Antes da Névoa
1 Capítulo I - Leo
- Eu não aguento mais! - A frágil e doce moça que adotara Leo exclamou ao guarda do local.
Leo gostara tanto dessa moça que nem se deu o trabalho de saber seu nome, ela trabalhava o dia todo e Leo ficava na escola o dia todo também, a escola era horrível, Leo odiara aquele lugar desde a primeira vez que viu, mas no mínimo ele não era odiado, o humor sempre foi uma saída, até o mais valentão iria gostar da companhia de alguém que o fizesse rir.
Mas essa senhora tinha bons motivos para querer expulsar Leo de sua casa, ele trouxera muitos problemas a ela, como quando ele construia coisas em alguns locais que podiam machucar alguém, trazia advertências para a mulher assinar, mas o último feito de Leo tinha magoado muito a senhora, ele brigara com ela porque ela estava tentando consolar Leo pela morte de sua mãe, ele estava superando, estava quase lá, mas a mulher o lembrou do ocorrido, ele disse poucas e boas para a mulher e então fugiu para a floresta. Sim isso foi um pouco infantil da parte de Leo, como uma criança mimada quando não tem o que quer, mas Leo era muito ressentido com isso. A moça preocupada ligou para a polícia para encontrar Leo, e agora ele estava na delegacia com os policiais e a moça.
- Seu policial, eu não posso mais ficar com esse garoto, por favor faça alguma coisa!
- Senhorita, primeiro precisamos que você abra mão da guarda do garoto e deixe ele com o governo para que possamos tratar dele, se ele é tão problemático como descreve.
Leo não ouvia nem a metade do que eles estavam falando, estava perdido em pensamentos, e se ele visse tia Rosa ou Tía Callida novamente?
- ... me acompanhe, Valdez.
A moça olhou-o com uma cara de desprezo, olhando de cima abaixo e por fim uma lágrima correu seu rosto, como se arrependesse de ter olhado Leo com desprezo.
- Sinto muito Leo, adeus.
Leo não disse nada, ele nem conhecia a mulher direito, ela me adotou por pena, pensou ele. E o guarda o acompanhou até seu carro.
- Uma criança como você deve ir para uma escola de internação. — O policial alegou do banco da frente enquanto Leo estava atrás.
- Hm, para onde você acha que vão me levar? Para uma escola onde os alunos lutem com espadas lasers e...
- Quase isso, mas depois Leo. — O homem sorriu e olhou para trás, por um microssegundo ele ficou com uma cara desleixada com cicatrizes e uma barba que... tinha labaredas? Depois voltou a olhar para o volante.
Não, você está ficando um pouco louco com tudo isso, só são alucinações, disse para si mesmo enquanto o homem estacionava o carro em frente a algum lugar que Leo não queria saber onde era, eles entraram e o homem teve uma conversa séria com algum tipo de secretárias que haviam no local, e então foi passado para uma van com outras crianças 'malvadas' que provavelmente levaria a algum lugar que ele não gostaria.
Ele dormiu no caminho, quando chegaram uma mulher de jaleco escolar e crachá o acordou, Leo saiu e teve um curto tour pelo pequeno espaço no deserto onde seriam as ''atividades para melhorar você!'', então foi dirigido a um local pequeno com uma cantina horrível e uma sala de aula quebrada e desleixada.
- Prontinho! — A mulher que Leo diagnosticou como alegre demais pra cabeça gritou — Agora escolha um lugar e sente, seus amiguinhos já vão chegar para assistir a aula!! — Leo nem teve tempo de perguntar quanto tempo ele teria que esperar e a mulher saiu da sala correndo.
Logo depois de mais ou menos 10 minutos ( sim, aquela professora louca fez ele ter esperar 10 minutos, que para Leo pareceu uma eternidade pelo seu TDAH ) um cara baixinho com boné, calças de caminhada e tênis Nike entrou na sala.
- Bom dia cupcakes! Eu sou o Treinador Hedge e agora teremos uma pequena apresentação de vocês, falem seus nomes e o porque de estarem aqui, tenho certeza que não serão coisas boas seus molengas. — ele se sentou na mesa de professor e apontou para uma garota morena com cabelos repicados e trancinhas, usava roupas discretas, como se quisesse que ninguém a visse — Fale sobre você menina.
- Eu me chamo Piper. Vim aqui por roubar coisas.
Algumas garotas riram e murmuraram coisas do tipo : meio-sangue, garota pobre, cherokee, sem mãe. Piper abaixou a cabeça e Hedge continuou com o próximo.
Um menino que sentava atrás de Piper, com dentes brilhantes e cabelo arrumado como o Super-Homem.
- Eu sou Dylan — ele sorriu maliciosamente — e vim aqui por ser bonito demais.
Fale com o autor