Annabeth vira Californiana
18 Percy
Notas iniciais
Sabe o que aconteceu, é que eu escrevo pelo word, e quando eu terminei o cap. eu fechei SEM SALVAR.
grrrrrrrr raivaaaaa
Fiquei com raiva, e não escrevi de novo, mas depois de um tempo resolvi escrever de novo, e aqui está. *-*
boa leitura, e obrigada pelos reviews :D
P.O.V Percy.
Acordar? Nem pensar. Por que? Medo. Medo de encarar a realidade.
-Percy. Acorde. –era a terceira vez que minha mãe me chamava- Filho, vamos, levante-se. Eu sei que está sendo difícil, mas você tem que ir para a escola. Por ela.
Ela. Que agora está internada no hospital. E eu aqui. Devia ser eu. Eu devia estar lá no hospital. E não ela.
Fechei os olhos por um momento, e pude ouvir a voz dela, como se ela estivesse do meu lado.
-Percy, levante-se já dessa cama e vá para a escola. Você não deve perder um dia de aula por minha causa. –disse a voz de Annabeth-
Me agarrei a esperança de que ela estava realmente do meu lado, mas quando abri os olhos, a realidade me deu um tapa na cara. Ela não está do meu lado.
Mas eu preciso vê-la. Preciso mais que tudo.
Me levantei lentamente. Minha mãe me deu um beijo no rosto e saiu do quarto.
Fui até o banheiro, tomei um banho gelado, me vesti, peguei minha mochila e desci para a cozinha.
-Vem comer filho. –minha mãe diz-
-Não, valeu. Cadê meu pai? –eu pergunto-
-Trabalhando. –minha mãe responde e bebe um pouco do que eu imagino ser suco-
-Bem, então tchau.-eu digo e saio para a garagem-
Eu entro no meu carro, e saio dirigindo em direção contraria a da escola. Não está nos meus planos ir para aquele inferno hoje. Eu preciso ver Annabeth.
Dessa vez fui respeitando as leis de trânsito, por isso demorei mais a chegar.
Quando cheguei, procurei uma vaga e estacionei meu carro. Larguei minha mochila dentro dele, e fui para dentro do hospital.
-Olá –eu disse a recepcionista, que era diferente da outra que eu vi no dia anterior- Eu gostaria de ver Annabeth Chase.
-Senhor, agora não é o horário de visitas. Volte ás 17:00, e o senhor poderá vê-la. –ela disse educadamente-
Bufei e fui em direção ao elevador. Quem aquela mulher pensa que é para evitar que eu veja a minha Annabeth? Enquanto a porta do elevador se fechava, pude ver a mulher falar com um segurança. Ok, eu não me importo. Nem a CIA fará com que eu vá embora sem antes ver a minha loirinha.
Cheguei no 7° andar e fui ao quarto quatrocentos e dois. Sentados nas poltronas que havia em frente á porta, estavam Luke, Hermes e May.
-Bom dia. –eu disse baixo-
Os três rostos me encararam. Luke olhou para o ponto onde ele me acertou, e ainda havia hematomas.
-O que você faz aqui? Não devia estar na escola? –Hermes perguntou-
-Devia. Mas eu não consegui. –responde simplesmente- Como ela está?
-Melhor que ontem. –May respondeu-
-Ela acordou? –eu pergunto-
-Não. –dessa vez Hermes respondeu-
-É minha culpa. –eu disse, mas o que eu disse merecia uma explicação melhor- É minha culpa ela estar aqui.
-O que aconteceu na sua casa? –Luke pergunta sem me olhar-
Eu narro para eles exatamente o que aconteceu.
-Você gosta dela não é? –Luke pergunta, e como eu não respondo, ele insiste- Não é?
-É.
-Me desculpe. –Luke fala depois de um tempo e olha para mim- Por ontem.
-Não tem problema. –eu respondo e avisto um segurança vindo em nossa direção- Droga.
-O que foi? –Luke questiona-
-Eu vim para cá sem permissão, e agora tá vindo um segurança.
O segurança chega, e diz que eu tenho que me retirar.
-Pode deixar, ele está com a gente. –May fala educadamente-
-Tudo bem então, eu não sabia que este jovem estava com os senhores. –o guarda se desculpou e se retirou-
-Obrigada. –eu me dirijo á May-
-Sem problemas. –ela responde carinhosamente, como sempre-
Nesse momento o médico saiu de dentro do quarto que Annabeth está internada.
-Ela acordou doutor? –Luke vai direto ao ponto-
-Não. –responde o médico desapontado- O que é estranho, devido todos os órgão dela estarem funcionando perfeitamente bem. Parece que ela escolhe estar em coma.
-Coma? –eu pergunto espantado-
-Mais ou Menos. –esclarece o doutor- É só que... parece que ela não quer melhorar.
Eu sabia o por que.
-Eu preciso vê-la. –eu me dirijo ao médico- Agora.
-Desculpe senhor, mas não é horário de visitas. A única pessoa que pode entrar no quarto da Sta. Chase mesmo sem ser horário de visitas é a Sra. Castellan.
-E se... –começa May, olhando para a minha cara de desapontado- eu e Percy trocarmos de turno. Ele fica com Annabeth agora, e mais tarde eu fico com ela. –May, eu te amo. –
-Bem, sendo assim, eu acho que tudo bem. –O médico diz, e abre a porta para que eu entre. Meu coração gela, ao ver o quarto.
Me viro para May, procurando palavras para agradecê-la, mas ela apenas sorri bondosamente para mim, e faz um gesto com a cabeça, me incentivando a entrar no quarto.
Entro no quarto, que é todo branco. É tão claro que chega a me dar dor nos olhos.
Annabeth está deitada em uma cama, com um aparelho no seu nariz, para ela respirar melhor. Ela está com o que eu imagino ser soro, injetado no braço. Ela está com um curativo na sua testa, e uma perna e um braço estão engessados. Ela está com um arranhão no canto da boca, mas ainda sim seu rosto está sereno, como se ela estivesse apenas dormindo. Seus cabelos loiros estão sedosos e cacheados, perfeitos, como sempre foram.
Me aproximo da cama, e receoso, pego sua mão. Ela está um pouco gelada, mas só um pouco. Entrelaço nossos dedos, como aqueles casais andam por ai.
-O Annie. –eu começo- Ou melhor, Annabeth. –aperto as mão- Você tem que ficar boa. E rápido. Olha, e me desculpa. Pela nossa discussão. Você estava certa. Quer dizer, mais ou menos. Você quer saber o porquê de eu dizer isto? É por que, quando eu te conheci, você era apenas um rostinho bonito. Bem bonito. Ai eu tentei ser seu amigo. Mas eu não estava conseguindo ficar perto de você apenas como amigo, por que eu queria ficar com você. Ai você me deu o fora. Ai eu pensei em fingir ser o tipo de cara que você gosta, para que agente pudesse ficar. Mas ai eu vi como você é incrível. E eu me apaixonei por você. Então resolvi ser um cara normal, para que você gostasse de mim como eu sou. E agora você está aqui num hospital. Internada. Eu quero que você fique boa logo, para eu poder te dizer tudo isso de novo, só que olhando nesses seus lindos olhos cinzentos. –eu terminei num fio de voz-
Nesse instante, a máquina que estava ligada a ela, começou a fazer um barulho entranho, e ma luz vermelha se acendeu. E eu percebi que isso não era uma coisa boa.
O médico entrou no quarto acompanhado de outros médicos.
-Patric. –disse o médico- Chame o doutor Lewberth. Agora. Ela não está bem. AGORA. –ele gritou- Garoto, saia. –ele se dirigiu a mim, enquanto mexia em algumas coisas ligadas á Annabeth.-
-O que? Não. O que está acontecendo? –eu quase grito, preocupado-
-Os batimentos dela não estão ok. É como se ela começasse a reagir, mas isso não foi de uma boa maneira. Agora saia.
Eu sabia que devia sair, para que os médicos pudessem cuidar dela.
Olhei para ela, e agora ela se debatia um pouco, como que se estivesse tentando se levantar, ou falar, ou viver.
Eu podia ouvir ela sussurrar algumas coisas que eu não consegui entender. Consegui distinguir as palavras: “Não”. “Por favor”.
Quando estava quase na porta do quarto, já de costas para ela e os médicos, ouvi ela dizer mais forte agora, apenas um nome. O meu nome.
-Percy.
Notas finais
Deixem reviews gente, me insentivem a escrever.
Se tiver reviews bem cativantes, o prox. cap. vai ser maior.
Bejooos ;*
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