Notas iniciais
Feliz Dia das Bruxas. Ou Samhain. Desculpem a demora, mas faculdade não é fácil e mal tenho tempo de respirar. O primeiro ano está quase terminando e o segundo ainda não foi escrito. Posso deixar em espera por bastante tempo, mas abandonar JAMAIS!

Pov’s Chris

Logo não faltavam mais que 10 semanas para os exames finais. Hermione estava ficando paranoica, revisando todos os assuntos recitando repetidamente cada informação útil e fazendo movimentos de varinha.

Infelizmente, os professores pareciam estar pensando da mesma maneira que Hermione. Passava um monte de dever de casa antes das férias de Páscoa, tornando impossível para nós continuarmos focando em nossas tarefas de crédito Extra.

Estávamos na biblioteca em nosso tempo livre tentando ajudar Neville, Draco e Blaise com seus deveres. Eu estava lendo um livro de Runas e não tirei meus olhos do livro Até que Harry exclamou.

— Rúbeos! Que é que está fazendo na biblioteca? _

Hagrid veio arrastando os pés escondendo alguma coisa as costas. Parecia muito deslocado com seu casaco de pelo de toupeira.

— Só olhando. _ Disse numa voz insegura, que imediatamente me deixou desconfiada. _ Vocês não gostariam de dar uma passadinha na minha casa mais tarde, vocês ainda não tiveram tempo de visitar. _ Eu sorri desculpas para ele, bem que eu gostaria de ter visitado, mas com tanta coisa para fazer.

— Vemos você mais tarde então._ Concordou Harry. Hagrid saiu arrastando os pés.

— Que é que ele estava escondendo as costas?_ Hermione perguntou pensativa.

— Eu conheço essa biblioteca como a palma da minha mão, ele tinha acabado de sair da sessão reservada para dragões, especificamente pelo tamanho e cor do livro, A criação de Dragões como prazer e fonte de renda. Esse livro pode ser um pouco desatualizado, mas explica como chocar um ovo, cuidados com o recém-nascidos e como identificar uma espécie pelo ovo._ Falei desinteressada.

—Rúbeos sempre quis um dragão, se os comentários do professor Snape dizem algo Ele ama criaturas perigosas._ Harry comentou.

— Mas é contra as nossas leis_ Argumentou Blaise._ Criar dragões foi proibido pela convenção dos bruxos em 1709, todo mundo sabe disso. É difícil evitar que os trouxas reparem nós se criarmos dragões no quintal. Em todo caso não se pode domesticar dragões, é perigoso.

— Mas não existem dragões na Grã-Bretanha?_ Perguntou Hermione.

— Claro que existem_ Respondeu Draco_ Os dragões verdes galeses e os negros das ilhas Hébridas. O Ministério da Magia tem um bocado de trabalho para manter o segredo, posso lhe garantir. O nosso povo vive enfeitiçando trouxas que os viram, para fazê-lo esquecer.

Quando batemos a porta da cabana do guarda caças uma hora mais tarde, seguidos de perto pelos gêmeos Weasley ficamos surpresos de ver que todas as cortinas estavam fechadas. Hagrid perguntou “quem é?” antes de deixar nos entrar e em seguida fechou depressa portas em que entramos.

Estava um calor sufocante no interior da cabana. E embora fosse um dia bem quente havia um fogaréu na lareira. Hagrid preparou chá para nós e nos oferecer os sanduíches de carne de arminho que recusamos.

— Então vocês queriam me perguntar alguma coisa?

— Queríamos. _ Disse Harry. Não havia sentido em perder tempo com rodeios._ Você é o único que sabe como passar pelo Cerberus, não é?_ Harry perguntou ansioso._ E você não diria ninguém, não é? Nem mesmo a um dos Professores?

— Ninguém sabe a não ser eu e Dumbledore._ Disse Hagrid, orgulhoso antes de se dar conta._ Como vocês sabem sobre Fofo?

— Curamos a perna do professor Snape quando ela quase foi arrancada pela criatura. Ele achou que o incidente do troll foi uma armação para desviar a atenção e alguém se esgueirar para o terceiro andar. _ Respondi.

— E ele lhes contou sobre Fofo?

— Sim, para não nos metermos em confusão tentando descobrir._ Sorrimos para ele.

— Você não contou sobre Fofo para ninguém, não é? Nem mencionou para nenhum desconhecido, não é?_ Ele pareceu pensar por um momento, mas foi interrompido pelos gêmeos.

—Hagrid, podemos abrir uma janela? Estamos assando.

— Não pode, desculpe, Fred._ Disse Hagrid. Notei que ele olhava para o fogo. Olhei também.

— Rúbeos, o que é isso?

Mas eu já sabia o que era. Bem no meio do fogo, debaixo da chaleira, havia um enorme ovo negro. Hagrid gaguejo um pouco antes que George falou.

— Onde foi que você arranjou isso, Rúbeos? Deve ter lhe custado uma fortuna.

— Ganhei. A noite passada. Eu estava na Vila tomando uns tragos e entrei num joguinho de cartas com um estranho. Acho que ele ficou bem contente de se livrar do ovo, para ser sincero.

— Provavelmente esse ovo não deveria chocar, então não valia a pena manter, pois ninguém simplesmente dar um ovo de dragão norueguês para um estranho, são muito raros. _ Falei reconhecendo tipo. Ele me olhou surpreso e depois para o ovo.

— Cuidado quando ele chocar, até que tenha mais controle do seu fogo ele vai espirrar Labaredas e terá um veneno bastante forte.

Hagrid só parou para escutar por um momento antes de começar a atiçar o fogo, cantarolando alegremente.

Saímos deixando Hagrid com sua alegria. Pelo caminho conversávamos.

—Gred, Forge, seu irmão mais velho trabalha com dragões, certo? _ Eles assentiram solenemente.

— Entrem em contato com ele, dou duas semanas depois que chocou e precisaremos mandá-lo para uma reserva. Pela forma que o ovo estava não acho que vai demorar muito mais que uma semana para chocar.

— Desde quando você é uma especialista em dragões? _ George perguntou.

— Desde que eu vi um caminhando perto da nossa casa de campo, eu estudei todas as lendas e com entrada no mundo mágico estudei mais a fundo. _ Eles assobiaram com espanto.

— Lembrem-se precisamos de uma escolta profissional para o dragão antes da terceira semana de vida, é quando eles precisam aprender a voar ou nunca sairão do chão.

Três dias depois os gêmeos receberam uma carta, leram por um momento e passaram a caminhar em nossa direção. Chegando em nós, passaram o bilhete para a gente.

Caros Fred e George

Como vão? Obrigado pela carta e terei o prazer de cuidar do Dragão norueguês, mas não vai ser fácil manda-lo para mim. Acho que o melhor será manda-lo por alguns amigos que estarão vindo visitar em uma semana e meia.

Pode dar tempo de o Dragão nascer. O problema é que eles não podem ser vistos carregando um dragão ilegal.

Vocês poderiam levar o dragão para a torre mais alta meia noite do próximo sábado?

Eles podem encontrar com vocês e leva-lo enquanto ainda está escuro.

Mandem-me uma resposta o mais breve possível.

Afetuosamente,

Charlie

Sorri para os gêmeos passando a resposta apenas pelo olhar.

Então, certo dia ao café da manhã, menos dois dias depois da carta de Charlie, Edwiges trouxe outro bilhete de Hagrid. Ele escreveu apenas duas palavras: está chocando.

Concordamos sem palavras em ir para Hagrid no intervalo da manhã. Quando a sineta tocou no castelo anunciando o fim da aula, nós largamos as colheres de jardinagem e atravessamos a propriedade correndo em direção a orla da Floresta.

Hagrid cumprimentou-nos parecendo vermelho e excitado.

— Está quase chocando. _ Conduziu-nos para dentro.

O ovo estava em cima da mesa. Tinha fundas rachaduras. Alguma coisa se mexer dentro dele, fazia um barulhinho engraçado.

Todos puxamos as cadeiras para junto da mesa e observamos com a respiração presa.

De repente ouvimos um som arranhado e o ovo se abriu. O dragão-bebê caiu molemente em cima da mesa. Não era exatamente bonito, mas era vagamente parecido com o dragão que eu tinha visto na minha infância. As asas espinhosas eram enormes em contraste com corpo preto e magro, tinha um focinho longo com narinas largas, tocos de chifres e olhos esbugalhados cor de laranja.

Espirrou, voaram fagulhas de seu focinho.

Antes que qualquer um de nós pudesse falar algo, ele pareceu se dar conta de minha presença, em particular, inclinou a cabeça para o lado enquanto o me observava com os olhos laranjas brilhantes.

Ele se aproximou hesitante de mim, ignorando os outros ao redor, inclinou-se perto de minha mão fungando um pouco.

Hesitei antes de colocar minha mão a milímetros de sua cabeça ele ficou Alerta por um momento antes de empurrar a cabeça em minha mão.

Houve uma pequena explosão de energia, que me mandou voando para a parede oposta, apenas senti uma ardência quase desagradável antes de cair inconsciente.

A próxima vez que acordei estava deitada de costas olhando para um teto muito branco, o cheiro de Poções e típico cheio de limpeza me alertou de estar na ala hospitalar.

Tomei um momento para me tornar consciente dos meus arredores e de mim mesma.

Estava sozinha, no escritório ao lado eu ouvi a madame Pomfrey resmungando. Meu braço esquerdo estava enfaixado desde a ponta dos dedos até o ombro e circulava meu tronco até a cintura. Todas as partes enfaixadas estavam latejando e queimando tornando um pouco difícil respirar. As costas doíam por terem batida na parede e o tornozelo parecia ter torcido quando cai. Em suma, Melhor impossível.

Houve o sinal de término das classes, sinalizando para mim que eu havia perdido as aulas da tarde, esperei alguns momentos antes da porta abrir sinalizando visitas.

Harry entrou na ala hospitalar seguido por Hermione, Neville, Draco, Blaise, os gêmeos, Percy, Hagrid e Severus.

Todos com diferentes níveis de preocupação se agruparam em volta da minha cama. Harry ao meu lado direito, Severus no meu lado esquerdo, enquanto os outros se espalharam. Madame Pomfrey veio logo depois resmungando enquanto lia um livro que flutuava a sua frente.

— Quanto tempo estive fora?_ Perguntei.

— Aproximadamente um dia, agora é hora do almoço._ Madame Pomfrey respondeu sem tirar os olhos do livro.

— E o que aconteceu?

— Eu gostaria que você me respondesse isso... Hagrid trouxe você ontem com queimaduras horríveis cobrindo o seu braço esquerdo, sem contar a lesão suas costas e torção no tornozelo.

— A última coisa que me lembro foi de sair com Harry de herbologia, então fomos para a cabana de Hagrid, daí, eu não lembro o motivo, fui atirada contra a parede, mas não fisicamente, então eu perdi a consciência.

— Quando foi a primeira vez que entrou em contato com um dragão?

— Com 4 anos, um dragão de escamas verde escuro e olhos prateados ficou me encarando durante o dia inteiro, no dia seguinte ele não havia se movido, então ficamos nos encarando por horas antes que ele bufou um pouco de fumaça no meu rosto e desapareceu, desde então eu procurei tudo o que podia sobre dragões, mas nunca mais encontrei outro.

— Se você não se lembra de encontrar outro dragão, posso afirmar que o outro dragão encontrou-lhe.

Ela afirmou banindo as faixas do meu braço mostrando queimaduras em padrões estranhos, mas uniformes, diferentes de uma queimadura comum.

Uma linha fina, escura, começava na ponta do meu dedo médio, formando um anel grosso quando chegava na base, então parecia foram duas correntes que passavam pelas costas da mão até formar uma pulseira tribal ao redor do pulso. Do pulso subia como um tronco pela parte interna do braço, antes de se dividir em Galhos cada vez mais numerosos antes de chegar perto do ombro e ali juntavam-se em uma braçadeira.

— Isso são..._ Perguntei sem saber como me expressar, eu havia lido sobre isso, mas não conseguia assimilar.

—Estou tentando descobrir o que são essas marcas, mas estou tendo muito pouco sucesso nesse momento._ Madame Pomfrey parecia decepcionado.

— Eu já li sobre isso... Harry, prateleira D, estante 2, livro 246, L.M.D. _ Compreensão passou por seu rosto por um momento antes de ele suspirar. Ele pegou a corrente que sempre carregava no pescoço, onde vinha pendurando o nosso tronco biblioteca. em um momento ele entrou no tronco e em outro ele saiu com um livro quase tão grosso quando eu de lado e passou-o para mim. O livro não tinha nome na capa de couro preto. Procurei rapidamente o capítulo correto, uma ilustração de marcas parecidas com as minhas vinham abaixo do número e nome do Capítulo, e passei para madame Pomfrey.

Ela leu rapidamente antes arregalar os olhos.

—Que livro é este?

—Lendas mágicas — dragões._ Harry e eu respondemos juntos.

—Vocês estão me dizendo que você se tornou algo tão raro que é uma lenda de milênios?_ Eu me contorci um pouco com seu olhar, mas assenti.

—O que exatamente aconteceu com ela, Poppy?_ Hagrid perguntou expressando a curiosidade dos demais.

—Vocês estão de pé em frente ao primeiro Cavaleiro de dragão desde Salazar slytherin em si mesmo._ Corei pouco com as palavras.

—Como?_ Severus perguntou.

—Dragões tem um tempo máximo de 2 anos para chocar. Nesse tempo sua magia se estica o quanto pode tentando encontrar um cavaleiro compatível, se não encontrar nesse meio tempo ele chocará e nunca terá um Cavaleiro, mas se encontrar e ficar tempo suficiente próximo, ele coletará qualquer magia que não for utilizada pelo Cavaleiro e utilizara para fortalecer o vinculo e acelerar seu próprio crescimento, pode demorar meses ou semanas, tudo depende de quanto tempo ele estava no ovo, e com poderoso é o Cavaleiro. Quando choca a primeira coisa que ele fará, depois de se acostumar com o próprio corpo, é procurar seu Cavaleiro e terminar o vínculo, reconhecendo pela aparência, cheiro, aura mágica e então finalizar o vínculo pelo toque. As linhas de magia se alastram do ponto tocado para partes específicas do corpo do cavaleiro dando uma identidade para ser reconhecido por outros Cavaleiros e Dragões._ Recitei cada parte importante que me lembrava de ter lido em um dos livros que Griphook me deu.

—Então, você é o Cavaleiro de um..._ Levantei a mão levemente interrompendo Blaise de perguntar o óbvio. E olhei para Harry.

— Como isso não aconteceu com você? Nossas auras não são apenas compatíveis em muitos níveis como Fred e George,são idênticas..._ Perguntei levantando sobrancelha para ele. Harry corou fortemente.

— Sobre isso..._ Ele se contorceu quando todos olharam para ele, que suspirou e começou a abrir a camisa de botão que usava. Revelando a pele leitosa do peito, sem uma única marca e então caindo a manga no braço direito. As marcas eram idênticas as minhas._ Apareceu pouco depois que você caiu._ As marcas pareciam perfeitas continuações das minhas.

— E você não ia contar a ninguém?! _ Madame Pomfrey estava Lívida.

— Eu ia contar para Chris, Sem dúvida, eu só tinha receios de contar para outras pessoas…_ Suspirei um pouco com a expressão reservada que tomou conta do seu rosto.

— Harry..._ ele olhou para mim como eu dava espaço entre minhas pernas para ele se sentar, como sou um pouco maior que ele, quando se encolheu de encontro ao meu peito, ele pareceu muito pequeno e vulnerável.

— Shh... Querido, tudo vai ficar bem, ninguém vai lhe fazer mal..._ Eu murmurava baixinho no ouvido dele, balançando-o levemente.

— Como posso ter certeza, Chris? _ Ele perguntou, sua voz pequena e embargada.

—Vou fazer o meu melhor, Harry. É uma promessa. _ Abracei-o delicadamente, e ele caiu na inconsciência.

—Ele dormiu essa noite? _ Perguntei para ninguém em particular.

—Eu não sei... Ele foi para o quarto de vocês, mas não podemos dizer se ele estava dormindo._ Blaise respondeu depois de olhar para Draco.

—Conhecendo-o, eu duvido que ele permaneceu no quarto enquanto eu estava na ala hospitalar. Quando fui internada por uma semana no hospital trouxa ele se recusou a deixar o meu quarto muito menos dormir em um quarto separado, ele mal comeria se eu não insistisse. _ Olhei tristemente para o meu irmão em tudo, menos o sangue.

—Como ele ficou desse jeito? _ Draco perguntou, eu levantei a sobrancelha sem entender.

— Tão... Inseguro e vulnerável?_ Fiz uma caneta para palavra.

— Ele esteve com seus tios até mais ou menos os 4 anos, mas seu tio queria ter certeza de que ele saberia que não era querido naquela casa. Ele nunca teve ninguém que se importasse, antes que eu o conhecesse. Depois que nos tornamos amigos não tínhamos mais ninguém, era apenas nós três: Harry, eu e meu pai. Todas as crianças morriam de medo da Retaliação do primo de Harry para falarem com a gente. Adultos ou eram abusivos ou ignoravam o abuso, meu pai foi o único que nós sempre poderíamos confiar. Então perdoem nossa desconfiança e eventuais cortes, é que não estamos acostumados a contar tudo para outras pessoas.

—Isso não é um problema Srta. Benedetti. _ A voz conhecida do diretor flutuou pelo ar desde a porta.

— Muito obrigada pela compreensão, Professor Dumbledore. _ Agradeci solenemente.

— Albus, minha querida, chame-me Albus. _

No dia seguinte fomos à cabana de Hagrid durante o intervalo da tarde.

Eu ouvia algo parecido com um sussurro no fundo da minha mente

“Cavaleiros foram embora, tem que procurá-los... E se eles não me querem? ”

Os sussurros continuaram em um tom apreensivo. E pararam quando bati levemente na porta.

Hagrid atendeu sem olhar duas vezes. Entrei com Harry assim que Hagrid deu espaço.

O dragão estava parado perto da lareira, olhando desconfiado para porta. Visivelmente se animou ao nos ver e os sussurros recomeçaram.

“ Eles voltaram, mas ainda não sei se me querem. Claro que não, eu a machuquei, como poderia me querer? ”

Sorri complacente para ele e me ajoelhe e a sua frente.

— Olá, pequeno! Poderia dizermos o seu nome?_

— Eu nomeei-o Norberto!_ Hagrid exclamou.

— Hagrid, por favor, fique em silêncio._ Pedi delicadamente.

“ Meu nome é Nightmare, foi isso que os sussurros de outros dragões me disseram. Vocês serão meus cavaleiros? ”

— Claro, Nightmare. Mas você terá que ir sem nós por alguns anos._ Harry respondeu

“ Por quê? ”

— Você terá que aprender com outros dragões antes de voltar e nós temos que aprender com outros bruxos antes de nos encontrarmos novamente.

“ É uma promessa, voltarei quando aprender o que preciso e vocês vão esperar por mim. Quais são seus nomes? ”

— O meu é Chris e o dele é Harry.

— Prometemos que quando você voltar estaremos prontos para assumir essa responsabilidade. _ Harry falou. Virei-me para Hagrid que você observava confuso como falávamos com Nightmare. Revirei os olhos e apontei para minha cabeça, esperando que ele pegasse essa explicação. Pelo olhar de compreensão, ele entendeu.

Peguei o filhote de dragão no meu colo, mantendo-o quente e confortável. Esfreguei minha mão e suas escamas fazendo-o ronronar com a atenção. Vai ser um pouco triste não ver ele crescer, mas vai ser bom para ele aprender com os dragões.

Uma semana se passou muito rápido e logo era sábado. Senti-me triste de ter que dizer adeus para Nightmare, mas não podíamos mantê-lo na escola por mais tempo.

Era uma noite escura e anuviada e nos atrasamos um pouco para chegar na cabana de Hagrid, pois precisávamos esperar Pirraça desimpedir o caminho para o hall de entrada, onde estivera jogando tênis contra a parede.

Hagrid aprontará Nightmare embalando-o em um grande caixote.

— Pus muitos ratos e um pouco de conhaque para viagem. _ Hagrid disse numa voz abalada._ Embalei junto o ursinho de pelúcia para o caso dele se sentir solitário. _Ouvi um murmúrio de Nightmare.

“ Bicho horrível, porque essa porcaria está aqui?”

Dentro do caixote vinha um ruído de pano rasgado que me pareceu ser o dragão arrancando a cabeça do ursinho.

— Até à vista, Nightmare? _ Soluçou Hagrid, quando eu e Harry cobrimos o caixote com a capa da invisibilidade e entramos debaixo dela. _ Mamãe nunca vai esquecer de você!

“ Esse meio-gigante é louco, não? Sei perfeitamente que ele não é um dragão e muito menos uma fêmea, mas ele continua dizendo ser minha mãe.”

O dragão comentou para nós se aconchegando quando murmurei um feitiço de aquecimento na caixa.

Coloquei um encanto de leveza, mas a caixa é grande difícil de passar por certas lugares, mas demos um jeito.

— Estamos quase lá!_ Harry ofegou quando chegamos ao corredor sob a torre mais alta.

Então um movimento brusco a nossa frente quase fez com que deixássemos cair o caixote. Esquecendo que estávamos invisíveis, encolhemo-nos nas sombras, espiando os contornos escuros de duas pessoas que se debatiam a uns 3 metros. Uma lâmpada se acendeu.

A prof. Minerva, num robe de lã escocesa e rede no cabelo, segurava Draco pela orelha.

— Está detido. _Gritou. _ E são 20 pontos a menos para Slytherin. Perambulando no meio da noite, como você se atreve…

— A senhora não compreende, professora, estou procurando Harry e Chris, eles não estavam em seu quarto no toque de recolher.

— Que absurdo! Como você se atreve a contar tais mentiras! Vamos, vou conversar com o prof. Snape sobre você, Malfoy.

A íngreme escada em espiral até o Alto da Torre pareceu a coisa mais fácil do mundo depois disso.

Somente quando saímos para o ar frio da noite que nos livramos da capa de invisibilidade, felizes de podermos respirar direito outra vez.

— Draco foi detido. _ Suspirei de irritação.

Conversando com Nightmare, nós esperamos, dando os adeus finais e promessas. Passados uns 10 minutos, 4 vassouras surgiram da Escuridão mergulhando direção à torre.

Os amigos de Charlie formavam um grupo animado. Mostraram-nos os arreios que tinham trazido de modo a poder suspender Nightmare entre eles. Todos ajudaram a prender Nightmare muito bem nos arreios e então Harry e eu apertamos as mãos de todos e lhes agradecemos muito.

Finalmente Nightmare estava indo...indo… e então se foi.

Nós descemos a escada espiral sem fazer barulho, o coração pesado e a mente leve, agora que Nightmare se encontrava em segurança. Sem nenhum problema, além de Draco, o que poderia estragar essa felicidade?

A resposta a nossa pergunta estava esperando ao pé da escada. Quando chegamos ao corredor a cara de Filch assombrou-nos, emergindo da escuridão.

—Ora, ora, ora_ Sussurrou _ Estamos encrencados.

Tínhamos deixado a capa no alto da torre.

Notas finais
Comentem! Se houver qualquer problema de continuidade em relação aos outros capítulos por favor avisem, faz tempo desde que li o resto da fic.