Notas iniciais
Espero que você leiam as notas finais.

No capítulo anterior...

Parecíamos realmente um casal de namorados no café da manhã, eu com a blusa de Edward que batia em meus joelhos e suas meias, pois ele não queria que eu ficasse doente, Deus. Agora estávamos abraçados e nos beijando no sofá quando a campainha tocou, ele me beijou e foi abrir a porta.

– Papai? – eu perguntei assustada.

– Por favor, me digam que não é isso que estou pensando. – ele disse com os olhos arregalados.

– Ok. – respirei fundo. – Não é isso que você esta pensando Charlie.

– ISABELLA! – ele gritou, ué não foi isso que ele pediu pra eu falar?

- O que foi Charlie? Não foi exatamente isso que você pediu pra eu falar? – OK, eu tinha noção de que estava sendo muito sonsa, mas antes isso do que morta certo?

- Deixe de se fazer de sonsa garota! Sabe a quantas horas eu estou te procurando? Passei a noite toda preocupado... – ele disse sentando no sofá com a mão no cabelo.

- Você passou?

- Passei o que Isabella?

- Passou a noite preocupado comigo Charlie? – eu perguntei realmente surpresa.

- Mas é claro que sim, você acha que tem permissão e idade pra sair de casa e não da satisfação de onde está?

- Não sabia que fosse fazer falta... – eu disse baixinho e Edward me olhou com um olhar reprovador.

- Deixa de drama garota, sua mãe tem razão mesmo você faz de tudo pra chamar atenção, não sei porque ainda me preocupo! – Charlie disse pensativo.

- Sr. Swan. – Edward chamou.

- Não pense que eu não irei falar nada sobre o que aconteceu aqui, além de minha filha ser depressiva agora é puta.

- COMO? – perguntei indignada.

- Não quero saber o que você faz quando não passa a noite em casa Isabella, sobre esse assunto você trate com a sua mãe.

- NÃO! Charlie por favor tudo menos contar pra minha mãe. – eu implorei.

- Não está mais nas minhas mãos Isabella, a partir do momento que você começou a enfrentar sua mãe isso não é mais problema meu.

- COMO VOCÊ PODE FICAR SEMPRE DO LADO DELA? VENDO TUDO QUE ELA FAZ COMIGO? – perguntei já chorando, eu não devia ter essas discussões na frente do Edward.

- Eu não vejo e nem escuto mais Isabella, apenas ignoro. Se arrume e vamos pra casa. – Charlie mandou.

- Mas papai... – eu disse chorando.

- Sem mais Isabelle Marie!

Então me levantei e fui correndo para o quarto de Edward pegar minhas roupas.

- Ei... – Edward me chamou e fui correndo pros seus braços. – Vai ficar tudo bem pequena... Eu te prometo.

- Edward me promete... – eu disse chorando e o abraçando.

- Prometer o que pequena?

- Promete que não vai me deixar nessa sozinha, por favor eu não quero ficar sozinha de novo. – eu implorei, talvez aquilo fosse ridículo, mas eu precisava dele.

- Prometo, olha pra mim. – ele pediu e eu o fiz. – Não somos um romance literário Bella, não ficaremos separados, vamos passar por tudo juntos, eu vou sempre estar aqui por você, por favor não me pergunte o porquê, só fique ciente de que eu ESTOU AQUI. – e com essas palavras Edward beijou meus lábios com leveza, mostrando todo o amor que sentia por mim.

- Eu vou com ele... Mas eu volto. – ele sorriu e me acompanhou até meu pai.

- Vamos Charlie.

- E que vocês dois fiquem cientes que não existe mais consultas ou qualquer programa que vocês faziam. – Charlie disse seco.

- Sr. Swan primeiro de tudo, respeito, não a mim porque não preciso disse do senhor, mas sim respeito com a sua filha. – Edward disse sério e nitidamente irritado.

- Depois do que vi agora, não acho que minha filha precise de respeito Dr. Cullen. – e dizendo isso Charlie me puxou pra fora do apartamento de meu amado... No caminho pra casa meu pai não me olhou um minuto, mas suas feições denunciavam seus sentimentos e no momento o que predominava era o desprezo, por mim... Nunca vi a decepção na cara do meu pai e espero nunca ver, mas eles estavam quase lá e isso me deixou mal.... Não queria que ele descobrisse meu relacionamento com Edward dessa maneira, aliás eu não queria que ninguém da minha família soubesse, mas se eu tivesse que escolher um, seria meu pai.

- Chegamos, enxugue essas lágrimas e poupe sua mãe de faze-las por você. – Toquei minhas bochechas molhadas e só então percebi que estava chorando. Entrei em casa e dei de cara com a Marie (N/A: sim Marie a empregada dos Swan, ela apareceu no começo da fic, lembrados?) chorosa, será que aconteceu alguma coisa?

- Como assim será que aconteceu alguma coisa menina? VOCÊ DESAPARECEU! Sabe o susto que me deu? – Marie me abraçou e respondeu a minha pergunta que provavelmente eu pensei alto.

- Está tudo bem Marie, eu estava apenas longe desse inferno.

- Não fale assim menina, olhe aguente firme. – ela sorriu amiga.

- Como assim?

- Sua mãe não está feliz por você ter desaparecido assim do nada Isabella... – Marie respondeu sincera. Sorri e andei para o meu quarto, tomei um banho rápido e me vesti esperando minha mãe chegar em casa, ela não estava na hora parece que foi a um almoço com suas amigas ou coisa do gênero.

- Toc toc, posso entrar? – Emmett imitou um som de batidas na porta.

- Porque ao invés de imitar o som de batidas na porta você realmente não bateu? – eu perguntei sorrindo.

- Não pensei nisso...

- Está preocupado comigo também?

- Não, claro que não, eu sabia que você estava na casa do Edward, mas eu não tinha desculpas para dar ao seu pai, afinal eu iria acabar te fudendo e me fudendo também. – Emmett disse quase se desculpando.

- Tudo bem grandão.

- Eu vim aqui mandar você descer, seus pais está te esperando na sala. – Emmett sorriu. – Vou pra casa Bells, qualquer coisa ligue pra mim ou pra ursinha nós vamos te atender.

- Obrigada grandão, já desço. – era agora ou nunca, suspirei. Desci as escadas com calma, era hoje, era agora.

- Ah, então a rebelde sem causa resolveu voltar pra casa. – Renée disse irônica.

- Eu estava com Ed...

- Edward... seu analista. – Charlie completou.

- COMO É? – Renée gritou.

- Mãe eu posso explicar.

- Como explicar pra sua família que está transando com a porra do seu analista?????? – Renée começou gritando, mas depois foi abaixando a voz provavelmente pros vizinhos não escutarem.

- Estamos juntos. – eu disse decidida.

- Você só pode estar brincando com a minha cara Isabella, você é uma pirralha problemática, ele um homem formado, por favor...

- Não Renée, ele me ama, ele me ajudou...

- Te ama? Te ajudo? Ele te ajudou porque estava sendo pago pra isso Isabella, e aliás te ajudou de que? Você não tem porque ter problemas garota.

- E James? – eu perguntei, é agora.

- O que ele tem ele Bella? – Charlie perguntou com o olhar cansado.

- Não perguntaram pra ele o fato de estar sempre aqui em casa? – eu disse.

- Talvez o fato dele ser sócio do seu pai. – Renée respondeu sem paciência.

- Ou talvez o fato dele ter obrigado a filha de vocês fazer sexo com ele. – eu disse abaixando o olhar, não conseguiria olhar na cara dos meus pais agora.

- Você transou com um sócio do seu pai também?

- O QUE? NÃO MAMÃ....

- SUA VAGABUNDA.

- Mãe, não foi isso, eu não queria, eu não queria...

- COMO VOCÊ PODE FAZER ISSO ISABELLA? ELE É UM DOS NOSSOS MAIORES SÓCIOS! – Renée agora gritava muito, será que ela não me ouviu?

- MÃE ME ESCUTA, PELA A PRIMEIRA VEZ NA VIDA, ESCUTA O QUE SUA FILHA ESTÁ FALANDO.

- EU NÃO TENHO MAIS FILHA, AGORA EU TENHO UMA VADIA DENTRO DA MINHA CASA.

- CHEGA! – Charlie griou. — Renée pare de gritar, e Isabella... – eu olhei pro meu pai com piedade, eu precisava que ele acreditasse em mim, por favor ex-herói me ajuda. — ...Arrume suas coisas e saia da minha casa imediatamente, não quero uma filha vadia na minha casa. Boa Noite. – Decepção, era isso que eu via nos olhos do meu pai agora. Não... por favor isso não podia estar acontecendo comigo, me belisca, eu quero acordar imploro pra todo o mundo me acordar, isso não tem graça, meu pai, meu herói... Não tenho minha dignidade, não tenho minha mãe e agora não tenho mais meu pai.

- Você ouviu o Charlie Isabella, daqui a cinco minutos eu volto pra te ver fora de nossas vidas de uma vez... – Renée disse e saiu da sala. Ainda em estado de choque andei até meu quarto, fiz uma pequena mala e pus algumas roupas junto com o meu celular. As lágrimas corriam pelas minhas bochechas eu podia senti-las, mas não me importava em limpa-las, eu só queria ir embora... Por mais que doesse, eu precisava sair dali.

Taquei minha mala no banco carona da minha caminhonete e fui dirigindo até a casa da única pessoa que podia me ajudar... Edward. Parei na porta de seu apartamento com uma mala na mão, o que será que ele iria pensar de mim?

- Bella? Bella o que você está fazendo ai? – Edward perguntou abrindo a porta e me puxando pra dentro de seu corredor.

- A filha sem dignidade foi mandada embora de casa por transar com um dos sócios de seu pai. – eu respondi automaticamente e logo depois cai chorando nos braços de Edward.

- Shii, você tem dignidade, e não é uma vadia. – Edward me abraçou e beijou minha testa. – Vem, vamos dormir você está exausta, não vou forçar você falar nada por hoje meu amor, só deite comigo, desabafa apenas com o choro. – E foi o que eu fiz, deitei com Edward em sua cama e chorei em seu peito a noite toda enquanto ele acariciava minha costas.

Eu poderia ter um inferno nas costas, mas agora tudo que eu precisava estava ali comigo.

Notas finais
Primeiro de tudo eu queria pedir paciência aos meus leitores, eu realmente NÃO sou obrigada a entrar aqui e ver leitores me tratando mal e com ignorância, acho isso o cúmulo do absurdo!!!!! Principalmente pelo o fato de nunca comentar na fic e quando comenta é pra cobrar capítulos e ser grosseiro nas palavras... Sinceramente fiquei muito chateada e a minha vontade era de não postar mais capítulos nenhum, mas em consideração aos meus leitores fieis eu estou aqui e peço mais uma vez paciência, estou em provas, simulados, aulas de segunda a sábado de manhã e a tarde... Peço desculpas pela demora, mas eu não esqueço de vocês ok? Enfim, comentem beijos