Antes Que Termine O Dia
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Espero que gostem :)
Capiulo anterior:
“Ai! Que droga eu sou muito desastrada”. Rachel gritou se afastando de mim segurando sua mão que havia sido queimada com o babyliss.
“Você... você queimou a mão”. Falei assustada.
“Nossa que poder de observação você tem”. Ela respondeu sem me olhar, indo em direção a cozinha provavelmente para pegar gelo.
Isso não poderia ser verdade, não poderia estar acontecendo tudo outra vez.
==========================
“Quinn o que aconteceu? Eu já queimei a mão varias vezes”. Rachel me perguntou enquanto eu trancava a porta de casa para sairmos.
“Sério?”. Me fiz de inocente.
“Sim, varias vezes”. Me respondeu dando uma risadinha. “O eu pensa que esta fazendo?”. Ela perguntou quando me viu fazendo o caminho contrario do que sempre fazíamos.
“Nós sempre vamos por ai”. Tentei explicar sem parecer louca.
“E você sabe o por quê?”. Perguntou irônica.
“Por quê?”. Perguntei sorrindo inocentemente.
“Porquê é onde você trabalha e onde eu leciono”. Ela me respondeu óbvia.
“Vamos fazer um caminho diferente hoje, vamos dar uma volta e aproveitar a companhia uma da outra”. Eu falei enquanto pegava a sua mão. Eu sabia que era besteira, mas eu faria de tudo para tentar mudar esses acontecimentos.
“Eu achei o caminho melhor e você?”. Perguntei dando risada.
Antes que ela me respondesse eu escutei uma moto buzinar atrás de nós, quando eu olhei vi que a garota da moto estava com copo de café na mão e eu me lembrei que ‘ontem’ haviam jogado isso na Rachel.
“Amor cuidado”. Eu gritei puxando a Rach para longe o mais rápido que consegui da moto, que passou reto por nós duas.
“Será que você poderia me explicar?”. Me perguntou levantando uma sobrancelha, mania que havia pego de mim.
“Eu só achei que você estava muito perto da rua”.
“Hum”. Ela se deu por vencida.
Eu estava começando a parecer uma louca, mas eu queria entender o que estava acontecendo comigo e o motivo de ter aquele sonho ontem a noite. A Rach...
“Olha por onde anda”. Escutei um garoto exclamar atrás de mim. Arregalei os olhos. Não pode ser.
“Mais que ódio”. Rachel disse irritada. Virei para olha-la e a mesma mancha de café que eu havia visto no sonho estava em sua blusa. Eu realmente estou enlouquecendo.
“Não foi um sonho!”. Eu falei assustada.
“O que?”. Ela perguntou confusa enquanto tentava limpar a blusa.
“Tudo isso que aconteceu até agora, tudo mesmo, eu sabia que aconteceria”. Eu estava começando a me desesperar.
“O que você esta dizendo Quinn?”.
“A jaqueta, a queimadura, o café na sua camiseta, eu já tinha visto. Eu sonhei com isso, bom com algumas diferenças, mas quase...”. Eu estava quase chorando de tão desesperada que estava.
“Quinn calma, às vezes nós temos um Déjà vi, se acalma esta tudo bem”. Rachel tentava me acalmar. Mas não estava adiantando.
“Não é um Déjà vi, não é isso. Um Déjà vi é quando você pensa que já aconteceu e não o que vai acontecer, entendeu”. Eu estava surtando.
“Tudo bem, se acalma e me fala o que você sonhou e te deixou tão apavorada”. Rachel falou me lançando um olhar reconfortador.
“Foi... foi terrível”. Eu nunca conseguiria falar em voz alta o final do meu sonho, só de pensar já doía.
“Ok, olha vamos pensar direito nisso tudo. Em seu sonho ou visão ou seja la o que for, o que acontece agora?”. Ela não estava acreditando muito em mim, mas mesmo assim estava me acalmar. Eu pensei um pouco tentando me lembrar exatamente o que acontecia depois disso.
“Você vai pra casa para lavar a camiseta e eu vou para a minha reunião”. Falei depois de um tempo.
“Isso é terrível”. Falou um pouco irônica.
“No caminho da minha reunião, eu vou quebrar o meu relógio”. Completei.
“Tudo bem, eu já sei o que iremos fazer. Nós vamos juntas ate o escritório e se o seu relógio quebrar no caminho, nós vamos saber que tem alguma coisa errada e nós decidimos o que faremos”. Rachel falou enquanto me puxava pela mão e me obrigava a andar.
“Tudo bem”. Eu parecia uma retardada balançando a cabeça para cima e para baixo repetidas vezes.
...
Durante toda a caminhada até o meu trabalho a Rachel tentava me distrair com qualquer coisa possível, falando sobre o trabalho dela com as crianças e pela primeira vez eu me divertia com suas histórias loucas com os cabeçudinhos.
“Estamos quase chegando”. Rach me tirou dos meus devaneios.
“Eu gosto de ficar de mãos dadas com você”. Falei distraidamente, suas mãos eram pequenas e muito macias, era gostoso segura-las.
“Eu também gosto”. Ela me respondeu.
“Que horas são?”. Ela me perguntou depreende, eu desviei os olhos. “Me desculpa, nada de falar sobre relógios”. Ela falou sorrindo e foi impossível não retribuir.
Lentamente abaixei meus olhos até o pulso que estava o relógio, meu coração estava muito acelerado. Meu olhos caíram neles e eu vi... ele ainda estava inteiro e funcionando. Sorri aliviada. 9h25.
“Ele esta inteiro”. Sussurrei para a Rachel.
“Você só esta nervosa”.
“Você tem razão, tem toda a razão”. Tentei convencer a mim mesma com essa palavras.
“Esta tudo bem então?”.
“Estou bem sim”. Respondi sorrindo.
“Você esta pronta para reunião?”.
“Estou”. Falei confiante.
“Ótimo, então, boa sorte... Não que você precise, porque vai dar tudo certo”. Rachel é o meu porto seguro e se ela falou que ira dar tudo certo é porque vai. Eu sorri e lhe dei um selinho demorado e carinhoso.
“Te vejo a noite na audição?”. Me perguntou esperançosa.
“Eu estarei lá”. Falei lhe dando mais um beijo, ela sorriu satisfeita e foi embora, enquanto eu entrava na empresa e ia em direção a Santana.
...
“Por favor, liga para o Tantra e muda a reserva para as nove e compra alguma coisa pra...”. Ela não me deixou terminar. Ela nunca deixa.
“Para a audição de formatura da Rachel”. Ela completou minha fala. “Você se esqueceu e eu te lembrei duas vezes”. Falou convencida.
“Eu não sei se eu esqueci, quer dizer, eu me esqueci ontem, mas não sei se esqueci hoje”. Eu ainda estava muito confusa. Eu precisava ter certeza de alguma forma.
“Você usou essa roupa ontem?”.
“É bem provável, com o que eu ganho não da para variar muito”. Eu odiava esse lado sarcástico que ela tinha.
“Posso fazer uma pergunta?”.
“Se você precisa”.
“Alguma vez já sonhou e no dia seguinte tudo te parecia familiar? Como se você ainda estivesse no sonho?”. Santana me olhava como se eu fosse louca.
“Sim, é claro. Ontem mesmo eu sonhei que você iria me incomodar muito essa manhã. E aqui estamos nós”. Por que eu ainda tentava conversar com ela?
“Sem brincadeira, eu estou falando sério”.
“Sem brincadeira?”. Ela falou surpresa.
“Sim”. Falei abaixando a cabeça.
“Quinn, eu acho que os sonhos são muito importantes, temos que prestar atenção neles”. Santana falou.
“Você acha mesmo?”.
“Acho”. Falou sorrindo em minha direção. “E também acho que você deve ir a reunião ou vai ser demitida e se isso acontecer eu vou parar na rua por sua culpa”.
É Santana boazinha e compreensiva tinha ido embora. Pensei sorrindo enquanto ia em direção à sala de reuniões.
Notas finais
Bjos
Fale com o autor