Antes Que O Dia Termine
3 Capítulo 3
Notas iniciais
1 – Pular de paraquedas
2 – Dançar por uma noite inteira sem que esteja tocando músicas
3 – Ir para uma cachoeira com a Mary
4 – Morrer dormindo
5 – Adotar os cinco cachorros de rua que ver pela frente
6 – Tatuar “Stay Strong” nos pulsos
7 – Namorar com Marilyn Morris mesmo que por pouco tempo
8 – Fazer uma cápsula do tempo
9 – Tomar um Milk shake de 5 litros
10 – Que todos os pedidos que estão aqui se realizem.
Quando eu terminei de ler, eu comecei a chorar. O número 7 era lindo. Porém, eu não sabia se iria ser realidade. Eu adorava o fato dele ter sonhos que talvez não fosse realidade. Eu terminei de ler, coloquei o caderno na cama. E pensei, percebi que era à hora certa de contar sobre mim.
– Richard, eu prefiro falar algo sério.
– Diga, Mary.
– Eu preciso te contar sobre o meu passado.
– Conte – me.
– Bem, eu tinha pai, mãe e uma irmã. Minha mãe se chamava Savannah Morris. Ela tinha 40 anos. Meu pai, Christian. Separou-se dela ao saber que ela estava grávida. Minha irmã não sabia. Mas, quando descobriu entrou em depressão. Por que todas as vezes que ele a via, ele a tratava com muito amor. Ela não aguentou a depressão e se matou. E aí eu fui ao enterro dela. Um mês depois, eu fui a outro enterro. Porém, agora era da minha mãe. Ela se atirou na frente de um trem, ela entrou em depressão pela Mell ter se matado. Meu pai nem se importou comigo. Minha avó me pegou por que eu não teria lugar para ir. E esse é o meu passado. Não é nada que eu me orgulhe, faço questão de esquecer e eu vim para Blagnac por que eu sabia que se ficasse em Washington, o próximo enterro que haveria seria o meu. – Eu parei de falar, pois estava chorando muito e não saia mais nenhuma palavra da minha boca.
– Você leu o desejo número 7?
– Li sim e achei muito lindo.
Richard levantou da cama e ficou de joelhos, aos meus pés e disse:
– Mary, eu não tenho um anel precioso ou algum colar que faça você se lembrar de mim. Mas, eu tenho certeza que você nunca se esquecerá deste momento. Você quer namorar comigo?
Nesse momento, eu comecei a chorar muito mais. Eu o abracei com tanta força que acho que ele até parou de respirar por uns minutos. Quando o soltei, ele disse:
– Isso é um sim?
– Não...
Ele ficou com uma cara meio triste e abaixou a cabeça. E eu continuei a falar:
– This is a BIG YES (isso é um grande sim)
Ele se levantou como um animal e me abraçou tão forte que foi eu que parei de respirar. Mas, eu fiquei bem. Eu estava muito feliz. Ele me soltou alguns instantes depois. Pegou o caderno e a caneta e colocou ao lado do número 7 “realizado”
Eu acho... Quer dizer, eu não acho. Eu tenho certeza que esse foi o segundo melhor momento da minha vida, por que é claro... O primeiro foi quando eu o conheci.
Nós fomos para a cozinha onde a mãe dele estava fazendo a janta. E ele começou:
– Mãe, temos algo muito sério para te contar.
Ela levou um susto e gritou:
– NÃO ME DIGA QUE ELA ESTÁ GRÁVIDA, POR FAVOR!
Nós rimos, foi uma risada gostosa de dar. E ele continuou:
– Não, mamãe. Eu a pedi em namoro e ela aceitou.
A Safira, minha finada sogra, começou a chorar e veio me abraçar.
– Eu sempre soube que isso aconteceria, este é o caso mais lindo do mundo. Cuide bem do meu filho, o faça ser feliz pelo menos no fim da vida dele.
A janta tinha ficado pronta e jantamos lá, fizemos um brinde e após a janta.
Richard começou a passar muito mal e desmaiou.
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