Anti-Heróis

50 Essa Eu Fiz Pra Sua Mãe


Notas iniciais
Olá Crepusculetes! Queria começar agradecendo à Vitoria Fesa pela recomendação linda e por ter favoritado a fic. Todas as interações são muito importantes pra mim. Vamos ao capítulo de hoje?

Bella Swan

Já fazia uma semana desde toda a comoção na internet, nada mais havia acontecido e eu começava a estranhar. Mesmo assim, decidi continuar vivendo a minha vida sem olhar as notícias e cuidando da minha família como eles mereciam.

Esme havia me ensinado algumas receitas enquanto eu dava algum tempo para Alice e Edward se conectarem. Sabia que ele sentia falta de estar com a irmã e eu não queria estar no meio daquilo, queria que eles ficassem à vontade.

Do mesmo jeito que fazia com Alice, deixava que Edward recebesse o carinho da mãe enquanto Alice cuidava da minha pele e cabelo com os seus produtos. Também deixava ela usar e levar algumas coisas minhas. Eu não era a pessoa mais vaidosa do mundo e sabia que ela usufruiria daquilo melhor do que eu.

Também adorava passar momento em família com eles na enorme sala de estar, assistindo filmes ou apenas conversando. Eu nunca cheguei perto de ter algo parecido com aquilo e deixava o meu coração aquecido, bem como os meus olhos úmidos, quando presenciava aqueles momentos.

— Eu adoraria ir à um cinema hoje. — Edward comentou, apoiando o queixo na no meu ombro.

Nós havíamos nos juntado para assistir um filme terror que havia acabado naquele momento. Esme estava sentada no sofá menor e Alice tinha a cabeça deitada no colo da mãe enquanto recebia carícias em seus cabelos. Já eu estava deitada entre as pernas de Edward no outro sofá, trocando carícias inocentes.

— Ah, querido! Há quanto tempo não vou ao cinema! — Esme suspirou.

— Eu tenho um cinema na casa de Los Angeles. — Comentei e todos se viraram para mim. — Nós poderíamos fretar um jatinho e ir para lá.

— Bella? — Edward chamou e eu o olhei. — Quantas propriedades você adquiriu em cinco anos?

— Só três: uma em Nova York por insistência da Tanya, uma em Los Angeles que era onde eu mais ficava e a última na Grécia porque eu acho o lugar lindo. — Dei de ombros.

— Depois eu quem sou o burguês. — Murmurou e eu acotovelei a sua barriga, ouvindo o homem gemer.

— Você mereceu. — Resmunguei. — E então? Vamos para Los Angeles?

— Querida, não queremos dar trabalho à vocês. — Esme começou a falar e sorriu docemente. — Vocês são um casal jovem, podem ir sem nós.

— Nada disso. — Me levantei e fui até elas, me ajoelhando em frente ao sofá e tocando as suas mãos. — Vocês são a minha família, querem ir ao cinema e eu posso fornecer isso. Nunca pensem que estão nos atrapalhando, porque não estão. Eu amo ter vocês por perto.

Esme abriu um enorme sorriso e seus olhos brilharam na minha direção. Alice também parecia genuinamente feliz e olhou para a mãe, conversando pelo olhar.

— Por favor. — Insisti.

A mãe de Edward olhou para o filho e suspirou, voltando a me olhar.

— Tudo bem. Vamos para Los Angeles.

— Oba! — Gritei, abraçando ela e então Alice.

Mal poderia esperar pela minha primeira viagem em família.

xxx

Nós viajamos no dia seguinte e chegamos à Beverly Hills na parte da tarde. Esme e Alice encheram a decoração moderna da mansão de elogios enquanto eu os levava para conhecer cada cômodo. Aquela propriedade era a maior das três e com certeza eu teria mais privacidade com Edward do que nunca. Não havia mentido para Esme e Alice, amava tê-las por perto, mas gemidos menos contidos e transar em outros lugares que não o meu quarto com certeza me deixava animada.

Elas escolhessem os seus aposentos e, nem tão coincidentemente assim, eram mais afastados do quarto onde eu e Edward ficaríamos.

— Estou aliviada apenas de não precisar o aquecedor. — Declarei, tirando o meu moletom e passando a guardar as minhas roupas no armário.

— O clima de Los Angeles com certeza é melhor do que os negativos de Nova York nessa época do ano. — Edward concordou, me ajudando a ajeitar as suas roupas. Não pude evitar um sorriso, mas mordi o lábio para tentar contê-lo. — O que foi? Por que esse sorrisinho? — Perguntou, me abraçando pela cintura e beijando o meu pescoço.

— Você... — Falei, me virando para ele e tocando o seu rosto. — Você está deixando uma muda de roupa em cada casa que vamos. Só falta a Grécia.

Edward riu e selou os nossos lábios, distribuindo beijos por meu rosto, mandíbula e pescoço.

— É pra você não ter chances de me afastar de novo.

— Eu não faria isso... — Disse, empurrando o seu peito e encontrando os seus olhos verdes, o meu indicador em riste na sua direção. — A não ser que tenha motivos.

— Não vou te dar motivos. — Garantiu, dando uma mordida em meu dedo e fazendo com que eu me afastasse rapidamente, soltando um gemido. — Gostinho de Bella.

Eu o empurrou com o cotovelo e ele riu, mesmo sentindo dor onde havia sido atingido.

— Sossegue, precisamos estar prontos para a sessão cinema.

Ele me abraçou por trás, afastando os meus cabelos e voltando a beijar o meu pescoço.

— Vamos deixar para amanhã. — Resmungou, lambendo a minha pele e me arrepiando.

Fechei os olhos, sentindo enquanto ele assoprava no local úmido e acariciava a minha cintura.

— Não. — Resmunguei e me afastei. — Você está muito safado.

— Me desculpa. — Pediu, parecendo constrangido e passando as mãos pelos cabelos. — Acho que me acostumei com a nossa rotina no Brasil.

Não consegui conter uma risada e acariciei o seu rosto, ficando na ponta dos pés e selando os nossos lábios.

— Tudo bem. — Suspirei e ajeitei os seus cabelos recém bagunçados. — Só sossega um pouco porque não estamos mais sozinhos e a minha buceta precisa de férias.

Foi a ver de Edward rir, me abraçando pela cintura e enchendo o meu rosto de beijos, deixando uma leve mordida na minha bochecha o que fez eu soltar um grito.

— Doeu! Para de me morder, vampiro sanguinário!

— Eu te amo, Isabella Swan! — Declarou em alto e bom som antes de beijar o local mordido. Eu só sabia rir.

xxx

Deixei Edward e Esme na sala de cinema para escolherem o filme e fui com Alice até a cozinha para pegarmos algumas coisas para comermos. Enquanto a irmã de Edward pegava salgadinhos e bolachas nos armários, bem como cervejas e refrigerante na geladeira, eu tratava de mexer a pipoca na panela.

— Nunca faço pipoca assim. — Ela comentou, organizando tudo na bancada ao meu lado.

— Fica mais gostosa e estoura tudo. — Expliquei e sorri para ela. — Você vai ver, fica uma delícia.

— Mal posso esperar. — Sorriu abertamente.

A pipoca começou a estourar, eu me afastei para pegar as tigelas e, quando voltei, desliguei o fogo.

— Eu sou tão grata. — Alice chamou a minha atenção. — Por você ter voltado para as nossas vidas. Quer dizer, meu irmão armou isso durante cinco anos? Sim. Um pouco bizarro, mas fico feliz que o amor de vocês não tenha morrido. — Eu ri baixo e ela suspirou, olhando para os salgadinhos enquanto os distribuía nas tigelas. — Ele nunca foi feliz com Irina e, quando disse que iria se casar com aquela víbora, todos tentaram intervir. Não conseguimos, infelizmente.

— Edward deveria ter feito terapia, mas na realidade fez um monte de besteiras. — Fiz uma careta, colocando a pipoca nas tigelas.

— Exatamente. Meus pais tentaram marcar algumas sessões, mas ele nunca foi. Acho que muito porque tinha o dedo do meu pai no meio e eles nunca se deram bem.

— Acha que ele culpou o pai depois que me perdeu? — Perguntei, abrindo as cervejas.

— Com certeza. Ele dizia isso durante as discussões, até mesmo na frente de Irina.

Suspirei longamente e a ajudei, pegando duas cervejas e duas tigelas, vendo a mulher fazer o mesmo.

— Fico feliz que ele tenha começado a terapia. — Comentei pouco antes de entrarmos novamente na sala de cinema, vendo Alice assentir em concordância.

— Tudo bem. Já escolheram? — Perguntei, assim que entrei junto de Alice.

Entreguei o refrigerante para Esme, que sorriu docemente para mim, e a cerveja para Edward, pegando uma das que Alice havia levado. Brindei com ela e sorri, tomando um gole do líquido âmbar.

— Mamãe quer assistir Grease. — Edward falou assim que sentei ao seu lado no enorme sofá aconchegante.

— O quê? Edward! — Esme gritou ao lado de Alice, que estava sentada entre nós.

— Não estou mentido. — Ele deu de ombros e riu.

— Tudo bem, Esme. Eu adoro esse filme. — Sorri e ela retribuiu. Mesmo com apenas as luzes da tela, eu notei que ela havia corado.

Eu fiz alguns comandos no celular e logo o filme estava sendo reproduzido em alto e bom som no nosso cinema improvisado. Edward me abraçou para si e eu coloquei a tigela de pipoca em seu colo, passando a comer junto com ele e tomando a minha cerveja.

Nós assistimos ao filme, comentando e cantando uma cena e outra. Eu sempre me mantinha unida à Edward, não importava se mudássemos de posição a cada vinte minutos com um pé adormecido ou dor nas costas.

Quando o filme terminou, Esme se espreguiçou e Alice me abraçou de lado. Me desvencilhei de seu irmão e a abracei de volta, abrindo um pequeno sorriso. Seu olhar encontrou o meu e ela aproximou o rosto para sussurrar em minha orelha:

— Estou feliz que também possamos voltar de onde paramos e sermos amigas. — Olhou para mim e piscou.

— Eu também. — Sorri abertamente, muito feliz que ela ainda quisesse a minha amizade.

Apesar de considerar Tanya como minha melhor amiga, com ela tão longe e agora a chegada de Lucy sabia que suas prioridades mudariam, consequentemente eu seria deixada de lado. Era bom não me sentir sozinha nesse quesito.

— Vamos, Alice. Vamos dormir. — Esme chamou a filha e nós a olhamos. — Obrigada por tudo, Bella.

— Eu que agradeço pelo carinho. Amanhã no mesmo horário? — Perguntei, me referindo ao cinema.

— Não vou querer voltar para esse sofá. — Alice fez uma expressão de nojo.

Em um primeiro momento eu não entendi, mas ao ver Esme repreendê-la e Edward jogar uma almofada na sua direção, senti minhas bochechas corarem violentamente.

— Você não tem jeito, Mary Alice. — Esme disse pouco antes de saírem da sala.

— Alice chama Mary Alice? — Perguntei, olhando para Edward.

— Sim, e ela odeia. — Pontuou, comendo mais uma bolacha.

— Por quê? É tão bonito.

— Ela diz que parece nome de senhora idosa. — Deu de ombros. — Estou com sede. — Reclamou.

— Eu também. Vou pegar água para nós. — Avisei, me levantando e vendo o homem fazer o mesmo. — Aonde vai?

— Pegar água também. — Falou como se fosse óbvio.

— Senta aí, garoto. Nós vamos assistir a mais um filme. — Empurrei o seu peito e passei a recolher as sujeiras.

— OK, posso ir escolhendo?

— Claro. — Me estiquei e selei os nossos lábios brevemente.

Fui até a cozinha e coloquei a louça na pia, bem como o lixo em seu lugar antes de pegar água para nós dois. Quase saindo da cozinha, me assustei com a presença de Esme e a vi ter a mesma reação, o que nos fez rir.

— Me desculpe, querida. Não queria te assustar. Fiquei com sede. — Explicou, vestida em seu robe.

— Não tem problema. Fica à vontade. — Disse, passando por ela e parando quando me chamou, virando na sua direção.

— Estou muito feliz por vocês dois. Mal posso esperar para que se casem e me deem netos lindos. — Suspirou, parecendo sonhadora.

Sem querer estragar os sonhos da mulher, dei apenas um sorriso sem graça e bebi um gole da água.

— Não vou te segurar aqui. Volte lá para treinar fazer netinhos para mim. — Mandou, abanando a mão.

Corei violentamente e praticamente corri de volta para a sala de cinema, incapaz de dizer uma só palavra. Ao entrar esbaforida, Edward me olhou em confusão. Entreguei o copo à ele e bebi a minha água de uma só vez.

— O que aconteceu? — Ele perguntou quando deixei o copo de lado, deitando no sofá com as pernas em seu colo.

— Nada... — Pressionei os lábios, sem querer assustá-lo sobre a situação com a mãe.

— Bella... — Disse em tom de aviso.

Rosnei e revirei os olhos.

— OK. — Respirei fundo e esfreguei o rosto antes de falar: — Sua mãe me encontrou no corredor e mencionou casamento e filhos em uma mesma frase.

Edward gargalhou, deixando a água de lado e se encaixando entre minhas pernas.

— Clássico da dona Esme. — Comentou, beijando a minha mandíbula. — Não se preocupa. Você deu intimidade, namora o filho dela e é normal que ela espere que esses sejam os nossos próximos passos.

— Mas e se eu não estiver preparada para ter filhos? — Perguntei e ele me olhou. — E se eu não estiver preparada para casar?

— Então você não será obrigada a fazer nada que não queira. — Beijou a ponta do meu nariz.

Abri um pequeno sorriso e me acalmei, lembrando de quem era o meu companheiro e do quanto ele respeitava o meu tempo. Ainda tínhamos tempo para conversar sobre tudo aquilo, mas não seria naquele momento. Agora eu queria apenas beijá-lo até que estivéssemos unidos em prazer.

Notas finais
O que acharam do capítulo de hoje? Foi levinho, não? Só de pensar que estamos perto do fim me dá uma saudades :( Não esqueça de deixar seu comentário e até sexta! ;)