Notas iniciais
Bem mais um capítulo pra vcs, obrigada pelos reviews. O capítulo próximo só pro próximo fim de semana :( sorry, mas só vou poder escrever nos dias de semana quando as ferias começarem, que é dezembro ou seja mais capítulos pra vocês o/

"Lira não teve tempo de completar a frase, um rugido mais imponente do que de um tigre forra ouvido, mesmo ao longe era alto, mais uma vez alguma coisa ao longe rugiu, na terceira vez, as besta da arvore começaram a descer algumas correndo pela copa outras saltando metros de altura"

Absurdamente velozes eram aquelas bestas peludas, chegaram a chão em segundos. Lira atirara em uma que pulara em sua direção com as garras, curtas mas afiadas, prestes a lhe cortar a garganta, a flecha acertara-lhe entre os olhos, o crânio fora quebrado, esta sucumbiu quase na hora. Outra vinha correndo em sua direção, disparou, a flecha envenenada acertara certeira o coração, sangue fervente jorrou, logo deveria cair no chão e dar um ultimo suspiro, mas esta apenas cambaleou.

Espantada por a besta ainda estar viva mesmo com a flecha cravada no peito, Lira se distraiu, não notara as duas que por trás vinham, até que saltaram agarraram-lhe as assas com as garras, antes que pudesse ter qualquer reação, ambas afundaram com força suas enormes presas negras em sua carne. Queria gritar, tira-las de cima de si, mas a dor que sentira a deixava paralisada, cada vez mais as presas afundavam, o veneno aos poucos ia se misturando com seu sangue, lentamente se via morrer.

Soltou o arco, ninguém poderia ajuda-la, K.T. estava cercada, tentara conjurar qualquer tipo de magia, mas não conseguia controlar seus feitiços quando estava com medo, acabara recorrendo a adaga, que para lutar contra criaturas tão velozes não era a arma ideal. Layck continuava inconsciente na pior hora, ao menos a criatura se empenhava em mante-lo a salvo, mas esta estava cada vez pior, bestas escalavam as costas, tentava tira-las, mas eram muitas, pra sorte não conseguiam morde-la quando tentavam as presas passavam direto, apos a tentativa pareciam mais atordoadas, como se não fosse feita de sombras e sim de gás venenoso.

A visão de Lira cada vez mais embaçada, suas pernas cada vez mais bambas, aos poucos iam cedendo, as besta só iam cada vez mais rasgando suas assas, mas seus pensamentos ainda não se perderiam. Aquelas bestas, reparara, tinham um comportamento estranho, apenas duas lhe atacavam o resto apenas a cercava, emitiam um som, um latido abafados misturado talvez com um relincho, batiam as patas mostravam dentes e garras, estavam cada vez mais agitadas, algumas rosnavam, quando o faziam soltavam fogo, porém as chamas logo se apagavam, Lira se sentia como em uma rinha de cães, todas pareciam gritar eufóricas: Mata! Mata!

Estava aos poucos cedendo. Não podia morrer assim, dizia a si mesma, mas o que iriam fazer? Mal tinha forças pra se manter em pé, andar parecia impossível, se salvar realmente era, mas estava determinada a morrer tentando. Velozmente usando quase todo o resto de suas forças abriu as assas, as bestas que lhe agarravam foram pegas de surpresa pela sua ação repentina, não tiveram tempo de se segurar, acabaram arremessadas ao longe.

Uma se chocara com o corpo contra uma arvore, caiu no chão como uma pedra, ficara imóvel por segundo, até que levantara a cabeça, parecia confusa, piscava excessivamente, olhou pros lados, não sabia direito o que fazer, mas por fim se levantara devagar e molenga, fora andando divagar em direção as companheiras, agora calmas, que pra surpresa receberam-a com doçura e carinho. Já a outra não tivera essa sorte, batera a cabeça no chão com estrema força, o pescoço fora o primeiro a quebrar, ficara retorcido, a cabeça estava deformada, mesmo com pouca luz podia se ver os estragos causados pelo cranio fraturado. Esta não se levantaria mais, nunca mais.

Lira olhara o corpo morto junto ao grupo de bestas, ouvira sons de luta, mas estavam tão ao longe. Caira de joelhos, a dor que sentiu ao mover os músculos das assas, que naquele ponto já estavam mutilados, a fizera ficar tonta de dor, não podia mais sustentar o próprio peso, as pernas cederam. Estava a esperar o ataque final, mas nenhuma das bestas se preocupavam em dar-lhe um golpe final, estavam todas aflitas esperar a companheira se levantar. Sabia o poder o seu veneno, tinham certeza que Lira não saíra do lugar.

Usou o tempo restante que lhe deram de vida para pensar, lembrou-se das flechas atiradas, a besta que por sua espada fora decapitada, da que continuara o ataque mesmo com a flecha no peito, e por fim nas duas atiradas por suas assas, a morta e a sobrevivente... com olhos arregalados, levantou a cabeça, e olhara para uma besta qualquer, prestara atenção, nos olhos, no corpo, na cabeça, mais um vez no corpo, notara algo que não percebera antes, era o porque de sua pergunta, sorriu, mesmo com a situação, tinha de confirmar, mas pra isso iria ter de esperar, esperar o ataque final, o que iria lhe tirar a vida de não estivesse correta.

As besta triste desistiram da companheira morta, por um segundo Lira se sentiu mal por tela matado, porém pensou em todos os monstros que já deveria ter matado e em todos que iria matar dali por diante, olhou para as outras, todas já tiraram com certezas a vida de vários, causaram pânico, medo, dor e sofrimento, se ela não as matasse isso só iria continuar, podiam seguir para Halrat, matariam sem piedade muitos mais. Sua raiva fora crescendo junto a coragem.

Levantou-se, a sua dor não importava mais, agora as bestas voltaram a sua agitação, mais rosnados, mais patas a bater, mais chamas a crepitar e logo apagar. Uma das bestas deu dois passos a frente, uma das mãos Lira levou ao cabo da espada, e com a outra fez sinal a besta:

–Pode vir-disse e criatura saltou, Lira tirou a espada, mas não a usou, com a mão livre agarrou a garganta da besta, no mesmo movimento a jogou pra baixou, subiu em cima da besta que agora se debatia no chão de bariga para cima, Lira usara as pernas para segura-la, as outras continuavam sua festa, tentava se soltar de qualquer modo, mas não importava o quanto se mexia Lira não a deixaria sair.

Ergueu a espada e a enfiou no peito da besta, o sangue queimava sua pele mas ela ignorava, a besta continuava a se debater, mas menos violentamente, Lira tirou a estada do peito dela, quando deu um rugido de desafio Lira enfio a espada dentro da boca do animal,parou de se debater imediatamente, os olhos se tornaram opacos e ela se tornara um peso morto.

Levantou a tempo de golpear a garganta da que tentara lhe atacar por traz, mais duas vieram, ambas tiveram a espada cravada no meio dos olhos. Uma a uma Lira as matava, sempre com golpes na cabeça, que se olhasse bem era a unica parte que realmente existia de seus corpos.