Animals
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Quando Damon acordou Hermione já não estava mais na cama. Estava começando a se levantar quando a porta do quarto se abriu e por ela passou a Hermione com uma toalha em mãos secando os cabelos.
– Estava indo te acordar – ela informou.
Girando a cabeça para o criado-mudo ele viu que nem era oito da manhã.
– Já de pé? – disse meio sonolento.
– Vai se surpreender com o quanto durmo em dias de prova .
Ele se jogou de volta na cama e pegou o travesseiro que estava do seu lado cobrindo o rosto.
– Saímos em quanto tempo? – perguntou.
– Em duas horas – informou. – Toma.
Tirando o travesseiro do rosto viu que Hermione estendia um frasco para ele.
– Ainda não acabou? Tenho que continuar tomando isso?
– Está com sorte. Esse é o ultimo.
Ele tomou e se levantou.
– Posso te fazer uma pergunta? – ela disse.
Ele esperou.
– Percebeu que você não tem tomado sangue? Desde a ultima vez que eu te dei.
– Sim. Isso aconteceu desde que eu comecei a tomar esse remédio. E tenho comido comido comida, o que eu não faço a mais de um século.
– Deve ser um efeito colateral. Enquanto você come vou atrás do diretor – e saiu do quarto.
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Damon estava sentado no sofá quando Hermione voltou com algumas sacolas.
– Trouxe algumas coisas para você – entregou-lhe as sacolas. – Vai se arrumar logo vamos sair.
Ele foi para o quarto e entrou no banheiro sem fechar a porta. Retirou das sacolas um par de jeans, camisa preta, um casaco, sapatos, meia e cueca. Alem de escova de dente e de cabelo. Começou a retirar a roupa e foi para o chuveiro ligando a água no quente. Ergueu a cabeça e lavou o rosto. Pegou o frasco de shampoo cor de rosa e olhou o rotulo vendo que era de morango, dando de ombros ele virou um pouco na mão e passou nos cabelos e depois passou o condicionador.
Estendeu a mão para pegar a toalha e não a sentiu.
– Hermione? – chamou.
– Oi – ela respondeu do quarto.
– Não tenho toalha – informou.
– Já levo. – depois de alguns minutos ela disse: — ‘Tô entrando. Vira de costas.
– Pode entrar boneca. Ou vai me dizer que nunca viu um homem nu?
– Imbecil – ele ficou olhando ela entrar no banheiro para lhe entregar a toalha e percebeu que ela estava sem jeito. – Aqui está a sua toalha jogou pra ele. Vê se sai logo daí – e saiu do banheiro.
– Que isso boneca. Vem tomar banho comigo. Sei que gostou da visão.
– CALE A BOCA – disse irritada.
Soltando um pequeno riso, Damon desligou o chuveiro e se enrolou na toalha.
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Hermione estava sentada na cama, esperando ele sair do banheiro, o que não demorou muito ela o viu sair enquanto terminava de vestir a camisa.
– Já podemos ir? – ele perguntou.
– Sim – concordou com a cabeça – só vou pegar algumas coisas no banheiro e já vamos.
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Antes de embarcarem no trem, Alvo os acompanhou até a saída da escola pedindo para que seja informado sobre qualquer coisa que viesse acontecer durante esse tempo. E lamentou que não tivesse conseguido autorização do ministro para que usassem a chave de portal para que eles chegassem mais rápido em Mystic Falls.
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Damon encarava entediado a paisagem através da janela de um dos vagões que tinha ocupado com Hermione.
– Se você bufar mais uma vez juro que te jogo pra fora desse trem – ela disse sem tirar os olhos do livro que lia.
– Não sei que Graco vocês vêem em viajar nessas coisas antiquadas.
– Você reclama de tudo não é? – o encarou erguendo a sobrancelha.
Damon deu de ombros. Fechando o livro e colocando ao seu lado, Hermione se curvou sobre a sua mochila que estava aos seus pés e vasculhou dentro dela.
– Toma – disse.
Ele a olhou e viu que ela lhe estendia um retângulo encapado com papel de presente cinza.
– O que é? – disse desconfiado.
– Você vai gostar – foi só o que ela disse antes de voltar a sua leitura.
Damon olhava para o embrulho em suas mãos e deu de ombros abrindo-o. Hermione havia lhe dado um livro. Ele abriu a capa e viu o titulo do livro Hamlet. Erguendo os olhos para ela, viu que Hermione ainda mantinha os olhos em sua leitura mais tinha um sorriso nos lábios.
Ajeitou-se melhor no banco e abriu o livro passando a capa de titulo, se surpreendeu com o que viu escrito na página seguinte.
“ Espero que goste!
Boa leitura!
HG”
Ficou um tempo observando a pequena mensagem, virou a pagina e começou a se concentrar na leitura. Quem sabem assim o tempo não passasse logo.
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– Damon – Hermione o chamou novamente.
– Hã? – ele olhou ao redor confuso.
– Já tem um tempão que estou te chamando. Já chegamos à estação.
Ele olhou pela janela e viu que ela dizia a verdade. Não havia percebido.
– Parece que você se prendeu na leitura. Sabia que isso ia te distrair e acabar com o seu tédio. Vamos? – perguntou.
Ele fechou o livro, não sem antes marcar a página na qual parou com um marca texto que achou dentro do livro enquanto lia, e se levantou seguindo Hermione para fora da cabine.
Estranhou muito o fato de Hermione ficar o empurrando em direção a uma parede para que passassem.
– Eu não sou um fantasma para atravessar paredes boneca – disse sarcástico.
– Aff. Ande logo rapaz – o empurrou de novo. – É assim que saímos da estação do mundo bruxo e vamos para o mundo trouxa.
Dando um sorriso debochado ele disse fazendo uma mensura:
– Damas primeiro.
– Imbecil – disse irritada marchando em direção a parede e a atravessando e esperou de braços cruzados que ele saísse o que não demorou muito. – Admita que você estava com medo.
– Eu? Medo? Jamais boneca. O Damon aqui não tem medo de nada.
– Não foi o que me pareceu – disse debochada.
– Podemos ir? – disse irritado e saiu andando.
– Ah, deixei o bebê irritadinho foi? Coitadinho dele – o seguiu.
Hermione segurou a risada quando viu o olhar mortal que ele lhe enviou. Quando já se encontravam do lado de fora da estação Hermione fez sinal para um taxi e eles entraram.
– Para o aeroporto por gentileza – pediu ao taxista.
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As horas que passaram dentro do avião foram as mais tediosas do mundo. Nem Hermione agüentava mais. Ela detestava as chaves de portal porque ficava muito enjoada, mas as preferia ao ter que viajar de avião e era um meio bem mais rápido, diga-se de passagem.
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Depois de muito tempo presos dentro de um carro chegaram ao estado da Virginia.
– Diga que já chegamos pelo amor de Deus – Hermione disse entre dentes.
– Já. Agora é só irmos para Mystic Falls – ele disse olhando a estrada e ouvindo Hermione bufar ao seu lado. – Sua vez de dirigir – disse parando o carro no acostamento.
Hermione saiu e deu a volta no carro. Ligou o carro e deu partida.
– Você mora no fim do mundo – ela disse debochada. – Não chegamos nunca nessa cidade.
– Sei disso – deu de ombros.
– Seu irmão sabe que estamos indo?
– Só falei com ele aquele dia. Não liguei mais. Disse que estaria chegando em alguns dias.
– Então o que devo saber sobre a sua cidade? Já que sou uma estranha até mesmo neste país.
– É uma cidade pequena...
– Jura? Nem percebi – disse sarcástica.
Ele a olhou pelo canto do olho.
– Tá. Continue.
– Todo mundo conhece todo mundo. Tem faculdade, colégio...
– Se todos se conhecem como você e seu irmão vivem nela? Não suspeitam que vocês não envelhecem?
– Tem um conselho de humanos que sabem da nossa existência, mas as outras pessoas têm a memória apagada.
– Como fazem isso? Feitiço?
– Não. Temos a capacidade de hipnotizar as pessoas.
– Certo. Não vou nem perguntar como. O que mais tem nessa cidade?
– Vampiros, lobisomens, bruxas, fantasmas, caçadores... Cada dia aparece uma coisa diferente e sempre querem me matar.
– Você não é flor que se cheire Salvatore. Se querem a sua cabeça é porque você aprontou alguma.
– Eu? Jamais!
Hermione balançou a cabeça rindo da cara de pau dele. Ficaram algum tempo em silencio até que ele disse:
– Vire a direita.
Ela fez o que lhe foi orientado e viu uma placa:
Bem-vindo a Mystic Fall
– Até que enfim. Onde tem algum lugar para comer nessa cidade? Estou morrendo de fome.
– Continue seguindo em frente. Logo estaremos no centro da cidade.
Não demorou mais do que cinco minutos e Damon a pediu para estacionar o carro e saiu. Ela o seguiu e ativou o alarme do carro.
– Vamos ao Mystic Grill – informou e saiu andando com ela atrás de si.
Hermione caminhava ao seu lado olhando ao redor interessada. “Até que essa cidade é bonita” pensou dando de ombros. Entraram em uma espécie de bar que a essa hora estava cheia de adolescentes. Damon caminhou até o balcão onde tinha um rapaz de costas para eles.
– Uma dose de Whisky – ele disse se acomodando em um dos banquinhos.
– Claro – o barman respondeu ainda de costas.
Hermione se sentou ao lado dele e olhou de cenho franzido.
– Em vez de comer, você vai beber? – perguntou a ele que deu de ombros.
– Aqui está – o barman os interrompeu se virando e quase deixou o copo cair – Damon?!!
– E aí Mutt. Sentiu a minha falta? – disse tomando um gole da bebida que foi posta a sua frente.
– Matt. Meu nome é Matt – disse entre dentes. – Achei que dessa vez você tinha morrido de vez.
– Nossa. Assim você me magoa – disse sarcástico.
Hermione olhava tudo sem dizer uma palavra.
– Não liga pra ele. É um imbecil – disse por fim.
– Fica quieta boneca.
– Já disse pra não me chamar de boneca seu idiota – olhou com fúria nos olhos e se virou para o barman que a encarava confuso e sorriu simpática. – O que vocês tem para comer aqui?
Sem dizer nada ele entregou o cardápio a ela.
– Quem é ela?
– Porque? Está interessado Mutt? Dou-te de presente – disse Damon.
– Vá se ferrar — Matt disse entre dentes.
– Sou a Hermione – disse tirando os olhos do cardápio. – Vou querer duas porções de macarronada e um copo de suco de laranja natural por gentileza.
– Ok – ele se afastou indo em direção a cozinha.
– Ele é um dos seus a “amigos”? – perguntou.
– Eu? Amigo do Mutt olhos azuis? Nunca – disse bebendo um gole de sua bebida.
– Ele te odeia. Porque?
– Ele transformou a minha irmãzinha – disse o loiro surgindo na frente deles com uma bandeja nas mãos – e agora ela está morta.
– Sinto muito.
Matt deu de ombros. Ajeitando os pedidos no balcão. Hermione pegou um dos pratos e colocou na frente de Damon, que não disse nada, só a olhou com a sobrancelha arqueada. Levando a mão ao bolso de trás da calça ela pegou um frasco e estendeu a ele.
– Ainda não acabou? – perguntou pegando o frasco.
– Esse é o ultimo. Bom aproveito. E vê se come – disse e pegou o grafo voltando a atenção para a sua comida
Matt os observava e ficou muito surpreso ao ver que Damon não reclamou e que ainda estava comendo. Voltou a sua atenção para a morena, nunca tinha visto na cidade e não conhecia o sotaque dela.
– Então? – pigarreou – De onde você é Hermione?
– Londres – ela disse após tomar um gole do seu suco.
– E o que você faz aqui com ele? O Damon não é flor que se cheire.
– É uma longa historia. E sei me cuidar. Ele não me assusta. Não é Damonzinho – disse debochada e ele a olhou irritado.
Depois ficaram em silencio e Matt voltou ao seu trabalho. Hermione se levantou do banco e acenou para Matt em despedida.
– Você paga – disse e saiu andando ouvindo o moreno bufar.
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