Animos

4 Capítulo 4


Maxwell Alcott Stormer, sessenta e sete anos, nascido na Califórnia. Aos cinco anos de idade se mudou com a família para Nova York. Vindo de família rica, ele sempre gostou de assuntos como guerras, espionagem e tudo mais o que estava acontecendo naquela época com o fim da Segunda Guerra Mundial e o início da Guerra Fria. Quando completou dezenove anos, se alistou como recruta para ir para o Vietnã lutar pelo saudoso Estados Unidos da Ámerica, o salvador da guerra e da democracia e liberdade no mundo. País de glória, de orgulho, o da salvação.

Em 1970 ele volta com o restante do pelotão que agora comandava. Todo o pelotão, nenhuma morte, algumas cicatrizes, coisas de guerra. Duas semanas depois de ter voltado da guerra, é convidado por seu comandante para trabalhar como espião infiltrado na Rússia. Dois vôos, futuras informações. Ele então vai para Suíça com mais cinco soldados de destaque do Vietnã para ser treinado rigorosamente por seis meses em temperaturas baixíssimas.

As moças não foram convidadas para uma colônia de férias! — berra o treinador.

Atividades como ter que ficar acordado por dois dias seguidos, ter aulas de psicologia, aprender russo e realizar percursos de dois quilômetros na neve apenas de shorts e camisa eram frequentes.

O primeiro bastardo que desmaiar vai lamber as bolas do nosso amigo — aponta o treinador Connel para um homem grande e gordo, com barba e três dias sem um bom banho quente. — Não a nada melhor que nadar nesse lago durante o inverno, meus senhores!

Altamente treinado e disciplinado, foi enviado para Moscou. Sua missão era se infiltrar no governo russo e enviar informações sigilosas para o governo dos EUA. Maxwell conseguiu um alto cargo no governo, sob a identidade falsa de Nikolai Eiko. Ele passou todos os planos, estratégias e movimentos para seu governo durante os quatorze anos que ficara infiltrado.

Agora com trinta e nove anos, ele volta para Nova York para trabalhar como estratégista de guerra, porém apenas por um ano. Depois de sua experiência tanto em campo como na burocracia, ele então em 1978 é nomeado Secretário de Defesa dos EUA. Por cinco anos ele ocupa o cargo, porém é chamado para ser diretor de um projeto de segurança máxima do governo, em uma parceria da NASA, CIA e FBI, toda essa merda secreta que nós ouvimos falar.

Depois que o Kennedy levou um tiro no pescoço, os nossos amigos do governo não ficaram nada seguros. O projeto envolvia um desenvolvimento de uma central que ajudaria de uma vez por todas proteger o país de inimigos estrangeiros e nacionais. Até o presente momento, Maxwell continua a chefiar toda essa central criada em 1963. O FBI só não estava dando conta. Sabe como é.

O garoto vindo da Califórnia não é um simples veterano de guerra. Todo seu treinamento e experiência acumulado durante todos esse anos dificultam muito a situação. Mas a velha raposa tem um defeito. Querer recusar a tecnologia e apenas confiar no bom e velho instinto. Essa é uma das poucas vantagens que tenho sobre este homem com diabetes.

Sempre fui aficionado por novas tecnologias e pretendo continuar assim. Nunca fui o favorito de Maxwell por esse e outros motivos. Quando eu sugeria os equipamentos para uma missão, ele sempre enchia meu saco e dizia que o melhor equipamento de um homem é seu raciocínio. Besteira.

Mesmo com toda sua experiência, ele deveria saber que nem sempre podemos apenas seguir um raciocínio humano. Se temos todos esses equipamentos a disposição, por que não usá-los? Ainda chegara a hora que o velho Maxwell precisará utilizar algo moderno e não saberá nem onde tocar no objeto.