Notas iniciais
Primeiro capítulo.
É pequeno porque tive que dividir em dois, mas espero que gostem, boa leitura.

1º capítulo

Faço análise há um mês, meus pais acharam necessário, porque eu tenho ´´problemas´´ em me socializar, o grande ´´problema´´ de tudo isso, é que eu realmente não me importo!

Minha mãe Renée é uma senhora chique e requintada, me ama incondicionalmente, acho que me ama até demais, mas seu problema em se importar com tudo o que os outros pensam acaba nos afastando um pouco... ou muito. Ela diz que preciso me destacar, arranjar amigos e namorado, mas o ´´problema´´ é... Exatamente pra quê tudo isso?

Não posso negar que muitas vezes me sinto um tanto... sozinha e deslocada, de qualquer um, não me encaixo não me acostumo, só sei ser eu mesmo quando estou completamente sozinha, embora as vezes a solidão também seja um ´´problema´´.

Meu pai era meu herói, eu digo "era" no passado, porque eu o considerava assim quando criança, acho que todas as pessoas quando pequenos consideravam seus pais como heróis. Charlie é empresário e trabalha muito, quase não vem pra casa e não sei como Renée não morre de saudades, eles discutem bastante, mas sei que os dois são eternos apaixonados... Tenta dormir no meu quarto em cima do deles depois de alguma taças de vinho, incrivelmente... perturbador. Resumindo, sinto bastante falta do meu herói.

E por todos esses ´´problemas´´ e algo mais, que Renée e Charlie Swan resolveram me por para fazer análise, psicólogo, por favor sinta-se a vontade para chamar como quiser.

E foi quando eu descobri pela primeira vez na vida, que você pode ter orgasmos com apenas um olhar.

-x-

— Vá logo Isabella, ele te espera! — Renée me empurrou para o prédio.

— Vá filha, voltamos para te buscar daqui a pouco. — Meu ex-herói me confortou.

Subi as escadas sem olhar para trás, estava realmente chateada com essa situação, o porque? Não sei, mas fiquei um pouco sentinda quando minha mãe disse que tenho sério ´´problemas´´. Fiquei nervosa e ansiosa, afinal era algo novo, talvez eu odiasse ou até gostasse.

Os elevadores se abriram diretamente me uma sala grande, enorme, arejada toda de vidro e enfeitada em preto e branco, os móveis em um mogno escuro bonito, tudo tão...

— Olá!! — Uma voz mais fina que o normal me assustou. — Desculpe se te assustei, sou Alice a secretária do Doutor Cullen, você deve ser Isabella Swan a próxima cliente certo? — A secretária do Doutor falou numa rapidez surpreendente, nem tive tempo de respirar.

— Sim. — respondi com receio a mulher de cabelos castanhos de um corte moderno, nariz arrebitado e peitos fartos.

— Sente-se, Edwa... Doutor Cullen já irá atende-la. Deseja algo?

— Não, obrigada.

— Não se acanhe senhorita Swan, pode pedir. — Alice sorriu simpática.

— Ok, aceito uma água. — E Alice foi buscar toda sorridente.

Logo depois saiu uma loura alta, com um corpo escultural, cintura fina, olhos claros, bundão e um puta peito de silicone.

— Todas tem peitões por aqui? — Pensei alto.

— Nem todas. — Alice voltou me pegando de surpresa. — A maioria vem aqui só por causa do Doutor...Tolas. — Não entendi o que ela quis dizer com aquilo, mas também não tive tempo. — Entre, ele te espera. — Fui empurrada sala a dentro, passei o olho pela sala parecida com a recepção, só que um pouco mais confortável, mas com tons de preto e cinza, uma mesa onde se encontrava o computador e a cadeira, um sofá de couro preto, e um divã vermelho lindo.

— Isabella? — Olhei para trás e... morri. — Isabella? oi? — Que homem é esse? Meu analista? Não era pra ser um velho com a voz grossa, e que na verdade nem iria aparecer, apenas sua voz me perguntando como eu me sentia sobre aquilo? Olhos claros, lábios finos vermelhos, cabelo cor cobre? com tons de louros e seu próprio corte, um corpo lindo escondido na veste social e um sotaque britânico que puta merda!

— Como sabe meu nome? — hãm? que pergunta é essa Bella???!!!?

— Sente-se Isabella. — o deus que estava em minha frente, falou, num modo imperativo.

— Bella, e antes responda a minha pergunta.

— Seus pais conversaram comigo Isabella. — ele disse com calma

— Bella. — eu disse e me sentei no divã vermelho.

— Sou Edward Cullen, seu psicólogo. — E simplesmente sorriu, gozei.

— Não era analista?

— Os dois. — respondeu indiferente.

— Ótimo. — eu disse, o clima estava desconfortável.

— Então, me fale sobre você. — ele pediu, e fiquei um tanto nervosa.

— Isabella. BELLA. dezessete anos. ensino médio. sozinha e com muito menos peito que todas as mulheres que passaram por esse escritório. — eu disse atrapalhada, e Edward soltou uma gargalhada gostosa, mas logo se conteve e voltou a ficar sério.

— Então é só isso que pensa de você mesma? Isabella/Bella, dezessete anos, comum garota do high school, sozinha e com o busto adequado? — Edward me perguntou me fazendo refletir... Mas pérai...

— Você os acha adequado? Sério? Os acho pequenos, feios e... — corei, porra o que eu estava fazendo? — Perdão...

— Tudo bem, pelo ou menos está falando, e sim os acho apropriado para ser corpo. — Edward reparou em meu corpo?

— Ok.

— "Ok" Isabella é uma palavra vaga, vazia e entediante, ainda mais para mim um analista, preciso que me conte algo sobre você, que nunca disse a ninguém, não precisa olhar para mim, pode se deitar, fechar os olhos, refletir, pensar, como você vê nos filmes, preciso que se sinta a vontade comigo. — Como ele quer que eu me sinta a vontade com aquelas lábios vermelhos, queixo com uma barba rala, ai deus...

— Algo que eu não disse a ninguém? — perguntei me deitando lentamente no divã vermelho.

— S-sim. — Ele gaguejou? Bem...

— Eu escrevo.

— Sério? Sobre o que? — Edward perguntou interessado, ou fingindo estar.

— Depende do dia e do meu humor, nunca finalizo nenhuma das minhas histórias, não encontro um final.

-Não é só criar o final? Imaginar?

— Sim, mas não acho um digno. Essa história de viver feliz para sempre é chato, quem vive feliz o tempo todo? Eu não...

— Então não gosta de um final feliz?

— Não, eu gosto.

— Começou dizendo não e depois sim, está se contradizendo Isabella.

— Eu não sei, essa resposta foi melhor? — perguntei ironicamente.

— Não, é pior. — sorrimos.

— E você?

— Eu o que? — ele não entendeu.

— Me diga uma coisa sua que ninguém saiba.

— Estamos aqui para falar de você Isabella, não de mim. — ele explicou.

— To nem ai, eu falei, nada mais justo do que você retribuir o favor. Agora fale! — ele sorriu.

— Também escrevo.

— Sério??

— Sim.

— Sobre?

— Não posso falar.

— Escreve história adultas?

— Sim.

— Eu também.

— Como? — ele perguntou surpreso.

— Eu nunca fiz sexo de fato, bem... eu nunca fiz amor se posso assim dizer, mas imagino como seja, mas não com qualquer um.

— Alguém especial? — ele perguntou interessado anotando em seu caderno.

— Não! Quero um cara bom de cama, e que não pense no próprio pau. — E Edward riu novamente.

— Desculpe, isso foi completamente...

— Isabella sou seu amigo a partir de agora, preciso saber sobre você, te conhecer, então sinta-se a vontade pra discutir qualquer assunto comigo. — Nossa agora ele pareceu tão profissional.

— Ok.

— E a primeira coisa que vou fazer como seu amigo é tirar esse ´´ok´´ do seu vocabulário. — disse calmamente.

— Desculpe, tudo bem doutor, pode começar a perguntar novamente.

— Seus pais...

— O que tem eles? — perguntei rápido.

— Sua mãe parece bem exigente...

— ... E totalmente ignorante quando se trata de status social, minha mãe é uma das maiorias que vive na ditadura irreal, ela é uma boa mulher e me ama demais, até demais se posso dizer, mas ela não é como eu. — respondi sendo sincera com Edward.

— Entendo, e seu pai? — perguntou interessado, realmente parecendo um amigo.

— Meu ex-herói, ele me entende, as vezes, quer dizer, não sei se realmente me entende, mas ele me deixa na minha, não me faz milhares de perguntas o tempo todo, sabe respeitar o meu espaço, acho que puxei a ele nesse aspecto, não é muito de demonstrar carinho, um beijo ou outro na semana, sinto saudades. — me comovi um pouco, mas logo engoli o choro.

— Então você se entende melhor com o seu pai?

— É, acho que posso dizer isso, ele trabalha muito.

— O que te faz se sentir sozinha Isabella?

— Quem te disse que eu me sinto sozinha?

— Você! Quando se descreveu pra mim a trinta minutos atrás.

— Ah sim...

— E então?

— Não sei Doutor. — E meu estado triste voltou com toda a força.

— Você gosta da solidão?

— As vezes sim, as vezes não...

— Por isso tentou se matar?

— O QUE?

Notas finais
Não deixe de comentar e divulgar a fic amores, já estou com 15 leitores isso é reconfortante!
Beijos Maria Cullen