Anti-Heróis

2 Me Leve A Salvo Pra Casa


Notas iniciais
Oie! Queria começar agradecendo à Kah Nanda e à Jucienz por terem favoritado a história, e à Giselle Cullen e à Neiziane por marcarem que estão acompanhando. Esta interação é muito importante para mim! Bom, vocês acharam que eu tinha esquecido? (pior que esqueci mesmo, perdão kk) O que estão achando da história até agora? Acha que nosso casal vai ficar junto? E a morte do Emmett, hun? Aposto que impactou vocês haha Bom, prometo continuar chocando vocês sempre que possível kkkk ♥ Bom, vamos à leitura?

Bella Swan

Terminei de passar o lápis de olho e guardei a minha maquiagem na necessaire.

— Cinco minutos, Marie! — Kate gritou depois de algumas batidas na porta.

— Já estou indo! — Gritei de volta.

Bufei e ajeitei o meu biquíni que mal cobria minhas auréolas.

Eu não havia escolhido essa vida, era óbvio. As consequências me trouxeram até aqui e eu não me orgulhava disso.

Sempre antes de entrar no palco ficava imaginando como seria a minha vida se eu tivesse uma mãe, se tivesse conhecido o meu pai, se eu gostaria de viver em Phoenix, qual faculdade eu faria... Eram tantas perguntas, tantas possibilidades perdidas.

Antes que mais alguém viesse me importunar, tratei de sair do banheiro que ficava em um dos quartos e enfiei minha necessaire na mochila, indo em direção aos armários dos fundos da boate. Abri o meu, vendo algumas garotas tão atrasadas quanto eu também guardando os seus pertences enquanto corriam em seus saltos altíssimos até a área onde aconteciam os shows.

Não sentia necessidade de ter laços com as outras garotas como elas sentiam, por isso eu vivia sempre isolada das outras, apenas fazendo o meu trabalho enquanto tentava ganhar o meu dinheiro para conseguir comer e pagar o meu aluguel. A única pessoa com quem eu conversava ocasionalmente era Kate, mas era apenas uma colega. Não sabia nada sobre a sua vida e ela também não sabia mais do que o necessário.

Vesti a minha máscara de mulher safada e passei a dançar sensualmente em cima do palco, me enroscando no pole dance enquanto via os olhares desejosos dos homens. Aquela seria uma longa noite, como todos os finais de semana eram, e eu sabia que lucraria muito bem fazendo algo que não me deixava confortável.

Quer dizer, a Bella não estava confortável, mas a Marie queria lucrar em cima daqueles velhos safados.

Me aproximei de um deles, que estava muito interessado em meus movimentos, apoiei as mãos nos braços da sua cadeira e soprei em sua orelha:

— Sala reservada?

O homem percorreu suas mãos por minhas coxas e eu mordisquei o lóbulo da sua orelha, sentindo suas mãos me apertarem.

— Com certeza.

Ele se levantou no segundo seguinte, me abraçando por trás e fazendo com que eu sentisse sua ereção enquanto caminhava comigo até uma das salas privadas.

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Deitada em minha cama depois de um banho breve para que não extravasasse nas contas e aumentasse o meu aluguel, eu não tinha muito o que fazer a não ser pensar na minha noite enquanto observava o sol brilhando do lado de fora.

Eu havia conseguido uma boa quantidade de clientes. Estava acostumada a ser recusada por um ou outro, porque eu com certeza não era a mulher mais gostosa daquele puteiro, mas até que estava indo bem ainda que não fosse o suficiente.

Deixei que o sono tomasse o meu corpo aos poucos e não demorou até que eu dormisse, cansada demais para pensar em qualquer outra coisa senão o mundo dos sonhos no qual eu ingressava naquele momento.

Mas o momento de sossego durou pouco. Ouvi a porta da frente ser aberta e me sentei na cama, esticando o pescoço a tempo de ver Caius entrando com um sorriso malicioso pintado nos lábios.

— Eu vou te pagar. — Resmunguei, me levantando e indo até a minha bolsa.

Não demorei a senti-lo atrás de mim, erguendo a minha camiseta longa o mínimo para bater e apertar a minha bunda. Me afastei de imediato e entreguei os dólares amassados na sua mão.

— O meu expediente acabou. — Disse com tédio.

— A puta está se fazendo de difícil? — Debochou e começou a contar as notas que eu havia dado à ele.

— Já te disse que, se quiser me foder, sabe onde eu trabalho. — Dei de ombros e cruzei os braços em frente ao corpo. — Vai ser ótimo ter um cliente a mais. Quem sabe assim eu consiga pagar o aluguel sem atrasos?

Caius guardou as notas e se aproximou de mim.

— Ou talvez nós negociássemos os juros dos seus atrasos. O que acha? — Ergueu as sobrancelhas duas vezes enquanto escorregava suas mãos de meus quadris para a minha bunda. — Seria um prazer vir cobrar o aluguel, Marie. — Falou enquanto esfregava o nariz por minha bochecha e apertava a minha bunda com força.

— Não misturo negócios com prazer, Caius. — Toquei o seu peito e tentei afastá-lo. — Não vou trocar moradia por sexo e eu já disse que meu expediente acabou. — Empurrei ele com mais força e o vi cambalear alguns passos para trás.

— Agressiva. Eu gosto. — Elogiou, lambendo os lábios e com o sorriso malicioso nos lábios.

— Será que você pode ir agora? — Apontei em direção à porta, ignorando completamente o que ele havia dito.

Caius olhou para a porta e depois para mim.

— Eu vou, Marie. Mas eu volto. Eu sempre volto. — Piscou antes de caminhar até a porta e bater com força depois de sair.

Limpei algumas lágrimas teimosas e funguei, tomando um gole do copo d'água, que havia deixado ao lado da cama, para me acalmar.

Não era para eu ficar assim e sabia disso. Eu era uma puta e era assim que putas eram tratadas por qualquer homem. Mas a verdade era que eu não era a Marie naquele momento, era apenas a Bella. Era apenas uma garota que queria ser normal longe da boate, que queria passar despercebida, mas que encontrava grandes dificuldades nessa empreitada.

Por isso eu abracei o meu travesseiro e chorei copiosamente por estar naquele caminho, por todas as consequências de ser uma puta, por ter que lidar com a dor de saber que a minha vida valia menos que nada. Chorei por não ter ninguém que se importasse verdadeiramente comigo, por me sentir tão sozinha e por ter feito tantas escolhas erradas.

Até quando eu teria que suportar todas aquelas merdas? E por que eu ainda era covarde o suficiente para simplesmente não acabar com a minha vida de uma vez por todas? Qual era o objetivo de continuar vivendo aquela vida infeliz e sem sonhos?

Antes que pudesse fazer alguma besteira, fui tomada por um sono que me levou ao mundo dos sonhos, um lugar onde eu poderia ser feliz.

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O fim de semana havia se passado bem movimentado e a boate estava ficando cada vez mais frequentada com direito a lotação, permitindo a entrada de novos clientes apenas quando alguns saíssem.

Eu estava cansada, mas não queria parar, queria continuar para poder tirar alguns dias de folga durante a semana. Se tudo continuasse a correr daquele jeito eu teria o dinheiro de Caius sem atrasos.

Não fui trabalhar na segunda-feira e tratei de ficar o dia todo em casa apenas vendo algum programa na televisão antiga ou lendo um livro. Eu gostava muito de ler, mesmo que lesse o mesmo livro há anos. O Morro dos Ventos Uivantes estava longe de ser o meu tipo de livro preferido, mas era o que eu tinha naquele momento.

Voltei a trabalhar no dia seguinte, mas a semana era mais tranquila já que os homens gostavam mais da exibição do que de foder em dias úteis. Mas a sexta-feira estava de volta e a lotação veio com ela.

— Hoje é dia de lucrar! — Kate bateu palmas quando me encontrou com as outras nos fundos enquanto guardávamos nossos pertences. — Vamos, vamos, vamos! Hoje não vai sobrar um quarto, vamos ter que levar os clientes no motel mais próximo. — Completou, animada.

Respirei fundo e contive a vontade de revirar os olhos. Era hora de ser Marie e deixar a Bella para dali algumas horas.

Passei por ela com um enorme sorriso e segui para o salão. Ao invés de subir no palco, peguei uma dose de cachaça no bar e virei de uma vez, caminhando até onde as outras meninas já se encontravam.

Congelei a meio caminho ao ver um homem que esteve ali na semana semana, um novato que tinha me dispensado. Ao lado dele estava um outro homem loiro, parecendo ter quase a mesma idade dele, e tagarelava sem parar. O ruivo, que eu não fazia ideia do nome, parecia procurar por algo e encontrou quando seus olhos encontraram os meus.

Caminhei decidida na sua direção, parando ao seu lado e repousando uma mão na cintura enquanto a outra descansava no encosto da sua cadeira. Ele abriu um pequeno sorriso esperto e eu ergui uma sobrancelha.

— Estou impressionada com a sua volta, novato. — Provoquei.

— Acho que não sou mais um novato. — Deu de ombros, sem nunca tirar os olhos de mim. — Já é minha segunda vez aqui.

Dei risada, balançando a cabeça em negação e passando a caminhar por trás da sua cadeira.

— Você só vai parar de ser um novato quando transar com alguém daqui, novato. — Esclareci, me sentando no palco à sua frente e apoiando as mãos atrás das minhas costas. — O que me diz?

O homem tinha os olhos sobre mim, fixos e brilhantes. Não conseguia ler a sua expressão, o que era extremamente irritante, e então ele bebeu um longo gole da sua cerveja.

— Edward, se você não foder essa garota, eu juro que...

— Cala a boca, Jasper! — Ordenou e eu mordi o lábio inferior. Então era esse o nome do novato. — Escuta...

— Marie. — Falei, inclinando o meu tronco na sua direção.

— Escuta, Marie. Eu fico lisonjeado, mas não estou interessado em foder esta noite. — Ele piscou.

Pressionei os lábios e me levantei, ficando de costas e olhando-o sobre o ombro:

— Tudo bem. Você é quem sai perdendo.

— Como você é otário! — Jasper, o amigo de Edward, gritou para ele enquanto eu subia no palco e começava a dançar de maneira sensual no pole dance.

— Vai se foder, Jasper! — Gritou para o amigo.

Contive uma risada e vi o loiro saindo de perto enquanto Edward continuava a me observar. Talvez ele tivesse algum fetiche em apenas observar e eu estava pouco me fodendo. Se ele não queria me foder, haviam outros que queriam.

Não demorou para que alguns homens se aproximassem do palco e a minha noite se iniciou. Me ofereci para um homem loiro e baixo, parecendo desejar me foder por um longo tempo. Talvez eu pudesse tirar uma boa grana daquele babaca.

— Olá. — Sorri para ele quando me agachei em sua frente. — O que acha de uma sala reservada?

Ele tombou a cabeça de lado e sorriu com malícia, se aproximando de mim e me tomando em seus braços, fazendo com que eu soltasse um gritinho baixo.

— Agora mesmo. — Deu um tapa em minha bunda quando me colocou no chão.

E então Edward estava esquecido por um momento.

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Eu abri duas cervejas e entreguei uma à ele, vendo o homem dar longos goles no líquido amarelo enquanto eu apenas bebi um pouco, deixando a garrafa de lado.

— Boquete é 80 dólares, mas você vai precisar usar camisinha. Penetração é 200 dólares e também precisa de camisinha. Caso seja anal, então são 400 dólares. Não preciso dizer que a camisinha é necessária, certo? — Falei de uma vez enquanto sentia os seus lábios percorrerem o meu pescoço.

O homem me recostou o meu corpo contra a parede ao lado da cama e enfiou a mão por baixo da minha saia, encontrando a minha buceta livre de qualquer tecido. Seu dedo encontrou o meu clítoris e eu me agarrei ao seu pescoço, impedindo que minhas pernas falhassem e forçando um gemido mais alto.

— E se a gente só brincar assim? — Perguntou, beijando o meu queixo. — Isso fica incluso no preço da sala? — Perguntou enquanto eu rebolava em seus dedos.

— Não... — Mordi o lábio inferior e o olhei. — Você tem que pagar 50 dólares pela masturbação. — Falei, abrindo a sua calça e passando a masturbar o seu pau duro.

— Então me chupa, sua puta. — Rosnou, empurrando a minha cabeça para que eu agachasse à sua frente.

— Vou pegar uma camisinha. — Me levantei, mas ele tocou o meu pulso para impedir que eu continuasse o meu caminho até o pote de camisinhas que havia ao lado da cama.

— Sem camisinha. Eu estou limpo. — Piscou para mim e eu ri debochadamente.

— E como pode me garantir? — Ergui uma sobrancelha. — Muito obrigada, mas não. — Tentei me soltar, mas ele me segurou com força. — Você está me machucando. — Sibilei.

Ele me puxou com força e colocou a minha mão no seu pau.

— Você vai me chupar sem a camisinha e vai fazer isso de boa vontade ou eu terei que forçá-la? — Seus olhos estavam vermelhos e eu sabia que ele não havia apenas bebido nas últimas horas.

Voltei a masturbá-lo com um sorriso no rosto, vendo o seu próprio sorriso crescer, e apertei as suas bolas com força, vendo-o se contorcer de dor antes de sair correndo dali. Eu já havia lidado com homens como ele, tinha que lidar todos os dias, mas não consegui conter as lágrimas que se derramavam desesperadamente.

Não tinha tempo de ir ao banheiro, temendo que ele pudesse me encontrar e fazer algo pior, por isso limpei as lágrimas e olhei para trás enquanto trava no salão, me chocando com alguém a meio caminho.

— Me desculpa, eu... — Parei e vi que era apenas Edward com uma expressão confusa.

— Você está bem? — Perguntou com o cenho franzido.

— Sua vadiazinha do caralho... — O homem apareceu e me puxou pelo pulso. Suas calças estavam arrumadas, mas ele estava mais irritado do que antes e o seu aperto deixaria marcas. — Quem você pensa que é?

— Você está me machucando. — Rosnei, tentando me soltar.

— O que está acontecendo aqui? — Edward perguntou, olhando de mim para o homem.

— Não te interessa! — O desgraçado disse, se virando para Edward ainda me segurando. — Quem é você? O segurança dela?

— Acho melhor você soltá-la. — O novato o ignorou e se colou entre nós, ficando de costas para mim.

— Ou o quê? Vai me bater? — O babaca debochou.

Tudo o que aconteceu depois foi muito rápido. Primeiro Edward acertou um soco em cheio no rosto do homem e eu pude me soltar do seu aperto, cambaleando alguns passos para trás. O homem então partiu para cima dele, jogando-o por cima de uma das mesas e socando o seu rosto. Eu fui para cima dele, puxando a sua camisa e tentando tirá-lo de cima do novato, mas levei uma cotovelada no estômago e senti o ar faltar.

Enquanto eu estava curvada, buscando o ar para os meus pulmões, os seguranças conseguiram separá-los, mas era tarde demais e a polícia já estava ali. A nossa noite estava acabada.

Notas finais
E aí? O que acharam? Não esqueça de deixar o seu comentário!