Anti-Heróis

46 Sempre Se Fez O Meu Lar


Notas iniciais
Olá Crepusculetes! Queria começar agradecendo à Larissa Stewart e à meredith55 por terem favoritado a fic. Todas as interações são muito importantes para mim. Aproveitando os refrescos? Então vamos ao capítulo de hoje!

Bella Swan

Nós não nos desgrudávamos um segundo sequer e, no quarto dia, quando eu já estava dolorida, resolvemos dar um tempo em todo aquele sexo. Eu não estava cansada, não mesmo. Queria aproveitar cada segundo daquele homem, espalhando o nosso DNA por cada centímetro daquela casa, mas tinha que respeitar os limites da minha buceta.

Nós tentávamos nos distrair com jogos e leitura, também com trilhas pela ilha que sempre nos levavam até a cachoeira. Mas nós sempre acabávamos transando pelo menos uma vez e estávamos seguindo bem assim pelo segundo dia seguido — o nosso sexto dia na ilha.

Para dar notícias, conseguimos sinal em um dos quartos que já havia sido sido palco da nossa safadeza. Falamos com a sua família e eu falei com Tanya. A minha melhor amiga parecia feliz por mim e aquilo me deixava mais aliviada. Lucy estava bem e, como sempre, se mexeu muito enquanto a mãe falava comigo. Quando falamos com a mãe e irmã de Edward, elas mostraram Sweet que pulou em frente à câmera quando ouviu a nossa voz e tentou nos alcançar pela tela com a patinha, o que encheu os meus olhos de lágrimas. Sentia falta da minha companheira.

As três mulheres falaram sobre a loucura que estava a mídia atrás de nós e a fúria de James com o meu sumiço. A mãe de Edward havia dado uma declaração dizendo que estávamos bem para que a polícia não nos desse como desaparecidos. Isso só aumentou o burburinho sobre o nosso relacionamento na mídia, mas tudo estava bem enquanto estivéssemos escondidos.

Decidimos ficar um pouco na varanda apenas conversando abraçados no sofá. Eu tinha a cabeça recostada em sua coxa e ele mantinha uma mão em meus cabelos enquanto com a outra acariciava meu braço e barriga.

— Como foi? — Decidi perguntar, sentindo um frio na barriga antes de prosseguir com a pergunta. — Acha que você ia ser pai?

O semblante de Edward se tornou sério e ele respirou fundo, olhando para a mata à nossa frente. Eu toquei a sua mão em minha barriga e passei a acariciar o braço dele, mostrando que estava confortável em ouvir sobre aquilo e que ele também poderia ficar em falar.

— Se você não quiser falar...

— Eu quero. — Assentiu e me olhou. — Primeiro veio a rejeição. — Começou, engolindo em seco e lambendo os lábios. — Eu estava com muito medo de te perder, de ter um filho com uma mulher como Irina e, por fim, de ser um pai ruim. Não tive o melhor dos exemplos em casa então tinha muito medo de repetir o que o meu pai havia feito. — Ele fez uma pausa e eu vi seus olhos se encherem de lágrimas. — Por isso eu acompanhei Irina em todos os ultrassons. Ela era insuportável e a gente mal se falava, mas eu queria saber sobre o bebê. Se aquele filho tinha alguma possibilidade de ser meu então eu iria ser presente.

— Você fez bem. — Elogiei e sorri, vendo o homem acariciar o meu rosto. — Exceto por não ter me contado. — Apontei na sua direção e fiz uma expressão brava.

— Eu sei, me desculpe. — Pediu e beijou a minha testa.

Toquei a sua nuca e beijei os seus lábios.

— Claro que desculpo. — Deixei que o homem, que agora tinha um sorriso imenso nos lábios, voltasse à sua posição inicial antes de completar: — Ela já sabe quem é o pai?

— Jacob.

— Ex noivo dela? — Perguntei e o vi assentir. — Uau.

— Sim, eu sei. Sou o maior corno da história.

Não consegui conter uma risada alta e o vi rir também.

— Me desculpe por isso. — Pedi, acariciando o seu rosto.

Nós ficamos nos olhando por um momento e eu tinha quase certeza de que ele queria me dizer algo. Esperei que Edward tomasse a iniciativa e não demorou para que quebrasse o silêncio entre nós.

— Posso te fazer uma pergunta? — Assenti e ele engoliu em seco. — Como foi quando você descobriu a gravidez?

Eu me sentei, incapaz de continuar deitada para falar sobre aquilo. Apesar de fazer algum tempo desde que tudo havia acontecido e por ter tratado aquilo na terapia, falar sobre um filho que havia falecido antes mesmo de nascer nunca era fácil.

— Vou entender se n...

— Eu preciso. — Cortei ele, tocando a sua mão. — Eu quero te contar tudo.

Edward assentiu e esperou. Eu respirei fundo de olhos fechados e entrelacei os nossos dedos. Fiquei ao seu lado, agora olhando para as nossas mãos unidas e incapaz de olhá-lo. Aquilo teria que bastar.

— Quando eu descobri sobre o nosso bebê, meu primeiro sentimento foi de negação. Não conseguia acreditar que estava gerando uma vida novamente e temia ser uma mãe tão ruim quanto a minha foi. — Umedeci os lábios e engoli em seco. — Principalmente por não ter o seu apoio. Não pensei em abortar em momento algum porque aquela criança era fruto do nosso amor e eu iria cuidar dele ou dela com ou sem você. — Eu o olhei e o seu olhar estava atento sobre mim, o semblante sério nunca deixando o seu rosto. — Eu pretendia te contar, só não sabia quando. Você merecia saber sobre o bebê, mas naquele momento eu estava muito irritada para entrar em contato. — Abri um pequeno sorriso tímido e ele assentiu também sorrindo antes de beijar a minha testa. — Pedi ao James projetos mais insignificantes e que dessem para esconder a barriga. Estava difícil, eu precisava me reerguer rápido e parar de depender de James. Então eu comecei a fazer vários trabalhos e nenhum pré-natal. — Apertei a sua mão e ele colocou a sua livre sobre as nossas unidas. Passei a fitar o horizonte antes de continuar. — Dentro de mim, eu sentia que tinha algo errado, mas eu não fui atrás. — Balancei a cabeça em negação e voltei a fitar nossas mãos, sentindo meus olhos embaçados pelas lágrimas. — Depois de passar quase quatorze horas trabalhando em um comercial de pasta de dente, eu cheguei em casa com muita dor abdominal e, quando fui ao banheiro, tinha muito sangue na minha calcinha. Eu fiquei apavorada, Edward. — Solucei, sentindo algumas lágrimas escorrerem por meu rosto. — Liguei para James e ele me levou ao hospital. Lá tive o diagnóstico de aborto espontâneo e fiz a curetagem. James ficou ao meu lado o tempo todo e exigiu que eu fosse fazer terapia depois desse episódio, principalmente por eu ter ficado tão abalada. — Funguei e limpei algumas lágrimas, olhando para ele. — Sinto muito não ter cuidado direito do nosso bebê.

Edward tocou o meu rosto e eu notei que ele havia derramado algumas lágrimas, seus olhos vermelhos pelo recente choro.

— Nunca mais diga isso. Não foi sua culpa. — Ele se aproximou e selou os nossos lábios, depois depositou um beijo na minha testa. — Eu tenho certeza que você deu o seu melhor e que seria uma mãe incrível para o nosso bebê.

Balancei a cabeça em negação ainda chorando e me ajeitei em seu colo, deitando a cabeça em seu peito e me entregando à minha dor. Edward também chorava, parecendo sentir a dor como ainda não havia se permitido antes. Suas mãos me acariciavam, mas meu peito subia e descia com os soluços do seu choro.

A perda do nosso filho sempre seria um assunto de delicado, mas nunca deixaríamos que o nosso primogênito fosse esquecido.

xxx

Nós estávamos na banheira naquele momento, decididos a tomar um banho relaxante depois de uma conversa difícil. Eu me coloquei entre as pernas de Edward e ele nunca parava de me acariciar: passava a mão na minha barriga, seios, pernas, braços e distribuía beijos por meus cabelos presos, pescoço e ombros. Eu me limitava a acariciar suas pernas e tocar as suas mãos que me acariciavam, não conseguindo ir muito além disso.

Estávamos conversando sobre o nossos dias há poucos minutos para nos distrairmos, mas agora o silêncio prevalecia. Eu deitei a cabeça em seu ombro e o olhei, vendo um sorriso em seu rosto e em seguida seus lábios encontraram os meus em um beijo breve.

— No que está pensando?

— Nada. — Falou com um sorriso malicioso nos lábios.

— Fala. — Pedi, me virando de lado para conseguir olhá-lo.

— Estou pensando que isso é como uma lua de mel antecipada. — Deu de ombros e eu não consegui evitar uma gargalhada, deitando a cabeça pra trás. — O quê? É verdade! Nós mal fazemos outra coisa além de transar.

— Você está reclamando? — Perguntei com uma sobrancelha erguida.

— Jamais. — Gemeu e beijou o meu rosto, apertando a minha coxa onde sua mão acariciava. — Foi só uma comparação.

— OK, espertinho. Se isso é uma lua de mel antecipada, então você me pedirá em casamento? — Pressionei os lábios, contendo um sorriso e cruzando os braços.

Seu sorriso se alargou e os olhos brilharam na minha direção.

— Você aceitaria? — Perguntou, tocando o meu rosto.

Eu sentia que meu coração poderia sair do peito e tinha quase certeza que ele era capaz de ouvir as batidas descompassadas. Então Edward tinha intenções de me pedir em casamento? Porra, eu nunca havia pensado nisso.

— Edward, se eu entrasse em uma igreja, provavelmente seria levada à fogueira no segundo seguinte. — Brinquei, tentando descontrair. — Vamos sair dessa água fria.

Me levantei, sem dar tempo dele protestar e alcancei uma das toalhas, passando a me secar.

— Não foi isso o que eu perguntei. — Ele falou, também saindo da água e passando a se secar. — Podemos fazer uma cerimônia ao ar livre e o nosso padre pode ser alguém que se faça um breve curso online, nem precisa ser um juiz de paz de verdade. — Deu de ombros e eu ri, balançando a cabeça em negação.

— Parece tentador. — Disse enquanto eu colocava a toalha em volta do meu corpo. — Exceto por você não ter feito o pedido formalmente. — Pisquei para ele.

— Quem sabe eu faça. — Provocou e eu ri, caminhando para fora do banheiro.

— Vou esperar ansiosa. — Brinquei e senti os seus braços me envolverem, fazendo com que eu gritasse pelo susto. — Maluco! — Me virei de frente para ele e não pude deixar de notar a sua nudez. — Edward, cadê a sua toalha?

— Perdi. — Piscou e eu não pude deixar de rir.

— Safado. — Balancei a cabeça em negação e o puxei para um beijo quente.

Era verdade, nós estávamos em uma espécia de lua de mel e eu não me importava, só queria aproveitar o homem que eu amava. E se aproveitar significava muito sexo para nós, que se fodesse o resto.

Edward tirou a minha toalha em um movimento rápido e nós caminhamos pelo quarto até atingir a cama. Nos ajeitamos de atravessado na cama, sem nos importarmos em deitar com a cabeça no travesseiro, e eu o alojei entre minhas pernas, sentindo o seu pau duro em minha barriga. Toquei-o com uma mão, passando a masturbá-lo e ouvindo o seu gemido abafado pelo nosso beijo.

Descolei os nossos lábios e o olhei, tocando em sua nuca com a mão livre. Seus olhos verdes estavam presos aos meus e seus lábios entreabertos. Ali, admirando aquele homem que eu tanto amava, decidi que queria tentar algo diferente, que queria superar os meus traumas e, depois de tantos anos, depois de tanto conversar com Zafrina, eu acreditava estar pronta para dar aquele passo com Edward.

Gemi baixo quando ele penetrou um dedo na minha buceta e passou a massagear o meu clítoris. Tive que me concentrar para conseguir falar.

— Eu quero tentar algo.

— O quê? — Perguntou e eu afastei a minha mão do seu pau, vendo ele fazer o mesmo na minha buceta.

— Quero que você me coma de quatro. — Disse, me sentando na cama e vendo o homem se sentar sobre os seus joelhos.

— Bella...

— Eu estou bem, Edward. Por favor. — Pedi com um gemido sôfrego. — Por favor, eu quero superar, não quero lembrar dessa posição como algo ruim. Quero que você me coma por trás de pé, contra a parede, na cama, no sofá. Eu só quero voltar a sentir prazer nessa posição.

— Tem certeza que está bem para isso? — Perguntou e acariciou os meus cabelos.

— Tenho. — Assenti, mesmo que não tivesse tanta certeza assim.

— Não hesite em pedir para que eu pare, entendeu? — Disse, olhando em meus olhos e eu concordei em um murmúrio. Ele selou os nossos lábios brevemente. — OK, agora fica de quatro que eu vou comer o seu rabo.

— Não se atreva. — Apontei na sua direção e ele riu. — Sobre isso a gente conversa depois. Faz muito tempo que não dou acesso à ele, precisamos ir com calma nesse assunto.

— Estou brincando. Agora vem aqui... — Me puxou para si, fazendo com que eu ficasse de joelhos para beijá-lo.

Será que eu conseguiria superar a minha aversão por sexo naquela posição? Não fazia ideia, mas estava disposta a tentar.

Notas finais
Vish, será que vai dar bom isso aí? O que acharam dos desabafos? Não esqueça de deixar seu comentário e até sexta! ;)