Ano Baka (Aquele Idiota)
50 Capítulo 50 - final
Notas iniciais
Sem alarde ou mesmo anúncio, Naruto e Sakura casaram-se em uma cerimônia intimista onde somente o monge celebrante e Kakashi participaram. Kakashi, ironicamente, foi o padrinho e testemunha daquela união. Tanto Naruto quanto Sakura estavam com um frio intenso na barriga, casar-se era somente o primeiro passo para concretizar o plano deles, enquanto o conselho não desse o aceite, Sakura ainda corria risco pois não estava livre da condenação. Kakashi orientou-os a falar com o conselho somente 24 horas depois do casamento, pois esse não poderia mais ser invalidado depois desse prazo e eles seriam reconhecidamente marido e mulher. A noite de núpcias de ambos foi cheia de romantismo, ambos tentaram não pensar que pudesse ser a última noite que passariam juntos, mas estavam felizes apesar de tudo.
Convencer o conselho em aceitar o Chi no Jiyu que Naruto propôs não foi nada difícil. O rapaz se espantou com a facilidade com que o conselho acatou o seu pedido, pelo visto a tal da lei tinha um alto peso em Konoha. Eles não disseram nada contra, mas ficaram visivelmente irritados com a esperteza do jovem em recorrer a esse recurso na última hora para salvar a sua agora esposa. Naruto apresentou os documentos atestando que Uzumaki-Haruno Sakura era sua legítima esposa e portanto nada poderia ser dito contra a vontade dele de livrá-la da condenação mesmo que isso significasse o fim da carreira dele como Hokage. Naruto sugeriu Kakashi como o seu sucessor, mas o conselho disse que iria analisar a sua proposta e rudemente disseram que agora isso não era mais da alçada dele. Rindo da cara dos velhos, Naruto deixou a sala do conselho e passou nos seus antigos aposentos para se desfazer das coisas que já não eram mais suas. Naruto não estava 100% feliz em ter deixado seu sonho de lado, mas ter sido capaz de salvar a vida da mulher que amava o colocava num elevado nível, num gostoso e leve estado de espírito.
Sasuke, sem saber de tudo o que acontecia pelas suas costas, chegou para trabalhar normalmente, dali a três dias seria a execução de Sakura e ele estava feliz com isso, embora felicidade não seja algo que combine com a desgraça dos outros. Encontrou Naruto empacotando algumas coisas, os costumeiros ANBUs que o seguiam constantemente não estavam. Sasuke achou isso estranho, mais ainda o fato do rapaz ter um sorriso permanente na cara, coisa que desde que Sakura foi presa ele não via.
— O que está acontecendo, Dobe?
— Nada.
— Como assim nada? Você está estranho.
Naruto riu, uma hora Sasuke teria que saber que aquela batalha estava perdida para ele, seria bom se ele contasse logo.
— Eu estou livre, Sasuke. É isso.
— Livre? Como assim?
— Eu não sou mais o Hokage.
— O quê? Por quê?
Naruto narrou que para salvar Sakura da condenação casou-se com ela e trocando o seu direito de governar Konoha, salvou a jovem da morte. Sasuke abriu e fechou a boca diversas vezes, querendo começar a falar mas não conseguia.
— É isso, Sasuke. Sinto em decepcioná-lo, mas a Sakura está livre de todas as acusações, ela não será mais executada por esse crime que cometeu.
— Mas... isso é... isso é injusto Naruto! Como você pôde fazer algo assim comigo? – Sasuke perguntou desesperado enquanto puxava o rapaz pelos colarinhos da camisa.
— Eu fiz o que tinha que ser feito. – Naruto retrucou livrando-se da ira do Uchiha – achou mesmo que eu seria tonto de deixá-la morrer?
— Caralho, Naruto! É o meu filho! Ela sumiu com ele! Ela deve pagar!
— Sim eu concordo que ela deva pagar, mas não com a vida. Matar a Sakura não resolveria em nada em trazer o Hitachi de volta.
— Pra mim resolveria.
— Não, Sasuke. Você só queria a morte dela porque não suporta ver que a Sakura superou você, você só queria sua vingança. Como sempre, você só pensa em se vingar e em dar o troco nas pessoas, isso já foi ruim pra você no passado, não aprendeu nada com o que aconteceu com o Itachi?
— Cala a boca, não fale nada do meu irmão pra mim!
— Tá, Sasuke não vou falar nada, mas saiba que na Sakura você não toca mais. Agora que não sou mais o Hokage não vou pensar duas vezes em quebrar a sua cara se tentar algo contra ela.
— Você não perde por esperar, Naruto. Vou acabar com ela e você não vai nem perceber o que aconteceu.
— Tenta a sorte então.
Sasuke saiu grunhindo, o chackra alterado pela raiva poderia ser sentido no ar. Naruto suspirou desolado, ele havia consertado um problema, mas causou outro maior ainda, levaria muito tempo até que Sasuke entendesse e deixasse Sakura em paz.
****
Após o casamento, Sakura ficou definitivamente livre de todas as acusações e seu direito à vida estava assegurado. Ela não poderia exercer a medicina ninja nunca mais e sua licença como ninja estava revogada por tempo indeterminado, ou seja, ela não poderia participar de nenhuma missão até que o novo Hokage assumisse e que este fizesse uma petição para o conselho. Somente com a aprovação do mesmo ela poderia voltar a participar de missões sob a vigilância de outro junnin mais experiente e de reputação ilibada. De fato ninguém mais em Konoha confiava nela. Triste, mas dando de ombros, ela tentou seguir sua vida e fazer o melhor para viver bem com o seu marido. Boatos correm em qualquer lugar, mas em uma vila ninja eles são mais velozes. Logo a notícia do seu casamento com Naruto espalhou-se assim como a notícia de que estava livre. Ao contrário do que acreditava, muitos amigos foram visitá-la para parabenizá-los pelo casamento e para reforçar que estavam do lado dela, ao contrário do que muitos fizeram-na acreditar. Shikamaru voltou de Suna com Temari, a tiracolo trouxeram Ino e o Kazekage, que não exitou em oferecer trabalho para ela em Suna, mas ela negou, não queria além de tudo, ter que tirar Naruto da vila. Chouji, Tenten, Shino, Kiba, Rock Lee, Gai, Kakashi, Kurenai e outros amigos verdadeiros foram visitá-la e ao Naruto, todos no mesmo dia o que acabou resultando em uma improvisada festa.
Entre os amigos, Naruto podia agir livremente sem se preocupar com uma pose a ser mantida, embora ele não fosse mais o Hokage e isso não fosse mais requerido dele. Risos altos, brincadeiras infantis e a comilança imperaram quando estava com os amigos. Sakura somente olhava e sorria, seu marido nunca seria um homem sério, mas nem por isso ele não era respeitável. Ela estava feliz por ele estar feliz, isso era a única coisa que importava.
Ao cair da noite, os amigos começaram aos poucos a se dispersar, Naruto havia bebido muito mais da conta e quedou-se no sofá dormindo enquanto roncava alto. À Sakura, restou limpar a bagunça que todos deixaram. Estava quase acabando quando sentiu um frio na espinha, não teve tempo de nada, uma pancada muito forte na nuca e ela foi arrastada para fora da casa.
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Sasuke aguardou pacientemente que todos fossem embora, pensou que Naruto seria um problema, mas é claro que o imbecil se empolgou e bebeu mais do que devia, acabou baixando a guarda. Sasuke lembrou do discurso dele sobre proteger a Sakura e tal, mas ele fora muito ingênuo achando que Sasuke demoraria a agir. Correu com Sakura nos ombros por entre as árvores e logo estava bem longe do alcance de qualquer um da vila, poderia matá-la da maneira que quisesse e ela não poderia ser salva por ninguém.
Jogou-a no chão de qualquer jeito e desembainhou a espada, Sakura estava inconsciente, com um golpe ele poderia acabar com tudo, mas não resistiu a vontade de torturá-la pelo o que ela havia feito com Hitachi. Riscou-lhe a pele com a lâmina afiada causando alguns cortes superficiais, mas que não demoraram a começar a sangrar, marcou as pernas e os braços. Poupou o rosto. Para esse guardou um tratamento especial. Subindo em cima da moça, começou a golpeá-la aos murros. A chuva violenta de socos fez a jovem acordar. Sakura demorou um bom tempo para entender o que estava acontecendo, mas o vermelho do Sharingan que a fitava fez ela compreender que infelizmente havia caído, mais uma vez, nas garras do Sasuke. Tentou se defender cobrindo o rosto, mas os socos dele ultrapassavam a leve barreira que ela formava. Imobilizada pelo quadril dele, ela teria poucas chances de sair inteira dali. Tentou forçar a saída empurrando o quadril para cima para ganhar espaço e arrastar-se debaixo dele, mas Sasuke parecia pesar uma tonelada, ela mal conseguia se mover.
O rosto já estava marcado e sangrava em vários pontos, Sakura era dura, mas nunca havia recebido socos tão diretos de um homem com o dobro do peso dela. Aparentemente cansado de espancá-la, Sasuke interrompeu a pancadaria. Com o olho semi aberto, Sakura conseguiu ver que o rosto dele estava com vários respingos de sangue, com certeza era o sangue dela mesma.
— Queria tanto um espelho agora – ele disse com a voz gutural – assim poderia te mostrar a obra de arte em que te transformei.
Sakura tocou de leve o rosto e sentiu a carne viva, aberta e sangrando. Aquela não era hora para pensamentos vaidosos, mas ela não pôde deixar de pensar que se saísse viva dali, provavelmente não seria mais a mesma. Ouviu o som metálico da espada sendo desembainhada, Sasuke aproximou a lâmina do pescoço da garota e com um único e rápido golpe, degolou-a.
A poça de sangue que se formou ao lado do corpo, um vermelho vivo e vibrante, o sangue ainda quente. O corpo da moça ainda sacudiu-se em leves espasmos antes dela emitir um último suspiro e finalmente partir. Sasuke levantou-se e observou o corpo da mulher morta à sua frente. Um terrível gosto amargo na boca, o estômago revirado. Ele estava acostumado a matar, mas não se sentiu exatamente feliz ao tirar a vida de Sakura, mas como bom Uchiha que era, arrependimento era algo que não existia para ele.
*****
Naruto roncava, babava e chamava por Sakura no meio do seu erótico e embriagado sonho. Eles estavam envolvidos numa transa ritmada e sensual, quando viu um rastro de sangue escorrendo do pescoço da garota. Acordou sobressaltado. Viu que estava sozinho em casa, olhou ao redor e percebeu vestígios de uma breve luta, vários utensílios caídos no chão da cozinha, correu para o quintal e viu pegadas em direção ao matagal. O efeito do álcool passara imediatamente quando constatou que baixara a guarda e Sasuke se aproveitara disso. Correu na direção das pegadas, ao mesmo tempo que tentava rastrear o chakra de um dos dois, percebeu o de Sasuke, mas ele estava estranho, parecia entorpecido. Temeu pois não conseguiu sentir o de Sakura. Correndo o mais rápido que pôde por sobre as árvores, Naruto desejava ardentemente que desse tempo de a encontrar com vida. Vários minutos se passaram até que começou a sentir o chackra de Sasuke de maneira mais intensa, ele estava perto. Parou sentindo o estômago gelar quando o viu em pé diante de um corpo caído e ensanguentado. Reconheceria aquele vestido rosa em qualquer lugar, era a sua Sakura que estava caída no meio daquela poça de sangue. Naruto soltou um urro de ódio e dor, correu até o corpo da jovem e a abraçou. O rosto delicado estava deformado e completamente ensanguentado, assim como os cabelos, os braços, pernas. O corte profundo no pescoço quase o dividia ao meio. Sasuke em pé ao lado dele não disse nada, somente limpou o sangue de Sakura da sua espada e a embainhou novamente.
— Sasuke! Porquê?
— Não me peça para repetir, Naruto. Eu te avisei que faria isso.
Então o corpo de Sasuke foi arremessado com força contra uma árvore. Naruto sem entender nada somente observou enquanto Sakura, perfeitamente sã e linda como sempre fora, concentrava mais chackra no seu punho direito, era o seu Taihou Kyaku no Jutsu*. No seu colo ainda havia uma Sakura ensanguentada, então ele compreendeu que aquilo não passava de um clone, o mais perfeito e realista que jamais vira.
Sasuke atordoado, tentava firmar os pés no chão para se levantar, mas recebera o golpe diretamente no estômago, ele mal conseguia respirar e a dor primeiro aguda, depois parecia percorrer por todos os lados do corpo, fazendo-o perder as forças. Sakura estava ciente que mais um golpe daquele no mesmo lugar mataria o Uchiha, então concentrando mais chakra o acertou diretamente no rosto. Sasuke sentiu o cérebro balançar antes de perder os sentidos de vez. Ele mal teve tempo de entender o que havia acontecido.
Sakura observou o corpo do rapaz cair diante de si. Naruto a olhava petrificado.
— Como você fez isso?
— Foi um clone, Naruto. Eu estava em casa arrumando a bagunça que vocês deixaram, então senti um frio na espinha. Na hora pensei no Sasuke, então fiz esse clone e me ocultei, bem como o meu chackra. Observei como Sasuke o arrastou até o meio do mato e depois de espancar o clone, o degolou. Logo após você chegou com seu escândalo peculiar e o resto você mesmo viu.
— Quer dizer que...?
— Nenhum soco dele acertou em mim.
— ...
— Eu sei o que você está pensando. Mas como médica aprendi muitas técnicas de manipulação de chackras em clones. Fiz o mesmo com Hitachi, porque não faria para salvar a mim mesma?
Naruto boquiaberto, observou ela se aproximar do corpo de Sasuke. Sakura sentiu o pulso e viu que ele ainda estava vivo. Ela aplicou jutsu de cura aonde os ferimentos eram mais graves.
— Porque você o está ajudando? – Naruto perguntou estarrecido.
— Por que ao contrário dele, eu não quero ver ninguém morto. Além disso quero que Sasuke viva para pagar todo dia por tudo o que fez contra mim. Quero que ele sinta a ausência do Hitachi e mais, quero que ele saiba que não serei mais o saco de pancadas dele.
— Sakura, mas assim você não está sendo vingativa como ele?
— Estou sim, e daí? Nem todo mundo é perfeito como você, senhor meu marido.
Sakura concluiu pegando o corpo inerte do rapaz e o jogando contra as costas partiu em direção ao hospital de Konoha, Naruto a seguiu de perto e tomou o corpo inconsciente do ninja, livrando-a daquele peso e levou-o até o hospital. Nenhum deles ficou para verificar se o rapaz se recuperou ou não.
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Dois anos depois
Sakura massageava as costas do esposo semi adormecido. Naruto resmungava sons incompreensíveis, no conhecido jogo de manha que ele sempre fazia. Logo após o casamento, Naruto tornou-se ANBU e em poucos meses tornou-se o líder da organização, reportando-se diretamente ao Hokage, Kakashi, que ao contrário de Naruto não usou o poder para enviá-lo para longe, se bem que as vezes o Uzumaki enchia tanto o saco do Sétimo Hokage que ele pensava seriamente em fazer isso, mas com Hanare grávida do segundo filho, o Hatake precisava do seu braço direito por perto. Sasuke não morreu, ele ficou vários dias no hospital e quando acordou não se lembrava de muita coisa, o último golpe de Sakura atingira uma região delicada próxima à região que controla a memória, então o rapaz lembrava-se somente do que acontecera até o sumiço de Hitachi, a sua última contenda com Sakura fora apagada. Ele ainda nutria sentimentos raivosos pela rosada, mas não tentou mais nada quando viu que ela era outra que também poderia colocá-lo numa cama de hospital ou num jazigo a qualquer momento. Ele sumiu da vila abandonando o cargo de general e foi em busca de Hitachi. Hinata acompanhou o ex nessa jornada**.
Sakura obteve o direito de voltar a ser uma ninja muitos meses depois, ao contrário do que muitos imaginaram, Kakashi foi rígido com a ex aluna e não deu permissão pra ela voltar a participar de missões tão rápido assim. Ele queria ter certeza que a garota havia se arrependido do que fizera e, mais do que isso, queria que as pessoas voltassem a confiar nela. Ele não teve tanto trabalho porque frequentemente, Sakura era chamada no hospital para prestar “consultoria” em casos graves de envenamento. Aos poucos, sem precisar da ajuda de ninguém, Sakura retomou parte do prestígio que antes gozara, aos poucos as pessoas se esqueceram do seu crime e naturalmente a procuravam quando precisavam de algum auxílio médico. Kakashi fazia vista grossa, porque oficialmente ela não era mais médica, mesmo que o povo a tratasse como tal.
Naruto e Sakura viviam um conto de fadas, se é que isso existe. Cada qual focado em seus objetivos pessoais, mas priorizando a relação que tinham acima de tudo. Eles eram os melhores amantes e amigos, a união e felicidade deles no início causou alguma inveja, mas depois eles passaram a inspirar as pessoas ao seu redor. Todos ao vê-los juntos, silenciosamente desejavam ter um amor daqueles para si próprio. Só havia um ponto que causava discussão na casa dos Uzumaki-Haruno. Naruto queria um filho, mas Sakura sempre arrumava uma desculpa ou outra para fugir do compromisso. Naruto não entendia muito bem o porque da recusa, já que eles viviam bem e eram felizes. Mas naquela noite em especial, ele queria fecundar o corpo dela, de um jeito ou de outro.
Os movimentos firmes que a jovem fazia nas costas do rapaz deixou ele alerta, ela tinha uma maneira especial de tocá-lo e fazer acordar no corpo dele a vontade de se amar. Mas Naruto deixaria ela numa situação delicada. Se Sakura não permitisse que ele ejaculasse dentro dela, ela não teria nada naquela noite. Alerta, Naruto esperou o momento certo para girar os quadris e mudando de posição ficou por cima da garota.
— Baka! Eu não tinha terminado a massagem ainda – Sakura ralhou com ele.
Naruto ignorou as reclamações dela e começou a beijá-la. As mãos do ninja percorreram o corpo dela e em poucos instantes deixou-a nua. Sakura o agarrou pelo pescoço e envolveu-o pelas pernas, retribuindo os luxuriosos beijos. Dois anos de casados não foram suficientes para esfriar o fogo daquele casal.
Já sedenta do corpo dele, Sakura começou a puxá-lo mais para si, querendo que ele invadisse logo o seu corpo, mas Naruto manteve o quadril firme e embora rijo como uma pedra, não cedeu à louca vontade de amá-la
— Vou fazer um filho em você. – ele disse com a voz rouca.
— Você não vai fazer nada – ela respondeu séria.
— Vou sim, ou então nada feito.
— Tonto! Acha que pode me chantagear com isso?! – ela perguntou rindo.
Naruto passou a provocar a Sakura sem nunca concluir, ele colocava a ponta a glande e tirava, o suor e intensidade do beijo dela mostrava que ele teria sucesso se continuasse assim. Ficaram nesse jogo delicioso, se testando, brincando, brigando para ver quem era o mais forte e dessa vez Naruto ganhou.
— Vai logo, Naruto! – ela por fim cedeu.
— Vai me deixar fazer em você?
— Vou! Mas você vai me ajudar a criá-lo, ouviu bem?
— Lógico que não! Eu só quero ficar com a parte legal de ter um filho... – ele brincou mas Sakura já estava irritada com aquele joguinho, essas palavras mal colocadas acabaram por destruir de vez a vontade dela. Ela o empurrou pra longe, enquanto Naruto ficou puto da vida.
— Então não vou querer mais nada!
— Ai, ai Sakura... olha o que você faz comigo – ele reclamou enquanto estimulava o próprio membro.
— A culpa é sua, quem mandou ser um baaaaaka?
Sakura virou para o lado e fingiu que dormia, Naruto encaixou-se entre as nádegas dela e dessa vez sem pedir permissão, começou a penetrá-la. Sakura ficou bravíssima com ele, mas ele a imobilizou e impediu que ela o espantasse pra longe de novo. Naruto se comprimia contra ela enquanto mordia seu ombro e dizia obscenidades no seu ouvido. Aos poucos, Sakura passou a aceitar de bom grado tudo o que ele fazia com ela e quando ele terminou ela é que queria mais.
— Você está tomando remédio?
— Não.
— Então você vai ficar grávida?
— Pode ser que sim.
— Espero que você fique.
— ...
— O que foi Sakura? Não quer um filho meu?
— Não é isso, bem... é que... existe uma coisa... uma coisa muitíssimo séria. Mas não sei se devo te contar.
— Minha esposa não pode ter segredos comigo. – ele disse com um tom de voz autoritário.
— Deixa de ser tonto, isso é sério mesmo.
— Então me fala.
— Jura que nada mudará entre nós?
— Mudar em que sentido?
— Você ainda vai continuar comigo?
— Eu não sei porque você insiste em querer arrumar um jeito de se ver livre de mim.
— Baka! Eu estou falando sério, Naruto.
— Sakura, contanto que você não me traia, eu perdoarei tudo.
— Não é uma traição... é pior do que isso.
— Agora estou com medo.
— Tá vendo?! Não posso te contar, você vai me odiar quando descobrir.
— Sakura-chan... fala logo porque eu não tenho muita paciência.
— Tá bom, mas acho que é melhor eu te mostrar. Você trabalha amanhã cedo?
— Não.
— Então tá decidido. Amanhã cedo eu te mostro.
Naruto revirou muito tempo na cama antes de pegar no sono, aquele assunto da Sakura deixou-o realmente preocupado, mas enquanto ele demorou a pegar no sono, ela sequer dormiu. Muitas coisas poderiam acontecer assim que Naruto visse o que ela tinha pra mostrar. Ela sentiu medo, muito mais medo do que quando estivera prestes a morrer.
***
No dia seguinte, eles levantaram cedo, os dois tinham a cara amassada por não ter dormido direito. O humor de Naruto não era dos melhores, mas ele poupou a esposa, ele não era o tipo de pessoa que desconta a raiva em ninguém, muito menos nela. Após um rápido e silencioso café, eles saíram. A cada passo que Sakura dava ela sentia que poderia desmaiar, mas ela ficou firme. Naruto estava calado e preocupado, o jeito da Sakura não ajudava muito a acalmá-lo também. Então Sakura parou diante do antigo apartamento que morava quando era solteira. Naruto ficou intrigado, depois de que se casaram, eles foram lá algumas vezes para buscar as coisas dela e depois ao que ele sabia, o imóvel foi ocupado por uma moça solteira, civil e muda. Ele não sabia muito bem como a moça se mantinha, mas se fosse uma das inúmeras orfãs de Konoha, a vila assegurava uma pensão vitalícia. Sakura bateu na porta e minutos depois a jovem apareceu. Ela deveria ser da mesma idade que eles, muito tímida, ficou vermelha quando Naruto a cumprimentou com aquele sorriso radiante que derretia o mulherio. Ambos entraram e a moça indicou o sofá para sentarem, porém antes que pudesse fazê-lo, Naruto viu algo que o fez ficar pálido.
Sakura não teve tempo de acudir o marido que desmaiava diante de si.
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