Anjos da meia noite. - História interativa.
2 Prólogo.
Notas iniciais
–Tudo o que eu mais desejo é ter ela de volta... – comenta em uma pacata taverna de uma pacata cidade erguida sobe pedras aos arredores de uma floresta batizada pelo luar. O homem que as palavras disseram possui os cabelos negros como a noite, olhos azuis como o céu e o corpo esbelto, cheio de músculos e trajado com couro e seda.
–Beba mais senhor. – diz uma cortesã preenchendo o copo de cerveja do homem.
Seios grandes, pernas grossas e cabelos louros presos. A cortesã realmente impressiona até o dono da casa. Ela se senta junto ao homem que divide seus sentimentos com a mesma enquanto os demais ali na taverna bebem, brigam e fodem com as mulheres.
–O nome dela era Violeta... Mas eu a chamava por Violett. Linda como o luar, cabelos castanhos e perfumados... Belos seios que eu adorava tocar, não eram tão grandes quanto os seus, mas eu os amava. Por isso Violett sempre abusava de roupas decotadas. Olhos negros, tão negros quanto meus cabelos. Um rosto delicado e belo como a luz do dia... Puta merda, eu sinto tanta falta dela... – o homem diz melancólico, seus olhos carregados de lágrimas se dirigem em direção aos peitos da cortesã que sorri acenando a cabeça enchendo seu copo com mais cerveja.
–O que aconteceu com Violeta senhor?
–“Eles” a levaram.
Quando dizem “eles”. Referem-se a aqueles que se denominam os reis de todas as terras. Os anciões, uma raça de homens grandes, ambiciosos e que não aceitam diferenças. Como são mais poderosos e adeptos de tecnologias avançadas eles dominam todas as regiões com mão de ferro.
Todos os meses os anciões recolhem altos impostos e escravos voluntários ou não e os levam a grande cidade misteriosa de “Solaris”. Sabe-se o que fazem por lá, sabe-se o que tramam por lá.
O capuz que o homem bêbado usa no bar é de cor avermelhado. Está lançado para detrás por cima dos ombros, este é um importante membro de um grupo nomeado de “Os assassinos do capuz vermelho”. Ele bate o copo de cerveja vazio sobe a mesa de madeira com força e arrota sorridente agora com a cortesã sentada em seu colo.
–Tá sentindo algo espetando sua bunda? – ela ri acariciando os negros cabelos do homem. – é minha arma. – o homem enfia sua mão entre as curvas da mulher e puxa seu punhal embainhado e com o cabo todo enferrujado e imundo. Ele o coloca sobe a mesa.
–E a outra? – ela indaga com um sorriso malicioso se referindo as partes baixas do homem. Ele a encara estranhamente e abre os olhos com ar de “Já sei!”.
–É minha espada... – ele arranca sua bainha da cintura e coloca a espada e punhal, ambas sobe a mesa junto ao copo.
A espada é parecida com um sabre, o cabo de aço e brilhante remete a luz que jazia lá fora. A bainha não tem nada de muito destacável, é feita de couro de um animal qualquer.
–Por que anda tão armado senhor? – indagou a cortesã com os seios roçando no rosto barbado do homem melancólico.
Ele nada responde e olha fixamente para a mesa. Talvez esteja pensando em algo, algo profundo, algo poético! Mas não, ele pensa em quão grande são aqueles seios.
–Senhorita, saia do colo do homem. – “o homem” levanta seu rosto e percebe que ficou ali encarando aquele ponto fixo por vinte, trinta minutos.
Três homens trajados com armaduras negras, capacetes de visores de cume escuro abaixados somente com o brilho fraco de seus olhos a mostra o encaram. O cavaleiro da direita segura em suas mãos uma lança de puro aço, brilhante e perfumada com o cheiro de fogo. O da esquerda possui uma espada presa em sua cintura e um escudo pequeno redondo preso a seu braço direito.
–Por quê? Eu paguei ela fica. – o homem aperta a cintura da cortesã com força não a deixando escapar enquanto a mesma se estremece de medo.
A taverna estava cheia e agora restaram poucos. São aqueles que nem levantar conseguem mais de tanto que beberam. O homem por fim solta a cortesã e esta corre seminua em direção à saída.
–Querem alguma coisa? – ele indaga em tom sarcástico estendendo a mão sobe a mesa e tocando o copo de madeira vazio. Os soldados se entreolham com as armas abaixadas.
–Dizem os passarinhos que você é um dos capuzes vermelhos. Parece que é verdade. – ele se refere ao capuz vermelho que o homem usa. Realmente não é um bom disfarce.
–Pra que enrolar? Eu sou mesmo.
– Venha conosco. – um dos soldados aproxima-se do homem.
Ele olha fixamente para o capacete de cume escuro do soldado.
–Venha, é uma ordem. – diz o outro soldado levantando sua lança de aço puro e a apontando em direção à cabeça de Ayden.
–Ninguém me dá ordens. – em um súbito movimento o homem pega seu punhal e o arremessa no peito do soldado que carrega a lança perfurando sua armadura, mas falha ao tentar furar a pele.
O soldado armado com a espada e escudo parte para cima e tenta atingi-lo com um golpe horizontal mas o homem desvia com facilidade e gira seu corpo estendendo o braço esquerdo socando com força o rosto do homem. O golpe é tão poderoso que ele é arremessado em direção às mesas do fundo da taverna a quase quatro metros de distância.
–Runa! – grita o soldado da lança notando a luva encantada do homem de barba por fazer e cabelos negros.
–Sim! – A lança passa perto do rosto do homem, ele desvia seu rosto e soca o peito do soldado destruindo a armadura e o lançando de costas ao chão o incapacitando.
O homem se torna o atrativo do bar, todos o encaram agora assustados, a cortesã está bem longe dali. Ele apenas acena meio embriagado, senta-se e preenche o copo com cerveja. Depois de três copos ele bate o copo com força na mesa de madeira e grita:
–Mande-me outra cortesã, sinto-me só aqui. – os corpos dos soldados jazem no solo, um desacordado e o outro morto. Com a taverna quase vazia no meio da madrugada o homem preenche novamente seu copo e repete a mesma frase impaciente.
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