Anti-Heróis
49 Que Mania De Me Afogar
Notas iniciais
Edward Cullen
Bella havia sugerido que minha mãe e irmã ficassem em nossa casa, alegando não confiar que o apartamento do Upper East Side as mantivesse seguras. Eu agradecia por ter uma mulher tão incrível que pensava no bem estar da minha família quando o assunto nos atingia.
No mesmo dia, as levei para pegar algumas roupas e outros pertences para passarem algumas semanas conosco. Nós havíamos perdido um pouco da privacidade, mas a nossa libido também não estava das melhores. Não me importava em ficar em abstinência, a minha prioridade naquele momento era garantir que Bella estivesse bem e longe das redes sociais.
A nota havia sido divulgada e corria em todos os veículos de comunicação. James não voltara a nos contatar e eu estava aliviado por aquilo. Nem todas as manchetes eram agradáveis e algumas chegavam a ser maldosas, mas não deixei que Bella as lesse.
Dois dias haviam se passado desde que a divulgação havia sido feita e que minha família estava morando conosco. Naquele momento, estava deitado com Bella em nossa cama, completamente vestidos e eu brincava com os seus dedos, mantendo o seu corpo colado ao meu.
Perdido em pensamentos, me peguei lembrando de Emmett. Fazia algum tempo que eu estava pensando no meu irmão, no quanto eu sentia falta dele e sobre como ele adoraria Bella. Seria engraçado vê-lo interagindo com a mulher assim que adquirissem alguma intimidade.
— O que foi? — Ela perguntou, se apoiando no antebraço e me olhando. — No que está pensando que ficou todo sorridente?
Meu sorriso se alargou e eu toquei o seu rosto, acariciando os seus cabelos.
— Estou pensando no Emmet, meu irmão, sabe? — Perguntei retoricamente e ela assentiu, parecendo apreensiva por um momento. — Está tudo bem, eu quero falar sobre ele.
— OK. — Bella se ajeitou na cama e ficou sentada, com as pernas cruzadas. — E no que estava pensando especificamente?
Eu me sentei recostado na cabeceira da cama e continuei a olhá-la, vendo a sua curiosidade genuína.
— Estava pensando em como teria sido a interações de vocês. — Dei de ombros e ela abriu um pequeno sorriso.
— Ele teria gostado de mim? — Ela perguntou, tocando a minha perna e a acariciando.
— Com certeza. — Assenti e ri baixo. — Ele provavelmente iria querer cuidar de você, sabe? Fazer todos os exames para saber se você não teria nenhuma doença sexualmente transmissível ou se te faltava alguma vitamina.
Temi que ela pudesse se ofender com a minha constatação, mas Bella gargalhou e eu fiquei admirando aquela mulher linda por alguns segundos.
— Eu não o julgaria e faria sem problemas. — Deu de ombros.
— Mas quando vocês pegassem intimidade, Bella... — Balancei a cabeça em negação, olhando para as minhas mãos em meu colo e ainda sorrindo. — Ele ia encher tanto o nosso saco!
— Em qual sentido? — Ela se aproximou de mim, sentando ao meu lado e eu a abracei.
— Ele faria piada com a nossa relação sexual, sobre como nos conhecemos, sobre você ter tirado a minha virtude e entre outras coisas. — Bella me olhou com os olhos arregalados e eu assenti, vendo a mulher rir. — Você não tem ideia! Eu e Alice passamos por um inferno nos nossos relacionamentos!
— Vocês não retribuíam?
— Os poucos namoros que ele teve foram breves então quase não pegávamos intimidade. E Royal nunca foi a pessoa mais discreta do mundo, era difícil deixar aquele casal constrangido. — Expliquei.
— Ele era terrível! — Bella pontuou e eu assenti.
— Você teria adorado o Emmett.
— Não tenho dúvidas. — Ela sorriu e selou os nossos lábios antes de deitar a cabeça em meu peito.
Nós ficamos em silêncio por um momento enquanto eu acariciava as suas costas e sentia ela fazer o mesmo em minha barriga. Suspirei longamente e beijei os seus cabelos.
— Sinto falta dele.
Bella ergueu o olhar para mim e tocou o meu rosto, a piedade presente em seu olhar.
— Eu sinto muito, amor. De verdade. Queria que fosse diferente.
O barulho da porta de abrindo nos sobressaltou e, ao olharmos naquela direção, encontramos uma Alice esbaforida vindo ao nosso encontro.
— Graças à Deus vocês não estão pelados e nem transando. — Ela falou e se sentou em nossa frente.
— Alice, o que você quer? — Perguntei com tédio na voz.
— Vim aqui falar com a minha cunhada. — Explicou, fazendo um pequeno bico e se virando para a Bella com um sorriso imenso. — Bella, olha o que estão falando sobre você na internet...
— Nada disso! — Peguei o celular da mão de Alice antes que Bella pudesse ler algo. — A Bella está proibida de ler qualquer coisa da internet.
— Edward... — Bella disse em tom de ameaça e revirou os olhos.
— Não, não! São coisas boas! — Alice explicou e apontou para o celular. — Veja você mesmo.
Me permiti dar uma olhada no que diziam e me surpreendi. Havia uma enorme comoção em mais de uma rede social de famosos e não-famosos que subiam uma hashtag de apoio à Bella.
— Apoie A Bella, Somos Todas Bella Swan, Parem De Expor Bella Swan, Amamos Bella Swan... — Comecei a ler e a olhei, vendo a sua expressão surpresa. — Anjo, isso está incrível!
— Deixa eu ver. — Pediu quase em um sussurro, pegando o celular assim que entreguei, olhando atentamente cada publicação.
— Tanya começou tudo. Foi uma comoção geral e está rolando desde a publicação da sua nota. — Alice explicou e Bella a olhou.
— Tanya? — Minha garota sorriu ainda mais. — Eu preciso ligar para ela. — Declarou, devolvendo o celular para Alice e a abraçando, pegando a minha irmã de surpresa. — Obrigada, Alice. Eu vi a sua publicação.
— Tudo pela minha cunhada preferida. — Piscou quando Bella se afastou o mínimo.
— Ela é sua única cunhada. — Pontuei.
— Você é tão estraga prazeres, Edward. — Bella revirou os olhos na minha direção.
— Eu sei, certo? — Alice bufou e ambas riram.
— Já volto. — Falou, saindo do quarto com o seu celular em mãos.
Suspirei e olhei para a minha irmã, vendo o seu sorriso esperto na minha direção.
— O que foi? — Murmurei.
— Você está tão feliz. — Alice engatinhou na minha direção e me abraçou, deitando com o tronco em cima do meu. — Não te via assim há tanto tempo.
A minha irmã segurou em meu pescoço e eu apoiei a sua cabeça com um braço, segurando na sua cintura com a mão livre, como se ela fosse um bebê. Aquela posição era nostálgica e me lembrava de quando a pegava no colo quando ela era apenas um bebê. Agora Alice era uma mulher forte e linda, e eu sempre a protegeria com a minha vida.
— Eu amo muito a Bella. — Declarei.
— Eu sei. O amor de vocês sempre foi complicado, mas tão forte! A gente consegue sentir a intensidade desse amor com o toque em um braço, na mão, na base da coluna... A conexão é palpável. — Divagou.
— Nossa, como você está romântica e atenta. — Toquei a ponta do seu nariz com o indicador e ela riu, saindo do meu colo.
— Você está viajando. — Desconversou.
Franzi o cenho e observei enquanto ela andava até o espelho para arrumar os cabelos. Alice havia ficado afetada com apenas um comentário? Aquilo estava estranho.
— Então quer dizer que tem alguém? — Provoquei, vendo a garota revirar os olhos para o espelho. — Me conta!
— Não! — Gritou de volta. — Para de ser chato, não é nada.
— Não parece nada. — Entrelacei os dedos atrás da cabeça. — Foi o Max de novo?
Eu me lembrava que Alice estava enrolada com um modelo e constantemente ligava para me pedir conselhos, mas já fazia algum tempo que não ouvia a minha irmã falar sobre ele.
— Max já era. — Ela declarou com um enorme sorriso. — Eu superei, chutei aquele homem bosta para bem longe. De vez em quando ainda recebo uma mensagem, mas não ligo. — Deu de ombros.
— Estava na hora! — Joguei as mãos para o alto em um gesto exagerado de agradecimento à Deus. — Então é alguém novo?
— Não é ninguém! — Rosnou e esfregou o rosto.
— OK, se não quiser falar...
— É, não quero... — Murmurou e se sentou na cadeira da penteadeira. — Você falou com o Jasper desde que voltou?
— Mandei algumas mensagens, mas mal consegui respondê-lo. Por quê?
— Ele me falou que sentia a sua falta. — Deu de ombros, penteando os cabelos.
— Você anda conversando com ele? — Franzi o cenho e a vi hesitar, parando os movimentos da escova e olhando para mim. — Alice...
— Sim, ele é meu amigo, ponto final. — Deu de ombros.
— Desde quando?
— Desde sempre. Para de ser chato. — Resmungou e voltou a se pentear.
— Alice, ele é quase casado com a insuportável da Maria. — Lembrei à minha irmã.
— Edward, pode parar. — Ela esticou a mão espalmada na minha direção. — A gente não vai ter essa conversa porque não está acontecendo nada entre o Jasper e eu. Nós temos um bem em comum, que ficou em órbita por tempo demais e acabou nos unindo: você.
Se me lembrava bem, Jasper já teve uma queda pela minha irmã no passado e eu não confiava nessa aproximação deles. Ainda a olhei por um momento, analisando a sua linguagem corporal da mulher antes de suspirar pesado. Sabia que ela escondia algo, mas não me falaria. Pelo menos não naquele dia.
— OK, eu aceito isso por hoje. — Me levantei e vi minha irmã revirar os olhos novamente. — Vou tomar banho. — Avisei, entrando no banheiro.
— Vou correr daqui então. — Brincou e eu ri, vendo a minha irmã deixar o quarto.
Encostei a porta e passei a me despir, ligando o chuveiro e entrando embaixo. Fechei os olhos, apenas sentindo a água quente acalmando o meu corpo tenso. Apesar de toda a comoção que estava sendo feita em favor de Bella, temia que a mídia não fosse respeitá-la e alguém mais pudesse soltar algo sobre o seu passado.
Eu não me envergonhava, não me importava com nada além do seu bem estar, mas sabia que ela não queria que mais nada relacionado ao seu passado obscuro viesse à tona. E sempre esteve claro que o ser humano poderia ser corrompível quando a mídia escorregava dinheiro por mais informações.
— Você está tenso. — Senti as mãos de Bella em meu peito, me assustando e sorri. — Te assustei?
— Sim. — Falei, me virando de frente para ela e encontrando a mulher completamente nua. — Estava concentrado.
— Pensando sobre o que?
Toquei a sua cintura e suspirei, fazendo um carícia inocente na sua pele. Eu deveria omitir? Deveria deixá-la livre de preocupações? Ou deveria ser sincero? Sabia qual era a melhor decisão e não erraria novamente.
— Estou pensando nos últimos acontecimentos e o que eu posso fazer sobre isso. — Falei, a puxando para mais perto de mim e acariciando as suas costas.
Bella tocou os meus braços e abriu um pequeno sorriso.
— Você é um doce. — Suspirou e ficou na ponta dos pés. — Mas não vamos sofrer por antecedência. — Falou contra os meus lábios, roçando e me fazendo sorrir. — Agora eu só quero me distrair um pouco.
— Achei que eu fosse estraga prazeres. — Pontuei com o que ela havia dito minutos atrás, afastando o meu rosto do seu para olhá-la melhor.
— Não estava dizendo literalmente. — Bella fez um pequeno bico e me olhou sob os olhos, mas me mantive sério e firme. — E se eu pedir desculpas? — Ela se esticou e sussurrou em minha orelha: — Com a minha buceta.
Não consegui conter uma gargalhada. Eu tinha quase certeza de que toda essa animação era pela recente pequena vitória que a amiga havia proporcionado para ela. Sem pestanejar, passei a beijá-la e a recostei na parede fria do banheiro, sentindo a mulher sorrir entre o beijo.
— Você gosta, né safada? — Perguntei, beijando o pescoço e mordendo o lóbulo da sua orelha. — Gosta como eu acato à todas as suas safadezas.
— Amo. — Disse com um suspiro, agarrada em meus cabelos.
Toquei os seus seios, apertando os seus mamilos entre os dedos enquanto beijava o seu colo. Antes de voltar a beijar os seus lábios, peguei a mulher no colo e pressionei o seu corpo contra a parede. Escorreguei uma mão entre os nossos corpos e passei a massagear o seu clítoris, sentindo a mulher rebolar em meus dedos em reação.
— Que delícia. — Ela gemeu, descolando os nossos lábios e recostando a cabeça na parede.
Levei os meus lábios por seu colo, alcançando um dos seus mamilos e passando a sugá-lo. Mais um gemido saiu por seus lábios e uma de suas mãos desceu de meus cabelos para acariciar o seu seio livre. Mergulhei um dedo na sua buceta, sentindo o quão úmida estava e ouvi o seu suspiro. Retirei o dedo em seguida e ofereci para ela, vendo a mulher aceitar de bom grado, chupando o meu dedo com desejo no olhar.
— Você é tão gostosa... Porra, eu estou tão duro. — Gemi.
Bella tocou o meu rosto e puxou para perto de si, sussurrando ao pé da minha orelha:
— Então mete em mim.
Grunhi e voltei a beijá-la com ferocidade. Apoiei uma das mãos na sua coxa e, com a outra, direcionei o meu pau para a sua entrada. Nossos gemidos ficaram abafados pelo beijo, mas eu decidi rompê-lo antes de iniciar meus movimentos.
Com ambas as mãos em sua bunda, sentindo a mulher apertar as pernas à minha volta, suas mãos apoiadas em meus braços e nossos narizes colados, passei a me movimentar. Nossos lábios entreabertos bem próximos uns aos outros emitiam gemidos cada vez mais altos enquanto eu aumentava a velocidade das investidas.
— Porra, tão bom! — Gemeu, jogando a cabeça para trás e enfiando as unhas no meu braço. — Isso!
— Shhh! — Sibilei.
Dei um tapa na sua bunda, ouvindo a mulher soltar um suspiro e não pude evitar um sorriso malicioso, dando mais um tapa. Bella gemeu dessa vez, olhando para mim e voltando a me beijar com desejo.
Tão perto do orgasmo, não conseguimos nos concentrar o suficiente para nos beijarmos e mantivemos apenas os nossos lábios unidos, abafando os nossos gemidos enquanto gozávamos, aliviando o nosso desejo juntos.
Ofegantes e cansados, esperamos para que estivéssemos recuperados antes de começarmos a nos mover para longe um do outro. Fui o primeiro a agir, saindo de dentro dela e a segurando quando seus pés tocaram o chão, vendo a mulher rir e apoiar os braços em meu pescoço.
— Virou gelatina? — Perguntei, beijando o seu rosto.
Bella murmurou em concordância.
— Culpa sua.
— Só minha culpa. — Sussurrei contra os seus lábios.
— Culpa só sua pra sempre. — Selou nossos lábios em um beijo calmo ao terminar a frase.
Abracei a cintura da mulher para mim com força não querendo soltar enquanto eu vivesse.
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