem, não precisa chorar, eu estou aqui com você. – Disse a criada tentando acalmar o bebê. A princípio, a criada pensou em correr ao Lorde Arryn e lhe contar que sua filha estava viva, mas ao se lembrar da desconsideração e seu Lorde havia feito com sua mulher e filha, mudou de ideia. A criada olhou para o bebê em seus braços e sorriu. Ali havia tomando a decisão mais importante da sua vida, ela iria cuidar da criança como se fosse sua.
— Ei Lucy, não se preocupe, a tia Mordane vai cuidar muito bem de você, e vamos ser muito felizes, bem longe daqui. – Disse Mordane agasalhando sua mais nova sobrinha. Sem nem pensar duas vezes, Mordane correu para longe dali, e para longe do Vale de Arryn, em direção ao Norte. Lá ela sabia que a sua vida, e a vida de Luçy, estaria seguras e longe de Jon Arryn.
Notas finais
Só lembrando que se puderem favoritar, comentar, criticar, e/ou acompanhar, eu agradeceria!
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