Notas iniciais
Notas finais.
Enquanto isso, boa leitura.

No capítulo anterior...

– Sim, aquele menino que estava no trauma semana passada remarcou a consulta pra depois de amanhã, depois do seu horário, mas como você disse que pra ele estava tudo bem, eu permiti. – ela disse.

– Tudo bem, o que mais?

– Bem... Você tem visita. – ela disse.

– Mas eu achei que não tinha paciente agora de manhã, até me permiti atrasar, merda... – eu disse me preparando pra entrar em sala.

– Não Ed... Suas visitas não marcaram hora... São os pais da Bella, eles querem falar com você, sem a Bella... – Alice disse e eu suspirei, mas que merda de problemas eles vão arranjar agora?

- Agora? Eles acabaram chegar? Marcaram consulta? Porra Alice eu te fiz uma pergunta! – eu explodi.

- Calma Edward, uma pergunta de cada vez! – Alice gritou. – Quando eu cheguei aqui, eles já estavam na portaria esperando, o seu Antônio até tentou se explicar coitado... – Alice disse com pena do porteiro.

- Tudo bem... – suspirei. – Você pelo ou menos sabe o que eles querem? Algo relacionado ao casamento?

- Pra ser sincera Edward eu acredito que eles nem saibam de nada que está acontecendo entre vocês dois no momento... – Alice disse.

- Ok, eu vou entrar lá, caso a Isabella ligue diz que eu estou com um paciente muito importante, ela vai entender.

- Ela sempre entende Edward... Qualquer coisa você grita. – Alice me deu dois tapas e foi pra sua mesa.

- Claro, como se eu fosse gritar... – eu disse irônico.

Tomei uma longa respiração para tentar ter coragem pra entrar no meu próprio consultório e lá estavam eles, sentados, um em cada ponto do divã vermelho... O divã onde eu e Isabella...Bem... Acho que eles não vão querer saber sobre isso.

- Sr. Swan Sra. Swan, isso que eu chamo de surpresa. – eu disse me sentando.

- Não é surpresa nenhuma que um dia apareceríamos pra falar com você Dr. Cullen. – Renée disse, ou melhor rosnou.

- Ok, ótimo. Querem falar sobre a filha de vocês? Muito bem, vamos lá, só espero que a senhora tenho o mínimo de educação pra me tratar a tal maneira que provavelmente seus bons modos permitem, sim?

- Não a leve tão a sério Edward. – Charlie resmungou.

- Pra vocês, aqui dentro desse consultório é Dr. Cullen, por favor mantenham assim. – eu disse nervoso.

- Claro Dr. Pedofilia Cullen. – Renée debochou.

- É sobre isso que vocês querem falar? O meu relacionamento com a filha de vocês? – eu perguntei irônico. – Não é pra saber se ela está bem? Se está sobrevivendo a tudo que tem passado? Pra perguntar onde ela está vivendo? Se alimentando? Qual a porra do problema de vocês?

- Só queríamos saber como isso tudo começou Dr. Cullen. – Charlie pediu educadamente.

- Como todo romance começa, nos apaixonamos. – eu disse e juntei minhas mãos que estavam tremendo.

- Você acha isso normal? Um homem formado como você com uma criança? – Renée disse com um olhar de nojo.

- Isabella não tem absolutamente nada de criança, por Deus... A menina aguentou mais do que vocês dois imaginam.

- Isso é desculpar pra dar pro seu próprio analista, assim como ela fez com James? – Renée mugiu.

- COMO É? – eu disse e segurei nos braços daquela mulher. – COMO UMA MÃE COMO VOCÊ PODE DIZER ISSO?

- Para Edward! Está machucando a minha esposa! – Charlie implorou.

- Machucando? Vocês tem noção do estrago que fizeram com o psicológico de sua própria filha? Vocês tem noção? Ela foi estuprada, ela não queria...Jesus Cristo, ela não queria... – eu disse e me sentei, meu coração batia como louco, minha cabeça girava.

- Viemos aqui pra saber como começou, eu quero processar você Dr. Cullen.

- Renée, eu queria muito ter tempo para as suas merdas, mas nesse momento eu preciso ficar com a minha futura mulher, mãe do meu filho. – eu disse e me levantei.

- Como é? Aquela vadia está grávida? – Renée gritou.

- Minha mulher está grávida de um meninão, ela vai ser uma mãe que você nunca foi, ela vai ser uma esposa melhor que você. Se vocês quiserem me processar ótimo, não cheguem perto da minha família, ou então terão que me processar por homicídio. – finalizei aquela conversa e sai do meu consultório.

- Alice onde ela está?

- Voltando da prova de vestidos Edward... – Alice disse correndo atrás de mim. – Onde você vai?

- Buscar a minha esposa, o meu filho e ir pra casa, cancele todas as minhas consultas por hoje, sim?

- Claro... Edward cuidado no caminho ok? Esfria essa cabeça antes de entrar no carro. – Alice me avisou preocupada.

- Eu irei, não vou me matar nessa altura do campeonato anã. – eu disse e beijei sua testa. – Expulse aqueles monstros do meu andar agora Alice.

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Eu dirigia, botava o pé na embreagem, passava a marcha, respirava, e metia o pé no acelerador, e foi assim todo o período de tempo, eu dei a volta no meu apartamento, na loja de vestidos, na casa dos meus pais, na casa do Emmett, na antiga casa da Bella, voltei ao meu consultório, parei na calçada e esperei, esperei toda a raiva se esvair do meu corpo, esperei que um milagre acontecesse e eu não tivesse que enfrentar a minha futura esposa agora e dizer a ela que eu estava sendo processado pelos os próprios pais, por abuso sexual, quando quem realmente devia estar pagando por isso era James... Por onde esse homem andava? Quem era essa cara afinal? Ele tentou matar o meu primo melhor amigo, tentou abusar da mulher que amo, debochou do que fez com ela na minha própria frente, passou por cima do sócio pra se divertir do modo mais doentio que eu já vira na vida, tudo por exatamente o que? Isabella não vai aguentar mais nenhuma pressão, ela está no limite, eu sei disso porque sou eu que a vejo chorar sempre que lembra de seu antigo herói, não posso mais deixar nada acontecer a ela, nada.

--x—

- Emmett?

- Fala Edward, tudo bem cara? – Emmett respondeu animado do outro lado da linha.

- Eu só queria dizer que os nomes que você sugeriu pro meu filho foram escolhidos... – menti.

- Ahhhhhhhhh eu sabia, eu sou o melhor!! – ele comemorou.

- Eu também queria pedir outra coisa, uma coisa que você não vai gostar de fazer.

- Fala Edward, o que houve?

- Eu preciso de um dos seus serviços Emmett, preciso que você seja mais que um motorista.

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- Posso saber porque você demorou tanto? – Bella disse com uma carranca feia, mas uma lingerie preta maravilhosa.

- Desculpa meu amor, eu tive um paciente fora do meu horário. – menti... Menti descaradamente. – Isso tudo é pra mim? – eu perguntei apontando para aquele traje lindo.

- ERA! – ela gritou e saiu pisando duro pelo o mármore da sala até o quarto.

- Era? – resmunguei. – Amor, eu te imploro mais que tudo pra gente aproveitar esse momento que você fez tão especial...

- Senhor Edward você está tentando usar palavras bonitas em troca de sexo? – Bella perguntou com a mão na cintura, meu deus como essa mulher é mandona!

- Na verdade, eu estou sim, porque eu preciso fazer sexo com a minha futura mulher, eu tive um dia estressante e maciço.

- Bem... Se você quer fazer sexo com essa mulher seja lá quem ela for, vai ter que faze-la querer tanto quanto você... Então eu vou deitar na cama como quem não quer nada, e esperar caso você seja inteligente o suficiente pra não atrasar nisso... – Isabella disse e foi rebolando até o meio da cama, onde deitou e espalhou seus longos cachos castanhos sobre a seda branca na cama.

- Você sabia que essa visão é literalmente o paraíso? – eu disse tirando a gravata.

- Não, mas me faça chegar lá. – ela disse doce olhando o movimento das minhas mãos ao tirar a camisa.

- Chegar aonde meu amor? – perguntei.

- Ao paraíso, me mostra como é. – ela pediu gemendo.

- Puta que pariu mulher... – eu gemi tirando o sapato e a calça junto. – Eu vou.

Deitei sobre o seu pequeno corpo na cama e a venerei, estava magnífica naquela pequena camisola preta que entrava em completo contraste com a sua pele pálida.

- Você está linda. – eu disse.

- Sim... – ela gemeu enquanto distribuía beijos pela a minha mandíbula. – Agora menos conversa, mais sexo, meus hormônios estão loucos Edward... – ela gemeu e nos virou na cama, tomando todo o controle, agradeço a deus mais uma vez por ter botado essa mulher na minha vida, caralho!!

- Você no comando? – perguntei.

- Cala a boca! – ela disse e me beijou com desespero, suas mãos passavam pelo o meu tronco, ombro, e braços, sua boca ia da minha própria até o pescoço, enquanto sua boceta entrava em atrito com a merda do meu pau. Nos beijamos até que não havia mais ar.

- Para, com calma, eu vou gozar assim Bella... – eu implorei.

- Não, eu estou quase lá. – ela implorou e continuou com o atrito, como uma leoa, subia e descia, ia pra frente e pra trás, me beijava na hora que desejava e rebolava na hora que lhe era necessária, ela estava tomando o próprio prazer na minha frente, e aquilo era demais pra um homem assistir, eu estava entrando em combustão, mas o pior veio quando ela chegou ao orgasmo, um intenso e poderoso bem em cima do meu pau.

- Ahhhhhhh sim... Edwar... – ela gritou e desabou no meu peito.

- Se divertiu? – perguntei acariciando seu cabelo.

- Sim, muito, oh Deus... – ela ficou vermelha e eu gargalhei. – Não ria, eu não queria ser egoísta. – ela se desculpou.

- Egoísta por exatamente o que? – perguntei.

- Por ter gozado sozinha e deixado você na mão...

- Primeiro, você não fez tudo inteiramente sozinha, e segundo: Quem disse que acabou? – eu perguntei e nos virei na cama, segurei seu braços em cima da cabeça e puxei sua camisola pra cima, sem calcinha, eu sabia!!! Gostosa! Ela sorriu.

- Gostou? – ela perguntou fazendo cara de inocente, e eu a estoquei rápido e forte. – Ahhh,oh, Deus!!

- Minha vez...Gostou?

---x---

- Eu estava pensando em convidar meu pai pra cerimônia do nosso casamento... – Bella disse baixo, mas alto o suficiente pra eu escutar.

- E porque raios você quer isso? – eu perguntei.

- Ele é meu pai acima de tudo Edward, eu vi nos seus olhos o quanto ele estava arrependido, eu sei que ele escolheu ela, mas eu também sei que ele vai ficar feliz quando me ver feliz sabe? Construindo uma família... – ela disse deitando a cabeça no encosto do sofá.

- Você acha que sua mãe vai querer aparecer? Como vamos chamar seu pai sem ela ficar sabendo? – perguntei.

- É você tem razão, eu só pensei que podia ter alguém da minha família lá, eu não tenho ninguém... – ela suspirou.

- Você tem a mim, você tem Alice, Rosalie, Emmett, Jasper, minha mãe que te ama, meu pai que te adora como uma filha, se não te adora mais que eu e Alice. – eu disse e ela sorriu.

- Sim, você tem razão, eu tenho uma família aqui, uma que nunca me fez nada de mal..- ela disse.

- Claro que tem, mas eu entendo se quiser chamar seu pai, afinal ele é seu pai e acho que sua mãe pode entender isso, mas precisamos conversar... – eu disse.

- Sobre? – ela sentou e esticou as pernas.

- Seus pais foram na minha clínica ontem. – eu disse.

- Na sua clínica? – Bella se exaltou. – Fazer exatamente o que lá?

- Eles foram conversar comigo Bella, isso é só. – eu menti.

- Para de mentir, me diga exatamente o que eles foram fazer com você. – ela perguntou nervosa.

- Amor, respira ok? Você não pode ficar nervosa nessa altura do campeonato. – eu pedi.

- Só me diz Edward. – ela pediu andando até mim na cozinha. – eu estou te pedindo como paciente e mulher ao mesmo tempo, o que eles queriam?

- Eles foram avisar que estavam me processando.

- Meu Deus! – Isabella sorriu. – Exatamente pelo o que? Meus pais enlouqueceram de vez... Pelo o que Edward?

- Abuso... – eu gaguejei.

- Abuso? – ela perguntou confusa.

- Eles estão me processando por abuso sexual Bella... – eu disse e ela pôs a mão no coração. – Bella? Amor? Está tudo bem?

- Edward...Eu...Não tem nada bem... – ela disse e apagou nos meus braços.

Notas finais
Quantos fantasminhas apareceram nas minhas reviews no último capítulo, muito obrigada de verdade, mas ainda faltam MUITOS e espero que comentem nesse aqui.
Gostaram? Odiaram?

Comentem, comentem e o próximo sai mais rápido do que esse, é com vocês.

Marie Cullen.