Antes Que Termine O Dia
5 Capítulo 5
Notas iniciais
desculpa a demora, é que a partir desse capitulo, eu nao tenho nenhum capitulo pronto, então, vai demorar mais para postar :(
(No hospital)
Eu corria desesperada pelo hospital, empurrando qualquer um que se atrevesse a tentar me segurar. Parei em frente à porta onde a minha Rach estava, eu não conseguia parar de chorar. Olhei pela janelinha que havia na porta e vi seu corpo pequeno e delicado banhado em sangue, vários médicos a sua volta tentando mantê-la viva.
Rach, talvez sentindo meu desespero, me olhou e forçou o canto dos lábios para cima em um sorriso dolorido, mas mesmo assim lindo. Sorri em retribuição, Eu te amo mexi a boca de uma forma que ela entendesse, mas ela não conseguiu retribuir, pois seus olhos se fecharam lentamente e um maldito bip me informou que naquele corpo frágil e delicado que estava do outro lado da porta, já não havia mais vida.
Gritei desesperada, me apoiando sobre aquela porta que me separava da minha Rach. Gritei o mais alto que pude, pedia para que ela voltasse a abrir seus lindos olhos, que ela voltasse para mim, pedia para que ela nunca me deixasse. Tudo doía, meu coração, meu corpo, minha alma.
Senti alguém me segurar, me tirando daquele lugar. Eu não tinha mais forçar para tentar lutar contra, então, apenas me deixei ser levada até uma sala. Eu não conseguia raciocinar direito, a única coisa que eu conseguia pensar era sobre os últimos acontecimentos.
Eu sentia meu peito sendo apertado por uma força muito forte, parecia que eu havia levado um soco no estômago. Meu corpo se esqueceu de como se respira relembrando àquela cena. Com dificuldade, tentei acalmar a minha respiração e o meu coração, se é que eu ainda tinha um.
Pov. Mercedes:
Eu não conseguia acreditar que isso estava acontecendo, ela não poderia estar morta.
Eu andava apressadamente pelos corredores do hospital, tentando encontrar a sala 202. A cena que eu vi naquela sala vez o meu coração se comprimir ainda mais. Ela estava sentava sentada em cima da cama, abraçada aos joelhos e chorando desesperadamente.
“Eu sinto muito”. Foi a única coisa que eu consegui falar, sem que me entregasse as lagrimas novamente.
“Eu queria ficar com ela, eu queria muito”. Quando Quinn disse isso eu não aguentei e comecei a chorar junto com ela. Sua dor era visível e a única coisa que eu consegui fazer foi abraça-la forte e deixar que ela colocasse para fora tudo o que estava preso. “Como isso aconteceu? Por que ela morreu?”. Ela me fazia perguntas que eu não sabia responder.
Quando eu consegui acalma-la um pouco, eu a levei para casa. Perguntei se ela queria que eu ficasse, mas Quinn me respondeu que queria ficar sozinha. Doía muito vê-la nesse estado, mas a única coisa que eu pude fazer foi atender o seu pedido.
`Pov. Quinn:
Deitei em nossa cama e apertei o seu travesseiro em meu rosto reprimindo meus soluços, abracei-o ainda mais forte sentindo o seu cheiro impregnado no tecido. Olhei para o lado e vi seu caderno de anotações musicais que estava em cima da cama ao lado do seu violino e peguei-o. Deslizei meus dedos em sua capa sentindo sua textura antes de abri-lo em uma página qualquer. Nele havia varias anotações, letras e cifras de musicas, mas no final do caderno tinha uma folha quase em branco com apenas os seguintes dizeres:
Compus essa canção sobre a Quinn e eu.
Quero entregar a ela antes de ir, mas tenho receio de assusta-la, então, comprei a jaqueta.
Dizem que um dos dois sempre ama mais...
...Meu Deus quem dera que não fosse eu.
Ler isso me quebrou ainda mais, eu amava Rachel com todas as minhas forças, mas nunca demonstrei. Sempre me focei no trabalho quando deveria ter me focado nela, somente nela. Virei de pagina e vi uma folha toda cifrada. A nossa musica, pensei dando um sorriso triste.
Abracei aquele caderno como se precisasse dele para sobreviver e me deixei levar pelas lagrimas.
Se eu tivesse somente uma única chance, iria fazer tudo diferente, iria dizer o quanto eu te amo a cada cinco minutos. Perdoe-me Rachel por não te amar como você merecia.
Esses foram meus últimos pensamentos entes de me deixar me levar pelo cansaço e adormecer.
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