Animals
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Caldwell, New York ...
Mansão da Irmandade...
Rhage observava Mary correr pelo quarto recolhendo tudo o que iriam levar na viagem para verem a filha.
— Me ajuda amor – ela o chamou de dentro do closet.
O loiro se levantou da cama, caminhou até onde ela estava e a viu nas pontas dos pés tentando pegar uma mala que estava na prateleira. Se aproximando dela por trás e colando o seus corpos ele pegou a mala e a colocou ao seu lado no chão. Se curvando para frente passou o braço ao redor da cintura dela a puxando para trás e afundou seu rosto no pescoço dela onde arranhou com as suas presas.
— Fique calma Leelan¹. Não precisamos levar muita coisa. Vamos trazer Hermione pra casa.
— E você acha que ela vai vir? – disse girando nos braço dele e abraçando a sua cintura. – Até parece que não conhece a sua filha Rhage.
— Ei. Como se ela tivesse herdado somente os meus genes né senhorita Mary Luz – beijou de leve os lábios dela.
— Sei que eu estou parecendo paranoica, mas estou morrendo de saudades da minha filha. Sabe quanto tempo faz que não a tenho em meus braços? Isso é demais para uma mãe aguentar – disse com os grandes olhos castanhos lacrimejando.
— Eu sei querida. A ultima vez que tive ela nos braços foi antes de dá-la aos doggens² Granger’s.
— Só a vimos por fotos desde então. Quando eu botar minhas mãos nela, nunca mais vou soltá-la. Ela é a minha bebê. Minha princesinha.
Rhage a abraçou apertado. Sabia como a esposa se sentia e ele se sentia do mesmo modo. Mesmo com todo esse tempo tendo passado era como se Hermione ainda fosse a bebê sorridente e esperta que ele vivia embalando e não deixava ninguém encostar. E isso fazia com que os irmãos tirassem sarro da cara dele, mas ele nem ligava. Era sua bebê e ele tinha o direito de não querer soltá-la. Uma das decisões mais difíceis que ele tomou na vida foi a de entregar a sua bebê e se convencer de que isso era o certo a se fazer, além de ter que se fazer de forte quando viu Mary começando a entrar em um estado depressivo tão grande ao ponto de não querer comer.
— Nossa bebê cresceu Rhage. Ela deve ser ainda mais bonita que nas fotos. E não é a toa que ela arrumou um namorado.
— Eu vou capar esse cara. Quem mandou tocar na minha princesa – disse entre dentes – Ele estará morto quando eu puser minhas mãos nele. – Ouviu a risada divertida dela e percebeu que a estava conseguindo distrair, mesmo que a ameaça fosse verdadeira.
— Me ajuda a terminar com as malas – pediu a ele que concordou com a cabeça.
...
Descendo para o jantar, Rhage e Mary encontraram todos os outros irmãos e esposas sentados a mesa.
— Boa noite — disse Mary feliz e saltitante como uma criança de cinco anos.
As mulheres olhavam para ela sorrindo e os homens estavam tranquilos.
— Soube que falaram com a hollywoodizinha³ hoje – disse Butch. – Como ela está.
— Como sempre – disse Rhage enquanto puxava a cadeira para Mary se sentar. – O humor dela está cada vez mais ácido. Não sei que escola de bruxos foi essa para onde a mandaram – suspirou frustrado e se sentou.
— Mentira. A minha bebê é um amor – disse Mary defendendo a filha. – Ela só é um pouco difícil. Mais ainda assim um amor. Estou louca para vê-la. Esse ano ela se forma na escola e eu não quero nem saber. Vou na formatura e ai de quem me impedir. Eu boto aquele castelo abaixo – os irmãos riram quando ela acabou de falar.
— Nunca mexam com uma mãe – disse Phury brincando.
— Estou tão ansiosa para ver a pequena Hermione – disse Beth ao lado de seu marido e rei Wrath – ela já deve estar uma moça feita e deve ser uma menina maravilhosa.
— Ela é osso duro igual a mãe – Rhage resmungou e ouviu-se risos coletivos na mesa.
— Tenho fotos recentes dela querem ver? – Mary perguntou. – Chegou ontem. Vou buscar – não esperou ninguém responder.
Assim que ela saiu da mesa os irmãos se olharam.
— Ela sabe que os Granger’s foram mortos? – Thorment perguntou.
— Sabia – disse Rhage suspirando. – Ela ficou destroçada. Chorou muito e se culpou pelo que aconteceu. Tive que fazê-la esquecer. Não podia ver minha leelan daquele jeito.
— Você sabe que uma ora ela terá que saber né? – disse Vishous.
O loiro concordou com a cabeça.
— Já está tudo pronto para a viagem? – Wrath perguntou.
— Quase tudo Senhor. Só temos que olhar o local onde iremos ficar – disse. – Vamos Sair assim que o sol se pôr – disse olhando para o enorme homem de óculos escuros sentado na ponta de mesa.
Depois de alguns minutos em silencio Mary retornou a sala de jantar e se sentou ao lado do marido.
— Olha a minha princesinha como está bonita – disse orgulhosa entregando fotos a cada um dos irmãos e mulheres que estavam a mesa.
— Ela está muito parecida com você, Mary – disse Blaylock.
Jhon olhou a foto que Xhex lhe estendia e sorriu. A imagem refletia uma jovem de cabelos castanhos cacheados e grandes olhos castanhos como o de Mary. Era a copia quase idêntica se não fosse os traços de Rhage presentes nela, como o nariz e o contorno dos olhos.
— Ela não se parece em nada com aquela menininha que nós enchíamos de laços e que os arrancava no minuto seguinte – disse Marissa.
— Isso porque ainda não falaram com ela. A grosseria chegou e parou – disse Rhage inconformado.
— Ela é um doce, amor – disse a morena ao lado dele.
— Só se for quando fala com você leelan – bufou.
— Sabe que ela gosta de provocar você querido. Será que é seguro ir atrás dela? – perguntou olhando no fundo dos olhos azuis do marido.
— Sim.
— Mas e se algum deles nos seguir. Não quero que cheguem perto da minha menina – suspirou tristemente.
— Eles não vão. Não vou deixar.
— Me promete – implorou.
— Prometo – se curvou e beijou a testa dela a fazendo sorrir carinhosamente.
...
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