Ano Baka (Aquele Idiota)
23 Capítulo 23
Notas iniciais
Hinata andou apreensiva pelas ruas de Konoha, ela precisava ver Naruto logo, a angústia tomava-lhe o peito todo, queria saber o que o Sasuke havia feito contra ele para despertar uma ira tão violenta a ponto de chegarem naquele ponto. Ela nunca havia visto o Uchiha com bons olhos, tudo bem que ela conhecia a trágica história da sua família, mas achava-o pessimista demais e com o caráter fraco por ter seguido o caminho do mal, mesmo sendo um dos ninjas mais fortes da vila. Ele só tinha feito mal para as pessoas ao seu redor e pelo visto iria continuar fazendo. Hinata afastou rapidamente esses pensamentos da cabeça, Uchiha algum importava, só o seu Naruto.
Ao chegar na cadeia, apresentou-se e disse estar interessada em falar com Uzumaki Naruto que havia sido preso naquela madrugada.
— Hyuuga-san, sinto muito, mas não podemos deixar entrá-la. As visitas ao Uzumaki-san ainda não estão permitidas. – o ninja guarda respondeu olhando-a com interesse.
— E quando estarão? – Hinata perguntou aflita.
— Não temos previsão.
— Por favor, eu imploro, preciso muito falar com ele.
— Sinto muito, senhorita. Não podemos permitir são ordens da Hokage-sama.
Hinata ficou muito contrariada com essa resposta, mas não tinha jeito de fazê-los mudar de ideia, corria o risco de acabar presa também. Acabou se resignando, aguardaria até ele ser libertado para falar com ele.
Quando Hinata se afastou a jovem que trazia as refeições dos presos chegou. Como o presídio raramente era usado, a cozinha havia sido desativada, e a refeição dos presos era comprada no restaurante mais próximo. Fazia muito tempo que ninguém era preso, então a presença de Naruto, o salvador de Konoha, causava burburinho entre os ninjas guardas, todos queriam saber o que havia levado o Uzumaki quase matar o seu melhor amigo, membro da mesma equipe, então ao invés de deixar a jovem levar a comida dele, o mesmo guarda que atendeu Hinata resolveu levar ele mesmo e ver se arrancava alguma coisa de Naruto.
— Sua refeição, Uzumaki-san.
— Êba! – Naruto deu um pulo da cama onde estava deitado e se aproximou do guarda, abriu a embalagem e quando viu o conteúdo reclamou.
— Mas eu queria ramen!
— Sinto muito senhor, só tinha udon hoje. Come, é bem parecido. – o guarda disse em tom amigável.
— É nada! Eu quero o ramen do Ichiraku! – Naruto protestava indignado.
— Senhor, os presos não tem direito a escolher as suas refeições.
— Quem inventou isso?
— A Hokage-sama.
— A Obaa-chan! Sabia! Ela quer fazer da minha vida um inferno! – ele reclamou mas pegou o hashi e após sentar na beirada da cama e começou a comer.
O ninja queria saber alguma coisa, mas não poderia perguntar diretamente. Resolveu tentar outra coisa.
— Uzumaki-san, sabia desde que chegou aqui nessa madrugada duas jovens vieram visitá-lo? – ele perguntou como quem não queria nada.
— É mesmo? Quem foi? – Naruto perguntou interessado enquanto mastigava o macarrão – porque não deixou elas entrarem?
— O senhor não está autorizado a receber visitas.
— “Ordens da Hokage” – Naruto disse ironicamente alterando o tom da voz. – mas quem eram?
— Não posso falar senhor.
— Isso é ordem da Hokage também? Eu duvido! Me diga logo quem é. Ah, nem precisa, tenho certeza que uma delas foi a Sakura-chan, mas e a outra, quem foi que veio me visitar?
— Senhor, se fosse alguém da sua família eu poderia falar, mas não sendo, eu não posso falar.
— Fala logo, cacete! Que regra mais idiota! Quero saber quem são os amigos que se preocupam comigo! E se eu ficar aqui pra sempre, nunca mais vou falar com meus amigos? – ele já estava revoltado com aquelas regras tolas.
— A Hokage-sama vai definir isso senhor. – o ninja respondeu, mas viu que Naruto tinha ficado muito angustiado por não saber quem era – só vou te dar uma dica, era uma menina muito bonita, muito bonita mesmo.
— Uma menina muito bonita? A Sakura é a mais bonita, mas ela eu já sei que veio.
— Não era a Haruno-san. — o guarda falou em tom enigmático.
Naruto terminou de comer o seu udon e entregou os utensílios de volta para o guarda. Quando ele pegou os itens, Naruto aproveitou para segurar a sua mão por dentro da cela.
— Fala logo quem foi, senão vou quebrar seu braço! – Naruto disse num tom ameaçador.
Devido a escassez de ninjas de alto nível, os ninjas que trabalhavam na cadeia eram chuunins que mesmo sendo adultos nunca tinham passado para outro nível, então o ninja tremia de medo, sabia o que havia acontecido do Uchiha, se acontecesse o mesmo com ele, com certeza não sobreviveria. Toda a glória da polícia de Konoha já não existia mais, agora que a mesma não era mais comandada pelo extinto clã Uchiha. O guarda muito assustado acabou entregando.
— Foi a Hyuuga-san, a Hyuuga-san! – ele respondeu aflito e Naruto o soltou.
— A Hinata? Mas o que ela queria?
— Não sei não senhor, mas ela parecia bem aflita. – o ninja respirava aliviado. – ela esteve aqui a poucos minutos.
— Que estranho. Mas bem, ela não importa, se a Sakura-chan aparecer aqui de novo você deixa ela entrar, viu? Senão na primeira chance eu quebro a sua cabeça! – Naruto ameaçou, mas não falava sério.
O ninja saiu correndo assustado, aquele Uzumaki era mais doido do que ela já havia ouvido falar. Resolveu não falar mais nada, se ele não soubesse das visitas de Sakura não teria porque matá-lo.
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Sakura chegou no hospital já no fim da tarde, ela não tinha vontade alguma de cuidar do Sasuke, mas se isso fosse necessário para ela deixar o time 7, então ela faria. Desde que havia deixado ele mais cedo não houve alteração alguma no seu estado, nem pra melhor nem pra pior. Olhou o corpo nu do Uchiha a sua frente e estremeceu, o processo de cura requeria que a pele pudesse respirar o máximo possível, então nenhum tecido era permitido. Ela conhecia muito bem os procedimentos para cura de queimaduras causadas por chakra e depois de muito curar o Naruto sabia que o Rasengan causava queimaduras profundas na pele, se no usuário do jutsu já era crítico, em alguém que levava o golpe a coisa era muito pior. Respirou fundo e após ler com mais cuidado os relatórios de Ino, Sakura começou a aplicar jutsus de cura nele. Primeiro ela precisava moldar o próprio chakra em si mesma e definir que ação ele faria no paciente, isso era muito complicado, mas ela já dominava a técnica e em questão de segundos, conseguiu formar chakras que desinchariam os tecidos, esse seria o primeiro passo. Sakura sabia que levaria muito tempo mesmo para ter algum resultado, então resolveu que faria as coisas por etapas, assim conseguiria bons e consistentes resultados até que o corpo dele estivesse apto a curar-se sozinho.
Administrou o chakra para desinchar até quase o fim da noite, o corpo dele havia reagido bem, mas isso era somente a preparação para o processo de cura. No dia seguinte ela chegou bem cedo e continuou, a segunda etapa consistia em refazer os músculos destruídos, isso levaria semanas pelos cálculos de Sakura, e a última parte consistiria em refazer a pele, remover inflamações que com certeza surgiriam ao longo do processo e depois com uma boa carga de energia vital ele estaria apto a terminar o processo de cura sozinho, mesmo que tivesse em coma. Sakura balanceou os nutrientes que ele precisava e ordenou às enfermeiras que administrasse alimentação intravenosa duas vezes ao dia. Levou muito tempo até os resultados aparecerem, mas Sakura sabia que seria assim então não desanimava.
Ao final de duas semanas, boa parte dos músculos estavam reconstruídos, o aspecto geral de Sasuke também havia melhorado e os monitores indicavam um aumento significativo no chakra dele, as enfermeiras elogiavam seu empenho e talento e Tsunade havia mandado dizer que estava feliz com a sua dedicação. Sakura mandava relatórios diários do estado do Uchiha e dos procedimentos aplicados e a Hokage pôde acompanhar o progresso dele devido às boas escolhas que Sakura fez. Tudo isso eram elogios ao seu trabalho como médica, mas Sakura não estava nem um pouco afim de ouvi-los, sentia-se cansada e solitária. Ino estava envolvida nos preparativos do casamento, com Naruto preso ela não tinha outra companhia que não fosse o moribundo Uchiha. Resolveu que daria um tempo, iria sair mais cedo naquela noite e tentar falar com o Naruto na prisão, só ele tinha o que ela precisava para relaxar um pouco.
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Naruto estava angustiado, já havia completado duas semanas que estava preso, e ninguém mais foi o visitar, na verdade ele não sabia porque o guarda não falava mais nada para ele. Naruto se arrependeu de tê-lo ameaçado, por causa disso tinha perdido a sua única fonte de informações externas. Estava deitado na cama, o sono custava a chegar, quando ouviu uma voz suave e conhecida o chamando num sussurro.
— Naruto-kun... Naruto-kun
Ele deu um pulo e gritou.
— Sakura-chan!
— Fala baixo, seu baka! Quer que sejamos descobertos?! – ela sussurrou irritada.
— Não, não – ele respondeu sussurrando também – como você entrou aqui?
— Eu joguei um genjutsu no guarda.
— Só tem um guarda de plantão?
— Sim, pelo visto o prisioneiro não é tão perigoso assim. – ela respondeu rindo.
Naruto colocou o braço para fora da grade e começou a acariciar sua nuca, Sakura gemeu baixinho, ele a beijou pelo vão das grades enquanto ela o agarrava com força. Ficaram agarrados daquele jeito, mas a grade entre eles atrapalhava muito.
— Naruto, pare! Isso é uma tortura, não vamos poder fazer mais nada do que isso com essa grade nos separando.
— Vamos sim, olha só.
Naruto concentrou chakra nas mãos e sem dificuldade afastou as grades, dando espaço para ela entrar.
— Naruto! Eu pensei que essas grades bloqueassem o chakra.
— Bloqueiam nada! Eu descobri por acaso outro dia.
— Então você pode sair quando quiser? – Sakura perguntou empolgada
— Posso, mas aí a obaa-chan manda me caçar de novo... não vai adiantar nada.
Sakura pulou para o lado de dentro da cela e mal tinha feito isso, Naruto agarrou-a pela cintura e afundou o rosto nos cabelos dela.
— Sakura-chan, eu estava morrendo de saudades de você!
— Eu também meu amor – ela o agarrou e ficaram se beijando apaixonadamente. Naruto estava muito excitado, Sakura sentiu isso, e depois de muitos minutos, Sakura o afastou com grande esforço.
— Naruto-kun, eu só vim aqui para ver como você está, e trazer algumas coisas.
— O que você trouxe pra mim? Espero que seja algo gostoso de comer. – ele falava empolgado como uma criança.
Sakura riu com o jeito infantil dele e tirou da mochila que trazia uma embalagem fechada, Naruto abriu apressado e sentiu o cheiro delicioso do ramen do Ichiraku que ele tanto gostava.
— Sakura-chan! Como você adivinhou que eu queria ramen?
— Não foi nada difícil. Ainda mais porque eu adivinhei que esses guardas estariam judiando de você obrigando você a comer outra coisa que não fosse ramen.
Naruto sorriu para ela e pegou o hashi começou a comer sentado na beirada da cama. Sakura sentou de frente para ele e ficou observando como ele comia com gosto. Assim que ele terminou ela colocou tudo numa sacola e guardou de novo na mochila, não poderia deixar indícios de que alguém estivera lá. Novamente Naruto pulou em cima dela e começou a beijar seu pescoço e acariciar seus seios.
— Pare Naruto, se alguém aparecer estamos perdidos!
— Ninguém vai aparecer, Sakura-chan, vamos lá, vai – ele responde sussurrando no seu ouvido.
Sakura queria resistir, mas ela tinha ido lá com a mesma intenção que ele demonstrava naquele momento. Ele continuou a beijando e acariciando, quando viu já estava nua sob ele.
— Não Naruto, vamos parar, por favor. – ela o empurrou com delicadeza e sentou-se ao lado dele. Naruto ficou decepcionado.
— Sakura-chaaaaan, você não tem ideia de como estou, eu preciso muito, faz uma eternidade! Eu sei que você quer também, hein?
— Sim, mas tenho que ir, não posso correr o risco de ser pega, se isso acontecer serei presa também e não vou poder continuar cuidando do Sasuke.
Naruto sentiu o sangue ferver ao ouvir aquele nome.
— Ah, então é isso? A sua preocupação é com ele?
— Não Naruto, não! Eu estou cuidando para ele ficar bom logo e você pode sair mais rápido daqui. Tsunade-sama falou sério quando disse que você só sairia quando ele se recuperasse!
— Eu sei... que saco isso! E como ele está?
— Está péssimo, vai demorar muito ainda para se recuperar.
— Sério mesmo?
— Sim, Naruto, vocês lutaram pra valer, não precisava de tudo aquilo!
— Precisava sim e você sabe. – ele disse fechando a cara.
Sakura calou-se. Ela não queria que ele tocasse nesse ponto, porém ouviu ele continuar.
— Sakura, eu sei o que ele fez para você, eu sei de tudo, a Ino me contou. Por que não me disse nada, hein?
— Naruto, eu não consegui, eu não consegui! Foi tão terrível que eu só queria esquecer. – Sakura se encolheu ante a lembrança. Naruto percebeu a dor dela e a abraçou.
— Tá vendo Sakura? Isso te machuca ainda! Ele mereceu o que eu fiz para ele.
— Mas não vai adiantar nada, já está feito, não há como mudar o que ele fez.
— Sim, mas ele não vai fazer de novo.
— Será que não? Eu duvido que isso tenha sido suficiente para ele aprender...
— Sabe o que você pode fazer para ele não tentar mais nada contra você? – Naruto disse empolgado.
— O quê? – Sakura perguntou esperando uma resposta inteligente.
— Arranca o pinto dele! – ele respondeu abafando as gargalhadas.
— Está louco, Naruto? Eu perderia o direito de exercer a medicina ninja! – ele disse com raiva por ele estar levando as coisas na brincadeira.
— É verdade – Naruto riu coçando a nuca – mas é uma boa ideia, não é?
— Não, não é! – Sakura que estava irritada com aquele assunto, começou a se vestir para ir embora.
— Não, Sakura-chan, por favor! Fique mais um pouco comigo!
— Não posso, Naruto.
— Pode sim, vai! Deixa de ser dura, vamos aproveitar um pouco, quem sabe quando vamos nos ver de novo?
Isso era bem verdade, pelas suas contas poderia levar mais um mês ainda.
— Tá bom, Naruto, eu fico. Mas quero que você me prometa uma coisa.
— Sim, tudo o que você quiser.
— Seja lá o que acontecer quando o Sasuke acordar, eu quero que se afaste dele. Eu já estou fazendo a minha parte, eu deixei o time 7.
— O QUÊ? COMO ASSIM? – Naruto gritou.
— Fala baixo! Sim é verdade, agora eu vou trabalhar no hospital em tempo integral. Tsunade-sama disse que seria um tempo experimental, mas eu tenho certeza que ela vai me deixar ficar lá, eu estou indo muito bem.
— Mas você vai me abandonar sozinho?
— Naruto, não estou fazendo isso para ficar longe de você, mas sim para me afastar do Sasuke, eu não quero dar chance alguma para ele repetir o que fez.
Naruto ponderou que dada as circunstâncias, o melhor a fazer era ela sair do time 7 mesmo.
— Sakura, se isso é para protegê-la e vê-la feliz então eu concordo, mas vou sentir muito a sua falta nas missões.
— E eu vou sentir falta de você, mas quando você voltar estarei aguardando pronta para matar suas saudades.
— Humm, que bom ouvir isso. Mas e a saudades de agora? O que você vai fazer sobre isso?
Sem responder ela o beijou, Naruto correspondeu com ternura.
— Te amo tanto, Sakura-chan, você não sabe o quanto. – ele disse ao parar de beijá-la e tomar fôlego novamente.
— Não mais do que eu amo você. Você não tem ideia do que tem sido esses dias sem você, eu precisava do seu beijo para me refazer.
— Eu estou aqui agora, esse momento é nosso.
Lentamente ele colocou-a sentada sobre o colo dele e começou a penetrá-la suavemente, Sakura tentava ocultar os gemidos, mas ele era tão bom naquilo, ela não se cansava nunca queria tê-lo dentro de si para sempre. Naruto mantinha as mãos em seus quadris dando os movimentos que queria, ela era tão leve e frágil quando se entregava. Ao mesmo tempo ele beijava seu pescoço com suavidade, ela o abraçou e gemia baixinho, temendo que alguém aparecesse e colocasse tudo a perder, mesmo sabendo que a chance de isso acontecer era mínima. Ficaram se deliciando nos corpos um do outro, então Naruto deitou-a na cama e depois deitou sobre ela, continuou penetrando-a com suavidade, mas Sakura pedia mais dele, só que se aumentasse o ritmo ele acabaria logo e não queria que isso acontecesse. Sua vontade era ficar ali para sempre, não na cadeia, mas dentro dela, porque sentia que por muito tempo não teria a chance de novo, e as coisas estavam muito incertas, ele torcia para que o pior não acontecesse.
— Vem querido... vem... por favor eu te quero tanto – Sakura disse sussurrando.
— Sakura-chan... – ele gemeu o nome dela.
Naruto aumentou o ritmo, porque ele queria o prazer que o corpo dela lhe dava, então gozaram juntos com os olhos um no outro. Naruto soltou peso sobre ela deitando-se com a cabeça no seu peito.
— Sakura-chan, eu esqueci, me perdoe, mas dessa vez não teve jeito. – ele disse saindo de cima dela e deitando ao seu lado.
— Não se preocupe querido, eu estou me prevenindo também. – ela pousou a cabeça no peito dele.
— Sério?
— Sim, desde que a gente voltou eu resolvi começar a tomar um remédio que impede a gravidez.
Naruto olhou-a seriamente, ela achou que tivesse dito algo errado.
— Não posso dizer que estou 100% feliz com isso, mas quando chegar a nossa hora eu quero ter um filho com você. – ele disse seriamente.
— Está muito cedo ainda, e não podemos pensar nisso agora. – ela tentou desconversar.
— Tudo bem, mas não esqueça o que estou falando, certo? – ele disse enquanto tomava a mão dela e a beijava com suavidade.
Sakura fez que sim com a cabeça, de novo Naruto falando sobre ter um filho. Isso que estavam vivendo já era muito irreal, ainda mais ter um filho dele! Ela nunca havia desejado isso, mas estava tão apaixonada que começa a querer também. Ela afastou esses pensamentos da cabeça e levantou-se começando a se vestir.
— Preciso ir.
— Não, fique mais um pouco ainda – ele pediu segurando-a pelo braço e sentando-se na cama.
— Naruto, não podemos arriscar mais, já foi uma loucura muito grande eu ter vindo aqui.
— Ninguém vai aparecer, Sakura-chan. E eu ainda quero mais... – ele disse e a abraçou pela cintura ficando com o rosto na altura do umbigo dela.
— Eu preciso ir mesmo – ela respondeu olhando para os olhos dele que quase imploravam por ela – vou tentar vir outra vez, eu juro.
— Tá bom então, mas não demore para voltar, sim?
— Vou dar o meu melhor – ela respondeu sorrindo para ele.
Naruto observou ela terminar de se vestir e depois pegando a mochila partiu em silêncio, não sem antes dar um longo beijo de despedida nele. Ele voltou a deitar e ficou olhando o teto da cela, ele não se arrependia do que havia feito para estar ali, sabia que o Sasuke tinha merecido, mas agora ele estava privado da companhia da mulher que amava e não sabia o que seria dele dali em diante, era provável que sua moral perante a vila tivesse caído muito depois dessa briga. Resolveu não se preocupar com isso, se não fosse de um jeito seria de outro, mas ele tinha certeza que no final tudo daria certo para ele e para Sakura, era só mais um pouco.
Notas finais
No próximo cap algo importante vai acontecer e a partir de agora a história toma um novo rumo. Se observarem as mudanças que fiz na sinopse e no título da FIC já poderão descobrir um pouco. Kissu!
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