Notas iniciais
Espero que gostem do meu primeiro capítulo!!

Anotações de uma semideusa

Antes de tudo, gostaria de falar que não estava nos meus planos nada disso acontecer. Mas, se, você estiver lendo isso é porque realmente deve ter muita coragem. Portanto, se você não é, de fato, corajoso, o melhor a fazer é você parar de lar agora mesmo!

Pra começar, meu nome é Bruna Fray, tenho 14 anos e minha é (basicamente) lutar contra monstros, correr e, se possível, sobreviver. Eu moro em Manhattan, EUA. Vivo em um no segundo andar de um prédio pequeno com minha mãe, meu padastro e meu meio irmão Pedro. Meu pai morreu de um acidente antes mesmo de eu nascer e meu padrasto me cria desde então. Três anos antes de eu nascer, minha mãe e Walter (meu padrasto), começaram a namorar, um ano depois ele pediu ela em casamento e ela ficou grávida, o Pedro nasceu e, um ano e meio depois minha mãe e Walter brigaram. Minha mãe estava noiva ainda mas, eles se separaram, minha mãe conheceu meu pai meses depois e eles se apaixonaram, ela me teve mas, ela me disse que antes de eu nascer ele teve um acidente de carro em Nova York e morreu. Depois, quando eu nasci, ela ainda estava triste e ela e Walter se encontraram de novo e ficaram juntos até se casarem.

Eu sou uma garota com uma estatura boa para minha idade, cerca de 1,68 de altura mais ou menos, tenho um cabelo muito preto, liso e cheio, formando alguns cachos. Minha pele é muito branquinha e algumas pessoas falam que pareço uma bonequinha grande. Meus olhos são verdes. Não sou uma pessoa magra nem uma pessoa muito gorda. Digamos que estou na média mas, quando falo que sou um pouco gorda, todo mundo fala que não, então, guardo minhas opniões para mim mesma.

Minha vida nem sempre foi assim taaaaão movimentada, para falar a verdade, minha vida não era nada movimentada.

E tudo começou em uma segunda-feira, três de fevereiro na minha escola. Lá era lugar chato, em que, praticamente todo mundo que não era nerd, era totalmente metido a besta, riquinho e ignorante. Pra ser sincera, eu só estudava lá porque minha mãe e meu padrasto me obrigavam e, também porque meu meio irmão mais velho, de 16 anos, estudava lá.

Era o primeiro dia de aula e, mal sabia eu que também seria meu último. Pra mim aquele era só mais colégio caro e sem graça em que só tinha riquinhos chatos e populares, e eu achava também que aquele seria mais um dia monótono qualquer, mesmo que fosse o primeiro dia de aula. Mas eu não poderia estar mais enganda.

As aulas começavam às 13;10 e eu cheguei lá eram 12;45, para rever meus colegas. No Willians College (esse era o nome da minha escola), apesar de ter mais pessoas escrotas que pessoas legais, sempre existem ecxessões. Encontrei de cara minhas amigas Sarah, Isabela e Clara conversando algo sobre o desanimo delas para as aulas mas, quando me viram foram me abraçar.

-Oiiiiiii gentiiii!!! — eu disse

-Oii Bubu!! — disseram a Sarah e a Bela juntas.

-Aff — disse a Clara — Você ainda tá mais alta que a gente!

-Eu sei disso!!

E quando olhei para a entrada vi a Luiza e o Vini entrando andando até a gente e sorrindo, corri até eles.

-Hi people! — disse o Vini me abrçando — Como vai?

-Bem! — disse eu já abrçando a Lu — Que saudade de vocês!!

-Pois é!! — disse a Lu — Vocês são a única coisa boa dessa merda de escola!!

Não sei porque mas sempre achei que a Luiza era a pessoa com quem mais me indentifico no colégio, nós sempre tivemos a mesma opinião sobre o colégio, sobre as pessoas de lá, sobre as pessoas de modo geral e mais um monte de outras coisas.

Ficamos coversando um tempão, achei a Paim (o nome dela é Ana Clara Paim mas eu gosto de chamar ela asssim), a Helena, a Isa, o Joaõzinho, o Bernardo (namorado da Paim), e por aí vai. De repente o sinal tocou e fomos pra sala. Eu tinha ficado na sala de todo mundo, menos do Bernardo, da Isa e da Helena. Nós íamos para o nono ano.

Chegamos lá e primeira aula foi com a Érica, professora de ética (bleee), a segunda também foi e aproveitei pra tirar um cochilo porque não gosto quando meus professores misturam qualidades éticas de um ser humano com aceitação entre novos colegas. Acordei com o sinal do intervalo entre o segundo e o terceiro horário, tinha só 5 minutos, mas mesmo assim, um intervalo não pode ser jogado fora. Estava conversando com a Lu quando meu celular tocou. Era o João.

-Eaí João? — eu disse atendendo

-Oi Bubu! — ele disse com aquela sua maravilhosa e encantadora vozinha de anjo que me fazia tremer — liguei só pra saber se tá tudo bem no seu primeiro dia de aula?

-João, eu estudo aqui a quatro anos e todo ano é a mesma merda de sempre, você sabe disso!

-Ihh. Fica calma! Passa aqui em casa depois da aula pra gente ver um filme, ok?

-Ok. — eu disse.

-Tchau, beijos, a gente se vê.

-Tchau, beijos.

Desliguei. O João era ao mesmo tempo a pessoa mais linda do mundo e o meu melhor amigo. Nos conhecemos no quinto ano quando eu ainda estudava na minha antiga escola. Ele tinha mudado pra lá porque bombou o quinto ano e os pais deles decidiram que era melhor mudarem ele para lá porque era mais fácil de passar (bem mais fácil). Eu saí de lá um ano depois que ele entrou mas, mesmo assim, nos encontrávamos sempre. Viramos melhores amigos com pouco tempo, o que foi fácil, já que ele morava a três quadras da minha casa. Eu tinha uma queda por ele a mais de um ano mas ele nunca deixou nenhuma prova clara que gostava de mim também. O lado ruim de ser amiga do João é que todas férias ele sumia. Ele sempre me falava que tinha que visiar os avós na Flórida ou cois parecida. Por isso minhas férias eram sempre ruins.

O sinal tocou. Uma professora que eu nunca tinha visto na vida entrou e disse que era a nova professora de literatura. Ela se chamva Cláudia Giovanini. Era a professora mais estranha que eu já vira, ela era alta e estava usando um óculos escuro preto e um lenço na cabeça de forma que não dva pra ver o seu cabelo preto. E a voz dela parecia um pouco forçada, mas era forte e grave. Ela disse que o terceiro e o quarto horários eram dela.

Ela começou aquela falação de volta as aulas que os professores fazem e, trinta minutos depois pedi para ir no banheiro porque tav a entediada e ela deixou. Peguei o meu celular do bolso e vi que o João tava online no facebook e falei com ele:

BRUNA FRAY: Oi João!

JOÃO VICTOR: Oi, você não está na escola não?

BRUNA FRAY: Estou, mas pedi pra ir no banheiro porque a aula tava chata pra caralho e a professora mais estranha que eu já vi na minha vida

JOÃO VICTOR: ??

BRUNA FRAY: Ela é muito alta e usa um lenço ao redor do cabelo todo, nem dá pra ver ele ou como é. Vai ver é vergonha porque é muito feio ou sei lá o que. E o pior é que ela usa um óculos escuro gigante e preto. E a gnete tá na sala!! Tem luz lá!

JOÃO VICTOR: BRUNA

BRUNA FRAY: O que???

JOÃO VICTOR: Sai daí agora. Fala que você está passando mal!

BRUNA FRAY: O Q?? Ficou doido João???

JOÃO VICTOR: BRUNA, ISSO É SÉRIO! VOCÊ NÃO PODE VOLTAR PRA SALA. ESTOU INDO AÍ AGORA.

BRUNA FRAY: ?????? João como assim?? Não estou entendendo nada!! Porque eu não posso ir pra sala e porque você está vindo aqui???????????

JOÃO VICTOR: ACONTEÇA O QUE FOR MAS EM HIPÓTESE ALGUMA OLHE NOS OLHOS DELA!!

João Victor está offiline.

Isso realmente me assustou, porque pela primeira vez na vida eu não fazia ideia de que o João estava falando.

Mas, quando guardei o celular no bolso e fui voltar pra sala, com o corredor deserto e, a sra. Giovanini surgiu na minha frente e disse:

-Saindo da sala para mexer no celular durante a aula hein moçinha??? — disse ela com aquela voz estranha e me puxou pelo braço — Venha comigo agora!

Ela me poxou para a praçinha onde algumas pessoas ficam no intervalo mas, agora ela estava completamente deserta e vazia.

-Você vai ver o que é bom pra tosse! — a voz dela estva um pouco diferente mas, não foi só isso que me aterrorizou. Foi o fato de ela ter tirado o lenço do cabelo. Mas, o que saiu de lá não era cabelo. Eram cobras. Sim, eu disse cobras. Cobrinhas pequenas e verdes que saim da cabeça e iam até o ombro dela, várias e várias delas. Eu não sabia o que falar ou gritar, o grito simplesmente não saia da minha garganta. E algo muito curioso também. Ela era igual a um monstro que eu vira em uma vez em um filme que vi com o João. Mas... qual era mesmo o nome do filme??

Tentei pensar um pouco, mas era difícil sentindo tanto pavor. Qual era o nome da droga do filme???

...

-MEDUSA!!! — finalmente lembrei, mas, depois percebi que pensei alto.

-Ah! Que fofo! A semideusa sabe quem eu sou!! — disse ela — que pena que é agora que você vai morrer!! — ela tirou os óculos mas eu sabia que não podia olhar para ela, a menos que eu quisesse viarar uma pedra, coisa que eu não queria. Fechei meus olhos e fiquei imóvel, até que senti a mão dela no meu rosto — Morra agora sob minhas mãos!! Acredite, você vai prefirir morrer agora do que depois, lutando aos lado dos da sua espécie. Será muito mais doloroso!! Abra os olhos! Você vai dar um ótimo objeto de decoração para mim!! Vamos! ABRA!!

Não abri os olhos, apenas disse:

-Quem é você e porque está fazendo isso comigo!! Sou só uma pessoa normal!!! Por favor me deixe em paz!!!!!!!!! — eu estava tão irritada e tão nervosa ao mesmo tempo que eu não sabia o que fazer. Ouvi um barulho de água muito forte emcima de mim e senti água jorrando e a ouvi derrubar a sra.Giovanino/Medusa Feiosa. Provalvelmente eram os tubos de água de dois bebedouros ali perto que estouraram e da caixa d'água de cima do telhado de uma casa vizinha. Mas porque só foram nela? Eu jamais saberia, porque não queria olhar para conferir. Vai ver era só um truque dela.

A Medusa começou a resmungar e falar comigo:

-Pare com isso garota!! Esses seus truques não vão te ajudar em nada!!

-Meus truques? Eu não fiz nada!!

-Pare com isso agora!!!!!!!

Ouvi algo pesado caindo em algum lugar acima de onde eu estava. O telhado u

-Ela não vai parar. Nem eu! — Pronto! Morri! De todas as vozes que eu poderia ouvir eu ouço logo a dele? O que ele tá fazendo aqui e será que ela está olhando para ela? Mas a única coisa que disse foi:

-JOOAAAÃOOO!?!?!?!?!?!?!

-Sim, sou seu. Não surta e só abra seus olhos quando eu mandar, ok?

-OK -como se fosse fácil pra ele. Como se fosse muito normal sua professora ser a medusa e querer te matar!

Ouvi ele montar eu algo e esse algo voar rápido. Ele devia estar de olhos fechados mas mesmo assim consegiu atingir a medusa e derrubá-la, já que a ouvi caindo e gritando. Ele tirou a espada da bainha e emfiou em algum lugar da Medusa. Depois, ele tateou o lugar em busca dos óculos dela e os colocou de volta. E disse:

-Pronto, pode abrir os olhos.

-O QUE FOI ISSO????

-Isso? Era a Medusa. A matei e madei ela para o mundo inferior, mas, como ela era uma pessoa, infelizmente seu corpo não se dissolve em cinzas.

-ANHHH?????????? O que é isso e porque ela me chamou de "semideusa"????

-Olha Bruna, não surta, por favor, a gente precisa ir agora! Aqui não é seguro!

-O que?? Não!! Não vou sair daqui agora!!

-Olha, é o seguinte, você conhece mitologia grega, não conece?!?

-Sim.

-Então. Tudo o que você conhece é real. Monstros, deuses, o olimpo...

-Mas semideuses não são os filhos dos deuses???

-São.

-Então porque aquela coisa me chamou disso??

-Porque você é uma semideusa.

-Eu?????? Claro que não!!

-Bruna, sim, você é. Eu também sou. Sou filho de Ares.

Notas finais
Obrigado por lerem minha história!! Por favor deixem as críticas nos comentários!!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.