Animals

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Primeira Swan Queen, peguem leve, por favor! Outra coisa, pretendo fazer no máximo 5 capítulos, pois estou sem Office, sem muita imaginação e muita tendinite no punho. Deixem-me saber o que acharam, por favor!
PS: Tenho outras fics SQ escritas até certo ponto, se vocês gostarem do jeito que escrevo, posso tentar mostrá-las.

Ela estava em todos os lugares. Mesmo se eu fugisse, se tentasse me esconder, se corresse para mais longe possível. Ela estava lá.

Porque eu a carregava dentro de mim.

Tínhamos uma história complicada, definitivamente. Tudo era uma constante batalha. Sempre que nos encontrávamos, em qualquer lugar, qualquer ocasião ou companhia, o ar ficava mais denso. Talvez uma serra elétrica pudesse cortá-lo, mas eu duvidava disso.

Ela me sentia tão intensamente que podia jurar que sabia quando eu estava por perto. Minhas teorias chegaram ao ponto de cogitar a possibilidade de ela me reconhecer pelo cheiro. Sim, provavelmente eu estava ficando louca, mas às vezes parecia que ela me caçava. Seguia-me e encurralava meu caminho onde quer que eu fosse.

Como um animal.

Eu a desejava com tanta vontade, que se, por acaso, estivéssemos a menos de 1 metro de distância, um arrepio percorria minha espinha e eu precisava trincar os dentes para não arfar somente com a proximidade de nossos corpos.

Era tanto desejo acumulado que eu preferia fazer alguém de "pombo correio", a ter alguma chance de ficar em sua presença. O problema é que isso estava começando a me afetar.

Talvez ela sentisse o mesmo.

A cada visita, cada ligação — seja para falar sobre a cidade ou não — corriqueira, cada olhar, eu me sentia mais presa. Se eu esperasse mais, perderia a cabeça. Mas não podia agir. Era arriscado demais.

Ouvi batidas na porta, tirando-me parcialmente de minhas viagens em minha própria mente. Desci as escadas ponderando quem poderia ser aquela hora da noite. Henry estava na casa de Rumple. Havia pedido para dormir lá pois o avô paterno lhe disse que ensinaria alguns truques. Eu sabia que era mentira, até porque Henry não tinha magia e seu coração não era capaz de criar raiva suficiente para criar alguma, mas o deixei ir por estar tão empenhado no trabalho e suas notas não serem problema.

Caminhei até a porta e quando a abri, meu coração falhou uma batida e não consegui evitar ofegar com aquela presença a minha frente.

— Olá, Regina.

— O que aconteceu pra ter de me infernizar tão tarde, Miss Swan?

Seu olhar sobre mim era predador. Os verdes faiscavam em minha direção e se eu não fosse tão experiente em não demonstrar meus sentimentos, teria corado com sua mirada em meu decote.

—Você aconteceu, Regina. Não sei há quanto tempo, nem por que, mas aconteceu, e hoje é o dia para terminar com isso – ela se aproximou e quase me derrubou no chão, esbarrando em meu ombro enquanto seguia para o meu quarto, no andar de cima. Segui-a até lá, estupefata pela coragem que aquele ser tinha de invadir minha casa no meio da noite, entrando em meu quarto e sentando em minha cama. Enquanto ela tirava as botas, acordei em sobressalto e a ameacei:

— Miss Swan, peço que saia de minha residência neste momento, ou não respondo por meus atos – mal terminei de dizer e ela apenas sorria, sorria como se eu fosse um comediante ou um palhaço. "Droga!", pensei. Seus dentes tortos me faziam fraquejar de alguma forma, era melhor não continuar olhando.

Foi quando ela simplesmente tirou a jaqueta vermelha, aquele trapo que ela costumava chamar de roupa. Okay, as coisas estavam ficando cada vez mais estranhas. Nada fazia sentido. Ela não dizia a razão de estar ali ou porque estava tirando a roupa. "Espero que esteja com calor", meu lado ingênuo se atreveu a dizer na minha cabeça. Oras, se está com calor, que tire as roupas em sua própria casa!

— Sabe Regina, eu tentei evitar, juro que tentei, mas você é impossível, parece que faz para me atingir mesmo – dizendo isso, andou em círculo por meu corpo, seus braços marcados pela ativa luta contra os criminosos de Storybrooke estavam tensos, seu tronco coberto apenas por uma regata branca e um sutiã rendado negro que contrastava pelo tecido da roupa. — Não sei como pude resistir por tanto tempo. Você simplesmente não para de me provocar – assim que abri a boca para debater, ouvi um estalo e senti minha bunda ardendo.

"Não é possível, ela me deu um TAPA na bunda?", meu interior vibrava, tanto confuso quanto excitado e irritado ao mesmo tempo. Como num estalo, acordei daquele transe e corri até o outro lado da cama, achando que podia me proteger daquele demônio loiro e inconsequente que me rodeava e tentava ao mesmo tempo.

— Emma, não sei o que está acontecendo, nem o que você bebeu, se foi enfeitiçada ou se está louca mesmo, mas é melhor sair agora, ou prometo que não vou me segurar para jogá-la na sarjeta – eu basicamente gritava, a encarava em fúria, porém com medo do que ela pudesse fazer comigo. Swan também tinha magia correndo em suas veias, e uma mais poderosa que a minha, mas se a conheço bem, não a usaria contra mim, a outra mãe de seu filho. O que me preocupava realmente era outra coisa.

— Olha Regina, eu sei que não vai se atrever a me machucar. Henry ficaria muito chateado em saber que sua querida mãe foi maltratada pela outra. Apenas me deixe fazer o que quero fazer e amanhã será um novo dia – ela chegava cada vez mais perto, colocou as duas mãos no cós de sua calça e abriu o botão, descendo o zíper em seguida. Pude ver uma calcinha box preta se revelando com seu ato.

"Oh não, é isso mesmo que está acontecendo?", minha consciência borbulhava em expectativa. Swan estava se insinuando sexualmente pra mim? Aquela mulher loira, com corpo definido pela batalha constante, olhos verdes angelicais – que agora se mostravam predadores – e descendência real, estava querendo me levar para a cama?

— Não sei o que quer de mim, Swan, mas não pretendo lhe ceder tão fácil — com o resto de consciência sã que me restava, consegui proferir algumas poucas palavras que talvez lhe fizessem pensar duas vezes antes de fazer o que estava pensando. Mas ela era Emma Swan, no fim das contas. Não desistia tão fácil.

— Já lhe peço desculpas por isso, Regina, mas é mais forte do que posso controlar.

Depois disso o mundo pareceu sumir.

Notas finais
Pois é, agora vocês me perguntam:
Quando vc vai postar o próximo cap, moça?
E eu respondo:
Boa pergunta! Não tenho uma linha do próximo cap escrito. Mas prometo tentar acelerar e fazer a cabecinha aqui funcionar até semana que vem.
Por favor, comentem! Alguém chuta o que aconteceu? Até a próxima, suas lindas (e lindos)!