Ano Baka (Aquele Idiota)
37 Capítulo 37
Notas iniciais
Kiááááá, fiquei tão feliz quando vi que a fofura da KallyChanZ recomendou a FIC! Eu ganhei o dia depois dessa, de verdade! Linda KallyChanZ, como você me deixou mega feliz com a sua recomendação, eu dedico esse cap. pra você. Não tem nada de extraordinário nele, mas tem hentai inédito entre um casal muito querido.
A todos que estão acompanhando a FIC, enjoy!
Naruto acordou enfurecido no dia seguinte. Ter visto a Sakura com Kakashi tinha mostrado a ele que ele não tinha controle algum dos seus sentimentos ou atitudes quando se tratava da rosada. Só de pensar no que poderia ter acontecido na noite anterior, ele roía as unhas. Shikamaru percebeu que ele estava mais agitado do que o normal.
— O que foi dessa vez, Naruto?
— Nada. – ele respondeu seco.
— Como nada? Está quase comendo os dedos de preocupação!
— Não é nada, Shikamaru! Você mesmo disse que não quer saber desses “assuntos problemáticos”.
—Eu não quero saber mesmo, mas vê se trabalha então, ao invés de ficar aí todo desesperado.
Naruto resmungou algo incompreensível. E voltou a se concentrar no trabalho. Então recebeu o anúncio de que Hatake Kakashi precisava falar com ele. Pensando que se tratava de algo relacionado à Sakura, Naruto pediu para Shikamaru deixá-los a sós.
— E então, Kakashi-sensei? Veio se desculpar por ontem?
— Não há motivo algum pra eu pedir desculpas à você Hokage.
— Como não? Você e a Sakura estavam...
— Hokage, não vim aqui para discutir assuntos pessoais, mesmo porque até pra isso não há o que discutir, eu já consegui o que queria.
— Não me diga que vocês...?
— Não vou lhe dizer nada, eu sou um cavalheiro.
Kakashi estava adorando provocar o ex-aluno. Ele queria ter ido além com a Sakura, mas como a Ino chegou da maneira que chegou, ele não pôde continuar, mas tensionava ir adiante com ela assim que a poeira abaixasse. Mas de propósito faria o Naruto pensar que já havia acontecido. Era legal deixá-lo com a pulga atrás da orelha.
— Hokage, na verdade vim reportar que há indícios de um grupo de ninjas rondando Konoha, e eles não estão com boas intenções, já que um de nossos ninjas foi agredido por eles.
— Quem? Quando isso aconteceu?
— Aconteceu ontem e a pessoa está sob cuidados médicos agora. Creio que em dois dias poderá te dar mais detalhes.
— Mais essa agora. E o que eu faço?
— Como Hokage, creio que você deve mandar uma missão para averiguar esses ninjas e reportar mais detalhes do que está ocorrendo. Se for necessário um confronto para eliminá-los.
— Humm... – Naruto ficou pensativo, ali estava a oportunidade perfeita para afastar Kakashi da Sakura, ninguém poderia acusá-lo de agir por ciúmes, já que era em legítima defesa da vila. – Você vai liderar essa equipe Kakashi-sensei.
— Mas eu?
— Sim você, algum problema?
Gennins seriam suficientes, mas Kakashi sabia que o Naruto só estava mandando ele, um ninja de elite para uma missão de reconhecimento pelo simples fato de querer mantê-lo longe de Sakura. De repente Kakashi ficou com raiva de seu aluno ninja “número um ao contrário” ter se tornado o Hokage e não poder dizer não para ele. Resignou-se, como o ninja profissional que era e tratou de cumprir a tarefa que lhe fora incubida.
— Consiga um grupo e parta imediatamente. Vou querer relatórios diários da missão.
— Claro, Hokage-sama.
Kakashi sentia-se contrariado, mas não permitiria que Naruto percebesse. Mal ele saiu e Naruto já tinha outra visita. Sasuke entrou pela janela, mesmo que o Naruto fosse o Hokage, ele nunca iria seguir o protocolo para quando quisesse falar com ele.
— Você aprenda a entrar pela porta como todo mundo. – Naruto o repreendeu mas foi ignorado.
— Naruto, vim aqui para pedir-lhe um favor.
— Você me pedir um favor?
— Sim, mas vai ser um favor para você também, é coisa do seu interesse.
— O que é?
— Coloque a Hinata em alguma missão. Mas que seja algo tranquilo que ela possa participar e que não seja nada demorado.
— Não, nem pensar. Com ela grávida eu não quero correr nenhum risco.
— Deixa de ser besta, Naruto. A Hinata é uma ninja excelente, ela dificilmente se machucaria ou se tornaria um fardo para alguém.
— Por que isso? Pra que quer que ela vá para missões estando grávida?
— Porque eu fiz um trato com ela, e como ela me deu a sua palavra eu quero recompensá-la dando um voto de confiança. Como ela quer trabalhar, não vejo problema algum nisso.
— Mas por que ela quer participar de missões? Ela tem que repousar e cuidar do meu filho!
Sasuke já estava perdendo a paciência com tantas perguntas e com ele falando que o filho era dele.
— Não importa, Naruto. Só dê uma missão simples e segura para ela e ponto!
— Mas é um caralho mesmo hein, Sasuke? Você tá querendo prejudicar meu filho de alguma forma?
— Claro que não, seu demente! Esse filho é meu! Porque eu faria algo assim?
— Não sei, você é doente. Se não me explicar o porque disso eu não vou colocá-la em missão alguma.
Sasuke não viu outro jeito se não falar logo a verdade. Contou que havia pedido para ela não mais procurá-lo. Mas Hinata queria uma missão para poder guardar dinheiro para quando o bebê nascesse, já que se negava a aceitar qualquer ajuda dele. Então como uma surpresa, ele próprio estava negociando com o Hokage qual missão ela participaria.
— Se era algo tão simples assim, porque não me disse antes?
— Idiota.
— Kakashi vai sair em uma missão de reconhecimento para vigiar uma possível ameaça de ninjas inimigos ao redor da vila. O Byakugan pode ser muito útil para essa missão, vou colocá-la nela.
— Ótimo.
— Eles partem daqui a pouco. É melhor ela se apressar.
Sasuke saiu sem dizer nada, voltou correndo para avisar a Hinata sobre a missão. Ela não gostou que ele tivesse se antecipado em ir falar com o Naruto no lugar dela, mas com a promessa de que não iria mais atrás dele, ela achou bom que o Sasuke tivesse feito. Pelo visto ele havia ouvido e considerado tudo o que ela falara na noite anterior. Kakashi recebeu a notícia de que deveria incluir Hinata no seu grupo, ele achou bom porque precisava mesmo de alguém do clã Hyuuga para esse tipo de missão. Ordenou que todos se encontrassem em uma hora no portão da vila. Hinata queria ir sozinha, mas Sasuke fez questão de acompanhá-la, ele mesmo iria junto nessa missão para garantir que nada acontecesse à ela, mas como tinha as próprias missões não poderia se dar ao luxo de querer protegê-la, não depois de ter dito ele mesmo que ela era uma ninja excelente.
— Yoo, Hinata-san! Então você vai se juntar ao grupo?
— Vou sim, Kakashi-senpai – ela respondeu timidamente sem olhá-lo.
— Que bom, porque suas habilidades serão muitos úteis.
Sasuke só olhava desconfiado para o antigo sensei. Ele sabia que Kakashi tinha uma queda por meninas mais novas, mas aquele papo não parecia perigoso.
— E você, Sasuke?
— Eu o quê?
— Você não vai nessa missão, o que está fazendo aqui?
— Te interessa?
Kakashi que já estava acostumado com o humor do pupilo, simplesmente ignorou a grosseria deste. Ficou calado lendo o seu Icha-Icha, enquanto aguardava os outros componentes do grupo. Logo Shino apareceu. Hinata o cumprimentou amigavelmente, Sasuke o olhou de esguelha.
— Falta mais alguém Kakashi-sensei? – Hinata perguntou apreensiva.
—Sim, ainda falta o...
— Ja cheguei! – Kiba gritou surpreendendo a todos.
Hinata não gostou nenhum pouco de saber que ele iria na mesma missão que ela. Kakashi ralhou com ele pelo atraso, já que ele era o único que podia se atrasar. Sasuke percebeu a preocupação de Hinata.
— Se não quiser ir mais não tem problema – ele disse baixinho somente para ela.
— Eu vou sim, Sasuke – ela desconversou, e dirigindo-se ao Kakashi perguntou – Kakashi-sensei, esse é o mesmo time 8 de sempre, o único diferente é você.
— Sim, como o Naruto me jogou nessa missão às pressas, não consegui pensar em outro grupo melhor do que esse para uma missão de reconhecimento e rastreamento. E Kurenai-sensei liberou-os pra mim só dessa vez.
— Mas...
— Relaxa Hina-chan – Kiba, sabendo que ele próprio era o motivo do desconforto da garota, provocou. – se alguém tentar te morder eu jogo o Akamaru em cima dele.
Sasuke não gostou da maneira como Kiba falou com ela, muito menos do olhar que o garoto lançava sobre a menina. Mas não poderia ir na missão junto e confiava que Hinata pudesse se defender, depois ele pensou bem e concluiu que por mais idiota que fosse, Kiba não faria nada contra uma colega de time.
— Bom, já que estamos notos aqui, vamos logo. – Kakashi os convocou.
Sasuke viu o grupo partir correndo por entre as árvores, antes de sair Hinata olhou para ele e de repente ele sentiu que não tinha sido uma ideia tão boa assim mandar a Hinata naquela missão.
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— Agora me explica tudo, tudinho mesmo.
— Ino, não era você a jovem esposa sofredora que fugiu de um marido desconfiado e insensível?
— Ontem eu era, mas hoje quero saber de todos os babados que perdi nesses meses longe de Konoha, pelo visto perdi muita coisa, já que você e o Kakashi-delícia-sensei estavam na maior pegação aqui nesse sofazinho mesmo altas horas da noite. Desde quando vocês estão se pegando?
— Fica quieta, porca! – Sakura respondeu ruborizando, pelo visto Ino já estava no pique total de novo.
Quando se despediu de Kakashi, Sakura voltou para dentro de casa e encontrou a amiga já num sono pesado. Arrumou a jovem no sofá, colocando travesseiros e cobertores e depois foi ela mesma dormir. Na manhã seguinte, foi acordada por um furacão loiro, já de banho tomado e usando uma de suas roupas, quem visse Ino radiante como estava não acreditaria no estado em que ela chegara na casa de Sakura na noite anterior. Depois de tomar um banho, Sakura se juntou à Ino também. Essa havia preparado o café da manhã, estava toda contente e cantarolando.
— Eu mereço uma explicação, Sakura! – Ino insistiu.
— Você merece ficar quietinha e tomar seu café.
— Nada disso, você e o Naruto estavam praticamente casados um com o outro, aprontando muitas coisas censuradas na sua cama e na dele. O que mudou de lá pra cá? Como o Kakashi foi ficar no lugar do Naruto? Estou curiosíssima.
Sakura sabia que não conseguiria esconder as coisas de Ino por muito tempo, e também não havia motivo algum para isso.
— Você pode estar se divertindo e achando tudo muito engraçado, Ino. Mas eu estou com o coração partido, acredite.
Então ela narrou todos os acontecimentos dos últimos dois meses. Como ela e Naruto haviam ficado noivos, ele foi nomeado Hokage e logo em seguida ela descobrira da traição dele, a prova era a gravidez da Hinata.
— GRÁVIDA??? A HINATA??? COMO ASSIM??? – Ino gritou desesperada.
— Isso mesmo, minha cara. A Hinata, pura e angelical daquele jeito, deu um jeito de transar com o Naruto e engravidar dele.
— Por todos os budas! Como isso foi possível?
— Eu não sei, Ino. Só sei que foi assim. Agora ela está grávida dele e ele insiste que é inocente.
— Puta que pariu... foda isso, hein? Não esperava essa do Naruto-kun.
— Eu muito menos.
— E é por isso que você resolveu esquecer dele nos braços do Kakashi-deus grego- sensei? – Ino disse rindo maliciosamente.
— Ino, isso é outra coisa que aconteceu tão repentinamente que estou meio atordoada.
— Me conte tudo, com todos os detalhes sujos e sórdidos.
— Pára com isso, menina! Não tem nenhum detalhe sujo ou sórdido. A gente só ficou ontem, foi isso.
— Só ficou? Vocês estavam se comendo nesse sofá!
— Sua porca pervertida... é por isso que o Gaara colocou dois seguranças atrás de você.
Sakura viu o sorriso da amiga morrer imediatamente.
— Desculpa Ino.
— Você tem razão, deve ter sido esse mesmo o motivo.
— O que você vai fazer? O Kakashi falou sério sobre os dois dias.
— Eu não sei, mas posso ficar aqui por enquanto?
— É claro que pode, nem precisa pedir!
— E eu queria tentar ver meus pais...
— Mas aí você não acha que eles podem acabar contando para alguém? E se isso chegar até o Naruto ele vai relatar ao Gaara. Como Hokage ele não pode esconder algo assim. Além do mais, eles são super amigos.
— Eu estou perdida, Sakura... me ajuda! – Ino pediu com a voz chorosa.
— Ino, eu quero te ajudar mas pensa bem... será que ter largado tudo foi o melhor a fazer? Tipo, o Gaara te ama loucamente e você deveria imaginar que fechado como ele é as coisas poderiam ser desse jeito mesmo. Ou pensou que só porque se casou ele mudaria repentinamente fazendo uma festa por dia?
— Eu sei que não, mas... era tão chato aquele lugar, não tinha nada para fazer. E o pior de tudo, eu comecei a acreditar que ele não me amava mais, depois de tanta indiferença.
— Indiferença? Tem certeza que era isso mesmo? Será que você não confundiu o jeito frio dele com indiferença?
— Ah, eu sei lá, só sei que se ele me amasse tanto como dizia não teria deixado a coisa chegar nesse ponto, eu tentei conversar com ele várias vezes – Ino se defendeu.
— Bem, Ino. Você é casada com ele, conhece-o melhor do que eu, mas eu aposto que logo ele dá as caras aqui em Konoha, aí você não vai ter pra onde fugir.
— Esse é um dos pontos, Sakura. Depois de ter coversado com você e o Kakashi ontem, eu refiz os meus cálculos, eu já estou longe de Suna há sete dias. A viagem foi três dias e mais o período que fiquei prisioneira. Se ele realmente me amasse já teria vindo atrás de mim.
— Mas ele pode ainda estar te procurando nos arredores de Suna.
— Ou pode ter dado graças aos céus que a esposa pervertida dele foi embora...
— Pára de falar besteira! – Sakura se aproximou e colocando a cabeça da amiga sobre o seu colo começou a acariciar seus cabelos. — Ele te ama, sim. Não duvido se daqui a pouco começar chover areia e o seu amado surgir no meio dela para vir buscá-la.
— Será mesmo? Eu duvido que ele realmente se importe.
Sakura ainda continuou consolando a amiga por mais algum tempo, até que finalmente seu compromisso com o hospital não pôde mais ser adiado, então ela deixou a colega sozinha, não sem antes recomendá-la que esperasse os ferimentos sararem definitivamente e tomasse os remédios que havia administrado, e claro praticamente implorar para que ela não fizesse nenhuma besteira, como por exemplo sair pelas ruas de Konoha tranquilamente. Ino estava mesmo ansiosa para ver os pais, mas achou melhor esperar escurecer para que fosse até eles, não queria correr o risco de ser vista por alguém e dedurada para o Hokage, que com certeza não ocultaria nada do Kazekage.
Mas sem poder sair e ser vista, não restava muita coisa a fazer a não ser seguir os conselhos da Sakura. Embora com o ânimo renovado só por estar em Konoha, ela ainda sentia o corpo dolorido e o chakra fraco, no final repousar e recuperar 100% as suas forças seria a melhor coisa a se fazer. Preparou um chá e foi deitar na cama de Sakura, com certeza muito mais agradável do que o sofá duro com cheiro de sexo quase consumado. Deitou-se e depois de tomar o chá se aconchegou nas cobertas macias, rapidamente o efeito calmante do chá fez efeito e ela mergulhou num sono profundo.
Se depois a perguntassem, Ino não saberia dizer se dormiu por alguns minutos ou várias horas, mas em um dado momento, sentiu uma movimentação estranha na cama onde estava, como se alguém estivesse deitando junto com ela. Pensou que fosse a Sakura que já tivesse voltado do hospital e censurou-se em pensamento por ter passado o dia todo dormindo, ela deveria estar mais cansada do que previra. Espreguiçou-se já sentindo o corpo bem mais disposto, abriu os olhos e deparou com um olhar enigmático sobre ela. Eram olhos verdes, mas não eram os da sua amiga.
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Ino tomou um enorme susto ao perceber que era Gaara que estava na cama com ela. Sua primeira atitude foi levantar-se e tentar se proteger de qualquer possível violência. Mas nada aconteceu, ele não parecia agressivo ou disposto a fazer qualquer mal para ela.
— GAARA?! O que está fazendo aqui? – ela perguntou sentando-se na cama.
— Vim buscá-la. Como pensou que poderia fugir de mim? Achou que eu não fosse te encontrar? – a voz dele era fria.
— Na verdade eu... – Ino não tinha o que responder. Agora que fora encontrada, nada mais poderia ser feito.
— Vamos, arrume as suas coisas e vamos voltar para Suna imediatamente.
— Eu não vou voltar.
— O que disse?
— Isso o que você ouviu, Kazekage-sama: eu não vou voltar.
Gaara ficou a olhando durante um longo tempo antes de continuar. Ino tentava a todo custo evitar o olhar dele, mas não conseguia.
— Por que isso agora Ino?
— Eu não quero mais discutir isso Kazekage-sama. Tudo o que eu queria te falar eu falei em outras ocasiões, mas você não estava disposto a me ouvir. Agora eu somente quero que você me deixe viver minha vida sozinha. – ela respondeu um pouco incerta das próprias palavras.
Gaara estendeu a mão e tocou suavemente a sua face. Ino sentiu os dedos longos dele sobre a sua pele e instintivamente fechou os olhos como que para apreciar aquele toque. O farfalhar das roupas dele denunciava que ele estava se aproximando, mais e mais até que sua respiração podia ser sentida a poucos centímetros de distância.
— Isso é impossível. – ele disse com a voz rouca perto do ouvido dela – porque eu nunca mais vou deixá-la sozinha.
Seus lábios pousaram sobre o dela, uma leve carícia, tão suave e ingênua como um beijo infantil. Mas somente esse toque, aliado à emoção que as palavras dele tinham provocado foi suficiente para fazer Ino esquecer tudo. Amar um homem como Gaara tinha revelado algo doloroso mas ao mesmo tempo prazeroso. Desde o início fora assim, quando ficaram pela primeira vez, a maneira calada e atitudes frias dele, constratando com a personalidade expansiva dela, aquele era um caso fadado ao fracasso. Mas o desejo que ela sentia por ele, fazia-a esquecer dessas cruciais diferenças na personalidade de ambos. Quando o tinha tão quente e entregue dentro de si, ela nunca poderia imaginar que um dia o consideraria frio e distante. Por isso doeu tanto ver a indiferença dele após casados, isso aliado ao fato de ele continuar voraz na cama, reforçava a ideia de que ela não era nada mais do que um objeto de prazer para ele. Mas com as mãos dele percorrendo suas costas e a puxando para aprofundar aquele beijo, Ino já não conseguia lutar contra. Os poucos dias que estivera longe dele tinham mostrado como ela era irremediavelmente apaixonada pelo Kazekage.
Gaara apertou-a mais e ouvia-a suspirar sob o seu toque. Percorreu a língua pela boca dela, um beijo molhado e quente que fazia como consequencia a umidade entre as pernas dela aumentar. Suavemente, Gaara inclinou Ino sobre a cama e deitou-se sobre ela sem interromper o beijo. Ino entregou-se ao beijo dele, ele a abraçou com força, trazendo o corpo dela para mais perto ainda, sua vontade era fundir o corpo da sua esposa no seu e não separar-se dela nunca mais. Ino sentiu as mãos dele percorrerem sua silhueta lentamente, lembrou-se que havia se despido ao deitar, ficando somente com uma fina calcinha. Gaara tomou os seios dela nas mãos e começou a massageá-los, depois passou a estimular os mamilos já rijos. Desceu com os lábios pela extensão do pescoço e encontrou os seios dela, passou a sugar e mordiscar de leve os mamilos, sentindo o corpo dela estremecer perante suas carícias.
Gaara continuou explorando o corpo da sua esposa e testando toques e carícias que ele sabia que a fazia delirar. Ino estava cada vez mais ofegante e desejosa de tê-lo dentro de si, mas ele ainda estava vestido e sua calcinha úmida não havia sido tocada. Ele sempre fazia isso, deixava-a louca mas não a despia, fazia com que ela se despisse para ele, a prova irrefutável de que o queria. Ino, velha conhecedora do jogo, despiu-o às pressas revelando o torso branco do seu marido. Massageou os músculo compactos e bem feitos dele e percorreu as mãos macias pelas costas dele, trouxe novamente as mãos para a frente do corpo e começou a desabotoar sua calça. Gaara pressionava o membro já rijo contra a pélvis dela, provocando-a com mordidas no queixo. Já nu, Gaara conduziu as mãos dela para o próprio membro, Ino massageou-o com destreza, mas ela sabia que ele queria outra coisa. Girou o quadril e logo as posições estavam invertidas, Gaara deitado e Ino sobre ele. Ajoelhou-se no meio das suas pernas e lentamente envolveu todo o membro dele com a boca, enquanto massageava a glande com a ponta da língua, foi difícil para Gaara se conter, seu gemido saiu baixo e rouco.
Ino continuou o acariciando daquela maneira, lábios, língua e mãos faziam o trabalho de deixá-lo fora de si, enquanto ela mesma já havia perdido a lucidez. Antes que ele pudesse chegar ao prazer, ela interrompeu as carícias. Trouxe o quadril até a altura do rosto dele.
— Tira a minha calcinha.
— Eu quero que você tire.
— Dessa vez vamos fazer como eu quero. Se me quiser, tire você mesmo.
Gaara não receberia ordens duas vezes. Uma vez só foi o suficiente para ele. Com os dentes arrancou a peça mínima que o impedia de consumir seu desejo e afundou a língua na entrada úmida da sua mulher. Ino sentiu as pernas fraquejarem, era a primeira vez que ele fazia desse jeito, não sabia que ele era tão bom nisso. Enquanto beijava-a com luxúria e a umedecia mais ainda, ele tomou os seios nas mãos e passou a estimular os bicos novamente. Ino gemeu alto e deixou o corpo já lânguido, cair para o lado da cama. Sem perder tempo, Gaara subiu em cima dela, e abrindo suas pernas a segurou no alto. Ino conduziu o membro latejante dele sobre sua entrada e gemeu mais ainda quando o sentiu penetrá-la. Gaara entrou profundamente no seu corpo enquanto mantinha o contato visual, Ino sentia o olhar dele entrar mais profundamente em si do que a própria penetração que ele mantinha. Manteve o ritmo cadenciado por algum tempo, mas seu corpo todo queimava pelo desejo que sentia por ela, em pouco tempo o ato de amor ritmido e lento transformou-se numa transa quente e alucinada, onde os corpos de ambos pareciam brigar para entrarem um no outro e fundirem-se de forma carnal e violenta até. Sem se aguentar mais, Gaara derramou-se nela com um jato quente. Deitou-se sobre ela, comprimindo-a com o peso do próprio corpo. Ainda dentro dela, ele sentiu os espasmos do seu corpo para expulsá-lo, mas pressionou-a novamente, ele ainda queria continuar dentro sentindo o calor e maciez dela. Ino puxou-o com suavidade pelos cabelos, beijou-o com sofreguidão, ela estava com o corpo satisfeito, mas o coração ainda pedia por ele, queria mais, queria tudo. Queria saber se ele a amava tanto quanto ela e que nunca mais seria indiferente.
Ao interromper o beijo, ambos tinham o rosto vermelho um pouco pelo desejo e outro tanto pelo pudor de se amarem de maneira tão quente, ficaram se olhando por muito tempo, enquanto Gaara acariciava seus cabelos.
— Eu vou ter dar um filho meu – ele disse por fim quebrando o silêncio.
— Vai ser difícil disso acontecer, já que eu não vou voltar com você, Gaara.
— Ino, pára com isso... mesmo depois de? – ele olhou para ela incrédulo.
— Isso mesmo, se for para continuar do jeito que estava eu não vou voltar. – Ino afirmou sem demonstrar receio algum.
Gaara suspirou pesadamente, por fim saindo de dentro dela e deitando-se ao seu lado.
— Peça o que você quiser, tudo o que quiser e eu faço. Mas pára de dizer que não vai voltar para Suna comigo. Eu sei que pra você é difícil, mas lá agora é a sua casa e eu vou fazer tudo para que você sinta isso.
Ino teria iniciado uma lista enorme do que precisaria mudar, mas no pouco tempo de convivência aprendeu que Gaara só dava a palavra dele para ser cumprida. Nunca viu alguém se queixar do Kazekage prometer algo e não cumprir, então se ele estava falando que ela poderia pedir tudo o que queria, seja qual fosse o pedido ele cumpriria. Jogou o corpo sobre o dele e começou a cobri-lo de beijos.
— Então, já que é assim Kazekage-sama, eu volto!
— Fico feliz em ouvir isso. Mas quero que você pare de me chamar assim – ele disse corando um pouco.
— Mas como vou te chamar Kazekage-sama? – Ino já sabia o que ele queria, mas queria ouvir dele.
— Você sabe como, não me faça implorar – Gaara respondeu já rubro.
— Ah, por acaso seria... Gaa-chan?
Desnecessário dizer que isso acendeu Gaara novamente.
Notas finais
PS: caso não saibam, o Sasuke não sabe de nada que o Kiba aprontou com a Hinata, por isso ele deixou que ela fosse na missão.
Nota da autora: na primeira vez que Ino chamou Gaara de Gaa-chan, recebi vários comentários dizendo que estava errado, que o sufixo chan só era usado para meninas e crianças. Porém pesquisei mais a fundo e descobri que atualmente, o chan pode sim ser usado para meninos quando a relação é intima o suficiente para isso e a pessoa chamada é verdadeiramente querida. Se duvidam, vejam minhas fontes de pesquisa:
1 - Emprega-se Chan (ちゃん) para demonstrar informalidade, confiança, afinidade ou segurança com a outra pessoa, não obrigatoriamente do sexo feminino.
http://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%ADtulos_honor%C3%ADficos_japoneses
2- Chan
geralmente usado para meninas, apesar de atualmente estar sendo muito usado também para meninos. Geralmente usado por amigos íntimos ou para crianças.
http://www.freewebs.com/mahouamaterasu/guia/glossario.htm
3 - Sufixo "-chan" (ちゃん)
também pode ser usado quando há uma relação afectuosa entre duas pessoas (por exemplo: entre marido e mulher).
http://z3.invisionfree.com/Anime_Nostalgia/ar/t325.htm
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