Anjo Travesso

18 Suspeitos de um crime perfeito.


Notas iniciais
Olá amados leitores! Quero muitíssimo agradecer os comentários que recebi, aos acessos, favoritações, acompanhamentos, e à recomendação! Cadê meus outros leitores? Pronunciem-se, vocês são importantes pra mim *-*

Era quase um sonho pra eu ouvir tudo aquilo, que Derek me esperaria o tempo que eu precisasse até que estaria pronta para que finalmente eu fosse só dele, era um sonho ouvir que ele me amava e só aquilo bastava. Abri meus olhos só pra constatar que não estava sonhando, e não estava. Era verdade tudo o que acabara de ouvir.

Dormi alguns minutos depois, e só acordei no dia seguinte com um barulho ensurdecedor que vinha do celular de Derek. Era uma música dos Rolling Stones no volume máximo, me remexi na cama sentindo Derek já se levantando da cama. Virei em direção dele, e vi que ele corria até o criado-mudo para desligar o alarme.

–Está na hora. –Disse ele ao desativar o alarme do celular.

–Parece ser tão cedo... –Resmunguei.

–Você precisa ir pra casa cedo, se não pode dar algo errado, esqueceu?

–Eu sei! Eu sei! –Falei levantando da cama devagar.

Eu devia estar horrível, nunca na minha vida acordei como se estivesse normal, sempre parecendo um zumbi ou algo parecido. Estava com vergonha de que Derek me visse assim, por isso tentei ao máximo me esquivar dele até chegar ao banheiro. Por sorte, ele estava colocando os sapatos, então corri até o banheiro na ponta dos pés.

Lá, achei uma escova de cabelos e pude me pentear, joguei água corrente em meu rosto, mas as olheiras ainda estavam lá. Olhei para minha perna, e ela parecia estar melhor, pois conseguia andar normalmente, então retirei a faixa que Derek havia colocado nela na noite passada. Já devia estar cicatrizando, mas requeria cuidados ainda.

Voltei ao quarto, e vi no celular de Derek que se tratava de 5:35 da manhã, nunca havia acordado tão cedo, mas eu sabia que era necessário.

3 de Março, 2009- Texas.

Eu e Derek já estávamos a caminho da minha casa, fazia bastante frio e o céu estava nublado, as ruas estavam pouco movimentadas por ainda ser muito cedo, mesmo assim eu estava com medo de que meus pais tivessem descoberto o meu sumiço, acho que eu seria crucificada se isso tivesse acontecido. Derek segurava a minha mão fortemente, e eu me sentia tão feliz por estar andando assim pelas ruas com tanta tranqüilidade. O que eu mais queria é que todos soubessem que ele é meu namorado, e que a gente se ama de verdade.

Chegamos no jardim de minha casa, e ficamos observando a janela de meu quarto.

–Já subi por aqui várias vezes. –Disse Derek.

–Claro, eu sempre estive lá em cima pra te ajudar. –Revidei.

Derek deu de ombros e pareceu pensar, não parecia ser tão alto assim, mas eu tinha certeza de que eu teria muita dificuldade ao subir até meu quarto.

–Derek, vamos procurar uma escada! –Tive a idéia.

Ele fez olhar surpreso.

–Amor, não é necessário.

–Claro que é! Eu não vou conseguir subir! –Suplicava. –Deve haver uma escada na casa dos vizinhos, é só procurar.

–E se nem todos os seus vizinhos estiverem dormindo? E se eles notarem que alguém está pegando a escada sem permissão? –perguntou.

Revirei os olhos, e repeti mais uma vez:

–Eu não vou conseguir subir, te juro!

Derek sorriu de forma marota, se aproximou de mim e depositou um beijo em meus lábios, depois se afastou.

–Onde está indo? –Perguntei.

–Estou indo vasculhar o quintal de seus vizinhos, você não vem?

Suspirei então corri até ele, seria muito arriscado mas era necessário, eu e Derek tínhamos que ser rápidos para não sermos pegos. Pulamos o muro da casa do meu vizinho de esquerda, eu sabia que lá não havia alarmes nem cãos de guarda, então seria a nossa primeira tentativa.

Aos fundos da residência, havia uma espécie de garagem onde eu sabia que meu vizinho deixava suas ferramentas, então falei à Derek e fomos até lá. Estava tudo quieto, e eu tinha certeza de que ninguém havia acordado ainda, abrimos a porta do pequeno armazém com cuidado, mesmo assim um pequeno ruído se fez, deixando eu e Derek imóveis.

Apesar da aflição, eu via no rosto de Derek que ele estava se segurando para não rir. Meu olhar deixava claro à ele de que ele não deveria rir, se não estaríamos completamente perdidos.

Por sorte, ele permaneceu em silêncio, me deixando mais aliviada. Voltamos a puxar a porta do armazém em nossa direção, até que ela se abriu por completa. Ligamos a luz e entramos com cautela. Não parecia ser tão grande, mas várias coisas estavam guardadas lá dentro. Haviam resteis de folhas, um aparador de grama, e várias outras ferramentas. Derek foi para o fundo enquanto eu permaneci na porta vigiando.

Eu estava tremendo, e estava completamente nervosa, ainda mais quando Derek fez um barulho lá dentro do armazém. Por sorte, parecia que ninguém havia ouvido aquilo, a não ser eu e ele. Logo, Derek veio até mim com uma pequena escada na mão e um sorriso enorme no rosto. A escada era flexível, e eu sabia que ela não era tão grande, mas com certeza me ajudaria à subir até meu quarto.

–Temos que ser rápidos. –Sussurrei.

Derek assentiu com a cabeça, saindo com cuidado da pequena garagem. Andamos na ponta dos pés pelo quintal até chegarmos no muro, eu pulei primeiro logo ajudando Derek com a escada.

A colocamos em frente à janela de meu quarto, então eu pude respirar com mais tranqüilidade. Virei-me até Derek que parecia cansado, e o beijei.

–Você tome cuidado ao devolver a escada. –Disse. –Eu ficarei na janela te olhando.

Derek sorriu e voltou a me beijar. Porém, o beijo não foi demorado, pois já estava amanhecendo e agora carros já passavam pela rua.

–Nos vemos em breve. –Disse Derek. –Agora suba.

Assenti com a cabeça e fui até a escada, subi com cuidado degrau por degrau, até chegar no topo. Espichei-me um pouco e pude subir na janela, até que consegui pular dentro de meu quarto, fiquei ali parada na janela observando Derek, ele pegou a escada e se dirigiu até o muro da casa vizinha, eu achei que aquilo não daria certo, mas ele conseguiu pular o muro com a escada em mãos, então, sorrindo foi até o armazém, despejou a escada por lá e saiu correndo. Pulou o muro novamente e mandou um beijo pra mim antes de sair correndo em direção de sua casa.

Fiquei ali sorrindo até que Derek sumisse de meus olhos. Depois, olhei para meu quarto e parecia que tudo estava normal, do jeito que eu havia deixado antes de sair. Deitei-me na cama e voltei a dormir.

{...}

Acordei-me com minha mãe puxando minhas cobertas.

–Filha, acorde!

Remexi-me na cama até que ela saiu de meu quarto, lembrei-me de que era domingo então me alegrei e desci logo para o café da manhã, meus pais estavam comendo em silêncio enquanto o noticiário passava na TV. Assim que acabamos, meus pais foram conversar na área da frente de nossa casa, e eu fiquei assistindo qualquer coisa que passava nos canais da TV. Um sorriso se formou em meu rosto ao lembrar de Derek, da noite passada e de tudo o que aprontamos, era inevitável não rir de felicidade ao lembrar dele.

A manhã passou depressa assim como o meio-dia também. Estava o maior tédio lá em casa, eu não tinha computador e nem celular por ainda estar de castigo. Então me lembrei de Lauren e do quanto eu estava com saudades dela.

Resolvi ir até a casa dela, caminhei algumas quadras até que cheguei lá, toquei a campainha e sua mãe atendeu a porta, sempre carinhosa me abraçou e pediu para que eu entrasse e me sentisse a vontade. Logo, Lauren surgiu e me levou até seu quarto. Conversamos durante horas, pois ela queria saber de tudo. Lauren também me contou coisas que ela havia feito durante o sábado passado.

–Então vocês estão namorando. Quando vai contar aos seus pais? –Perguntou Lauren.

–Eu não sei. –Disse. –Minha mãe com toda certeza não irá apoiar, e quanto ao meu pai, eu não sei.

–Eu acho uma pena Carrie, vocês formam um casal tão lindo! Lá na escola o pessoal já deve suspeitar de tudo. –Disse ela.

–O que eu mais queria é poder gritar ao mundo que Derek e eu estamos namorando, mas infelizmente não será possível. Eu vou conversar com calma com meus pais, quem sabe eu consiga...

Lauren estava eufórica, e já fazia mais planos do que eu. Eu confiava nela mais do que qualquer outra pessoa, e sabia que podia contar com ela para o que eu precisasse.

Quando eu percebi, já estava ficando tarde então resolvi voltar para casa, me despedindo de Lauren e de seus pais, assim que cheguei em casa, notei a presença de alguém lá. Era uma mulher e um rapaz, assim que fui me aproximando pude vê-los melhor.

A mulher estava bem vestida, e parecia ter a idade de minha mãe. As duas davam gargalhadas e conversavam muito. Já o rapaz, estava de costas pra mim então só pude ver quem era assim que cheguei mais perto.

–Olá. –falei sem jeito.

A mulher imediatamente se levantou da cadeira sorrindo, assim também como minha mãe, e depois o rapaz se virou até mim, deixando à vista o seu rosto.

Um frio percorreu toda a extensão de minha coluna, eu conhecia aquele moço.

Era James.

–Olá Carrie. –Disse a mulher vindo em minha direção. –Como você está grande e bonita!

Me abraçou e eu permaneci imóvel. James me fitava com um olhar sombrio e eu estava com medo dele.

–Filha, esta é Susie. –Disse minha mãe se referindo à mulher. –E este é o filho dela, James.

–Prazer Carrie. –Disse James na maior cara de pau vindo me abraçar.

–Susie é uma grande amiga minha que eu não via à anos! –Disse mamãe.

–Pois é. –Disse Susie. – a última vez que estive aqui você era tão pequena!

Eu sorri sem jeito.

–James mora na cidade vizinha com seu pai- Dizia Susie. –Infelizmente eles tiveram um pequeno desentendimento, e agora eu preciso da ajuda de sua mãe.

–Que ajuda? –Pedi.

–Como eu não moro no Texas- dizia ela. –Sou casada com outro homem, e trabalho muito. James já está acostumado com este lugar, apesar de ele morar na cidade vizinha, sempre está por aqui, e tem vários amigos aqui no Texas, ele não quer de jeito nenhum morar comigo,então como eu não estou em uma situação financeira muito boa, eu pensei que ele poderia....- Parou por um momento. — Ficar na casa de vocês por um tempo.

–O que? –Arregalei os olhos.

–Claro, se vocês permitirem. –Disse Susie.

Mamãe se levantou da cadeira e veio até mim, pegou em meu ombro e disse sorrindo:

–Será um prazer tê-lo conosco, não é Carrie?

Notas finais
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