Os olhos castanho se Katy se abriram... Ela fitou o teto branco do quarto, a luz do sol que vinha pela janela, ela piscou farias vezes até perceber onde estavam, as lembranças de ontem a noite imundaram sua mente. Ela olhou para o lado e viu Set com a metade do corpo em cima da cama e a outra metade no chão. Ele dormia com a cabeça perto de Katy, em quanto o resto do seu corpo estava no chao, ele acordaria com uma bela dor.

Katy olhou em volta do quarto e viu Bruce jogado na poltrona negra a frente da cama, ele estava com a mascara na mão que pendurava para fora da poltrona, mas ainda assim nada dava para ver o que ele escondia atrás da mascara, seu cabelo tapava aquele lado.

Katy sorriu em ver ele dormindo de boca aberta, e Set dormindo igual um bebê. Ela passou a mão em seus cabelos negros acariciando, Set deu um pulo, ele foi para trás batendo no bidê e derrubando tudo, Katy arregalou os olhos e depois começou a rir, quando Bruce deu um pulo da poltrona assustado.

Bruce olhou para Set que estava sentado no chão com a mão na cabeça.

–Você pode ser um pouco mais discreto para acordar? -Xingou Bruce.

Katy ria dos dois brigando.

Ele olhou para Katy e a analisou, Set se levantou e sentou ao lado de Katy perguntando como ela estava. Ele estava com uma dor horrível nas costas e agora na cabeça por ter batido no bidê, mas não se importava muito com a dor dele, queria saber de Katy.

–Estou só com uma dor de cabeça, mas estou melhor, Obrigada. -Sorriu ela para ele.

Set tocou no rosto dela, ele estava feliz que ela não estava em perigo.

Bruce olhou em direção a porta quando escutou passos, ele colocou a mascara e olhou para o irmão.

–Temos companhia. -Anunciou ele ao irmão.

–Pode ser o conselho?

–Não sei, mas esconda ela, vou ver quem é.

Set assentiu e se preparou para pegar Katy nos braço, ela entrelaçou seus braços envolta do pescoço dele, ele conseguia sentir a respiração dele em sua face. Katy fechou os olhos.

Bruce abriu a porta, Agatha surgiu dando um passo para trás.

–Não me assuste.

–Aborte a missão, é só Agatha... -Bruce sentiu um cheiro diferente e olhou para trás de Agatha. Um humano passava por Bruce.

–O que vocês fizeram nela. -Disse Cristian pegando sua adaga, mas Bruce o pegou pela garganta levantando-o com as presas a mostra.

–Não desafie um original supremo, criança.

–Não! Não o machuque. -Pediu Katy a Bruce.

Bruce a olhou suspirando. Largando o garoto no chão ele se dirigiu para fora do quarto. Agatha o olhou com a sobrancelha levantada e o seguiu.

–O que fizeram com você? -Disse ele se aproximando dela, Set se afastava dos dois, mesmo não querendo o humano perto dela.

–Eu estou bem, eles não fizeram nada, só me salvaram de outra vampira.

Cristian suspirou aliviado.

–Se você ficasse com sua raça isso não teria acontecido! -Disse ele passando sermão a ela. Katy não gostou disso e cruzou os braços brava.

–Não venha com sermão!

–Com não venha, você foi atacada por um deles, e não quer que eu de sermão. -Cristian levantava a voz, Set não estava gostando disso.

Katy abriu a boca para falar, mas Set se enfiou no meio dos dois. Ele olhava o humano com ódio, suas presas estavam para fora e seus olhos mudavam de cor.

–Nem pense em levantar a voz, criança, ou eu o mato mesmo ela pedindo para não fazer isso! -Rosnava ele.

Cristian deu um passo para trás, ele tinha perdido, o avó e o tio por terem lutado com originais supremos, eles era muito piores de lutar do que simples originais. E ele não pretendia lutar agora com um.

–Eu estou preocupado com ela, como você se diz também preocupado.

–Eu estou mesmo assim não levantei a voz com ela, nem meu irmão que odeia tanto vocês a ajudou, não a machucou nem levantou a voz, então caia fora da minha casa.

Cristian olhou para Katy que estava com os olhos fixos nas costas de Set, ela nunca pensou que um vampiro a defenderia tanto assim, primeiro foi salva por um quando criança, depois a noite passada de novo, e cuidada por dois.

Dois vampiros cujo os pais foram mortos pelo pai dela.

Cristian desviou o olhar de Katy e assentiu.

–Eu cuidarei dos caçadores enquanto você brinca. -Cristian deu as costas para eles e saiu furioso. Set se virou olhando Katy.

–Ele nunca fez isso.

–Ciúmes. -Disse Set sentando ao lado dela na cama.

Ciúmes?

Katy olhou para Set que se deitou fechando os olhos.

–Descanse mais. -Anunciou ele. Ele colocou os braços atrás da cabeça e suspirou.

Katy deitou perto dele sentindo seu cheiro, um braço a entrelaçou e a puxou mais para perto dele, ela ficou envergonhada, mas tinha gostado disso.

–Eu sempre imaginei que os vampiros queimassem no sol. -Sussurrou ela.

Set sorriu.

–Não queimamos, e não somos mortos por estacas de madeira também.

–Uma vez perguntei isso para meu pai. Mas ele disse que você só morrem com uma arma especial.

–Você esta perguntando isso, por que quer me matar?

Katy riu dele balançando a cabeça.

–Não, não mato vampiros pelo simples prazer como alguns caçadores matam, nem os odeio. -Katy escondeu a face no peito de Set.

Ele a abraçou mais se lembrando o por que ele não odiava mais os humanos, e por que não conseguia odiá-la, ela o salvou.

Set levantou o rosto de Katy na altura dos dele, ela fitou aqueles olhos verdes esmeraldas intensos e cheio de desejos. Katy fechou os olhos... E Set a beijou intensamente e cheio de desejos... Katy correspondeu seu beijo, Set sorria entre os beijos, era delicioso e quente, estar perto dele, um sentimento único.

Os dois se separaram e se fitaram. Ele tocou em sua face sorrindo.

–Agora você pode me matar. -Disse ele fazendo ela rir. Agora descanse mais.

Ela assentiu e deitou nos braços dele.

–-

Bruce abriu as portas do salão decorado, Agatha tentava falar com ele, mas sua expressão eram de ódio. Ele olhou para o piano negro no centro do salão e se dirigiu até lá.

–Por que você não fala.

–Não quero conversar, agora saia, quero ficar sozinho. -Disse ele sentando a frente do piano.

Agatha balançou a cabeça e saiu.

Bruce tocou nas teclas brancas e negras do piano, fazendo o som suar, era lindo a musica, mesmo com a expressão de ódio dele, a musica saia tranquila, calma e linda.

Um profissional tocava aquele piano, uma musica composta por ele mesmo, não era de nenhum pianista, talvez tivesse partes de alguma musica, mas era exclusiva aquela, era daquele vampiro que se dizia sem coração.

Bruce passava os dedos pelos teclados o soou saia lindíssimo, o salão inteiro recebia o som, com esperanças de mais e mais daquela musica, daquele sentimento... A musica tinha toques tristes, mas em algumas partes a esperança naquela vida.

Katy abriu os olhos, ela viu Set dormindo tranquilamente; Ela olhou em direção a porta, conseguia escutar a melodia de um piano, de alguém tocando... Ela se levantou se enrolando num lençol negro da cama de Set.

Ela seguiu aquela melodia pelos corredores até deparar com umas portas duplas douradas, ela tocou na maçaneta, ela queria ouvir aquela musica que a atraia mais e mais. Katy abriu devagar a porta...

O que foi revelado foi um vampiro diante de um piano, ele estava com os olhos fechado, sua mascara estava em cima do piano, e seus cabelos não tapavam seu rosto. Katy ficou maravilhada.

Ele tocava sem ver as teclas com se tivesse feito isso, muitas vezes... A melodia teve seu ar de tristeza, seu dono tocava conforme seus sentimentos, mas queria mudar isso, ele queria fazer um único som, uma única forma nessa melodia.

Katy se aproximou dele, o lençol arrastava no chão enquanto era preto em volta dos braços dela. Katy se aproximou dele sem fazer barulho enquanto ele tocava.

Bruce parou a musica e abriu os olhos. Katy arregalou os olhos quando os dela se encontraram com os de Bruce, os olhos dele eram vermelhos sangue, com muito ódio e dor. Ele a fitou com surpresa, não esperava ela aqui.

Ele desviou o olhar dos dela.

–O que faz aqui? -Ele olhou para a mascara e esticou o braço para pega-la, mas Katy a pegou primeiro.

Ele a olhou.

–Por que você coloca a mascara?

Bruce não respondeu, apenas desviou o olhar.

–Me responda.

–Você não vê meus olhos! E por causa disso, o ódio que sinto transformaram eles assim, preciso da mascara para ter a cor verdadeira de volta.

Ela balançou a cabeça.

–Não. Não precisa. -Ele a olhou surpreso. -O odio que você sente é por sua familia, mas você tem que pensar nos dois lados.

Bruce a olhou intrigado.

–Você em Set, ele é sua familia também, e ele não odeio tanto os humanos, quanto mais odio no seu coração, cada vez você se auto destrui.

–O que vocÇe entende de perdas? -Disse ele rosnando.

–Eu perdi minha mãe, ela foi morta por um vampiro.

Bruce ficou surpreso.

–Mesmo assim, não encho meu coração de ódio, por que quero viver o agora também, quero construir minha vida, não destruir, é claro que sinto ódio pelo vampiro, mas sei que se eu sair matando todo mundo para encontra-lo, acabarei comigo mesma antes de encontra-lo.

Bruce desviou o olhar dizendo nada.

Ela ofereceu a mascara para ele de volta, Bruce olhou para a mascara;

–Você não perdeu tudo, viva antes da vingança.

Bruce a olhou, seus olhos vermelhos a analisaram, ela falava com o coração para ele, queria mesmo o bem para ele mesmo sabendo que ele queria acabara com a vida de seu pai, mas ela não o odiava.

Bruce se levantou ficando de frente para ela. Ele pegou a mascara de suas mãos. Katy pensou que ele iria sair furioso, mas sua reação foi outra.

Ele a puxou para perto dele largando a mascara no chão, seus olhos castanhos fitaram aqueles olhos cheio de ódios que se transformavam... E ele a beijou com forma e vontade prendendo ela perto dele.

Notas finais
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