Notas iniciais
Yoo Mina-san!
OMG! A FIC recebeu mais uma recomendação. A doce e linda Sasis Haruno deixou palavras comoventes que enterneceram essa humilde ficwriter. Sasis, amei a maneira como você disse ter gostado da história e de como estou trabalhando com os personagens principais, o seu genial me deixou estática por longos minutos, quase que precisaram jogar água na minha cara para eu voltar ao planeta Terra. Obrigada por tudo mesmo, espero que você continue acompanhando e apreciando a FIC!

Voltando a FIC... imaginem se eu fosse uma autora bem troll que fizesse esse desmaio ser na verdade o sintoma de uma doença terrível e letal que tirasse a vida da Hina nos próximos caps e deixasse o Sasuke desolado? Kkkkk, Akemi-san ainda não chegou à esse nível de insanidade. Sim pessoas o desmaio significa isso mesmo o que todos estão pensando e o público está dividido entre o filho ser o Naruto ou do Sasuke. Quanto a isso podem ter certeza que vou fazer mistério sim e logo logo vou mostrar como há coerência em dizer que o filho pode perfeitamente ser de um ou do outro. Só que ninguém pensou no Kiba. Ele é o atual namorado da Hinata, e embora tenha recebido nota zero pelas suas atitudes pervertidas do cap anterior, ninguém está curioso de saber como ele vai lidar com a notícia de que sua namoradinha está grávida de outro? Enjoy...

Kiba correu desesperado com Hinata no colo, levou-a diretamente ao hospital de Konoha. Sua cabeça estava a mil, vários pensamentos insanos passaram pela sua cabeça, nenhum deles se encaixava com a situação do momento. Ele sentou-se numa das cadeiras e colocou-a deitada sobre seu colo, morria de remorso por achar que ela havia subitamente ficado doente por culpa dele.

Quando finalmente foram atendidos, Hinata já havia despertado, mas estava apática e calada, além de parecer muito confusa. Kiba achou melhor ficar quieto para não piorar as coisas. A enfermeira que os atendeu, uma ninja que aparentava ser tão jovem quanto eles tirou o sangue dela, mediu a pressão e fez alguns outros exames.

— O que ela tem? – Kiba perguntou afobado.

— Ainda não sabemos, mas primeiro vamos fazer alguns testes para descartar algumas opções que batem com os sintomas. Se não encontrarmos nada ela deverá ficar em observação até estar totalmente recuperada.

— Espero que não seja nada grave. – Kiba disse mais para si mesmo do que para a enfermeira.

— Não deve ser, ela parece ser bem saudável. — ela respondeu com um sorriso.

Ela retirou-se dizendo que logo voltaria com o resultado dos exames e deixou os dois sozinhos. Hinata estava deitada na maca, o olhar perdido, mil coisas passavam pela sua cabeça, mas não estava tão preocupada com a sua saúde. Já Kiba estava em pânico, ele temia que aquilo tudo era culpa dele.

— Hina, me perdoe eu não deveria ter te forçado.

— Fique tranquilo, isso não deve ser nada. Eu não comi nada durante o dia todo, estava enjoada, deve ser por isso que desmaiei.

Ele ficou quieto e foi sentar-se na poltrona no outro lado da sala. Cerca de trinta minutos depois, a enfermeira voltou junto com uma médica, esta trazia alguns papéis na mão, provavelmente o resultado dos exames. Ela tinha um largo sorriso no rosto, Kiba achou que só poderia ser algo bom para ela estar sorrindo daquele jeito.

— E então, doutora?

— Fizemos alguns exames, mas o exame de sangue mostrou tudo o que precisávamos saber.

Hinata sentou-se na maca.

— O que eu tenho afinal?

— Você está grávida. – a médica respondeu simplesmente.

— O QUÊ? – Kiba gritou.

— Isso mesmo, é o que o exame mostra, ela está grávida de oito semanas.

— Mas como? Hinata? – Kiba estava desesperado.

Hinata não respondeu nada. No momento em que ouviu a doutora dando a notícia, ela mentalmente fez as contas, oito semanas batia exatamente com a vez que esteve com o Naruto, então aquele filho era dele, só podia ser. Um sorriso enorme cresceu no seu rosto e ela subitamente se sentiu energizada, talvez agora com um filho haveria uma chance entre os dois. Ele levantou-se da maca e foi saindo.

— Senhorita, você não pode sair assim de qualquer jeito, acabou de desmaiar. – a médica falou preocupada.

— Mas agora eu me sinto ótima! – ela ignorou a médica e saiu sendo seguida por Kiba.

Já fora do hospital, Kiba quase fora de si puxou-a com firmeza pelo braço, fazendo-a finalmente parar.

— Hinata, me explica isso. Como você pode estar grávida?

Hinata estava tão feliz em estar grávida do Naruto que sequer lembrava mais do Kiba.

— Foi o que a médica disse, Kiba-kun. – ela respondeu baixando os olhos, era difícil olhá-lo.

— Mas como? Você havia me dito que era virgem.

— Eu menti.

— Por quê?

— Porque achei que você fosse me forçar a fazer mais coisas que eu não queria.

Ela falou diretamente sem pensar nas consequências. Kiba ficou triste e ao mesmo tempo enfurecido.

— Quem foi o desgraçado? Me diz logo que vou matá-lo!

— Foi antes de a gente começar a namorar, ele não teve culpa, eu o seduzi, eu o amo.

— Você o ama? Não me diga que é...

— Sim é o Naruto, esse filho é dele. – ela disse olhando nos seus olhos, Kiba percebeu um brilho de felicidade neles.

Hinata achou que não valia mais a pena tentar nada com o Kiba já que nesses dois meses de namoro ele não havia conseguido despertar nada nela, exceto amizade, e as vezes raiva por ele ficar forçando tanto a barra.

—Kiba-kun, eu o amo. Eu tentei esquecê-lo mas foi impossível. E agora sabendo que vou ter um filho dele sinto que posso ter esse amor pra mim, eu vou lutar por ele.

— Mas e eu? – Kiba estava desolado.

— Me perdoe Kiba-kun, mas não posso mais continuar te enganando.

Ele a soltou, o olhar perdido. No final das contas ele havia sido usado? Justo a Hinata tão meiga e inocente o havia passado para trás? Feito ele de bobo?

— Kiba-kun, não me odeie por favor, nós ainda podemos ser amigos?

Kiba olhou-a com os olhos estreitos, seu peito ardia e um ódio louco crescia.

— Claro, Hina-chan. Eu te amo tanto que sou capaz de ver você com outro, contanto que esteja feliz. – ele disse e pousou a mão suavemente sobre o rosto dela.

Hinata achou ele estranho ele falar palavras tão doces enquanto a fuzilava com o olhar.

— Só que pra isso você vai ter que transar comigo. – ele disse comprimindo o maxilar dela com muita força.

— Não, pare! – ela gritou assustada.

Ela tentou fugir mas Kiba a puxou ela com força para um canto escuro em uma viela. Hinata protestou descrente que ele de fato fosse fazer alguma coisa contra ela, mas o que ela não sabia era que Kiba realmente tinha intenção de devorá-la naquela noite, ele estava com raiva por ela ter mentido para ele e ainda mais por estar grávida de outro e ter subitamente terminado com ele, então não iria sair sem nada. Ele a empurrou de encontro à parede e com voracidade começou a arrancar suas roupas. Hinata se debatia tentando fugir dele.

— Kiba, para com isso agora mesmo ou vou gritar!

— Não, você vai ficar quietinha enquanto eu me divirto – ele disse comprimindo uma das mãos contra a boca dela.

Kiba pressionou os seios dela com força e levou um dos bicos aos lábios, então mordeu com força, então Hinata percebeu que ele falava sério, mas ela não estava disposta a fazer nada com ele, estava com raiva e se sentia humilhada, começou a chorar e a se debater com mais violência. Kiba continuou sugando os mamilos com força enquanto uma das mãos invadia a calcinha procurando algum sinal de lubrificação. Estava seca. Hinata não sentia nada mesmo por ele, nem um pouquinho de atração sexual que poderia justificar o namoro, ele ficou com mais raiva ainda ao constatar isso e resolveu que ela iria pagar por tê-lo usado. Arrancou as calças dela e a virou de costas empurrando o rosto dela contra a parede, a parede áspera arranhou a pele macia. Afastou-lhe as pernas e iria penetrá-la se Hinata não tivesse sido mais rápida e girado nos calcanhares e desferido-lhe uma série de golpes com a palma das mãos. Era o seu punho gentil, que, contra até então não havia encontrado oponente à altura. Kiba foi lançado a vários metros de distância e caiu no chão, o rosto inchado pelos golpes, a boca sangrando. Hinata teve somente tempo de levantar as calças e correr para longe dali, ainda teve tempo de ouvir ele gritando.

— EU VOU ACABAR COM VOCÊ SUA DESGRAÇADA!



********************



Hinata acordou sentindo-se enjoada, correu para o banheiro e vomitou, os acontecimentos da noite anterior fizeram com que ela tivesse uma noite terrível, mal conseguiu dormir, estava física e emocionalmente arrasada, sentia-se traída por um dos que considerava como seu melhor amigo. Ela estava em sérios apuros com essa gravidez e temia a reação do seu pai, mas no fundo temia mais a reação de Naruto, como ele agiria ao descobrir? Conhecendo o jeito doce dele, ela tinha certeza que ele iria deixar a Sakura para ficar com ela e ajudar a criar seu filho. Mas lembrando da noite em que esteve com ele e da conversa que tiveram depois, ela duvidava um pouco que ele tivesse essa atitude, mas ainda havia uma esperança lá no fundo e ela iria tentar.

Depois de tomar um banho e se trocar, saiu para a sala. A mãe tinha a mesa do café da manhã posta e o pai lia o jornal. Cumprimentou-os e sentou, não tinha fome, mas precisava fingir que comia para não levantar suspeitas. Serviu-se de salada de frutas e ficou brincando com elas sem nunca levá-las a boca, enquanto puxava assunto com a mãe. Hanabi já havia saído para alguma missão ou aula, então somente os três estavam em casa, além dos empregados. De repente ouviram a campainha e um empregado atendeu, voltou com dois bilhetes e entregou para Hyashi, Hinata não deu atenção a isso. Hyuuga Hyashi abriu o primeiro bilhete e começou a ler seu conteúdo.

— Vejam só – ele disse com escárnio – aquele moleque Uzumaki vai ser o novo Hokage. Não sei onde esses velhos do conselho estão com a cabeça para fazer uma estupidez dessas.

O coração de Hinata parou ao ouvir isso. Seu adorado Naruto seria o novo Hokage? Isso era simplesmente maravilhoso, ele havia conquistado seu objetivo de infância, ela estava muito feliz por ele. Agora como Hokage ela sabia que ele teria muito mais condições e influência para apoiá-la, Hinata comemorou internamente isso mas não deixou suas emoções virem a tona.

Hyashi continuou lendo o conteúdo do segundo bilhete em silêncio. Então de repente, ele bateu com força na mesa assustando as duas mulheres. Antes que se desse conta do que acontecia, Hinata tinha o pai furioso sobre ela enquanto batia com força no seu rosto.

— SUA DESGRAÇADA! VOCÊ DESTRUIU O NOME DESSA CASA!

Foi preciso a mãe de Hinata e mais três empregados segurarem Hyashi, ele parecia tomado por uma fúria assassina. Hinata não fazia ideia de porque estava apanhando daquele jeito do próprio pai. Todos sabiam que ele era bem severo, mas ela não lembrava de ter feito nada que o desagradasse nos últimos dias, a não ser que... Seria possível que ele havia descoberto sobre a gravidez? No meio da confusão e gritos, Hinata pegou o bilhete já pisoteado e do chão. Conforme lia seus olhos começaram a se encher de lágrimas, agora ela entendia porque o pai estava tão furioso.

Hyashi soltou-se sem dificuldade dos empregados que ainda o seguravam e correu para Hinata caída no chão, puxou-a pelos cabelos e a jogou para fora da casa. A mãe dela chorava e implorava para o marido não fazer aquilo.

— Não! Otou-sama, isso tudo que está escrito é mentira! – Hinata tentava apelar em lágrimas.

— CALA A BOCA! Você vai negar as sujeiras que aprontou?

— Mas eu não fiz nada disso, otou-sama!

— Então você não está grávida? – ele disse mirando com o pé na barriga dela e ameaçou dar um chute, mas Hinata protegeu-se impedindo ele de machucá-la.

Se o pai a chutasse ela poderia perder o bebê, e ela não queria perder seu filho e do Naruto, a única coisa real que ela tinha dele. Hyashi entendeu que ela de fato estava grávida, e refreou o chute.

— Suma daqui sua desgraçada, e não volte mais. – ele disse com o olhar severo.

A mãe, os empregados e outros membros do clã Hyuuga que observavam estavam sem entender aquele acesso repentino de fúria do patriarca.

— Você não é mais uma Hyuuga, não merece mais ser chamada por esse nome. A partir desse momento eu te deserdo e te proíbo de aparecer aqui novamente. E quanto a vocês – ele disse virando-se para as pessoas que o olhavam assustados – qualquer um que tentar ajudá-la ou der-lhe abrigo não fará mais parte desse clã, entenderam?

Ninguém respondeu, mas não precisava. Ninguém desacataria uma ordem do patriarca. Hinata levantou-se com dificuldade, o rosto vermelho e marcado pelos tapas estava molhado pelas lágrimas, a roupa havia sujado por ter caído no chão do quintal.

— Otou-sama, me deixa pelo menos pegar minhas roupas.

— Você não precisa de roupas, já que vivia tirando elas o tempo todo.

Ele saiu empurrando a esposa e os empregados para dentro da casa e bateu a porta com força. Hinata ainda ficou ali parada, tentando entender a loucura que estava acontecendo na sua vida. Pegou novamente o bilhete amassado no chão e releu-o várias vezes, não havia assinatura mas ela sabia muito bem quem o havia escrito. O conteúdo era sujo e grotesco, dizia que ela deitava-se frequentemente com os homens de Konoha, as vezes com mais de um ao mesmo tempo, detalhando situações sexuais que nunca existiram e que agora só havia diminuído o ritmo porque estava grávida. Ela picou-o em vários pedaços e atirou-os em direção a casa dos pais, mais uma vez seu pai a havia decepcionado, nem quis ouvir suas explicações, foi logo acreditando em um bilhete mentiroso de uma pessoa que nem tinha coragem de mostrar a cara. Saiu da área pertencente ao seu clã e andou em direção à casa dele. Ela o confrontaria a desmentir tudo aquilo nem que tivesse que fazê-lo sangrar. Ela não teria sua vida destruída por ele só porque se negou a ser dele.



*************



Hinata caminhou apressada até a casa de Kiba, ao chegar recebeu a informação que ele estava em um campo de treinamento perto dali. Ela foi até lá e o encontrou treinando com Akamaru. Sua raiva era tanta que chegou o empurrando por trás o que o fez cair no chão. Akamaru rosnou e mostrou os dentes para ela, Kiba o repreendeu então o cão se afastou.

— Por que fez isso Kiba? O meu pai ficou furioso comigo, ele está falando em me deserdar e me expulsar do clã.

— Do que está falando, Hina-chan? – ele perguntou com um sorriso falso.

— Não finja, eu sei que foi você! Você mandou aquele bilhete para o meu pai inventando um monte de mentiras!

— Ah isso? Achei que seu pai devesse saber o que a filha santinha dele apronta pelas suas costas.

Hinata não acreditava no que ouvia.

— Mas isso tudo é mentira! Eu não fiz nada daquilo que você escreveu, vá lá agora mesmo desmentir!

— Desmentir o quê? É tudo verdade. – ele disse cinicamente.

— Não é e você sabe! – Hinata estava começando a perder a cabeça, ela sentiu que iria chorar a qualquer momento – eu achei que você fosse meu amigo.

— E sou, eu te ajudei a contar logo para o seu pai a vadia que você é.

— Kiba...

— Isso mesmo Hinata. Você me usou, brincou comigo me fazendo acreditar que gostava de mim, mentiu que era virgem mas está grávida daquele retardado mental do Naruto, só porque agora ele vai ser o Hokage. Você estava pensando em dar algum de golpe do baú, é isso? – o olhar de ódio dele era medonho.

— É claro que não! Eu nem sabia que ele seria o novo Hokage. Como você ficou sabendo disso?

— Todos os clãs receberam uma mensagem hoje cedo convocando para a nomeação dele, você não sabia disso sua burra?

— Meu pai recebeu também – ela resondeu automaticamente, ofendida com as palavras dele. – Kiba, você não sabe o que fez? Meu pai quase me matou e falou sério sobre me deserdar.

— Bem feito pra você – ele deu de ombros.

— Kiba, por favor, desfaça isso, eu vou ficar sem ter pra onde ir.

Kiba pensou se não seria um bom momento de barganhar com ela.

— Você vai trepar comigo?

— Não! Nunca! – Hinata respondeu indignada.

— Então nada feito. – ele disse com um sorriso malvado.

Hinata olhou-o sem entender como era possível seu amigo de infância que se dizia tão apaixonado fazer uma coisa terrível dessas contra ela. A situação já era delicada, mas agora com isso ele havia piorado muito. Viu o rosto dele marcado pelos golpes da noite anterior, pensou em golpeá-lo mais até desfazer aquele sorriso hipócrita da cara dele, mas percebeu que nada disso adiantaria, nada mudaria o fato de que ele não a amava coisa nenhuma e não ligava a mínima para os sentimentos dela ou o que acontecia com ela.

Viu quando ele assobiou e Akamaru voltou correndo do meio das árvores, Kiba continuou treinando com o seu cão como se ela não estivesse mais ali. Então Hinata se afastou, não tinha jeito, ela havia se enganado sobre a amizade e os sentimentos de Kiba, isso doía muito mais do que ela havia imaginado. Só havia uma coisa a ser feita, esperaria até a noite e iria falar com aquele que ela tinha certeza não a desampararia.



*************



Eles deixaram o salão recebendo os cumprimentos das pessoas ao redor. Naruto sorria e cumprimentava a todos, sinceramente agradecido pela confiança que estavam depositando nele. Sakura ao seu lado dava-lhe apoio, sorrindo e sendo cordial com todos que se aproximavam, estava claro para todos que eles agora eram mais do que membros do mesmo time, mas ninguém era indiscreto para comentar nada a respeito, só observavam que eles formavam um casal lindo.

Ao conseguirem se afastar da multidão, foram caminhando em direção à casa de Sakura.

— Sakura-chaaan – Naruto dizia com a voz manhosa no ouvido dela – vamos lá, precisamos comemorar.

— Naruto, agora você é o Hokage, não pode mais ficar se expondo assim.

— Me expondo? Como assim me expondo? Estou com a minha namorada, mesmo um Hokage tem direito a uma vida pessoal, não tem?

— Acho que não tem não. – ela disse rindo.

— Ah, Sakura-chan! Então vamos pra minha casa.

Sakura pensou bem, ela o queria desesperadamente naquela noite e sempre que iam para a casa dele, Naruto ficava a mimando depois, preparava a comida dela, trazia bebidas adocicadas para ela, aquilo era tão bom.

— Tá bom, mas vou voltar cedo, viu? Amanhã tenho um plantão enorme no hospital.

— Agora como Hokage eu posso ordenar que seu plantão seja reduzido.

— Você não vai fazer nada, entendeu? Não quero vantagens só porque namoro com o Hokage.

— Tá bom, Sakura-chan-chata.

— Baka!

Caminharam conversando alegremente, Naruto narrando tudo o que faria agora que seria o Hokage, Sakura ouvia e se enternecia com as palavras dele. Todos os seus planos visavam a paz e segurança do mundo ninja como um todo, não só de Konoha. Quando se aproximaram da casa dele, avistaram um vulto em frente a porta, era a silhueta de uma mulher. Sakura ficou apreensiva e ao chegar mais perto viu que era Hinata, sentiu o sangue gelar nas suas pernas.

— Naruto-kun... Sakura-san? – Hinata parecia nervosa e estava violentamente ruborizada, parecia até mesmo desgrenhada, as roupas sujas.

— Hinata-san? O que faz aqui? – Naruto perguntou, Sakura percebeu que a voz dele demonstrava preocupação.

— Me perdoe, Naruto-kun, eu somente... eu na verdade... ah, parabéns agora que você é o novo Hokage.

— Ah, isso? Obrigado. Por que não foi na cerimônia? Todos estavam lá. – Naruto disse tentando parecer casual, embora tremesse de medo do que Sakura estivesse pensando.

— Na verdade, eu precisava conversar com você, Naruto-sama.

— Sama? Pára com isso Hinata, somos amigos.

— Agora você é o Hokage, devo ter respeito por você. Mas bem, não gostaria de atrapalhar vocês – Hinata respondeu olhando para Sakura que lançava um olhar interrogativo para ela.

— Pode falar, Hinata-san. Eu e Naruto sabemos de tudo o que acontece na vida um do outro, não é mesmo Naruto? – ela perguntou olhando para ele esperando que ele concordasse, mas percebeu como ele estava nervoso, parecia preocupado.

— Sakura-san, é que... bem é algo muito particular, eu não sei se...

— Pode falar Hinata-san – Sakura disse, de maneira alguma ela deixaria aqueles dois sozinhos, se era o que Hinata queria.

— Tudo bem, mas Sakura-san, me perdoe pelo o que eu vou falar, me perdoe.

Naruto estava em pânico achando que Hinata tivesse subitamente resolvido contar a Sakura sobre aquela malfadada noite em que estiveram juntos. Eles tinham um acordo, ela não podia quebrá-lo, porque estaria fazendo isso?

— Hinata-san, vamos conversar em particular, acho que vai ser melhor, né Sakura-chan? Depois te conto tudo – Naruto interveio tentando evitar uma tragédia.

— Não, Naruto! Eu quero ouvir também. – Sakura respondeu irritada.

— Perdão, eu não queria causar problemas para vocês. – Hinata disse baixando os olhos.

— Não se preocupe Hinata-san, pode ficar a vontade e falar o que tem falar. – Sakura a encorajou, angustiada para saber logo o que ela tinha de tão grave para tratar com o seu namorado.

— Eu só... é que.. bem eu...

Aquilo irritava muito, tanto a Sakura quanto o Naruto. Porém eles ficaram quietos, Naruto rezando para que ela não contasse sobre aquela noite. Porém se insistisse em falar a sós com ela isso iria levantar mais suspeitas que ele não queria.

— Naruto-sama, eu...é que.. oh, estou tão envergonhada... não posso fazer isso...

— Fala logo, Hinata! Pelo amor de deus! – Sakura quase gritou com ela de tão impaciente.

Hinata sabia que já havia estragado a noite deles, não era a sua intenção, mas não poderia carregar aquilo sozinha. Mesmo que Sakura a odiasse pelo resto da vida e Naruto a desprezasse para sempre, ela não tinha feito aquilo sozinha, precisava do apoio dele e com certeza teria.

— Eu estou grávida. O filho é seu Naruto-kun.

Notas finais
Alguém aí acha que o próximo cap. será banhado em sangue?

PS: depois desse cap o Kiba ganhou o primeiro lugar no quesito canalhice deixando o Sasuke lá pra trás.