Notas iniciais
obrigada por ter lido a sinopse e ter dado uma chance para a fic.
e muito provavelmente você nem está lendo isso, então bora logo começar essa budega.
Boa leitura!

— Já estamos chegando? — perguntou Jungkook, pela milésima vez desde que entrou no carro. O crânio do mais novo estava tombado ao ombro de Yoongi, que consequentemente tinha sua cabeça apoiada ao vidro do carro, dormindo, a boca um pouco aberta, com os dentes da frente da arcada superior levemente amostra, enquanto um fio de saliva escorria sob a gola da camisa pólo.

— Você perguntou isso há cinco minutos atrás, e resposta foi bem clara: Não! — respondeu SeokJin, bufando, se perguntando se realmente foi uma boa ideia ter convidado os amigos para aquele "passeio".

Quando Jeon So Min, a professora de sociologia da Universidade de Letras de Seoul propôs que seus alunos de meio período preparassem um documentário sobre o Fallen Angel, uma festividade baseada num conto irreal de Changchen, uma pequena cidade do Oeste da provincia de Gangwon, Jin não imaginava que isso iria acarretar em uma série de enxaquecas para si. Levar Hoseok, Yoongi, Namjoon, Jimin e Junkook para a viagem definitivamente não foi uma boa ideia. Eles estavam andando de carro já devia ter umas cinco horas e até agora o mais velho estava se contendo em não pegar pelo pescoço de cada um e atira-los para fora do veículo. Jungkook perguntava de hora em hora se já haviam chegado, Hoseok só reclamava de que jamais iria novamente viajar consigo pois não tinha tido o bom senso de preparar uma refeição para a viajem, Namjoon havia colocado umas músicas antigas de uma banda alemã que ninguém nunca havia ouvido falar — e que tinha uma péssima qualidade,digamos assim — mas que ele se negava a tirar do rádio. Jimin e Yoongi eram, até então, os únicos que não haviam falada nada desde que entraram no carro, mas o ronco de Yoongi e os suspiros de tédio de Jimin estavam dando nos nervos deSeok Jin.

" Definitivamente, na próxima vez, virei sozinho."

— Eu acho que você devia ter trago mais do que uma câmera filmadora, Hyung. Se tivesse trago todo seu equipamento de gravação, como os microfones e o tripé, ficaria muito mais profissional. — opinou Hoseok, sentado no banco dos fundos entre Junkook e Jimin.

— É só um documentário, animal. — reclamou SeokJin, massageando as tempôras pela vigésima vez naquele dia. Normalmente, o moreno apreciava uma boa conversa durante a estrada, mas aqueles meninos já haviam enchido tanto a sua paciência que agora ele só almejava um pouco de silêncio — que seria quase absoluto se não fosse pelas ridículas músicas alemãs que Namjoon insistia em deixar tocando.

— O que foi? Está estressadinho? Talvez, se tivesse cuidado de trazer comida essa sua marra iria...

— Mas afinal Hyung, que lenda é essa que você vai analisar? — foi o que Jimin perguntou, abrindo a boca pela primeira vez, somente para evitar uma discurssão.

— Dizem que há cem anos atrás — disse Namjoon, embora a pergunta não fosse diretamente para ele — um anjo se apaixonou por uma moradora da cidade. Ele foi expulso de sua morada, já que anjos não podem se apaixonar, e ele caiu em algum ponto desconhecido da cidade, embora haja especulações de que foi na beirada de um lago.

— Mas o mais interessante está por vir! — exaltou Jungkook, que havia feito uma breve pesquisa sobre o assunto — dizem que quando alguém está prestes a morrer, esta pessoa houve o som de um orgão, algo semelhante ao piano. Ela é atraída para perto desse anjo e, bem...ela morre. — diz o mais novo, fazendo uma pausa dramática. — Só que ninguém sabe se é o anjo que mata ela ou se, por alguma razão, ao vê-lo, ela simplesmente falece.

— Mas por qual motivo o anjo mataria essas pessoas? Digo, ele se apaixonou por uma humana, mas o que matar pessoas tem haver com isso? — pergunta Hoseok, visivelmente interessado.

— Porque é somente uma lenda, imbecil. Nada é para fazer sentido. — se pronuncia Yoongi pela primeira vez, ainda com os olhos fechados e a voz grogue de sono.

— Imbecil é a sua...

— Eu gostaria de entender o motivo pelo qual as pessoas gastam seu precioso dinheiro numa festividade que exalta um anjo demoníaco que mata e atrai pessoas somente pelo som de um instrumento. — interrompe Jimin. — Quer dizer, não tem a mínima lógica! É só mais uma tática idiota para atrair turistas idiotas para arrecadar dinheiro para a cidade. É quase tão estúpido quanto celebrar a vinda de um coelho que esconde ovos de chocolate em arbustos e te faz ficar como um otário procurando por eles.

— Está falando da Páscoa? — diz Hoseok.

— É claro que estou falando da Páscoa!

— Porquê você está gritando comigo?! Eu estou do seu lado, brother.

Brother? Sério isso, Hoseok? Preferia que você usasse gírias homossexuais a dizer o termo "brother" novamente.

— O único que tem tendência a usar gírias homossexuais aqui é você, Park Jimin.

— Isso não é uma ofensa, Jung Hoseok.

— O que foi, parça? Isso é uma confissão?

— "Parça"? Sinceramente Hoseok, estou triplamente decepcionado.

— Dá para as duas menininhas apagarem o fogo da bunda e calarem a boca? -pergunta Yoongi.

— Fala isso para o Jimin, ele não se ofende de ser comparada á uma menininha. — provoca Hoseok, mostrando a língua no ato mais infantil que você pode fazer para irritar alguém.

— Escuta aqui Hoseok, eu vou meter esse notebook no seu...

— OLHA A BOCA, PORRA! — grita SeokJin, e quem o visse, poderia jurar que o mesmo soltava fumaça pelas orelhas. Ele, definitivamente, nunca mais iria querer ter a presença dos amigos para qualquer atividade complementar do colégio. Ou melhor, para qualquer coisa que fosse fazer.

— Hyung...- diz Jungkook, sôfrego — já estamos chegando?

— Jimin, passa esse notebook para cá porque quem vai meter isso na bunda de certo alguém vai ser eu. –Jin explodiu, sua paciência esgotada. Largou o volante e se virou para trás, prestes a cometer uma agressão contra o mais novo.

— Jin, se controla homem, eu não posso morrer virgem! — grita Namjoon, que estava sentado no passageiro,com uma mão no volante abandonado e a outra puxando SeokJin para o seu devido lugar.

— Aish, esse moleque... — resmunga o mais velho, tomando novamente a direção.

— Eu só sei que eu quero comer logo. — Resmunga Hoseok, cruzando os braços de forma birrenta demais para um marmanjo de dezoito anos.

— Quando chegarmos, eu vou comprar uma quentinha com kimchi e macarrão para vocês. — diz Namjoon, se sentindo adulto e responsável, embora soubesse que quem iria pagar seria o Jin.

— Que mané kimchi e macarrão. — diz desgostoso. — Eu quero pizza! Quem aqui vota por pizza, levanta a mão. — anuncia Hoseok, levantando a sua própria.

— Você acha que isso aqui é uma democracia? — indaga Jin, os olhos fixos na estrada. — Isso aqui é um autoritarismo e eu sou o ditador, então ou come kimchi e macarrão ou passa fome

— Larga de ser mão de vaca, Hyung. Só por quê macarrão é mais barato? – Jungkook se esquiva para a frente. – Nós comemos isso todo dia, que mal tem diferenciar e comer uma pizza, já que estamos longe de casa?

— Jungkook, eu estou bancando vocês. Eu ao menos devo ter o direito de escolher a comida que vamos comer. E é por essa razão, que nós vamos comer macarrão. E é se quiser.

— Nossa, como você é hipócrita. –resmungou. – Se eu soubesse que você iria fazer o que bem entendesse comigo e me deixar passar fome, eu teria trago meu dinheiro. Ou melhor, nem teria vindo.

— Pode ir abaixando sua bola porque você não tem grana nem para comprar o direito que você acha que tinha de falar alto comigo. E que ousadia é essa? –perguntou – Deixou a educação no útero?

— Deixei na casa do caralho.

— Esse estresse todo de vocês se chama fome. Eu falei que era uma boa idéia trazer comida na viagem, mas vocês me escutam? –opinou Hoseok.

— Chegamos! – grita Namjoon.

— Aonde? No limite da minha paciência? Porque acho que já cheguei lá faz tempo... – e realmente, SeokJin parecia prestes a explodir com os amigos mais novos e imaturos.

— Não, Hyung. Chegamos à Changchen! – anuncia Namjoon, assim que atravessam a placa escrita: “ Bem Vindos à Changchen!”

E, realmente, a professora de sociologia não estava brincando quando disse que aquela era uma época muito importante para os moradores da cidade. Os meio-fios das ruas asfaltas estavam adornadas em cores que variavam do vermelho brusco para um amarelo-estrelado, as árvores eram rodeadas por metros e metros de pisca-pisca, e em seus galhos estavam dependurados por fios de barbante belíssimos balões coloridos, que durante a noite se acendiam e iluminavam as ruas espaçosas da pequena cidade. As pessoas que circulavam por ali também eram um espetáculo a parte. Em homenagem á lenda do anjo caído, todos possuíam pares de asas presos nas costas — algumas pretas e outras brancas – e eram adornados por coroas de flores nas cabeças, tanto homens quantos mulheres, e longos vestidos de tecido fino e semi-transparente que se estendiam até os pés. Em suas mãos, fogos de artifícios e pompons eram erguidos e sacudidos vigorosamente, enquanto gargalhadas preenchiam as ruas anteriormente calmas da pequena cidade do distrito de Gangwon. SeokJin se viu obrigado a desacelerar o carro, andando devagar pelo asfalto dominado por pessoas fantasiadas e eufóricas.

— Se eu soubesse que era essa farra toda, eu teria vindo antes. – disse Jimin, esgueirando-se comicamente sob o vidro do carro, com a boca escancarada enquanto observava as belas mulheres-anjo que passavam ao lado do veículo, que ao ver o garoto, davam risadinhas tímidas e acenavam, enquanto algumas se atreviam a piscar sedutoramente. – Rapaz, isso daqui é o paraíso!

— Jimin está com tanto fogo na bunda que se comer milho caga pipoca. -observou Yoongi. -Esse só parece ser santo.

— Tá. Chegamos a cidade. O próximo passo é...- SeokJin pega um pequeno bloco de anotações, onde havia escrito passo a passo do que iriam fazer ali para não se perderem no processo ou gastarem mais dinheiro do que poderiam. Afinal, as inúmeras barriquinhas cheias de guloseimas, fantasias e outros objetos divertidos que nos convida a compra-los e torrar todo nosso dinheiro nesse tipo de festividade — embora a maioria deles não sejam úteis para absolutamente nada — eram tentadores demais para Jin e seus amigos extremamente consumistas. — Bom, o segundo passo é achar um lugar para passar a noite. A intenção é pagarmos por hoje e amanhã.

— Você vai começar a gravar hoje Hyung? — indaga Namjoon.

— Não acho uma boa ideia. Já está tarde, então é melhor nos acomodarmos e eu começo o documentário amanhã. Acho melhor assim.

— Também acho. — Concorda Hoseok, que já conseguia ouvir os sons que a própria barriga produzia ao passar cinco horas sem comer nada.

— Não se preocupem, pessoal. Deve ter muitos hotéis por aqui!

[ Uma hora depois...]

— NÃO TEM NENHUM HOTÉL POR AQUI! — SeokJin disse choramingando ao descer do carro e ajoelhando-se contra a estrada de terra, logo começando a amassar o barro com as mãos, deixando essas imundas.

— Hyung, levanta desse chão sujo. -diz Yoongi, com asco.

— Deixa eu fazer meu drama! — Levanta a cabeça apenas para anunciar, e logo abaixa de novo.

— Eu já consigo sentir meus ossos se transparecerem contra minha pele — fala Hoseok — me ajudem, eu estou ficando desnutrido!

— Vamos fazer o seguinte...- prôpos Jungkook — Vamos parar em algum lugar para comer e depois decidimos isso com calma.

E assim foi feito.

Notas finais
embora o começo tenha tido uma pegada mais cômica, esse não vai ser o gênero voltado para a fanfic.
perdoe os erros..
comentem para eu saber o que acharam ou o que eu posso mudar.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.