Notas iniciais
Demorei um pouco para postar mas postei kk desculpem leitoras =[. Mas enfim espero que gostem do capítulo e continuem acompanhando por que no próximo tem revelações.

De repente estávamos todos na enfermaria da escola, eu tinha uns arranhões e estava dolorido, tudo por causa daquele idiota metido a macho, que aliás não estava muito melhor que eu. Frank tinha um olho roxo e saia um pouco de sangue do seu lábio, além de pequenos cortes no rosto. Assim que o olhei senti uma imensa culpa por não ter feito nada pra defendê-lo. E daí voltei a lembrar da briga toda.

Tudo começou quando aquele nerd mandou o baixinho invocado calar a boca, daí ele partiu pra cima do menino que a essa altura deve estar com certos hematomas por toda parte. Mas aí piorou tudo, porque com a confusão até os valentões da sala entraram no meio. E eu também. Na tenta vida de defender Frank, acabei apanhando junto. E pra terminar daqui a pouco a diretora quer nos ver. Ótimo, pode ficar pior?

– Pronto meninos, vocês vão ficar bem. — disse a enfermeira, que era bem jovem por sinal, baixinha e tinha cabelos negros curtos. Estava terminando de fazer um curativo em Frank, ao qual ela tratou com maior carinho e atenção desde que chegamos. E admito que senti um pouco de ciúmes.

– Obrigado por cuidar disso. — Frank sorria daquele jeito infantil para a menina.

Ok, eu estava ficando mesmo com muito ciúmes.

– Temos que ir falar com a diretora ainda, vamos encrenqueiro. — eu disse tentando acabar com aquela ceninha, Frank me olhou e só murmurou algo como um “claro’’.

Parei na frente da porta onde visivelmente se lia “Diretoria’’. Respirei fundo, e bati. Pouco depois uma senhora de mais ou menos 60 anos surgiu na nossa frente.

– Estava esperando vocês, rapazes. — ela falou sendo simpática, ou pelo menos tentando ser.

Ela abriu mais a porta e fez um gesto mandando que entrássemos. Ficamos os dois parados em frente à mesa na qual a senhora Roses se sentou, sem dizer nada.

– Gerard Arthur Way e Frank Anthony Thomas Iero Jr.

Que nome grande — pensei. Não combina muito com Frank. Um nome grande em um ser tão pequeno. Segurei o riso.

– Sabem que o que fizeram é muito grave — a senhora Roses prosseguiu, levantando-se da cadeira e colocando os óculos.

– Pela história que ouvi, soube que os rapazes começaram uma briga na sala de aula, com o senhor William, — ela olhou para um pedaço de papel na sua mão — William Jones... Isto é verdade?

– Sim, mas foi porque ele mandou meu amigo calar a boca. — Me adiantei e disse isso antes que Frank falasse qualquer coisa. Eu sabia que se ele começasse a falar ia só dificultar tudo. Mas ele pareceu entender o recado e só assentiu com a cabeça.

– Não é o que dizem os outros alunos. Os colegas de vocês apenas disseram que o mocinho aqui começou simplesmente a bater no outro menino. E que você ajudou, senhor Gerard.

Filhos da puta — pensei.

– Não é verdade isso, e também fomos agredidos, olhe só para o nosso estado! — Frank não conseguiu se conter dessa vez. Mas eu o deixei, afinal eu não tinha resposta melhor para dar.

– E quem vez isso com vocês? — Roses voltou a nos encarar. Eu arregalei os olhos.

– Não vimos direito, tinha muita gente lá. Não sabemos quem foi. — assim que disse isso Frank me olhou com uma cara de “O que você está fazendo mano? Porra, você sabe quem foi, entregue logo eles”. Mas eu não podia, e sabia o que estava fazendo. Estava salvando nossa vida. Se eu falasse pelo menos um nome apanharíamos pelo resto do ano escolar.

– Bom, se não sabem... É uma pena. Não poderei punir ninguém. — quando ela disse isso senti um alívio. Mas este por sua vez, durou pouco.

– Ninguém, além de vocês dois, é claro.

Maldição, velha filha da puta, eu apanho e ela fode com a minha vida, vá pro inferno.

– Pedirão desculpas ao William... Vocês dois. — ela me olhou séria.

– E ficarão depois das aulas ajudando os alunos menores com as decorações dos murais de escola. Até semana que vem. Ligarei ainda hoje para seus pais avisando do ocorrido.

Aquilo era um pesadelo. Pedir desculpa ao nerd trouxa, depois ter que ajudar os pirralhos a decorar meia dúzia de murais da escola, e ainda por cima iam ligar para meus pais, essa era a pior parte. Eu estava fodido. Frank devia estar pensando o mesmo. Antes que protestássemos Roses voltou a sentar em sua cadeira remexendo em uns papéis. Nosso histórico escolar, acredito eu.

– E agora podem ir para casa. Só apareçam nessa escola na segunda-feira. Eu baixei a cabeça. Não podia acreditar que aquilo estava acontecendo. Logo na primeira semana de aula. Frank foi o primeiro a caminhar em direção a porta. Eu o segui. Fomos buscar nossas coisas na sala. Assim que entramos pude ver os olhares de todos nos seguiam. Alguns perguntavam o que havia acontecido. Mas eu entrei calado, e saí calado. Não devia nenhuma explicação para aquela gente.

Já estávamos quase no portão da escola quando Frank resolveu falar.

– Gerard, estou ferrado.

– Eu também estou cara.

– Eu não sei o que vou fazer quando meu pai souber. Vai ser horrível. Estou desesperado. De verdade.

E ele realmente parecia aflito. Mas tinha algo estranho no ar. Eu não sabia o que. Afinal como alguém pode ter tanto medo do pai? E onde estava a mãe dele? Acho que era hora de fazer algumas perguntas. Comecei pela mais óbvia e fácil de ser rspondida, pelo menos eu achava isso.

– Por que tanto medo assim? — vi a expressão dele ficar ainda mais preocupada.

– Eu... Eu não posso falar nada. Vou dar uma volta por aí Gee, amanhã nos encontramos.

– Mas amanhã é sábado, não tem escola... — falei desanimado.

– Você disse que iria na minha casa amanhã, não se lembra mais? — ele parecia triste ou talvez decepcionado com meu esquecimento.

– Aconteceu muita coisa hoje, acabei esquecendo. Mas estarei lá, às 15! — falei tentando animá-lo.

– Pode ser, a essa hora meu pai já saiu de casa. Isso se eu estiver vivo amanhã né.

O olhei confuso.

– Tenho que ir. Até amanhã.

E ele se afastou de mim rapidamente. Fiquei parado na frente da escola como uma babaca, sem saber se ia atrás dele ou não. E se fosse, o que eu diria? Não sabia de mais nada, só tinha uma única certeza. Frank escondia algo.


Notas finais
O que será que o Frank esconde hein? e o que será que vai rolar nesse ''encontro''? O próximo caítulo vai ser um dos melhores. Não percam! :3