Notas iniciais
Ai gente, eu to um bagaço esses dias, então desculpem a demora. Curtam o capítulo ok?

Puck P.O.V


_ Foi mais fácil do que eu pensei. – disse Quinn, assim que entramos no apartamento. Ela jogou a bolsa no sofá e tirou a sandália, se jogando sobre o pufe – Mas esse salto não foi feito para brincar com crianças.

_ Só não estamos acostumados. – observei, sentando ao seu lado – Logo pegamos o jeito.

_ Você viu ela brincando comigo? – perguntou minha noiva, os olhos brilhando.

_ Vi... Vocês ficam parecendo mãe e filha juntas. – garanti, deitando ao seu lado – Logo, podemos chamá-la para ser a daminha do nosso casamento. O que você acha?

_ Maravilhoso. – disse ela animada. Ela se levantou correndo e eu me sentei, a encarando sumir pelo corredor. Quando voltou, estavam apenas de lingerie – Sabe Noah, eu tenho que te agradecer.

_ Pelo que minha loira gostosa? – perguntei, enquanto ela sentava no meu colo.

_ Por ter esquecido a camisinha, por ter me dado uma filha tão linda, por me amar, por estar comigo... – enumerou ela – São tantas coisas.

_ Achei que você tivesse odiado engravidar cedo e sair das cherrios. – provoquei e ela riu.

_ Sabe... Meus tempos nas cherrios me deixaram bem... Flexível. – e mordeu o lábio inferior. Ai loirinha, assim você me mata.

Na manhã seguinte, atravessamos a cidade novamente para levar Beth comprar sua tão preciosa boneca. Chegando a porta do apartamento, ela já abriu a porta.

_ Eu vi vocês pelo olho mágico. – disse ela, colocando o casaco e nos fazendo rir. Shelby apareceu de avental da cozinha e ria também.

_ Ela está a quase meia hora ai esperando vocês. – contou a mais velha, enquanto nos entregava a mochila dela – Bom, eu vou assistir o ensaio da Rachel hoje. Se importam de ficar com ela até umas 18h?

_ Claro que não. – disse Quinn, parecendo surpresa e Shelby sorriu.

_ Amorzinho, mamãe vai ver o ensaio da Rachel hoje e passa te pegar mais tarde... Você se comporta? – perguntou para a pequena que confirmou.

_ Posso levar minha casinha? Ai a Quinn me ajuda com ela. – pediu e Shelby deu uma ideia.

_ Que tal você deixar aquela casinha no apartamento deles? Assim toda vez que for lá, tem algo para brincar.

Ela adorou a ideia e logo já havia corrido buscar o brinquedo. Eu e Quinn, por outro lado, encarávamos Shelby surpresos. Aquilo era, definitivamente, muito mais do que esperávamos.

Ela apenas sorria para nós e quando nossa filha apareceu, nos deu alguns avisos sobre o que ela podia ou não comer, como por exemplo, amendoins.

_ Algum de vocês tem alergia a amendoim? – perguntou ela quando já estávamos no carro, ela atrás, eu e Quinn na frente.

_ Minha mãe. – disse minha noiva, olhando-a pelo retrovisor – E eu tenho a frutos do mar.

_ Uma vez eu comi camarão e me deu diarréia. – contou Beth, parecendo entretida com os botões do carro.

_ Então vamos evitar comer criaturas marinhas hoje. – disse a ela – Bom... Primeira parada: loja de brinquedos.

Sabíamos os riscos de ir com uma criança de seis anos a uma loja de brinquedos, ainda mais sendo eu um cantor conhecido e Quinn uma modelo relativamente propagada, então decidimos por uma pequena, perto de nosso apartamento.

Foi um tiro certeiro, pois Beth adorou-a. Além da Barbie, quis ainda um cachorro de pelúcia, um quebra cabeças das princesas e uma barraca da Dora, A Aventureira. Nem sabia que ela ainda existia.

Pagamos tudo e fomos para casa, onde Quinn logo se pôs a fazer o almoço. Nesse meio tempo, levei Beth conhecer o lugar.

_ E esse é o quarto de hospedes, onde você pode dormir, quando quiser. – disse-lhe, mostrando o aposento. Era todo em cores pastéis, ideia de Quinn.

Minha filha caminhou, observando todas as paredes e moveis e logo quis buscar seus brinquedos para por ali. Enquanto ralávamos com aquela barraca, nada infantil, da Dora, Quinn entrou trazendo a bandeja de lasanha e pratos e copos de plástico.

Sentamo-nos ali mesmo para comer e Beth repetiu três vezes, mostrando o estomago Puckerman dela. Depois, comemos uma grande taça de sorvetes juntos, dessa vez os três tentando decifrar a louca barraca.

Quando acabamos, ela fez um bico.

_ Queria que tivesse escuro, para acampar.

_ Seu desejo é uma ordem. – disse minha noiva, apertando um botão do interruptor. A janela começou a se fechar e logo, o quarto ficou um breu, assustando a pequena – Já volto.

Beth ficou agarrada em mim até Quinn voltar, trazendo consigo uma luminária de estrelas. Ela ligou ao lado da barraca e logo, todo o quarto estava cheios de estrelas brilhantes.

Nossa filha sorriu maravilhada, entrando na barraca.

_ Mãe, pai... Vem. – chamou ela lá de dentro e nós dois paramos estáticos. Ela havia mesmo dito aquilo – O que foi? – perguntou pondo a cabeçinha para fora.

_ Nada, é só que... Do que você nos chamou? – perguntei e ela revirou os olhinhos.

_ Mãe e pai. Vocês disseram que podia. – disse ela como se fosse obvio.

_ Claro que pode. – garantiu Quinn.

_ Então venham. – chamou ela, voltando para dentro – É lindo.

Nos arrastamos, deitando ao seu lado. De lá, víamos os desenhos no teto da barraca e os atravessando, as estrelas brilhando no teto do quarto. Logo, Beth arrastou sua cabeçinha para meu peito e eu abracei Quinn pelo outro lado.

Não demorou mais que alguns instantes para as duas estarem em sono alto e eu, lógico, decidir acompanhá-las.


Notas finais
Espero que tenham gostado, até domingo ;@