Anti-Heróis

44 Diz Que Me Ama


Notas iniciais
Olá Crepusculetes! Queria agradecer à lulucatelli por ter favoritado a fanfic. Todas as interações são muito importantes para mim! Vamos ao capítulo de hoje?

Bella Swan

Eu acordei com dor de cabeça, mas senti que estava deitada em uma superfície macia, ainda estivesse vestida em minhas roupas confortáveis. Me sentei na cama e vi a escuridão predominando no quarto. Já era tarde e Edward deveria ter ido para a sua própria casa depois de me colocar na cama.

Levantei, pronta para dar comida para Sweet, que também não estava mais ali no quarto como eu a havia deixado mais cedo. Assim que abri a porta do banheiro, me assustei ao ver Edward lavando as mãos, dando um pulo para trás e colocando a mão no peito.

— Porra! — Ofeguei.

— Me desculpa. Ei, você acordou! — Comemorou.

— Achei que você tivesse ido. — Murmurei.

— Queria garantir que você estava bem. — Falou e se aproximou, esticando a mão e acariciando os meus cabelos. — Como se sente?

Respirei fundo e fechei os olhos, curtindo a carícia do seu polegar em meu rosto.

— Como se tivesse tirado um grande peso das costas. — Abri um pequeno sorriso e o olhei, encontrando os seus olhos verdes brilhantes me fitando. — Tudo bem se quiser ir agora.

— Eu não quero. — Sussurrou e eu senti o meu coração se acelerar. — Você quer que eu vá?

Mordi o lábio inferior e me aproximei os poucos passos que nos separavam, tocando a sua nuca com as mãos e olhando cada centímetro do seu rosto: seus cabelos ruivos agora cortados, seus olhos verdes penetrantes, seus cílios longos, seus sobrancelhas grossas, seu nariz perfeitamente desenhado, a suas maçãs do rosto rosadas, o seu maxilar marcado e os seus lábios tão convidativos.

Eu amava Edward e estava disposta a passar por cima de todos os nossos problemas para que pudéssemos estar juntos. Nunca mais me permitiria ficar separada dele por tanto tempo, principalmente porque havia entendido que o destino não deixaria com que fôssemos só. Havíamos nascido para sermos um conjunto, nada e ninguém poderia afetar aquilo de maneira alguma.

— Não. Eu nunca mais quero que você vá embora. — Soprei antes de beijá-lo.

Edward segurou a minha cintura e me trouxe para perto de si, aprofundando o nosso beijo e me recostando no batente da porta. Meus dedos se embrenhavam em seus fios de cabelo agora tão curtos e meus lábios estavam sedentos pelos seu beijo. Não fazia ideia do quanto sentia falta daquele homem por inteiro até ter ele em meus braços mais uma vez.

Nossos lábios se separaram cedo demais e eu gemi em reprovação, vendo o sorriso de canto de Edward. Incapaz de me controlar, voltei a colar os nossos lábios, sentindo o homem rir em meio ao nosso beijo.

— O que tem tanta graça? — Perguntei enquanto o homem passava beijar a minha mandíbula e pescoço.

— Você não conseguir se controlar perto de mim. — Falou, lambendo o meu pescoço e assoprando a região, me fazendo morder o lábio inferior. — A senhorita não estava vindo ao banheiro antes de se assustar com a minha presença e então começarmos essa sessão de beijos?

— Bem lembrado! Eu queria fazer xixi. — Me afastei dele e o vi rir enquanto eu fechava a porta. — Não fuja! — Ordenei.

— Não pretendo ir à lugar algum! — Garantiu e eu mordi o lábio inferior.

Fiz a minha higiene rapidamente, não querendo desperdiçar um segundo longe dele. Minha barriga roncou e eu imaginei se ele não havia pedido algo para comermos ou se ficara com fome o tempo todo.

Quando saí do banheiro, encontrei o homem em minha cama abraçado com Sweet enquanto fazia carinho e distribuía beijos na cadela. Não consegui evitar um imenso sorriso e me aproximei, acariciando a cachorra e vendo o seu movimento brusco de imediato, pulando em meu colo.

— Como ela está grande! — Edward comentou com entusiasmo, se sentando na cama enquanto eu pegava a cadela no colo.

— Muito. Mas ainda é o bebê da mamãe. — Falei, beijando o pescoço dela e a colocando no chão. — Estou com fome. O que acha de pedirmos alguns lanches?

— Excelente ideia. — Assentiu.

Edward se sentou com as pernas para fora da cama e me entregou o seu celular para que eu fizesse o pedido, me colocando entre elas e deitando a cabeça em meu peito. Acariciei os seus cabelos enquanto fazia as nossas escolhas, perguntando as suas preferências antes de finalizar o pedido.

— Sabe que eu te amo, certo? — Perguntou e apoiou o queixo no vale entre os meus seios.

— Eu também te amo. — Confidenciei, selando os nossos lábios. — Não deixe que mais ninguém tente estragar o nosso amor. — Pedi e acariciei seu rosto com os polegares.

— Não deixarei. — Disse em tom de promessa.

Nós ficamos em silêncio por um momento, apenas nos olhando enquanto trocávamos carícias inocentes. Naquele meio tempo, acabei tendo uma ideia boa demais para ser desperdiçada. Selei nossos lábios longamente antes de perguntar:

— O que acha de tirarmos umas férias?

— Hmmm, acho uma excelente ideia. — Assentiu e beijou o colo dos meus seios por cima da roupa. — Para onde? — Perguntou e me olhou.

— Não faço ideia, mas queria ir para um lugar com calor. — Me sentei em seu colo de frente para ele, abraçando o seu pescoço.

Edward fez uma carícia despretensiosa em minhas coxas enquanto fazia um bico pensativo.

— Minha família tem uma ilha na América do Sul. — Comentou e deu de ombros. — Nós poderíamos ir para lá.

— Uma ilha? — Arregalei os olhos. — Que burguês!

— É herança. Meu avô comprou para a minha avó e hoje é da minha mãe, mas quem mais frequenta o lugar é Alice.

— Legal. É isolada? Ou outras pessoas podem frequentar? — Perguntei, passando a beijar o seu rosto.

— Totalmente privada. — Garantiu, espalmando as mãos na minha bunda. — Só eu e você por dias, sem possibilidade de comunicação.

Não consegui conter a risada, voltando a olhá-lo.

— James vai pirar!

Ele riu e beijou o meu pescoço.

— Podemos ir para o Rio de Janeiro caso queira ter notícias de Tanya e eu da minha família. — Deu de ombros e eu assenti.

— É tentador e me parece que vou querer me isolar com você para sempre lá. — Selei os nossos lábios e mordi o seu inferior.

— Eu não me oporia. — Confessou e roçou os nossos narizes.

— OK, então estamos combinados? — Perguntei, apoiando os braços em seus ombros.

— Uma semana para nos prepararmos?

— Justo. — Assenti. — Agora vem aqui que eu quero te beijar mais um pouco.

Eu o deitei na cama e fiquei por cima, voltando a beijá-lo. Mal poderia esperar para passar o dia todo apenas amando aquele homem sem restrições.

xxx

Apesar de termos nos acertado, não havíamos voltado a transar. Aquele era um assunto delicado ainda entre nós e estávamos sensíveis pelos recentes acontecimentos. Edward e eu decidimos juntos que era melhor que esperássemos assim que estivéssemos à sós.

Edward avisou sua mãe e irmã que iríamos usar a sua ilha. Elas haviam ficado feliz por nós e pedira um jantar assim que voltássemos. Resolvi avisar apenas Tanya sobre onde estaria para que a mulher grávida não ficasse preocupada com o meu sumiço do outro lado do oceano. Eu pouco confiava em James e acreditava que ele podia soltar alguma informação do nosso paradeiro e então nossa paz estaria arruinada. As únicas três mulheres que sabiam sobre onde estaríamos pelas próximas semanas prometeram guardar segredo e nós confiávamos nelas para isso.

A ideia inicial era deixar Sweet em um hotel, mas Esme e Alice insistiram ficar com o animal, e eu agradeci imensamente às duas mulheres por se oferecerem para cuidar do meu bem precioso. Ficava mais tranquila e sabia que ela estaria muito bem cuidada nas mãos delas.

Nós viajamos para o Rio de Janeiro no domingo de noite e chegamos ainda de madrugada. Assim era melhor para que não chamássemos a atenção. Com alguma dificuldade, pegamos uma carona por aplicativo até a marina e de lá um barco até a ilha.

Edward já parecia conhecer o piloto que falava a nossa língua para o meu alívio. Não demoramos a chegar na ilha e eu vi o homem receber uma quantidade de dinheiro generosa de Edward, que agradeceu e pediu que avisássemos caso precisássemos voltar.

— Como vamos avisar? — Perguntei enquanto o ajudava com as malas pelo caminho de pedras que levava a mansão construída em meio ao verde predominante da ilha.

— Aqui tem pouco sinal, mas tem. É só darmos um toque no celular de Gustavo e ele estará aqui.

Quando chegamos na varanda bem mobiliada, o sol começou a nascer e eu parei para olhar por um momento antes de entrar na casa. Os móveis eram modernos, mas a casa tinha um toque rústico. A maior parte era de vidro, mas a estrutura era toda de madeira. Seria maravilhoso acordar com o sol entrando por cada fresta daquela casa.

Senti os braços de Edward envolverem a minha cintura por trás e os seus lábios tocarem a curva do meu pescoço. Fechei os olhos, apenas curtindo a carícia gostosa que sua língua fazia na minha pele.

— Gostou? — Perguntou.

Eu abri os olhos, a cabeça recostada em seu peito, e o encontrei me olhando ansioso. Abri um pequeno sorriso e assenti, me virando para ele e entrelaçando os meus braços em seu pescoço.

— É linda. — Fiquei na ponta dos pés e selei os nossos lábios brevemente. — Quero conhecer todos os cômodos.

Edward abriu um sorriso malicioso e voltou a selar os nossos lábios, mordendo o meu lábio inferior e se afastando apenas para pegar a minha mão.

— Te levarei para conhecer. — Falou e nós fomos ao primeiro cômodo. — Esta é a sala de estar. — Apontou para o cômodo com um sofá e duas poltronas, bem como uma prateleira recheada de livros, que era bem iluminado pela luz do sol que nascia no horizonte. Nós caminhamos para o próximo e paramos em uma cozinha americana. — Esta é a cozinha e a sala de jantar. — A cozinha era moderna e parecia recém abastecida, como Esme disse que pediria para fazerem, enquanto a sala de jantar abrigava uma mesa de madeira. — Nós subimos as escadas e passamos pelo primeiro quarto que dava vista para as árvores dos fundos, com uma enorme cama de casal e um armário no canto. — Um quarto. — Nós continuamos a caminhar e entramos em um banheiro simples. — Banheiro, que é mais utilizado para os quartos que não possuem suíte. — Voltamos a andar pelo corredor e entramos em mais um quarto. — Mais um quarto. — Apontou para dentro, também tendo uma cama de casal, um armário e uma cômoda. — E por último, mas não menos importante, o nosso quarto. — Falou, abrindo a porta e deixando que eu passasse.

A nossa cama também era grande e a vista do quarto dava para o mar. Em volta da cama havia um mosquiteiro e eu acreditava que ali, naquela época do ano, deveria haver muitos insetos, o que nos deixaria protegidos. Também havia um armário no canto, duas cômodas, uma de cada lado da cama, e um banheiro. Caminhei até lá, vendo a banheira que poderia aconchegar nós dois facilmente e não consegui evitar um sorriso.

— E também tem a varanda que cobre todo o exterior da casa no andar debaixo, mas isso você deve ter visto brevemente. — Ele falou, recostado no batente da porta do banheiro. — O que achou?

— Eu adorei! — Abri um enorme sorriso e me aproximei dele. — Nós vamos à praia, certo?

— E à cachoeira. — Pontuou, tocando a minha cintura.

— Cachoeira? — Arregalei os olhos e toquei os seus braços, nunca deixando de sorrir. Ele assentiu. — Isso é demais! Vamos morar aqui para sempre?

Edward gargalhou e eu amei ver o homem tão feliz, ver o quanto eu o fazia feliz.

— Vamos, meu anjo. — Edward aproximou os nossos lábios, iniciando um beijo calmo.

Embrenhei os meus dedos nos seus fios cor de cobre, sentindo o homem colar os nossos corpos, me trazendo para perto de si. Suas mãos seguravam firmemente minha cintura e eu queria mais, queria que seu toque fosse ousado, que ele mostrasse que me desejava. Agora estávamos sozinhos, longe dos nossos problemas, e poderíamos nos acertar de uma vez por todas.

— Me toca. — Pedi, descolando os nossos lábios por breves segundos.

— Bella... — Murmurou, beijando a minha mandíbula. — Tem certeza? Não quer comer primeiro? — Perguntou e me olhou.

Toquei o seu rosto e acariciei com o polegar, olhando fundo em seus olhos antes de responder:

— A única coisa que eu quero é que você me foda em cada canto dessa casa.

A respiração de Edward ficou descompassada e ele me pegou no colo, fazendo com que eu soltasse um grito surpreso e entrelaçasse as pernas à sua volta, fazendo o homem rir.

— Seu desejo é uma ordem. — Falou antes de voltar a me beijar com ferocidade.

Notas finais
Será que eles terão paz? Não esqueça de deixar o seu comentário e até amanhã! ;)