Anônimos
6 Sorrisos
Notas iniciais
(Ainda na conversa do capítulo anterior)
Any Boy: Uma dica: eu sou lindo e você não vai resistir quando me ver.
Clra: Manda uma foto sua?
Any Boy: Não.
Depois de um tempinho sem ninguém mandar nada, ele mandou:
Any Boy: O que você mais gosta em você?
Clra: Humm.
Clra: Acho que meu cabelo e meu sorriso.
Any Boy: Sério?
Any Boy: Manda uma foto do seu sorriso?
Clra: Não.
Any Boy: Ta bom, eu mando uma foto do meu sorriso já que você insiste.
Clra: Hum.
E logo ele mandou essa foto:

Clra: Caralho.
Any Boy: Agora você pode mandar uma foto do seu sorriso.
Clra: Ta, pera aí.
Tirei a foto e logo mandei pra ele.

Any Boy: Uau
Any Boy: Nossa, eu sempre te imaginei morena de aparelho.
Clra: Morena eu sou, só tá dessa cor porque o rosa desbotou, e eu tirei o aparelho faz dois anos.
Any Boy: Mesmo assim, você é linda.
Clra: O seu sorriso também é lindo.
Clra: Muito lindo
Any Boy: Boa noite, Julieta.
Clra: Boa noite, Anthony.
[...]
Segunda-feira, 09:14
Ótimo, trabalho de ciências em grupo. Eu odeio trabalho em grupo por muitos motivos: Eu tenho que conviver com pessoas que eu não conheço e muitas vezes que eu não gosto, causa discussões, ninguém nunca concorda com a sua opinião e nunca é trabalho em trio, se fosse em trio, eu teria o meu grupo perfeito formado: Eu, a Mel e o Vini.
Mas nesse caso são grupos de cinco, então tivemos que adicionar duas pessoas. Os escolhidos foram um garoto chamado Nando e uma garota chamada Maju (Maria Júlia na verdade), já marcamos para fazer o trabalho nessa quarta.
A hora do recreio chegou, então eu, a Mel e o Vini nos sentamos no lugar de sempre, de repente o Vini falou do nada:
— Vocês conseguem descobrir se o Nando é gay?
— O que? — Eu e a Mel falamos entre risos.
— É... Tipo, descobrir se ele é gay...
— Ta, podemos mas... Como a gente vai fazer isso? — Eu falei.
— Ah, sei la, você... — Ele parou pra pensar e logo falou animado — Você pode tentar dar em cima dele!
— Eu? Por que não pode ser a Mel?!
— Eu tenho namorado!
— Uuuu, então é oficial? — O Vini falou.
— Sim — Ela respondeu envergonhada.
— Viu, você que tem que dar em cima dele — O vini falou pra mim.
— Ta. E se ele se apaixonar por mim?
— Aí a gente vai descobrir que ele é hétero e você talvez possa ficar com ele. — Disse o Vini.
— Mas eu não quero ficar com ele. — Não pude de deixar de pensar no Any Boy, hihi.
— Ta, ta, só vai lá logo. — A Mel falou me empurrando.
— Agora?!
— É, vai, vai. — O Vini felou me empurrando também.
Eu me levantei e fui indo em direção ao Nando, envergonhada? Óbvio, mas é pelo Vini. Eu estava chegando perto, ele me viu chegando e me olhou confuso.
Eu realmente não sabia o que falar, então o que saiu foi isso:
— Oi. — Eu sei, sou péssima
— Oi(?)
— Então, já que a gente ta no mesmo grupo, eu pensei... a gente podia sair algum dia desses né? — Ele me olhou confuso.
— Hum... Eu não sei, é que eu... — Ele foi interrompido por mim.
— Você é gay? — Ai Clara, por quê?
— Eu... O que te faz pensar isso?
— Nada, eu só... Olha se fosse for, ta tudo bem. Isso não é nenhum problema. Eu até tenho um amigo gay e tals...
— Eu preciso ir, ta bom? — Ele me interrompeu e foi embora.
Eu me virei na direção da Mel e do Vini e eles me olharam confusos. Fui até eles.
— E aí? — O Vini perguntou curioso.
— Eu não sei...
— Ele disse isso ou... — Ele não terminou a frase.
— Acho que ela não sabe o que aconteceu mesmo.
— Ai que merda. Agora eu não sei com que cara eu vou olhar pra ele mais. — Falei.
— Mas ele não deu nenhum sinal, nem nada?
— Nenhum que eu tenha percebido.
— Não devia ser assim... As pessoas poderiam amar quem elas quisessem. E não ficar se limitando desse jeito. — A Mel falou em tom irritado.
— Pois é. — Eu de novo não sabia o que falar, mas concordava plenamente com o que ela disse.
— Eu vou tentar falar com ele... Depois que nós já tivermos terminado o trabalho. — O Vini falou.
— Eu apoio. — A Mel falou.
[...]
A aula já tinha acabado e eu já estava jogada no sofá com a Lena, assistindo qualquer desenho da Disney que ela tinha colocado. Minha mãe chegou do trabalho, quando ela não ta viajando, ela trabalha só de manhã.
— Oi meninas. — Ela falou largando a sua bolsa na bancada da cozinha.
— Oi mãee — A Lena falou se levantando do sofá e indo abraçar a mãe.
— Oie — Falei do sofá.
— E aí, como foi a aula?
— Tirei 9 na prova de inglês! — A Lena falou.
— E eu tenho um trabalho em grupo pra fazer com pessoas que eu não conheço, e eu tenho que descobrir se um cara é gay pro Vini.
— Lena, parabéns. Clara, e você já sabe como fazer isso?
— Não. Na verdade eu tentei hoje, mas não consegui nada. Ele só me deixou plantada lá.
— Você vai conseguir. Você sempre consegue o que quer. O que é ruim pra minha parte.
— E pra minha também né. — A Lena falou.
Depois de um tempo conversando, eu fui para o meu quarto dormir, eu estava morta, não sei dizer o motivo.
Capotei na cama, coloquei meus fones de ouvido e peguei no sono enquanto olhava para a paisagem da janela do meu quarto: Uma rua tranquila, com árvores e pássaros diferentes.
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