–Vamos Harry! Você consegue!_Insisti tentando motiva-lo.

–Certo...-Ele respirou fundo e se concentrou.- Apatia, e nenhuma má intenção, um pouco de orgulho direcionado a mim.-Estamos treinando a empatia dele, dom de perceber, ler e decifrar sentimentos e intenções de outras pessoas,através de suas auras, ele acabou de ler a do meu pai. Eu posso ver auras, camadas coloridas que cobrem as pessoas e outros seres, as quais revelam as características mais sombrias e escondidas de uma pessoa. Harry pode senti-las.

Nós temos um dom em comum, a capacidade de alterar a cor de nossos olhos , pele e cabelos quando queremos ou temos sentimentos e sensações muito extremas.

–Crianças, temos que ir...As compras não se fazem sozinhas.-Meu pai nos chamoou, sorrindo para nós.

–Livros!-Temos mais esse Hobby em comum, lemos tudo o que temos ao nosso alcance e agora, indo para uma escola onde não sabemos de nada, só queremos chafurdar em todo conhecimento possível.

A viagem para Londres foi alvoroçada. Harry e eu não poderíamos ficar quietos, só imaginando o tipo de coisas que iríamos aprender.

–Harry...-Meu pai chamou.-Você disse que seus pais morreram, talvez você devesse pedir no banco por seu testamento...-Ele explicou tentando não dar ênfase para a morte dos pais de Harry.

–Claro Sr. Benedetti.-Ele já nem dá bola para a morte deles, nunca soube como morreram e parecia inútil amar alguém que nem conheceu.

–Harry você sabe que pode me chamar de Mathias ou simplesmente de pai como Chris.-Somos irmãos em tudo, menos no sangue.

Chegamos a Londres e rapidamente fomos para o Caldeirão Furado.

O lugar estava lotado, pessoas passando de lá pra cá, conversando, rindo ou bebendo.

Nos dirigimos ao Barman que secava um copo enquanto observava a multidão.

–Com licença...-Meu pai falou.-Poderia nos mostrar a entrada para o Beco Diagonal?-

O homem nos deu um brilho de reconhecimento antes de nos guiar para a porta dos fundos.

Parecia uma saleta estreita com um grande muro de tijolos.

–Lembrem-se da combinação.-Ele tirou uma varinha do bolso e apontou para um tijolo bem acima das latas de lixo.-Três para cima e dois para o lado.-Ele bateu na parede três vezes com a ponta da varinha. E o tijolo que tocou estremeceu, torceu-se alargando cada vez mais. Um segundo depois nos vimos diante de um arco bastante grande, um arco que se abria para uma rua de pedras irregulares, serpenteava e desaparecia de vista.

–Bem-vindos- Disse o Barman -Ao Beco Diagonal. -

Seguimos pela rua sem dar muita atenção para as pessoas em volta, fomos em direção a um edifício muito branco que se erguia acima das lojinhas.Parado diante das portas de bronze polido, usando um uniforme vermelho e dourado, havia.

–Um Goblin!-Eu e Harry suspiramos de emoção, ao mesmo tempo. Paramos em frente a criatura e nos curvamos respeitosamente.Lembro-me de ter lido que eles tratam com respeito aqueles que com respeito lhes tratam.Ele era uma cabeça mais baixo do que Harry.Tinha uma cara escura e inteligente.Ele pareceu surpreso com nosso cumprimento,mas logo sorriu minimamente e cumprimentou de volta falando algo que não entendi muito bem, mas sabia que era um tipo de cumprimento. Eu e Harry nos olhamos antes de tentativamente repetir o que ele disse. Isso o surpreendeu mais ainda, mas logo riu e acenou para passarmos.

Papai parecia divertido vendo nós tentarmos nos relacionar com o goblin.

Em seguida nos deparamos com um segundo par de portas, dessa vez de prata, onde havia gravado o seguinte:


Entrem, estranhos, mas prestem atenção


Ao que espera o pecado da ambição,

Porque os que tiram o que não ganharam

Terão é que pagar muito caro,

Assim, se procuram sob o nosso chão

Um tesouro que nunca enterraram,

Ladrão, você foi avisado, cuidado,

Pois vai encontrar mais do que procurou.


Dois goblins se curvaram quando passamos, novamente nós tentamos dar nossos cumprimentos, provavelmente nossa pronuncia foi muito melhor do que da primeira vez, e isso surpreendeu mais ainda os guardas.


Passamos pelas portas de prata e desembocamos em um grande saguão de mármore.Havia mais de cem goblins, sentados em banquinhos altos atrás de um longo balcão, escrevendo em grandes livros-caixas, pesando moedas em balanças de latão, examinado pedras preciosas com óculos de joalheiro. Havia ao redor do saguão portas demais para contar e outros tantos goblins acompanhavam as pessoas que entravam e saiam por elas. Fomos direto ao balcão.

–Em que posso ajuda-los?-O goblin perguntou.

–Gostaríamos de ver as informações do cofre de minha filha e do amigo dela...-Meu pai foi bem direto.

–Sua filha é...?-O goblin perguntou.

–Christ Benedetti, minha mãe disse que deixou um cofre...-Falei entregando a chave. Os olhos do goblin brilharam em reconhecimento.

–E seu amigo...?-Ele perguntou.

–Meu nome é Harry Potter, foi dito que meus pais deixaram um cofre e eu gostaria de pedir pelo testamento deles, se não for muito incomodo...-Harry pareceu inseguro.

–Claro, Sr. Potter.Não será um incomodo. Griphook!- Griphook era outro goblin que se apresentou ao ser chamado.- Leve o Sr.Potter e a Srta.Benedetti para o gerente de contas, isso vai demorar.

Griphook nos guiou para uma das portas, que dava para um escritório bastante grande.Um goblin já nos esperava sentado em frente a escrivaninha.

–Bem, Sr.Potter, Srta.Benedetti.Bem-vindos, sou Ragnok o gerente de contas geral.- Ele parecia bastante amigável. -Com qual dos dois deveríamos começar?- Olhei para Harry e cutuquei-o, Ragnok entendeu rapidamente quem atender.

–Sr.Potter em que posso ajudá-lo?-

_Eu gostaria de ver o testamento de meus pais e as informações disponíveis de meu cofre... _ Ele pediu educadamente.

Ragnok assentiu, abrindo um grande livro de registros.

–Aqui diz que o testamento nunca foi aberto após ter sido selado, quase um mês antes de suas mortes.- Ele abriu uma gaveta da mesa e após alguns segundos tirou um rolo de pergaminho em perfeito estado, ainda com o selo de cera. Harry hesitou antes de acenar para Ragnok abrir o selo e ler o conteúdo para nós.


Eu, James Charlus Potter, escrevo esse testamento em minhas melhores faculdades mentais e anulo todo e qualquer testamento escrito antes deste.


Em caso de minha morte, meu filho, Hadrian Jameson Potter, será nomeado herdeiro e chefe da Família Potter assim que fizer 11.

No caso de morte de minha esposa, a tutela de meu filho deve ser passada para as seguintes pessoas, nessa ordem no caso de falta de recursos ou invalidação:


Sirius Black – Padrinho Severus Snape – amigo da família


Alice Longbottom – Madrinha Amélia Bones – Amiga da família


Se nenhum desses estiver em condições de assumir a responsabilidade, Harry deve ser posto em um orfanato.


Sob nenhuma circunstância ele dever ser posto sob a tutela da irmã de minha esposa, Petúnia Evans e sua família.

Ao atingir a idade de 11, Harry será emancipado de qualquer guardião e assumir independência.


Ass. James Charlus Potter e Lilly Potter – nee Evans.


1ªtestemunha – Severus Tobias Snape

2ªtestemunha – Amélia Bones

3ªtestemunha – Sirius Orion Black


–Eu não acredito!- Gritei alarmada. -O testamento de seus pais foi completamente ignorado.- Ragnok parecia confuso então expliquei. -Harry esta sob a guarda de Petúnia Dursley – nee Evans desde 31 de outubro de 1981.-


A realização pareceu bater forte demais no goblin, ele estava lívido falando em uma língua que eu não compreendia, mas soava como pragas e palavrões.

–Serei breve em explicar nesse momento, teremos de nos reunir em outro momento para aprofundar as explicações.Você é chefe da Casa Antiga e Nobre Potter e nomeado como herdeiro da Casa Arcaica e Real de Peverell, após o duque morrer a três anos. Você tem acesso total a todos os cofres e seus respectivos títulos. -O goblin falava enquanto folhava outro livro de registros, em que após um momento tirou um pergaminho relativamente longo entregando-o para Harry.

Eu lia o papel sobre o ombro de meu amigo.

Hadrian Jameson Potter-Black
Pai: James Charlus Potter
Mãe: Lily Marie Evans, anteriormente Liliane Esther Bloodmoon

Padrinho (s): Sirius Orion Black, Remus John Lupin
madrinha (s): Alice Longbottom, Andrômeda Tonks

Herdeiro:
Potter
Black
Bloodmoon
Gryffindor
Peverell

Vaults:
Potter — 6
total de 10.000.000 galeões, sem contar com foices, Knuts e artefatos
Black — 5
de um total de 11.000.000 galeões, sem contar foices, Knuts e artefato
Bloodmoon — 3
de um total de 50.000.000 galeões, sem contar com foices, Knuts e artefatos
Gryffindor — 10
total de 100.000.000 galeões, sem contar com foices, Knuts e artefatos
Perevell — 2
total de 999..000.000 galeões, sem contar com foices, Knuts e artefatos.

Propriedades:
Potter — 3: casa de campo, ocos de Godric, Manor, Oxford; Cabin, Fort William
Black — 2: Manor, Londres, cottage, França
Bloodmoon — 1: Floresta Negra, Alemanha
Gryffindor — 3: ¼ castelo de Hogwarts, na Escócia; senhoriais, Dublin, cottage, Espanha
Perevell — 1: Solar, York

Ações:

51% do Profeta Diário

50% do Pasquim

100% da Escavadoras Grunnings

25% da Madame Malkins Robes para todas as ocasiões


Ofego levemente. -Isso parece muito dinheiro...- Comento olhando para aqueles números.


–Duque Peverell é o bruxo mais rico de toda a Grã-Bretanha.- Ragnok sorria presunçoso.

–Srta.Benedetti sua chave por favor...- Ele estendeu a mão fina. Após verificar a chave novamente ele procurou em seu registro.

–Sua mãe, Cassiopéia Black, deixou o suficiente para todos os sete anos de Hogwarts e uma casa para você e seu pai- Olhei para Harry que encolheu os ombros para mim sorrindo.

–Podemos buscar nosso dinheiro?- Pergunto muito animada.

–Hum...Senhor Ragnok...-Harry olhou para mim quando chamou o goblin.

–Você pode nos recomendar alguns livros de história bruxa e, se não for pedir demais, sobre sua língua?- Pergunto timidamente.O sorriso do goblin se tornou-se uma mistura de orgulho e surpresa.

–Posso lhes dar os livros e oferecer um tutor para nossa língua, é muito raro algum ser humano se interessar em nossa cultura.- Estávamos quase pulando de emoção.Sorrimos largamente para Ragnok, que retribuiu.

–Para o Duque Peverell vou dar um cartão que funciona tanto no mundo trouxa quanto no bruxo, assim evita ter de passar no banco sempre que precisar de dinheiro.- Ele explicou brevemente após da-lo um cartão negro com um “G” dourado gravado no centro.

–Voltem após terminar suas compras e começaremos suas aulas de Gobleedegook...-Ele se despede da gente antes de sairmos.