Animals

6 Capítulo 6


Notas iniciais
Bom dia amores. Como vocês estão? Não há muito o que dizer hoje hahah Um capítulo fresquinho pra vocês. Boa leitura. P.S: Não haverá capítulo de Veelas hoje.

– Madame Pomfrey. Madame Pomfrey — chamou abrindo as portas com um estrondo. — Madame Pomfrey.

A Senhora entrou na enfermaria dando um nó em seu robe.

– Que gritaria é essa Srta. Granger. Isso São horas? — a repreendeu.

– Uma pessoa precisa de sua ajuda.

– Quem?

A maca entrou flutuando logo atrás de Hermione. Rapidamente madame Pomfrey assumiu sua postura profissional.

– Coloque-o em uma cama por gentileza.

Hermione fez o que lhe foi pedido e deixou e senhora trabalhar enquanto se sentava na poltrona próxima a cama e a observava.

A varinha da enfermeira subia em descia pelo corpo do rapaz enquanto que em voz baixa ela entoava alguns feitiços. A morena viu a boca dela se apertar em uma linha e os olhos se estreitarem.

– E então? — perguntou ansiosa.

A senhora olhou pra ela e suspirou, puxou um pouco mais a manta para cima, cobrindo até o estomago dele.

– É muito ruim a situação dele? — Hermione temia a resposta.

– Sim Srta. Granger. A situação do rapaz não está nada boa.

– É por causa da queda?

– Queda? Isso explica a quantidade de ossos quebrados — disse para si mesma — mas não me refiro a isso. Chegue mais perto por gentileza Srta.

Hermione fez o que lhe foi pedido. A enfermeira pediu para que ela ficasse ao seu lado. Madame Pomfrey pegou uma espécie de adaga e começou a cortar os pedaços da camisa em frangalhos que ele ainda tinha no corpo. A morena percebeu agora que ele tinha um curativo no pescoço.

– O que é isso Madame Pomfrey? — apontou para as bandagens.

Com o máximo cuidado a enfermeira começou a retirar os esparadrapos e gazes que estavam manchados por uma substância negra e gosmenta.

– Parece que ele levou uma mordida. Mas não sei de que exatamente.

Hermione observava as marcas de dente e o aspecto deveras nojento. Pensativa e logo levou as mãos à boca.

– Lobisomem. É uma mordida de lobisomem Madame Pomfrey.

– Como pode ter tanta certeza disso Srta. ? Nem eu tenho.

– No meu terceiro ano, o Professor Lupim pediu para fazermos uma pesquisa sobre lobisomens, e como a senhora, sabe eu não sou de me contentar com pouca informação. Li todos os livros que eu achei na biblioteca, inclusive da sessão restrita. Em alguns tinham imagens da mordida e outro o aspecto. Em um dos livros dizia que depois que um ‘’ser mágico’’ (qualquer um) é mordido por um lobisomem, é liberado uma toxina no organismo, causando a deterioração do corpo de dentro para fora. O que acaba criando essa aparência gosmenta e enegrecida. Do sangue.

– No momento que realizei a inspeção nele vi que ele estava em um quadro estável, mais não sei por quanto tempo isso durará.

– Quando o achei ele estava meio lúcido.

– Srta. , Granger vou lhe pedir um favor. Fique com ele, eu realmente não sei o que fazer para ajudá-lo. Vou precisar ir atrás do professor Alvo para encontrar uma solução antes que seja tarde demais para esse rapaz — e dizendo isso deixou a enfermaria.

Hermione ficou o observando quieta e o viu girar a cabeça de um lado para o outro com uma expressão de dor. Aproximou-se dele e percebeu que ele tinha a pele meio avermelhada. Levando a mão até a testa dele, percebeu que Damon estava ardendo em febre.

Olhando ao redor ela viu uma bacia em cima de um estante e foi até ela. Olhou dentro do armário e pegou algumas toalhas de rosto. Caminhou até o pequeno banheiro existente ali e enchei a bacia com água morna, logo voltando para o lado da cama dele. Arrumou tudo ao lado da cama, pegou uma das toalhas e a encharcou.

Olhou pra ele preocupada e começou a passar o pano na testa dele, para ver se a febre abaixava um pouco e também para retirar um pouco da fuligem que cobria o rosto dele.

– O que eu posso fazer para te ajudar rapaz? — suspirou.

Com outra toalha e um pouco mais de cuidado ela começou a limpar a mordida retirando toda aquela gosma negra e nojenta. Hermione, sabendo que não deveria fazer isso sem autorização, foi até a sala onde Madame Pomfrey guardava as poções e pegou uma poção para aliviar a dor que ele estava sentindo. Preferia aliviar a dor que ele sentia não só por causa da mordida, mais também pelos ossos quebrados, em vez de dar uma para restaurar os ossos, poderia ser muito perigoso no estado em que ele se encontrava.

Pegando um copo ela virou um pouco do conteúdo e se curvando, passando a mão direita sob a nuca dele, o fez erguer um pouco a cabeça para não se engasgar levou o copo até os lábios sem cor dele.

– Damon, abra a boca, por favor — pediu baixando. — Isso vai te ajudar a sentir um pouco melhor. Vamos — implorava. — Abra a boca — pediu empurrando o copo contra os lábios dele.

Ela já estava ficando aflita. Damon não reagia.

– Vamos Damon. Por favor — pediu novamente.

E então ela viu que ele abriu um pouco os lábios. Assustou-se um pouco quando viu um par de presas brilhando sob o lábio superior dele. Preferiu não comentar com ninguém por enquanto.

– Seu segredo está seguro comigo — disse ela.

Hermione sorriu e virou um pouco mais o copo ao perceber que ele havia aberto a boca mais um pouco.

– Bom garoto- brincou.

O viu franzir o cenho e riu.

– Sei que o gosto não é um do melhores, mais vai acabar com a sua dor. Então beba o máximo que conseguir — sussurrou para ele.

Ficou até espantada por ele ter conseguido beber toda a poção. Colocando o copo na mesinha ao lado ela arrumou o travesseiro com a mão livre e ajeitou a cabeça dele para que ficasse confortável. Percebeu que ele tinha a expressão tranquila e respirava calmamente. Hermione ficou feliz por isso, já que era a única coisa que ela poderia fazer por enquanto. Além disso agora precisava pesquisar mais ainda.

Durante a pesquisa que o Professor Lupim havia passado em seu terceiro ano, ela lembrou-se de ter lido que os inimigos naturais de lobisomens eram vampiros, então chegou a conclusão, ao ver o estado de Damon, que o efeito da toxina de lobisomens em vampiros eram muito mais prejudiciais, mais não sabia o quanto. E precisava descobrir rapidamente antes que fosse tarde demais para o rapaz.

Ela ajeitou melhor a coberta no corpo dele.

– Eu já volto — lhe deu um beijo carinhoso na testa.

Conjurou o seu patrono para ficar de olho nele enquanto ela ia até a biblioteca, procurar alguma informação que o pudesse ajudar.

Dando uma ultima olhada nele ela saiu da enfermaria rapidamente e correu em direção à biblioteca. Não tinha tempo a perder.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Bjkas.