Anjos e Demônios
1 Anjos e Demônios
estava saindo do banho, enrolada na toalha, indo pro meu quarto me trocar. Eram mais ou menos 15:00hs, e eu estava sozinha em casa. Estava pegando minhas roupas
dentro do gurada-roupa, quando ouvi uma voz alta e grossa berrando :
- Isabela, vem aqui princesa. - no começo não reconheci a voz, e
fiquei com medo, afinal estava sózinha.
Antes que eu pudesse perguntar quem era, a voz retrucou :
- eu sei que você está aí vadia, abre a porta pro titio abre ! - eu
já sabia quem era. ERA FELIPE ! e pra variar estava bêbado.
Eu estava com medo, e tranquei a porta do meu quarto bem devagar, para que ele não pudesse ouvir. Em vão :
- não adianta trancar a porta bebê, você esqueceu que eu tenho uma
cópia? — ele abriu a porta, e eu corri para o meu banheiro, me trancando
lá, desesperadamente.
- o que é isso vadia? Tá brincando de esconde-esconde ? Não me faça
arrombar a porta biscate, você sabe que eu posso muito bem fazer isso ! -
sem saber porque, eu disse :
- arrombe então ! - pois bem, Felipe se tacou contra a porta por 1,
2, 3x até que conseguiu soltar o parafuso da parede, e a derrubar;
Eu estava atrás do box, aonde mais eu poderia estar, escondida dentro de um
banheiro ? Pensei em ligar para a polícia, mais havia deixado meu celular em cima de minha cama, e não conseguiria sair do quarto para pegar. Não com Felipe na porta;
Ele estava com uma garrafa de cerveja em mãos, e seu hálito fedía de longe.
Vinha caminhando com um sorriso malicioso em minha direção, e eu comecei a gritar :
- SAIA DAQUI ! VOCÊ ESTÁ BÊBADO, SAIA DAQUI FELIPE ! SOCORRRO ! SOCORRO !
- eu gritei com todas as minhas forças, acredite. Mais foi em vão. Ele
começou a me agarrar, e queria me deitar no chão. Ele era mil vezes mais forte do que eu, e eu não conseguia alcançar nada que pudesse machucá-lo para que ele
parasse. Enfim, ele tinha me abusado novamente. Ele me arrastou pelos cabelos
até meu quarto e foi para a sala. Eu estava cansada daquilo, acredite eu queria
morrer. Sem ele perceber, e sem fazer barulho, me rastegei até meu armárinho e
peguei uma lâmina de gilette. Liguei a banheira e me atirei. Precionava a lâmina
contra meu pulso, sentindo uma dor insuportável. Afundei minha cabeça dentro da
àgua e esqueci do mundo, quando ouvi uma voz conhecida me chamando :
- Isabela, filha o que você está fazendo ?! meu deus o que aconteceu
aqui ? Quanto sangue, o que voce está fazendo ? - ela me puxava da
banheira. Eu me levantei, e ela me enrolou em uma toalha.
- O que você está fazendo aqui mãe? Porque não está no trabalho ?
-
- os vizinhos ouviram seus gritos, e me ligaram. O que aconteceu ? quem
esteve aqui ?
eu não queria contar que tinha sido Felipe, ela não acreditaria. Erro.
Estava prestes a falar tudo pra ela, quando Felipe aparece atrás de nós, com
uma faca em mãos, certamente iria me matar. Foi quando gritando e chorando fui
confessando aos poucos. Minha mãe tinha virado um monstro, ia matar Felipe. E
foi quando ele, enfiou aquela maldita faca, no peito da minha mãe…
Fale com o autor