Animals

15 Capítulo 15


Notas iniciais
Olha quem voltou. Eu sei, eu sei, que já faz praticamente um mês, mas eu não sabia o que escrever. Tentei focar em Veelas também, mas foi um fracasso total. Só saiu duas linhas hahahahah. Então o capítulo de hoje pode estar um pouco parado e eu peço desculpas desde já, mas ele foi necessário para começar a mostrar o contato de Hermione com os outros personagens de TVD, Não. Ainda não chegou no grande momento de Elena vs Hermione, mas acho que não vai demorar. Sorry pra quem não aguenta mais esperar. A imagem do capítulo foi retirada do Google Imagens e sobre a poção do site potterish. (http://wiki.potterish.com/index.php?title=Po%C3%A7%C3%A3o_do_Morto-Vivo) Enfim, espero que curtam. Boa leitura.

Hermione acordou na manha seguinte com a cabeça explodindo. Deitada de costas na cama ela escondia os olhos com o antebraço evitando a claridade que passava pela fresta da cortina.

— Não acredito que eu fiz isso – reclamou quando flashes da noite anterior passavam por sua mente.

Sentou-se na cama de olhos ainda fechados enquanto segurava a colcha em frente ao corpo. Começou a piscar lentamente para se acostumar com a claridade, ate que finalmente pode abrir os olhos sem se sentir incomodada.

Olhando ao redor identificou peças de roupas espalhadas pelo quarto e as suas estavam em um estado lastimável. Fazendo um bico nos lábios ela se levantou e caminhou para a única porta que havia lá. Tomou um banho e saiu enrolada na toalha que havia encontrado no banheiro. Caminhou até o guarda roupa e pegou uma camisa de Damon a vestindo. Procurou nas gavetas e pegou uma cueca boxer.

Olhando ao redor viu sua varinha jogada no tapete felpudo do quarto e a pegou. Transfigurou a cueca em uma calcinha e a vestiu. Segurando a varinha com os dentes ela enrolou o cabelo em um coque no alto da cabeça e prendeu com a varinha. Após pendurar a toalha no encosto de uma cadeira saiu do quarto.

A medida que avançava no corredor para seguir ao primeiro andar ela ouvia vozes pela casa.

— Quando você voltou Damon? – uma voz masculina disse.

— Ontem.

— E por que não avisou?

— Pra que? Não preciso avisar nada a você – ela pode ver ele dando de ombros depois de dizer essa frase.

— Aff Damon. Custa responder — disse agora uma voz feminina.

— Fica quieta Barbie. A conversa ainda não chegou no shopping – disse sarcástico.

Seguindo o som ela foi até a cozinha.

— Bom dia — Damon disse assim que ela colocou o pé na cozinha sem se virar do fogão.

— Dia — ela respondeu olhando ao redor. – Oi. Sou a Hermione – disse ela

O silencio prevaleceu enquanto a olhavam. Hermione cruzou os braços e ergueu a sobrancelha.

— Que foi? – ela perguntou. – Sei que sou bonita. Não precisam me encarar assim – disse sarcástica.

— Senta Hermione – ouviu a voz de Damon.

Ela se sentou e o esperou. Damon se aproximou dela estendendo um copo de suco e um comprimido que ela aceitou e logo bebeu.

— Obrigada – disse quando ele se afastou voltando para o fogão e se virou para os espectadores. – Então. Quem é o Stefan?

— Sou eu — respondeu o loiro.

Ela o analisou por um tempo.

— Ok. Fui eu que achei o seu irmão.

— Onde exatamente ele foi parar? – perguntou.

— Inglaterra.

Hermione ouviu um suspiro surpreso de uma morena baixinha ao lado da loira.

— Calma Bonnie. A culpa não foi sua.

— Claro que não – disse Hermione. – Uma bruxa jamais deve ser desconcentrada quando realiza um feitiço. Sorte que não aconteceu nada pior – deu um sorriso divertido para ela.

— Como sabe que eu sou uma bruxa? – ela perguntou.

— Eu também sou. Encontrei Damon na floresta ao redor da minha escola. Ele só esta vivo por ser o que é. Porque da altura que ele caiu ele estaria morto. Os ossos dele estavam quase todos quebrados.

— Obrigado por cuidar do meu irmão. Como conseguiu quebrar o efeito do veneno? – perguntou Stefan.

— Tem algo no meu sangue que cortou o efeito. Acho que é por ele ser mágico – deu de ombros. – O meu professor fez uma poção pra ele e até agora ele está bem. Acho que o veneno não faz mais efeito.

Damon voltou para perto dela e colocou um prato na sua frente sentando ao seu lado com o outro prato começando a comer. Os olhos dos outros só faltaram sair das orbitas.

— O que é? – ele perguntou e logo depois enfiou um pedaço de bacon na boca.

— Você está comendo – disse a loira.

— E?

— Acreditamos que seja um efeito colateral – disse Hermione pegando um pouco da comida com o garfo. – Desde a primeira vez que ele tomou o meu sangue ele come. Isso ta muito bom. Não sabia que cozinhava – disse o olhando.

— Sei fazer mais do que cozinhar boneca – disse piscando pra ela.

Ela olhou pra ele com os olhos estreitos e ele riu.

— Seu celular estava tocando – indicou o aparelho sobre o balcão. – Só ouvi um vou te matar sendo rosnado do outro lado da linha e depois desligou.

— Porra – ela deu um pulo da cadeira e correu até o celular.

Ao olhar as chamada viu que o numero era de Raghe.

— Quem era? – Damon perguntou.

— Adivinha – disse enquanto discava os números voltando para a mesa.

— Seu pai – chutou.

— O próprio. É melhor fugir para o Alasca – disse divertida.

Ele revirou os olhos sorrindo de canto e ela levou o aparelho a orelha quando ele começou a chamar.

— Alô?

— Oi Mary.

— Oi meu amor. Como você está? Seu pai ligou mais cedo e disse que vai matar alguém. Quem ele vai matar?

— Qualquer ser do sexo oposto que se aproximar de mim.

— Você está namorando querida? – ela soltou um gritinho feliz.

— O que? Não.

— Deixe-me falar com ela – ouviu a voz ao fundo.

— Não Raghe. O que? Me devolve esse celular. RAGHE.

— Hermione – ouviu o rosnado.

— Sim – ela disse.

— Quem atendeu o seu celular?

— Uma pessoa – disse colocando um pedaço de bacon na boca.

— Pare de gracinha Hermione. Quero nome e sobrenome.

— Pra que Raghe? Sei me cuidar.

— Você é o meu bebê. E eu vou matar esse cara que encostou em você. Não acredito que ele tirou a sua pureza – disse desolado.

Hermione segurou a risada. Raghe era tão dramático. Não era a toa que o chamava de Hollywood.

— Ela nunca foi pura – disse Damon ao seu lado.

— O que ele disse? — agora ele estava furioso. – DEIXE-ME COLOCAR MINHAS MÃOS EM VOCÊ CARA.

— Hermione minha princesa – disse Mary rindo do outro lado. – Não ligue para o que seu pai falou. Ele esta morrendo de ciúmes e não aceita que você cresceu. Quero conhecer o seu namorado. Estamos ajeitando as coisas e vamos te encontrar.

— Tio V já sabe onde eu estou né? — suspirou

— Sim e quem você acha que avisou ao seu pai da sua pureza – riu com gosto. – Vou acalmar Raghe. Depois a gente se fala meu bem. Tem amo. Tchau.

— Tchau.

Ela desligou o celular e o colocou sobre a mesa olhou para Damon.

— Você ta ferrado – e riu com gosto. – Quem mandou brincar com a minha pureza.

— Nunca foi pura – ele disse com um sorriso.

— Eu sei disso, você sabe disse, ele sabe disso mas nunca vai aceitar.

— Claro que não. Afinal você é o bebê dele – e riu.

— Cala a boca imbecil.

— Então. Eu sou a Caroline – disse a loira olhando divertida para os dois.

— Prazer – disse Hermione.

— Você é inglesa?

— Francesa e americana – disse. – Mas a maior parte da minha vida passei em Londres. Como descobriu que era uma bruxa Bonnie?

— Quando a cidade começou a ser invadida por vampiros.

— Entendo. Você é uma...

— Druída.

— Bruxa da Natureza. Achei que não existia muitas de vocês.

— E não existem. Sou uma das ultimas. A maioria foi morte na época de caça as bruxas. Sou descendente da mais antiga que viveu na cidade. E você.

— Não sou descendente de bruxa. Sou considerada nascida trouxa que significa o mesmo que nascida normal.

— Como descobriu?

— Aos onze. Na Inglaterra há uma escola para bruxos. Somos convidados aos onze e lá aprendemos tudo. Geralmente começamos a apresentar sinais de magia quando passamos por alguma forte emoção como susto ou alegria. Foi uma surpresa já que eu nem acreditava que existiam bruxas.

— Qual tipo de magia você faz?

— Qualquer uma. Proteção, transfiguração... mas sou muito boa em magia das trevas. Tive que aprender sozinha já que era proibido estudar isso. Só estudávamos defesa contra as artes das trevas, mas eu e meus amigos passamos por maus bocados então roubei alguns livros da seção proibida.

— Magia das trevas? Isso não é muito bom – disse a bruxinha.

— Não. Não é mais era isso ou todos morreríamos. Já fui quase morta por um cão de três cabeças, um jogo de xadrez bruxo, já fui petrificada por uma cobra que mata nascidos trouxas, lobisomem, dementadores, comensais da morte, dragão... a lista é bem longa.

— Menina. Quantos anos você tem? – perguntou Caroline chocada.

— 18.

— E já passou por tudo isso?

— Culpa do meu amigo Harry. Ele sobreviveu a uma maldição da morte quando era um bebê então todo mundo queria matar ele. Conseqüentemente queriam me matar também. Vi tantos amigos morrerem quando começaram a caçar os nascidos trouxas porque não éramos dignos de viver em sociedade com os sangue puros. Eu, Harry e Rony fugimos por dois anos quando a guerra estourou e o bruxo das trevas que queria o matar subiu ao poder. Vivíamos escondidos na floresta e qualquer passo em falso estaríamos mortos. A minha maior alegria é que a Belatrix está morta, e pena que não fui eu que a matei. Ela era louca e quase me matou quando fomos capturados – disse enquanto passou a mão sobre o antebraço direito e todos puderam ver aparecer duas palavras cicatrizadas nele. – Ela escreveu isso no meu braço com um punhal. Sangue ruim é o pior xingamento que você pode dizer a um nascido trouxa.

— Meu Deus – disse Bonnie cobrindo a boca com as mãos – Porque não se cura?

— Ela usou o punhal enfeitiçado. Não sai. Então na maioria das vezes mantenho escondido. Não me incomoda. Tenho orgulho do que sou, mas as pessoas olham demais – deu de ombros.

— Menina. Sua história parece um livro.

— Escreveram um livro se quiserem ler eu empresto – disse risonha.

— Eu quero. Eu quero – disse a loira quicando na cadeira. – Isso é surreal de mais.

Rindo Hermione levou a mão ao cabelo e retirou a varinha e a sacudiu se dizer uma palavra. Uma bolsinha de contas apareceu flutuando e ela a agarrou abrindo. O suspiro de susto foi enorme quando ela enfiou a mão na bolsinha e seu braço sumiu dentro dela indo cada vez mais fundo.

— É um feitiço de extensão. Você acha de tudo dentro da minha bolsinha – riu – Opa. Olha o que eu achei – retirou o braço e nele tinha um frasco.

— Você não disse que tinha acabado – Damon rosnou.

— Pensei que tinha – estendeu o frasco pra ele. – Acho que me enganei. Bebe logo. é a poção feita para conter o veneno de lobisomem – ela informou aos outro quando voltou a vasculhar dentro da bolsinha. – Acho que tem coisa demais aqui – jogando a mesma sobre a mesa ela estendeu a varinha em direção a ela e disse: — Accio livro — e o mesmo saiu de dentro da bolsa. – Toma estendeu para Caroline. Quando acabar de ler esse eu pego os outros.

— Ainda tem mais? – perguntou a loira chocada.

— Acha que quase oito anos de confusão vai caber em um único livro? — disse risonha. – Espero que goste.

Observou à loira abrir a capa vermelha de veludo e sabia o que ela estava vendo logo na primeira página. As Aventuras do Trio de Ouro e logo abaixo a assinatura dos três, o escudo da grifinória em alto relevo e se mexendo.

— Essa coisa ta se mexendo?

— Sim. As fotos se mexem também. Não se assuste quando ver. No mundo bruxo é assim. Se mostrarmos uma foto que não se mexe a eles, acham que a câmera esta estragada – deu de ombros.

Se levantando da cadeira ela deu a volta na mesa a parou atrás da loira. Levou a mão até o livro e virou a pagina, onde nesta se encontrava uma foto dos três.

— Esses são o Harry e o Rony – apontou para cada um.

Na foto estavam os três sorrindo despreocupados.

— Foi o Collin que tirou essa foto. Ele era da nossa casa. Entrou quando estávamos no segundo ano. Ele e o irmão morreram na guerra – disse sorrindo tristemente. – As fotos dele eram incríveis. Apesar de eles nos pegar sempre de surpresa. Daria um bom fotografo.

— Perdeu muitos amigos não é? – perguntou Stefan.

— Mas do que eu possa contar.

O telefone dela voltou a tocar. Olhando o visor ela soltou um suspiro.

— Bom dia Harry querido. Como você está?

— Não me venha com o seu sarcasmo não moça – ele soou irritado do outro lado.

— Nossa. O que eu fiz para irritar você?

— Onde você se meteu Hermione Granger – disse entre dentes.

— To resolvendo uns probleminhas – disse analisando as unhas.

— Sai Rony. Me devolve o celular – ouviu Harry gritar.

— Hermione, preciso da sua ajuda. O Snape passou uma atividade de poções que eu não tenho a mínima idéia de como se faz.

— Procura nos livros da biblioteca oras.

— Hermione. Você sabe a resposta. Me fala vai – choramingou.

— Vou ver se posso te ajudar. Sobre o que é?

— Espera. Vou pegar o pergaminho – ela pode ouvi-lo mexendo em folhas.

— Coloca no viva-voz Rony. Também quero as respostas – ouviu Harry dizer.

Hermione sorriu sacudindo a cabeça esses seus amigos não mudavam mesmo.

— Arra. Achei. Poção do morto-vivo – Rony disse.

— Raiz de asfódelo em pó, infusão de iosna, raízes de valeriana e vagem soporífera.

­- Anota Harry.

— Tá. Ta – ouviu o resmungo do moreno.

— Essa poção é pra fazer aquele que a beber parecer que está morto – Hermione continuou.

— Dura quanto tempo? – ouviu Harry perguntar ao fundo.

— Depende do quanto à pessoa ingere. Só isso? Podiam ter procurado na biblioteca.

— Pra que se você sabe tudo de cor – Rony disse.

— Ora Weasley – ela resmungou.

— Hermione. Sobre aquele dia – Harry começou. – Sentimos muito por ter deixado você de lado. Sei que você foi a que fez um dos maiores sacrifícios para me ajudar a continuar vivo e eu deveria te dar mais valor. Me perdoa? – ela pode visualizar o amigo com os olhos verdes cheios de lágrimas.

— Não se preocupe Harry. Eu também joguei um monte de coisas na cara de vocês, então estamos quites.

— Então... Quem era o cara que estava com você?

­- Um conhecido.

— Certo – resmungou. – To de olho. Quando você volta?

— É precisamos das colas para as provas – Rony gritou ao fundo rindo.

— Não sei Harry e diz pro Rony que eu já fiz todas as provas e que ele vai ter que se virar – riu. – Tchau Harry. Tchau Rony – se despediu.

— O que? – ainda deu tempo de ouvir o grito do ruivo antes de desligar.

Notas finais
Amaram, odiaram. Me digam o que vocês querem que aconteça ao longo da história. Posso usar isso a favor da fic ;p e posso agradar vocês. Então é isso. Bjkas. P.S: Veelas ainda está parada. DESCULPEMMMMM T-T.