Another Beginning

11 Capitulo 11 parte 1


Notas iniciais
Espero não ter demorado demais... Eu reli o capitulo e achei que faltava alguma coisa, então eu separei em duas partes.

POV’s Harry

Acordei sentindo o cheiro dos famosos doces de Madeleine da Chris. Esses doces viraram sensação em Privet Drive no Halloween. As crianças sempre caprichavam para impressionar minha amiga, quanto melhor a fantasia, maiores as chances de ganhar mais doces, às vezes vinham crianças de outros bairros só pelos doces dela.

Perguntei-me como ela conseguiu cozinhar aquilo para hoje, normalmente em véspera de Halloween ela falta aula para passar o dia todo cozinhando, mas ontem ela compareceu em todas as aulas, balanço a cabeça para mim mesmo, provavelmente ela virou a noite cozinhando.

Continuo fungando, havia cheiro de caveiras doces, um doce mexicano que nós aprendemos a fazer quando viajamos para o México no Dia de los muertos, bolinhos de abóbora, paezinhos de fruta e o cheiro do, ainda quente, ponche de dia das bruxas, uma especialidade dela.

Levanto sem me importar se ainda estou de pijamas e vou para a sala comunal, onde ela terminava de arrumar a grande mesa, onde caberiam todos os alunos da nossa casa. A mesa transbordava de comida, toda feita a mão. Ela sorriu para mim assim que me viu, um sorriso um pouco cansado, mas satisfeito.

Draco e Blaise foram os próximos a aparecer, ambos surpresos pela mesa e pela decoração tradicional de Samhain em vez de abóboras com caretas e etc.

Velas flutuavam pelo cômodo, cortesia dos elfos domésticos, ao lado de cada prato havia dois cálices, um obviamente para brindes e outro para bebidas. Havia um pote de terra e água da pedra perto da lareira onde havia desenhado um pentagrama com cera e as velas queimavam em verde.

_Será que vocês poderiam acordar os alunos e o professor Snape? _ Ela pergunto quietamente. Com um aceno os dois foram para os alunos e eu fui para o escritório do professor.

Quando voltei com um professor muito confuso, não é como se eu fosse dizer o que eu queria com ele na sala comunal antes do sol nascer, todos os alunos estavam sentados separados por ano, com raras exceções para os irmãos.

Puxei o professor para uma cadeira vazia antes de me sentar ao lado de Chris. Ela levantou.

_Muitos de vocês podem pensar que é um desrespeito para suas tradições que essa comemoração foi preparada por mim, uma meio-sangue e levada trouxa. Mas estudei as tradições mais antigas pelo que elas são e com quem viveu no tempo em que eram comemoradas, não com livros preconceituosos. Também soube que muitos anos atrás houve uma guerra, então eu gostaria de um momento de silêncio para todos aqueles que foram perdidos, não só os mortos em batalha, mas os assassinados à surdina, os desaparecidos e os presos, porque o sentimento de perda e tristeza é o mesmo não importa o que aconteceu com o ente querido. Gostaria de brindar pela passagem dos que estão mortos, a volta dos que estão vivos e para o futuro que essas ocorrências nos reservaram. _ Ela levantou a taça de brinde. Todos seguiram seu exemplo, mesmo que hesitantes.

_Que possamos louvar aqueles que pelo véu passaram e que os mesmo nos dêem seu louvor para nossas decisões, que possamos perdoar aqueles que ficam, bem como os que partiram, assim pedimos que os mesmos nos perdoem. E para os fantasmas, aqueles que não mais vivos estão, mas não queriam passar para o próximo plano, que encontrem a paz tão desejada por si. _ Ela disse levantado o cálice com as duas mãos.

_Assim seja!_ Todos os presentes responderam, até mesmo os fantasmas que se juntaram a nós, levantando seus cálices.

_Assim seja! _Ela exclamou e uma luz brilhou de seu cálice, passando por todos os presentes, tirando angustias a muito escondidas. Jurei que vi meus pais sorrindo para mim ao lado de Chris, antes da luz se apagar.

Olhei em volta e todos pareciam pasmos, alguns poucos choravam, cada um por um motivo diferente.

Os fantasmas pareciam diferentes, Lady Helena de Ravenclaw parecia mais feliz, como se tomasse conhecimento de algo a muito esquecido. Frey parecia extasiado, muito mais que o normal. Nick já não era quase-sem-cabeça, sua cabeça jazia em seus braços e sorria muito feliz. E o Barão já não estava completamente coberto de sangue, apenas manchas ocasionais onde deveriam ser seus ferimentos quando morreu.

Olhei para meu cálice e não podia acreditar em meus olhos a água, cristalina e pura, virara vinho vermelho sangue como os cabelos de minha mãe.

Em um gole percebi que era amargo como toda a dor e tristeza dos primeiros anos de minha vida, mas no fundo, bem no fundo, era doce, como se o açúcar tivesse grudado no fundo do copo. Como a felicidade depois de ter conhecido Chris.

_Vocês podem comer agora. _ Chris comentou, sorrindo para todos como se soubesse tudo sobre todos, acho que sabia mesmo, como poderia ver auras.

Draco esticou a mão cautelosamente para um doce de Madeleine e quando colocou na boca praticamente gemeu com o gosto e logo atacou outro. Todos tomaram isso como um sinal verde e começaram a comer.

_Antes que vocês comam tudo... _ Ela chamou a atenção de todos. _ Guardem um doce de Madeleine para fazer a oferenda, pode ser importante para alguns. _ Ela pegou um doce e foi para a lareira. Mergulhou o doce na água e depois na terra, antes de ficar na frente do fogo. Colocou o doce perto da boca e falou em alto e bom tom. _Cassiopéia Black, minha mãe. _ E jogou no fogo. O verde tomou cores, preto e branco, e tomou forma de uma mulher alta e parecida com Chris. Que sorria orgulhosa para a mesma.

_Estou muito orgulhosa de você, meu bebê. _ Sua voz era suave e quente.

_Estou orgulhosa de mim mesma, mãe. _ Chris respondeu.Ela se curvou e saiu da frente da lareira, fazendo o fogo voltar ao verde.

_Você esta tentando nos enganar? _ Flint perguntou, não acreditando na própria pergunta.

_Não... _Quem respondeu foi o diretor, que entrara quando Chris estava falando. _ O que ela fez com essa lareira só pode ser feito em Samhain, um portal de comunicação para os entes queridos que morreram, ela fez tudo que era necessário, doces considerados sagrados, água pura da pedra e terra de uma floresta extremamente mágica, se me perguntassem eu diria a floresta proibida, tudo para que vocês dissessem as palavras nunca ditas para a pessoa que vocês mais amaram. _ Prof. Dumbledore observava o fogo tristemente.

Peguei três doces, um eu dei para Severus e outro dei para o diretor, sorri compreensivo antes de me encaminhar para o fogo.

Fiz à mesma coisa que Chris e chamei:

_Lilly Evans, Minha mãe. _ E joguei no fogo. O fogo tornou-se vermelho para seus cabelos, branco para sua pele e manteve o verde para seus olhos. Ela parecia triste.

_Eu te amo, filho. Desculpe por te deixar. _ Sua voz era chorosa e ela parecia cair em lagrimas. Eu sorri para ela.

_Também te amo, mãe. Mas não se preocupe, estou bem, mesmo sem você. _ Ela sorriu e olhou para Chris. _Obrigada por cuidar dele. _ E desapareceu. Vi como Severus se adiantava para o fogo. Ele chamou:

_Lilly Evans, minha melhor amiga. _ O fogo novamente tornou-se minha mãe.

_Severus... _ Ela parecia incerta. Ele caiu em seus joelhos e abaixou a cabeça.

_Me perdoe, é tudo culpa minha. _ Ele pediu tristemente. Ela sorriu compreensiva.

_Não foi sua culpa, não há o que perdoar, foi apenas um erro. Cuide dele para mim. _Ela abanou com os dedos dando tchau antes de desaparecer.

Severus parecia pronto para chorar de alivio. Vi como o diretor se adiantou cautelosamente para o fogo. Ele chamou:

_ Ariana Dumbledore, minha irmã. _ Uma garota pouco mais velha que eu, por volta dos 14 anos, cabelo loiro escuro e olhos azuis, iguais aos do diretor.

_Albus... Por que demorou tanto tempo?!_ Ela parecia uma criança birrenta. Ele abriu a boca para falar.

_Não fale!_ Ela o interrompeu. _ Não foi culpa de nenhum de você, mas eu acho que você deveria rever seus conceitos, não importa o quão bom seja o motivo, pessoas não são peças de xadrez para serem sacrificadas em prol de um objetivo maior, elas têm sentimentos e se sentirão traídas. Esse é o meu conselho para você, meu irmão. Agora, finalmente, poderei descansar em paz. _ Ela sorriu infantilmente para o velho que, ao contrario de Severus, realmente chorava de alivio.

_Professor Dumbledore... _ Chris chamou. Ele olhou para ela e pareceu piscar em espanto.

_ Por que esta nas masmorras? _ Ela perguntou.

_Não havia nenhum Slytherin no Grande Salão quando entrei lá e nem Severus estava a vista, pensei que houve complicações... _ Ele respondeu com sinceridade, eu pude sentir. Ela provavelmente viu sua sinceridade em sua aura, pois sorriu calorosamente oferecendo uma caveira doce para ele.

_ Quem... _ Ele tentou perguntar hesitante, enquanto pegava a caveira da mão dela. Todos em volta, que até agora estavam comendo, se concentraram na pergunta.

_ Quem cozinhou esses doces? _ Todos ou quase, ficaram confusos com a pergunta. Ele tratou de se explicar. _ Para os doces funcionarem no ritual de comunicação eles não podem ser preparados por qualquer forma de magia ou criatura... _ Todos os mais velhos engasgaram. Eu e Chris só sorrimos. Mas ela resolveu responder.

_Fui eu, eu que cozinhei toda a comida que está nessa mesa, sem ajuda de qualquer magia. _ Ela da um sorriso satisfeito como todos encararam incrédulos a quantidade de comida. Foi então que falei.

_Você não deveria ter virado a noite nas cozinhas, amanhã não conseguirá se levantar da cama. _ Exclamei brincando.

_ Eu sei que você será bonzinho essa noite e vai me fazer uma massagem e amanhã vai me acordar, vestir e arrastar para a aula por isso não estou preocupada. _ Ela respondeu brincando, mas sabendo que era verdade. Reviro meus olhos.

O diretor ficava olhando de mim para Chris sem saber onde parar o olhar. Até que falou.

_50 pontos para Slytherin pela grande força de vontade e eu gostaria de negociar mais 100 pontos se você fizer alguns doces de Madeleine para o jantar, se não quiser fazer para as outras casas, pelo menos, para a mesa dos professores? _ Eu não sei dizer se ele estava afirmando ou perguntando, mas o sorriso de Chris ficou um tanto malicioso, como sempre fica quando alguém fala de negócios.

_Eu não sei Diretor... 100 pontos parecem tão pouco para todo o trabalho, sem contar ter que faltar aula... Tenho minhas duvidas se esses doces estão tão bons se eles valem tão pouco. _ Ela pareceu pensar, mas acabou negando com a cabeça. Eu quase podia ver as engrenagens virando na cabeça de Dumbledore.

_Certo... 1000 pontos se você fizer para todas as casas e mais 200 se fizer com sabor de limão para mim. _ Todos encaravam a barganha com espanto, ela pareceu pensar e eu sabia que ela aceitaria, e eu estaria incluído nessa empreitada, já que não ela não vai conseguir fazer tudo sozinha.

_Temos um acordo, Diretor. E por mais 20 pontos por semana eu faço uma fornada todo o domingo com o sabor que você quiser... _ O diretor parecia babar com a idéia. Ela esticou a mão para selar o acordo e ele aceitou na mesma hora. Alguns dos mais velhos faziam as contas de quantos pontos nossa casa teria no fim do ano e não foram desapontados.

Notas finais
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