Animals
17 Capítulo 17
Notas iniciais

Mansão Salvatore...
Hermione estava deitada no sofá com o controle da TV em mãos passando de um canal a outro. Estava entediada. Não tinha nada para fazer. Nem os livros que ela tanto amava estava ajudando naquele momento.
Damon tinha saído com o irmão para algum lugar e Bonnie e Caroline foram para a faculdade.
De repente a porta foi aberta e ouviu-se som de saltos contra a madeira do assoalho. Hermione parou de mudar os canais e ficou ouvindo.
— Damon – a voz feminina chamou.
Se erguendo sobre os cotovelos, Hermione olhou por sobre o encosto do sofá a morena parada próxima aos degraus da sala.
— Ele não está. Quer deixar recado? — perguntou. – Peço pra ele entrar em contato.
— Quem é você? – a morena perguntou com os olhos em fendas.
Se levantando do sofá, Hermione se aproximou.
— O mais correto é você dizer o seu nome primeiro. Porque entra desse jeito na casa dos outros sem bater a campainha?
— Ora sua moleca, quem você pensa que é? E porque está usando a camisa do Damon?
— Ele não reclamou quando viu – disse dando de ombros.
A morena a olhou chocada e sem que Hermione se desse conta a pegou pela gola da camisa erguendo-a do chão.
— Olha aqui menina, não estou para brincadeiras. Quem diabos é você?
— Olha aqui moça – disse sarcástica. – É bom você me colocar no chão ou não me responsabilizarei pelos meus atos. Estamos entendidas?
A outra soltou um riso debochado.
— Quero ver tentar – disse mostrando as presas.
— Querida. Eu já enfrentei coisas bem piores que você. Se acha que um par de presas pode me assustar está enganada. Agora me põe no chão – disse erguendo os braços e os batendo contra o interior dos braços da outra que no susto a soltou não sem antes arrancar um pedaço da camisa junto.
— Que ótimo. Lá se foi a camisa – disse olhando para as partes dos seios que ficaram a mostra. – Você via dar outra pra ele.
Hermione se virou e começou a andar em direção as escadas. Ouviu uma espécie de silvo a sua costa e quando se virou viu que a morena estava agachada como em posição de ataque e pulou sobre ela a levando ao chão.
As duas rolaram pelo chão da sala e bateram em uma mesinha fazendo com que o vaso sobre ela caísse e estilhaçasse.
— Me larga sua maluca – disse evitando que ela a mordesse.
Esticando a mão pegou um dos cacos e o cravou nas costas dela que arqueou de dor. Nesse momento Hermione jogou a cabeça para frente e ela encontrou o nariz da morena fazendo jorrar sangue após soar o estalo dele sendo quebrado.
A morena olhou ainda mais zangada para Hermione que devolveu o olhar de deboche.
— Esse não é o primeiro nariz que eu quebro – e sem esperar ela agarrou o colarinho da camiseta dela e com o pé deu impulso fazendo a morena passar por cima de si e cair sobre a mesinha de centro quebrando-a.
Hermione se ergueu um pouco tonta por causa da cabeçada e jogando os cabelos para trás olhou desafiadoramente para a outra erguendo as mãos e a desafiando a ir pra cima de si novamente.
— Vou acabar com você – a voz da morena estava irreconhecível.
— Tenta sua vaca – disse simplesmente.
A morena avançou para cima de Hermione na sua velocidade vampira e quando ia fechar os seus no braço dela se distraiu com a porta sendo aberta. Aproveitando essa oportunidade Hermione fechou a mão em punho e firmando as pernas desferiu um soco com toda a força no rosto da morena que caiu em cima da mesa de bebidas fazendo um estrago.
— Puta que pariu – disse Hermione pulando sobre os pés. – Você me fez quebrar a mão sua imbecil – disse embalando a mão contra os seios.
Hermione viu Damon e Stefan aparecerem na soleira da porta.
— Mas... – começou Stefan.
— Que diabos aconteceu aqui? – Damon terminou a fala do irmão.
— Pergunta pra essa daí – disse indicando com a cabeça para a morena que tentava se levantar. – Ela veio pra cima de mim. Só me defendi.
— Elena – disse Damon.
— Damon – ela começou. – Quem é essa garota? Eu vou te matar – disse avançando pra cima de Hermione novamente.
— Você não cansa não garota? – disse Hermione debochada. — Ainda tenho uma mão que funciona. Quer experimentar?
— Calada Hermione – disse Damon nervoso. – O que está fazendo aqui Elena?
— Porque não me avisou que tinha voltado! Eu tinha o direito de saber.
— Que direito Elena? Você é minha mãe?
— Damon... – disse chorosa.
— Sínica — Hermione sussurrou.
— Me deixe ver sua mão – disse Stefan indo até ela.
Damon parou de encarar Elena e olhou para os dois. Quando viu o irmão tocar a mão dela trincou o maxilar de raiva.
“ Como ele se atreve a tocar nela?” pensava furioso.
— Está quebrada.
— Não percebi gênio – ela disse sarcástica.
Ignorando os chamados de Elena ele caminhou em direção a Hermione. Percebeu que ela tinha manchas de sangue na camisa que estava rasgada. E um corte que sangrava na testa.
— Você está bem? – ele perguntou pra ela preocupado.
— Estou. Só minha mão que dói. – sussurrou.
— Vem. Vamos cuidar dela – disse tocando as costas dela para que ela a andasse.
— Damon – Elena chamou indignada.
— Tchau Elena – disse agarrando a cintura de Hermione quando a viu cambalear.
...
Damon sentou Hermione na ponta de sua cama e a encarou.
— Sei que eu estou um caco. Não precisa encarar – ela disse emburrada.
Ele sacudiu a cabeça com um pequeno sorriso e foi até o banheiro em busca de um kit de primeiros socorros. Ao voltar se ajoelhou na frente dela e pegando um pedaço de algodão limpou o corte na testa dela.
— Ai – se encolheu. – Não percebi que tinha me machucado aí.
— Como fez esse corte?
— Dei naquela vadia uma cabeçada. Era pra machucar só ela – resmungou.
Damon soltou uma risada. Essa garota era incrível.
— Você enfrentou uma vampira mano a mano? – perguntou sem acreditar.
— Acho que foi o sangue guerreiro do meu pai – deu de ombros. – Quando você vê-lo vai entender.
— Acho melhor você tomar um banho pra limpar esse sangue e depois dou um jeito no seu braço.
Damon a ajudou a se livrar da camisa e ela foi para o banheiro.
...
Quando Hermione voltou do banheiro encontrou Damon sentado na ponta da cama e ao seu lado havia uma caixa de primeiros socorros. Segurando punho protetoramente contra o peito ela se sentou ao seu lado.
O moreno ergueu a mão pedindo silenciosamente para dar uma olhada. Afastando o braço com cuidado do corpo Hermione o estendeu até sentir os dedos mornos de Damon, que com cuidado segurou o pulso dela.
— Sei que vai doer, mas preciso apertar pra ver se há alguma fratura – ele disse olhando nos olhos dela que concordou com a cabeça. – Um... – ergueu a outra mão até pegar os dedos dela — ...dois... – continuou olhando nos olhos dela — ...três! – exclamou e apertou ao mesmo tempo.
Hermione mordeu os lábios fortemente, ao perceber que ia soltar um grito e lágrimas caíram dos seus olhos. Do mesmo modo como a dor começou não parou mesmo que Damon houvesse soltado seu pulso e sua mão. Estava pegando fogo e formigando.
— Parece que não há nada quebrado – disse abrindo a caixa de primeiros socorros e retirando uma gaze – mas de qualquer modo vou enfaixar e te levar ao médico pra tirar um raio-x.
— Não tem outra alternativa?
— Quer beber o meu sangue? Ele te cura rapidinho.
— O que? – arregalou os olhos. – Ew que nojo. Prefiro ir ao médico.
— Então aguente firme enquanto eu aperto a faixa em sua mão e pulso.
Damon fez o que havia dito o mais rápido possível. Queria evitar que Hermione sentisse mais dor do que estava sentindo.
Com a ajuda do moreno ela se livrou da toalha que tinha ao redor do corpo e se vestiu. Quando desceram as escadas viram Stefan ajoelhado no meio da sala juntando os cacos de vidro e madeira que havia por todo o local.
— Eu arrumo Stefan – disse Hermione. – Só tenho que achar a minha varinha – olhou ao redor.
Os olhos verdes de Stefan se ergueram para ela.
— Não precisa. E alem do mais acho que não vai conseguir fazer nada com uma varinha quebrada – disse mostrando dois pedaços de madeira que retirou do bolso de trás da calça. Sinto muito Elena a quebrou antes de ir embora.
Hermione arregalou os olhos chocada.
— Minha varinha – sussurrou. – Como ela se atreve? – pegou a varinha quebrada das mãos de Stefan. — Eu nunca troquei a minha varinha. Ela não tinha nem um arranhão – os olhos dela encheram de água.
— Olha. Posso te dar outra – disse Damon.
— Essa... Essa vadia me paga – disse entre dentes – e guardou os pedaços da varinha no bolso da calça jeans. – Mas ainda posso dar um jeito nessa bagunça – e erguendo a mão disse: – Reparo — tudo que estava quebrado na sala começou a se remendar e voltar para o lugar original.
Stefan olhava tudo impressionado. Ao olhar para Damon viu que ele tinha um olhar questionador nos olhos.
— Feitiço sem varinha. Aperfeiçoei no meu segundo ano em Hogwarts – deu de ombros. – Uso a varinha porque acostumei. Quase ninguém sabe que eu posso fazer isso.
— Certo – o moreno disse. — Bem. Stefan eu vou levar Hermione ao médico pra dar uma olhada na mão. Não quero Elena aqui se ela for dar mais problema.
O irmão dele concordou e ambos saíram da mansão. Assim que Hermione afivelou o cinto, Damon deu a partida.
— Porque não usa esse feitiço pra remendar a sua varinha?
— Isso não funciona nas varinhas. Elas meio que repelem. Tenho que ir na loja onde comprei e ver se tem conserto ou terei que arrumar outra. Acho que não tem mais jeito – suspirou tristemente.
Fale com o autor