Anjos E Demônios.

20 Um pouco do passado - Parte II


Notas iniciais
"No meio da noite, quando estava quase amanhecendo, alguém entrou no quarto onde eles estavam. Os dois estavam em sono profundo. Logo que esse alguém entrou atacou Ian, mas em silêncio, Steicy não viu nada, pois ele fez Ian adormecer."

Parte II.


Ian acordou com alguma coisa na cabeça, um tipo de pacote, não enxergava nada além da luz do lado de fora do pacote que por sinal estava forte. Ele estava se sentindo fraco, de repente ele houve uma voz nada conhecida:

– Bom dia “Bela Adormecida!”.

– O que quer seu desgraçado? O que fez?

– Nada, eu não sei alguma coisa, eu acho?

– Filho da mãe, você nem imagina o que sou, não é?

– Sim, eu sei exatamente o que você é. Um demônio filho da puta, que virou simplesmente bonzinho.

– Idiota, eu nunca fui bonzinho.

– Claro que foi e você me caçou por um longo tempo tentando me fazer como você.

– Eu nunca cacei ninguém – Ian fala confuso.

– Sim, você caçou milhões e milhões de demônios para formar um exercito de demônios do bem.

– Tira logo isso da minha cabeça.

– Não, ainda não chegamos.

– Seu filho da mãe, tira logo isso de mim, e não, eu não sou bonzinho – ele começou a ficar mais irritado.

– Sim, você foi.

– Não eu sempre trabalhei com a Steicy.

– Steicy, quem diabos é Steicy? Você sempre odiou andar com companhias.

– Uma parceira de sempre. Eu nem sei quem você é pra começo de conversa, como sabe quem sou eu?

– Eu sei exatamente quem é você! Preciso somente descobrir sobre essa Steicy.

Ian fica em silêncio, o homem que o havia seqüestrado fez algumas perguntas, mas ele se recusou a responder. Ficou quieto o tempo inteiro até que chegaram ao lugar onde o homem estava levando.

– Chegamos. – O homem falou com um tom um pouco irônico.

– Agora pode tirar essa droga de mim?

– Calma princesa, vai entrar primeiro.

O homem vai o empurrando, Ian estava todo amarrado e nas cordas havia algum tipo de liquido, pois estava úmida a corda. O pacote na sua cabeça deixava pouco ar para se respirar, estava o sufocando. Quando eles entraram no lugar a primeira coisa que Ian sentiu foi um ar muito gelado e com a estranha impressão de que havia varias pessoas ali, mas não, só havia o homem mesmo.

Ele colocou Ian sentado em uma cadeira, amarrou-o e tirou o pacote de sua cabeça e a primeira coisa que Ian viu foi um garoto alto, com roupas todas escuras que cobriam todo seu corpo, com o rosto pálido com uns olhos fixos em Ian, eram verdes, um cabelo todo bagunçado, com uma cara olhando seriamente para Ian. Era Dave.

– Quem é você? – Ian perguntou examinando o local em que estava.

– Eu não sei. Quem sabe um amigo, um inimigo, algum familiar, o que quiser, até um irmão.

– Haha, muito engraçado, agora o que quer?

– Nada de mais, só te matar.

– Como? Está de brincadeira garoto?

– Garoto? Sério, eu posso ser mais velho que você. Eu também sou um demônio.

– Pensei que era um anjo, sabe, essas cordas, essa coisa liquida esta me deixando fraco, o que é isso?

– Um segredo meu, misturas, minhas misturas.

Ian fica o encarando como se quisesse matar Dave naquele momento – e realmente queria – enquanto Dave estava andando em direção a outro cômodo da casa. Algum tempo depois, Ian avistou Dave voltando com alguma coisa em sua mão, tinha formato de faca, quando Dave se aproximou, Ian viu, era exatamente uma faca.

– Acha que uma simples faca vai me prejudicar? – ele fala com um sorriso no rosto.

– Sim, com isso que esta nas cordas eu tenho absoluta certeza de que ira te machucar.

Ian estava duvidando, começou a rir, até que Dave enfiou uma faca em seu braço. A dor que Ian sentia – estava queimando todo seu braço, o buraco que Dave fez havia se fechado, então ele fez outro buraco, só que desta vez em sua perna. A dor que Ian estava sentindo era verdadeiramente insuportável, como se um humano estivesse sendo queimado vivo, só que no braço ou na perna.

– Gosto de torturar minhas vitimas antes. – Dave falou em seguida de mais uma facada no outro braço de Ian – Ah, me lembrei, pesquisei um pouco dessa Steicy, interessante, soube que ela apagava lembranças de humanos e demônios e faziam eles acreditarem em outras coisas como pensar que sempre fora seu ou sua parceira.

– Sem chance, tenho varias lembranças com ela, sei exatamente o que ela é, ela nunca faria isso, não comigo.

Dave jogou um copo com alguma coisa que fez o corpo de Ian começar a tremer e doer.

– Ou não.

– Por favor, cara, eu não sei de nada, eu só te digo uma coisa – antes de Ian terminar sua frase Dave começou a falar em uma outra língua, como um latim e Ian começou a ver imagens em sua mente, como outras lembranças. Mas não eram lembranças como as que Steicy havia colocado em sua mente, e sim verdadeiras lembranças. Sim, ele viu como ele era bonzinho e tudo o que fez, lembrou do rosto de Dave e quantas vezes ele tentou o caçar.

– Espera! – gritou Ian – para, eu já me lembrei de tudo, realmente, aquela mulher me dominou.

– Agora eu posso te matar sem depois sentir remorso. – ele fala estampando um sorriso em seu rosto.

– Não, pare, eu sei que é bom ser ruim, matar, mas ser bom, ajudar os outros, e sei lá, cuidar de si sem sentir o sangue de todos que matou em sua mão. Isso é melhor. Por favor, não seja assim.

Dave começou a gargalhar como aquilo fosse piada.

– Não, não é bom, eu vejo você se ferrando por ai, como um covarde que abandonou a luta. Você nunca vai merecer meu respeito.

– Então me mate se é isso, me mate, me torture, sinta remorso pelo resto de sua vida, você também vai morrer, eu sei disso. – Ian colocou um sorriso em seu rosto que deixou Dave um pouco arrepiado.

Num piscar de olhos, Dave desapareceu daquela sala, deixou Ian preso naquela cadeira, com aquelas cordas malditas que o deixava fraco e o impedia de sair dali. Ele ficou por uma semana preso ali, até que um de seus amigos o achou e o retirou daquele lugar. Desde então, Ian foi atrás de Dave.


Notas finais
Bom, o que Ian pretende fazer com Dave agora?