Os dois continuaram andando e quando eles chegaram mais à frente uma bicicleta passou entre eles sem esbarrar nela.

M: viu? Não me acertou. Foi essa a bicicleta de qual falava?

G: mas ela acertava você! – ele a olhou e ela o olhava com vontade de rir. — meu relógio! Meu relógio! Ele parou, veja! – e ele olhou pro relógio. Mandy inclinou a cabeça pra olhar o relógio e ele funcionava perfeitamente.

M: amor, eu disse que não era nada. Eu pedi pra você dormir mais cedo, mas não quis me escutar. Agora fica tendo alucinações. Acho melhor você voltar e ir descansar.

G: não, isso não é uma alucinação. Eu sonhei com tudo isso e está acontecendo. Não acredita em mim né?

M: Gerard! – e ele a encarava. — ta, mas o que tem de mais nisso? Podem ter sido coincidências.

G: é...deve ser.

M: é.

G: Então vamos...eu tenho uma reunião muito importante.

M: ok, então vamos continuar nossa caminhada. – e deu o braço à Gerard e os dois foram andando pro trabalho. No caminho ele pensava em como tinha feito papel de idiota falando aquilo pra Mandy. Tudo não passara de um sonho, nada daquilo foi real.

G: bom, eu tirei copia pra todos das músicas que eu escrevi, eu digitei todas elas e sugeri como devem ficar, está tudo explicado no relatório que eu vou entregar à vocês. Eu pensei em algo como...- e olhou pra trás fixando a porta esperando que Mandy aparecesse naquele momento, como no sonho. – como... – e nada dela aparecer na porta. Ele então chegou na conclusão que tinha tudo mesmo sido uma mera coincidência.

F: Gerard o que foi? – perguntou Frank olhando pra ele assustado assim como todos da sala. Gerard olhou pra eles sem graça e olhou mais uma vez pra porta.

G: Me desculpem. Eu estava só estava checando a...bom, como ia dizendo... – e tirou as copias de dentro da pasta e distribuiu aos outros. -...esses relatórios...

No final da reunião, depois de assinarem os contratos, Gerard guardava suas coisas, quando Frank veio falar com ele.

F: e aí?

G: oi Frank.

F: gostei das suas sugestões.

G: valeu.

F: pra onde vai agora?

G: vou ao colégio que a Mandy dá aula pra falar com ela sobre nossa comemoração. Oito horas estarei aparecendo no bar.

F: ta bom. Mas falando nela...ela esteve aqui hoje.

G: como é que é? a Mandy esteve aqui? Quando? – seu coração disparou a mil por horas nesse momento.

F: ela olhou pelo vidro da porta na hora que você distribuía as folhas pro pessoal, mas saiu rápido.

G: ela esteve aqui...como no sonho... – imediatamente ele olhou pro relógio que estava parado. — Frank, eu tenho que ir...

F: vê se não falta na comemoração. – gritou ele quanto Gerard saia a pressas da sala.

Gerard pegou o primeiro táxi que viu. Esparramou-se no banco traseiro do carro e fechou os olhos e começou a lembrar do sonho. Não podia ser real. Então Mandy iria mesmo morrer naquele dia? Foi tudo um aviso?

T: ei. – Gerard abriu os olhos e lá estava o mesmo taxista do sonho.

G: você... – disse baixinho.

T: o que vai fazer agora?

G: vou à escola que minha namora trabalha. – disse sem tirar os olhos do homem.

T: está me reconhecendo?

G: não. Por que? – perguntou nervoso.

T: você sabe quem eu sou.

G: não. – mentiu.

T: não se faça de idiota. Sabe quem sou eu e sabe o que vai acontecer com a pessoa que você ama.

G: quem é você? e por que está fazendo isso? Por que?

T: essa é a sua chance garoto. A chance de mostrar que a ama de verdade.

G: mas como?

T: a viagem terminou por aqui. – disse parando o táxi. Gerard olhou pela janela do carro e viu a escola que Mandy dava aulas e a viu entrando nela.

G: quanto lhe devo?

T: esquece. Você já me pagou daquela vez.

Gerard saiu do carro e olhou pra ele espantado.

T: não se esqueça do que irá acontecer. Não a deixe partir sem saber que a ama. – e arrancou com o carro.

Gerard correu pra dentro da escola e Mandy conversava com uma mulher no corredor. Ele foi até ela e a beijou deixando a outra mulher sem graça que até saiu de perto.

M: Gerard! o que faz aqui?

G: senti sua falta.

M: eu estive no seu trabalho hoje pra entregar um relatório seu que achei no apartamento, mas quando cheguei lá vi que já tinha uma cópia contigo então nem incomodei vocês.

G: você nunca iria incomodar nada. É a mulher que eu amo, não é incômodo algum pra mim.

M: nossa! Está tão diferente hoje. O que houve?

G: Nós temos que sair daqui.

M: já sei. É de novo aquela historia do sonho...

G: quer te levar à um lugar que sempre quis conhecer.

M: é sério? mas eu tenho uma aula pra dar agora e...

G: esqueça a aula. Venha comigo Mandy.

M: eu não posso...

G: quero te levar ao lugar onde eu cresci. Sei o quanto isso é importante pra você.

M: vai me levar pra onde você nasceu? – disse ficando emocionada. Ele sempre recusara fazer isso e ela sempre teve curiosidade de saber sobre o passado dele e conhecer os sogros.

G: sim.

M: isso é um caso a pensar. – respondeu fascinada.

G: diga que sim Mandy! – suplicou.

Algumas horas depois, os dois estavam descendo do trem na cidade que Gerard nascera.

G: antes de levá-la à minha antiga casa, quero que conheça um lugar.

M: ta. – respondeu contente.