Anjo da morte
1 Cap. 1
Havia muito tempo que eu não visitava o acampamento meio sangue. Depois de ganharmos a guerra contra Gaia, afastei-me, cuidei de missões do submundo e me esqueci um pouco dos vivos. Posso dizer que já estava quase morto. Voltei ao acampamento, não porque quis, mas sim por mais uma dessas missões do submundo. Hades, meu pai, queria que eu entregasse um pacote a Dionizio.
Não sabia bem o que era, apenas suspeitava que fosse algum pagamento pelos vinhos que meu pai conseguia. Mas essa entrega era o de menos. Eu queria mesmo voltar há um tempo. Saudades das pessoas aqui. E claro, estava torcendo para ele estar presente. Para Percy Jackson estar presente.
Cheguei ao acampamento pelas sombras, dentro do chalé 13. Estava escuro, tirando os poucos raios que entravam pelas fendas das janelas. Abri uma e logo me deparei com uma campista assustada, apenas a cumprimentei com um sorriso quando saí, em direção à casa grande.
- Sr. Di Angelo! – Quíron exclamou exaltado em sua cadeira de rodas na sacada da casa. — Quanto tempo, o que vem fazer aqui? Negócios do submundo?
- Negócios do submundo. – Concordei erguendo o pequeno pacote que vim entregar. – E como o senhor está? Muitos meio sangues novos?
- Esses deuses não cansam de procriar, e na temporada do verão é quando mais aparecem novos semideuses. Entre ai garoto, Sr.D. está na sala dos troféus, só bata antes.
Estava começando a entrar antes de ser tomado pela curiosidade.
– Quiron, Percy está no acampamento?
Ele negou lentamente, notando minha cara de decepção, o que não era algo bom.
– Ele está em uma missão, mas ele deve retornar entre hoje à noite ou amanhã cedo. — Também também percebeu meu sorriso incontrolável, o que também não era algo bom.
- Acho que passarei a noite aqui então, quero muito falar com ele. – Entrei na casa grande antes que ele pudesse fazer qualquer pergunta. Entreguei a encomenda a Dionísio e voltei ao meu chalé.
Antes, passei um pouco pelo acampamento, vendo os chalés e encontrando alguns conhecidos, poucos, já que a maioria do pessoal da minha época já estava vivendo sua vida adulta, em empregos de mortais. Voltei ao meu chalé que, graças às harpias, estava muito limpo. Vasculhei a cabana achando algumas coisas antigas minhas que me deixaram um tanto nostálgico para o meu gosto.
Então sentei ao lado do altar de meu pai, que continha sua miniatura. A mesma miniatura que Percy tinha dado para mim quando me contou da morte de Bianca. Ao lado da estátua havia alguns rubis, diamantes, esmeraldas que minha outra irmã, Hazel, havia deixado como oferenda a Hades. Fiquei ali pensativo, até tarde, esperando que ele aparecesse. Depois de muito tempo, desisti de espera-lo. Vê-lo-ia só no dia seguinte.
Estava sonhando com ele. Apenas eu e ele. Eu deitado no seu corpo, sendo abraçado fortemente. Apenas eu e Percy deitados na grama. Até que algo pula em mim. Não no sonho, de verdade! Sou acordado por Percy pulando em cima de mim de pernas abertas gritando meu nome.
- NICOOOOOOOOO, seu babaca! Por onde esteve? – Ele deitou em cima de mim me abraçando. Aquilo só aumentou a ereção que eu já estava sentindo. Apenas torci para que ele não notasse. Mentira, eu estava torcendo para que ele notasse e caísse de boca.
- Percy Jackson, Precisava ser tão bruto. Eu estava dormindo, poxa. Quando chegou? Estava te esperando até agora pouco. – Afastei-me um pouco ele para não cair na tentação de beija-lo.
- Há mais ao menos uma hora, Quiron falou que você estava aqui então vim o mais rápido que pude! Apenas comi, tomei um banho e... — Levantou duas garrafas na minha frente — Dei uma passadinha no 12 pra conseguir uma dessas para comemorar sua visita.
- Ainda com os esquemas no 12? Não sei como Quiron e Dionísio não descobriram
-Bom... Você sabe, os filhos de Hermes têm grande interesse, ajudam muito nas trapaças.
-Verdade, sinto falta das barganhas dos chalés — Percy tirou a rolha de uma das garrafas com os dentes e me passou. Abriu a outra e ficou para ele. Seus olhos verdes me encaravam tão felizes isso parecia tortura.
- Um brinde! — batemos nossas garrafas e tomamos um gole.
Ficamos alí, bebendo um ao lado do outro, encostados na cama. Conversamos sobre tudo, sobre nossas vidas agora, sobre onde o povo estava. Um pouco do passado. Ele falou que Annabeth estava bem, estava fazendo faculdade de arquitetura e tudo mais. Eles estavam distantes, mas ainda juntos e bem. Tomamos nosso vinho até o fim. Estávamos rindo de tudo, não bêbados, bem conscientes até.
- Mas e você Nico? Nenhuma morta no submundo? – disse ele debochando de mim, não resisti a rir.
-A pessoa que eu quero tá viva... Mas é complicado. Fora do meu alcance.
- Ahhh – exclamou ele incrédulo — Quem poderia resistir a todo esse encanto do príncipe dos mortos?
- O príncipe dos mares... – Disse mais baixo que um sussurro.
- O que?
Neste exato momento, parei de pensar, apenas agi. Iria culpar o vinho. Precisava disso ao menos uma única vez. Entretanto assim que o beijei, um arrependimento de que eu perderia um amigo surgiu. Então me afastei, fiquei do outro lado da cama. Com os olhos fechados, não iria aguentar olhar para aqueles verdes profundo.
-Me desculpe... É... Hm... Deve ter sido o vinho- Disse abrindo os olhos e dando a desculpa esfarrapada.
Todavia quando olhei, ele estava parado com as mãos nos lábios, os quais exibiam um sorriso que não compreendi de onde vinha. Levantou-se da cama e colou seu corpo ao meu, prensando-me na parede.
Eu não entendi o que ele ia fazer. Aquela posição na parede estava me deixando excitado, todo o corpo dele contra o meu... Ainda havia um pouco de medo. Não sabia de mais nada naquele momento.
- Então quer dizer que o príncipe dos mortos prefere príncipes a princesas? – Zombou, encarando-me nos olhos.
Estava perdido naqueles oceanos dentro de seus olhos. Mesmo incerto daquilo, coloquei minhas mãos sobre a cintura dele e puxei pra mais perto, eliminado o resto de espaço que havia.
Percy se inclinou e me deu um beijo. Um beijo de verdade, não um selinho roubado como o meu. Sua língua brigava com a minha. Seu beijo era ferros, ou era eu que não conseguia controlar minha anciã de desejo. Havia sonhado com isso há anos. Sentia o membro dele crescer em minhas pernas enquanto o meu já estava latejando de excitação.
Tentava grudar mais meu corpo ao dele, desviei minha mão às suas nádegas. Apertava-as com força, forçando-o a me possuir. Ele vinha junto, mexendo a virilha contra minha. Fazendo nossos membros roçar. Ele abraça por dentro dos braços, fazendo com que eu o abraçasse nos ombros. Seguro sua cabeça para não deixar o beijo acabar mesmo eu já não conseguindo respirar.
Dou uma chave de perna em sua cintura e deixo que ele me segure. Suas mãos descem pelas minhas costas até minha bunda. Deveria ter sido para dar mais equilíbrio, mas ele não desperdiça a chance de abusar. Ele encostando-se à parede, eu deslizo minha chave de perna para voltar ao chão porem nisso cesso o beijo e vou me esfregando pelo seu corpo.
Beijo seu pescoço e vou descendo, me arrastando até o botão do seu jeans. Desabotoo com a boca, abaixo minimamente a calça e vejo seu membro ereto. Esfrego-me por cima de sua cueca, meus lábios pressionam sua glande com os lábios semiabertos. Ele coloca a mão na minha cabeça e me olha, suplicando para que eu tire o pequeno tecido que me separa de seu pênis. Mas balanço a cabeça negativamente.
Subo levantando a camisa de Jackson e beijando seu corpo delineado. Ser um herói grego te deixa com um ótimo físico. Arranco sua camisa e lhe dou mais um beijo. Ele gosta da minha ideia e tira a minha também. Coloca-me na parede mais uma vez, agora com algum espaço. Encara-me com desejo e desce uma de suas mãos até minhas calças. Derruba-a do meu corpo, me deixando só de cueca. Deixa o resto da dele cair também, volta sua mão em cima de meu membro, massageia ele por cima e vem me dar um beijo.
No meio disso ele enfia a mão para dentro da cueca e retira meu pênis e começa a me masturbar. Ele pausa e eu anseio mais, mas ele apenas tinha parado para liberar o dele também. Segurava os dois de uma vez, uma masturbação mais gostosa que a normal.
Não queria apenas aquilo, o empurrei com força e joguei na cama. Vi de um jeito explicito como era grande seu pau. Tirei minha cueca toda, ajoelhei e tirei a dele. Segurei o pênis dele e fiz movimentos demorados para cima e para baixo. Coloquei minha cabeça mais próxima, lambi suas bolas e fui subindo melo mastro ate chegar à cabeça, onde engoli com tudo. Chupei-o com carinho no começo, mas ter seu membro em minha boca me dava ansiedade, me dava vontade de por mais pra dentro. Era uma cede insaciável cair de boa.
Percy já estava arfando quando percebi que não podia continuar acabando com essa sede se quisesse brincar mais. Levantei e dei um beijo nele, o empurrei mais para o meio da cama e então sentei no seu colo. Não em seu membro, sim nas coxas. Ele entendeu o que eu queria então se deitou na cama eu fui para cima. Com cuidado deixei seu membro impe para que eu pudesse sentar. Coloquei a cabeça na entrada, dentro aos poucos. Era minha primeira vez, e foi me rasgando por dentro. Doía, mas era uma dor boa. Ver a cara de desejo de Percy era o que aumentava o prazer. Sentava devagar para não me machucar tanto. Mas fui me acostumando e então conseguia descer com mais leveza e até dar uma rebolada em cima do pênis.
Percy me masturbava em troca. Entretanto ele parecia querer fazer mais que só isso. Pediu para que eu me levantasse. Me fez deitar na cama e deu me um beijo. Foi descendo beijando até meu pescoço, deu uma pausa ali para alguns chupões fortes. Desceu todo meu corpo até chegar a cabeça de meu pau. Ele a lambeu, desceu lambendo até o fim depois subiu lambendo e então brincou de movimentos circulares na glande. Colocou um pouco de cada vez, foi devagar, chupando devagar mas com muita pressão. Colocou cada vez mais para dentro até que ele chupava da cabeça até a base. Ele tinha uma velocidade moderada que aumentava repentinamente. Ele não estava com pressa, estava se satisfazendo. Meu gozo começou a vir, eu tentei fazer com que ele parece. Ele não deixou, pegou meu membro e deixou na ponta dos seus lábios, dando algumas batidinhas no lábio com ele. Meu membro estava pulsando de tesão. Eu não queria gozar, mas ele me pegou e chupou lateralmente meu pênis. Não aguentei! Gozei em sua cara, liberando um jato enorme de porra.
Ele se limpou o rosto com a mão e secou no corpo, não fazendo efeito algum. Lambeu o pouco que ficou nos lábios. Olhou pra mim de um jeito safado pedindo a permissão. Entendi o que ele queria e então deixei. Me joguei na cama e levantei as pernas para enroscar na cintura de Percy. Ele colocou com cuidado, e me penetrou devagar. Eu gemia de dor e prazer ao mesmo tempo. Ele foi amoroso no ato, cuidando para eu não me machucar. Mas quando chegou seu momento ele aumentou a velocidade. E senti seu gozo entrando em meu corpo. Ele estava suando, mas com um sorriso enorme. Veio até mim e me beijou mais uma vez antes de me abraçar e nos dois cairmos no sono.
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